Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Jogo de retorno às Antas após Viena/87, com 7-1 ao Belenenses…


Estávamos no verão de 1987, ainda com o ego bem preenchido pela então recente vitória de Viena. E em tempos de férias, com agosto quase no fim, dando-se no nosso horizonte o primeiro jogo a sério da temporada desportiva imediata, iniciada nesse mês ainda de tempo de praias. Em que pelo final da tarde e na fresca da chegada do escurecer rumei às Antas, levando comigo alguns familiares com quem estava por esses dias. Assim, além do meu filho, com nomes de gente do FC Porto, até, foram também dois sobrinhos, que pela primeira vez iam ver o FC Porto in loco, sendo assim comigo que viam pela primeira vez em carne e osso os jogadores do FC Porto. Foi já há 33 anos, na Antas, mas parece que ainda vejo isso bem presente. Embora a rever na retina memorial. Tendo depois no estádio eu levado o meu filho comigo, pois eramos ambos sócios de Superior, e lá ido para o ângulo da bancada Superior Sul do lado mais próximo à bancada central da cobertura de cimento; enquanto meus sobrinhos foram com outros familiares para a bancada Superior Norte, mais do público não sócio, onde (segundo soube depois) houve enorme aperto pela grande afluência de gente, sendo tempo de estada de emigrantes e outros veraneantes.


Como ilustração, algumas imagens coevas, da reportagem ao tempo saída na revista Dragões, dão uma amostra de todo o ambiente, que até meteu consagração dos também Campeões Juniores treinados por Custódio Pinto e fogo-de-artifício a homenagear os seniores Campeões Europeus da “Valsa de Viena”!


Foi então a 26 de agosto de 1987. Num jogo dos que dá gosto ver, com o Porto a marcar muitos golos e a fazer uma exibição de gala. Madjer, ainda com toda a gente a lembrar-se do seu golo de calcanhar na final com o Bayern, fazia então «um hat-trick e voltava a marcar de calcanhar, como tinha feito três meses antes, em Viena, frente ao Bayern em que jogava o agora treinador Hans-Dieter Flick. Celso, Semedo, que bisou, e Rui Barros, em estreia oficial com a camisola do FC Porto, também marcaram e ajudaram a dar maior expressão (7-1) à vitória sobre o Belenenses, da primeira jornada da liga de uma época absolutamente memorável. À Taça Intercontinental, à Supertaça Europeia e à vitória no Campeonato, os Dragões ainda juntaram a Taça de Portugal. Tomislav Ivic, que herdou o plantel campeão europeu, era o treinador», tendo substituído Artur Jorge, que fora tentado por França, onde passara a ser o Rei Artur…


Viviam-se assim tempos memoráveis. Como foi esse de um dia de férias bem passadas, com o FC Porto em grande, à medida do sonho do sentimento portista pessoal.


Armando Pinto
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