Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quarta-feira, 26 de março de 2025

Ponto da situação do FC Porto hoje n’O JOGO e no JN - grande entrevista com o Presidente André Villas-Boas !

 

- 26/3/2025 – In O Jogo e Jornal de Notícias: Grandes entrevistas do Presidente do FC Porto André Villas-Boas a fazer uma atualização da Vida do FC Porto, a um mês de completar um ano de Presidência do FC Porto (e acréscimo de mais de um mês depois da SAD, por na ocasião os administradores desse tempo não terem querido deixar o lugar antes, atrasando assim a reconversão necessária, como se sabe…).

Assim sendo, nas edições respetivas do JN e do jornal O Jogo desta quarta-feira, dia 26 de março, fica para já um ponto da situação, a demonstrar como valeu a pena a mudança, a bem do Futebol Clube do Porto. Como se pode ver pela primeira grande entrevista de André Villas-Boas desde a eleição para Presidente do FC Porto, em abril de 2024, embora só passados tempos possa ter podido assumir o seu lugar. Tendo sido eleito a 27/4/2024, tomado posse como Presidente do Clube a 07/5/2024 e da SAD a 28/5/2024.

Mais dois exemplares jornalísticos para ler, apreciar e guardar, como documentação portista.


Armando Pinto

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terça-feira, 25 de março de 2025

Efeméride: A Gala do Centenário da AFP – em 2013!

A 25 de março de 2013 foi dia de festa portuense com a Gala do Centenário da Associação de Futebol do Porto, realizada no Coliseu do Porto. E aí o FC Porto teve reconhecimento como Clube fundador, tal como também diversos personagens históricos portistas foram distinguidos.

Então o FC Porto e o Leixões, como clubes fundadores da AFP, foram distinguidos com a Medalha de Mérito da Associação de Futebol do Porto-classe ouro; seguindo-se aos outros clubes centenários da AFP a atribuição da medalha de classe prata.

Mais homenagens salientes se sucederam a dirigentes, treinadores e jogadores, em cujas categorias o FC Porto teve distintos representantes. Desde na classe dirigente o então Presidente da Direção, Jorge Nuno Pinto da Costa, considerado Presidente do século XX, com a Medalha de Mérito da Associação de Futebol do Porto-classe ouro; passando pelo então Presidente da Assembleia Geral, Dr. Fernando Sardoeira Pinto, com a Medalha de Mérito da Associação de Futebol do Porto-classe prata, como antigo Presidente da Associação em representação do FC Porto; assim como o Dr. Pôncio Monteiro, com a Medalha de Mérito da Associação de Futebol do Porto-classe prata, pelos relevantes serviços prestados como Vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol e do FC Porto.

Já na classe de treinadores, foi reconhecido José Maria Pedroto, agraciado a título póstumo com a Medalha de Mérito da Associação de Futebol do Porto-classe ouro, como 1.º treinador português com curso superior e treinador da Seleção Portuguesa, como de clubes como o FC Porto e Boavista.

Assim como Artur Jorge, com a Medalha de Mérito da Associação de Futebol do Porto-classe ouro, como treinador da conquista da Taça dos Campeões Europeus de 1987 pelo FC Porto, sendo então o 1.º treinador português a sagrar-se com esse título; mais André Villas-Boas, agraciado como “Treinador Revelação do Século”, com a Medalha de Mérito da Associação de Futebol do Porto-classe ouro, pela brilhante temporada de 2010/2011 em que conquistou quatro trofeus importantes, incluindo a Liga Europa, tornando-se no mais jovem treinador de sempre a conquistar um troféu oficial europeu.

Depois, em antigos jogadores, Vítor Baía e João Pinto receberam a Medalha de Mérito da Associação de Futebol do Porto-classe prata: o primeiro por ser o futebolista com mais títulos a nível mundial, até à época; e o segundo por ter sido quem capitaneou mais vezes a Seleção Nacional A e por contabilizar mais jogos realizados pelo FC Porto no estádio das Antas.

Foi uma festa bonita, como se viu pelo Porto canal!

Armando Pinto

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domingo, 23 de março de 2025

FC Porto Vencedor da Taça de Portugal de Basquetebol Sénior /2025 !

 

- 23/3/2025 – Basquetebol Sénior – FC Porto vence a Taça de Portugal /2025 ao derrotar na final o Sporting por larga margem de 94-73. Superiorizando-se categoricamente na final-four disputada em Matosinhos, perante grande apoio dos adeptos portistas e com o Presidente André Villas-Boas presente, acompanhado pelo Vogal da Direção Prof. Alberto Babo e pelo Diretor das Modalidades Mário Santos. 

Depois de na meia-final ter eliminado o Benfica, por dez pontos de vantagem (94-84), na final, ainda foi maior a goleada, com 21 pontos de diferença no marcador. O capitão da equipa Miguel Queiroz, que alcançou o duplo duplo - 20 pontos, 12 ressaltos e três assistências – foi eleito o MVP da final.

Uma alegria bem merecida pelos verdadeiros portistas, do mundo azul e branco que sente o fervor clubista. Assim sendo merece registo. Anotando-se como um grande feito para a memória de sempre portista.

Da página fcporto.pt:

«Dominadores em campo e na bancada, os Dragões bateram o Sporting na final (94-73) e conquistaram o 16.º exemplar da prova rainha.

Em clara superioridade nas bancadas, os azuis e brancos viram Cat Barber adiantar o Sporting com dois triplos nos instantes iniciais, mas, a partir desse momento, o primeiro período foi de total domínio portista. Ativos e agressivos e na defesa, os homens de Fernando Sá amealharam um parcial de 17-2, distanciaram-se na liderança (19-8) e, mesmo depois de os lisboetas reduzirem, saíram por cima dos dez minutos inaugurais (19-15).

O arranque do segundo quarto ficou marcado pela substituição de uma das tabelas que obrigou a uma paragem prolongada. No regresso e após um novo ajuste às dinâmicas de jogo, os Dragões superiorizaram-se em ambas as tabelas e obrigaram, com uma sucessão de onze pontos contra apenas dois do adversário, Luís Magalhães a pedir um desconto de tempo. De volta à ação, continuou a só dar Porto e reflexo disso foi a vantagem com que os da Invicta chegaram ao intervalo (44-31).

Sob o comando do maestro Toney Douglas, a orquestra do Dragão voltou afinada para a segunda parte e fez a melodia das bancadas subir de tom. Imperativos nos ressaltos - nomeadamente Miguel Queiroz, que a meio do terceiro período já somava dez - e clínicos no ataque ao cesto, os portistas chegaram aos 24 pontos de diferença (64-40) e entraram no derradeiro quarto com 17 (64-47).

A distância deu confiança aos azuis e brancos que, após um período de maior ímpeto lisboeta, terminaram com todas a esperanças do Sporting ao chegarem de novo à casa das duas dezenas (88-66). Fernando Sá deu minutos aos homens menos utilizados e todos, em comunhão com os adeptos, festejaram efusivamente no final a conquista do segundo título da época em tantos possíveis.

Toney Douglas, que ficou perto do triplo duplo - 24 pontos, nove ressaltos e sete assistências - e Miguel Queiroz, que alcançou o duplo duplo - 20 pontos, 12 ressaltos e três assistências - foram os grandes impulsionadores do triunfo azul e branco, tendo o capitão sido, inclusive, eleito o MVP da final.

Ficha de jogo

FC PORTO-SPORTING, 94-73

Taça de Portugal, final four, final

23 de março de 2025

Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos

Árbitros: Paulo Marques, Diogo Martins e Vicente Jardim

FC PORTO: Toney Douglas (24), Max Landis (15), Devyn Marble (15), Miguel Queiroz (20) e Phil Fayne (5)

Suplentes: Miguel Maria (2), Hugo Ferreira, João Guerreiro, Gonçalo Delgado (2), Wes Washpun (5), Tanner Omlid (6) e Luís Silva

Treinador: Fernando Sá

SPORTING: Jeremiah Bailey, Diogo Ventura (4), Cat Barber (18), André Cruz (4) e Nicholas Ward (25)

Suplentes: Keonte Kennedy, Timothy Guers (10), Ludgy Debaut (4), Dinis Cherepenko, Arnette Hallman (2) e Sérgio Silva (6)

Treinador: Luís Magalhães

Ao intervalo: 44-31

Parciais: 19-15; 25-16; 20-16; 30-26»

Armando Pinto

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sexta-feira, 21 de março de 2025

Galeria dos Internacionais do futebol do FC Porto - inaugurada em 1968 - no dia da homenagem aos Campeões de 1921/22 !

 

Em tempo de jogos de Seleções do futebol português, vem mais a talho de foice qualquer tema relacionado. E aqui neste espaço de Memória Portista mais apropriado se torna aflorar as prestações de jogadores do FC Porto à Seleção tida como Nacional, e como tal a representação portista que tem sido possível nesse âmbito. Mais a mais, sabendo-se como os futebolistas do FC Porto para serem chamados à equipa da Federação Portuguesa têm de ser muitíssimo superiores aos das outras equipas, pois em igualdade ou mesmo proximidade, mesmo que melhores, são por norma esquecidos e costumam ser preferidos os dos clubes de Lisboa e arredores. O que mais valor dá aos do FC Porto que já foram e são Internacionais com a camisola emblemática de Portugal, porque mesmo assim ainda do FC Porto já houve até agora um bom número.

= Cinco então ainda sobreviventes (em 1968) dos primeiros Campeões de Portugal, da equipa do FC Porto que venceu o Campeonato de 1921/1922 !

Assim sendo, embora o tema das seleções, por isso mesmo, não seja dos mais interessantes, há contudo alguma ligação e provoca atenção, ainda que relativa, naturalmente. Havendo o histórico que há, desde que a primeira Seleção, em 1921, foi formada na quase totalidade por jogadores de Lisboa e arredores com uma única exceção, já que do Norte e do FC Porto apenas entrou um e porque esse, Artur Augusto (o 1º Internacional do FC Porto), tinha vindo de Lisboa para o Porto. Notando-se bem a discrepância quando logo nessa época, em 1921/22, a primeira prova oficial que houve em Portugal, de modo que serviu de barómetro, foi ganha pelo FC Porto, pois foi mesmo o FC Porto que venceu, conquistando então o 1º Campeonato de Portugal. E depois pelos tempos adiante sucederam-se os casos, com mais ênfase nas injustiças acontecidas com as ausências efetivas de Américo no Mundial de 1966 e Vítor Baía no Europeu 2004. Curiosamente em ambos os casos com a noção histórica que com eles, das duas vezes, a chamada “Equipa das Quinas” poderia ter tido melhores resultados. Curiosamente vendo-se que as quinas do escudo português são azuis e brancas, “coisa” esquecida como se vê e sabe…

Neste sentido, vem a propósito lembrar o caso dos futebolistas Internacionais do FC Porto. E na calha aflorar que já houve no FC Porto uma galeria deles, com a coleção de quadros com as fotos de todos, os internacionais portistas até á época da respetiva instalação desse corredor da fama, dos selecionados desde 1921 até 1968. Quando foi instalada e inaugurada essa exposição-memorial. Ostentando todos os internacionais da Seleção A e B, mais de Juniores. Então, na passada historiadora, recorda-se a ocasião da inauguração dessa galeria.  

Foi em agosto de 1968, no domingo dia 4 desse mês de verão, a solene inauguração da "Galeria dos Internacionais do FC Porto", na Sede do Clube, junto à "Sala-museu Afonso Pinto de Magalhães". Tendo sido conjuntamente prestada uma homenagem aos sobreviventes da vitória no primeiro Campeonato de Portugal, por meio de público tributo aos Campeões de 1921/1922 ainda vivos nesse tempo.

Disso se recorda, em recortes das reportagens publicadas no Jornal de Notícias e n’ O Comércio do Porto, da seguinte segunda-feira dia 5 de agosto de 1968, imagens e narrativa das respetivas cerimónias:

= Pose dos Campeões de 1921/22 junto com alguns de várias gerações de jogadores do FC Porto. Vendo-se aí Djalma (brasileiro), Acácio, Soares dos Reis, Pedroto, Festa, Valdemar Pacheco, Carlos Nunes, António Santos e outros.

Ao tempo, eram Internacionais do FC Porto e estavam na galeria:

- Da Seleção A: Artur Augusto, Balbino, Valdemar Mota, Pedro Temudo, Acácio Mesquita, Avelino Martins, Álvaro Pereira, Francisco Castro, Artur de Sousa “Pinga”, Soares dos Reis, João Nova, Carlos Pereira, Carlos Nunes, Vítor Guilhar, Manuel dos Anjos “Pocas”, Gomes da Costa, António Araújo, Frederico Barrigana, Joaquim Machado, Virgílio Mendes, Ângelo Carvalho, José Maria Pedroto, António Monteiro da Costa, Hernâni Silva, Carlos Duarte, Eleutério, Perdigão, Miguel Arcanjo, António Teixeira, Barbosa, Acúrsio Carrelo, Serafim, Alberto Festa, António Paula, Américo, Custódio Pinto, Francisco Nóbrega e Fernando Pavão.

- Da Seleção B – José Lourenço, Alfredo Pais, Manuel Pinho, Nelo Barros, Jaime Silva, José Rolando, João Almeida, David Sucena e Malagueta,  

- Da Seleção de Juniores – Ferreirinha, Roldão, Norberto, Manuel Amorim, Rui Teixeira, Serafim, Armando Madeira, Luís Pinto, Artur Jorge, Arlindo, Ernesto, Sérgio Vilarinho, Rendeiro, Silva, Aníbal, Lourenço, Araújo, João Ricardo, Luís Pereira, Chico Gordo e João Domingues.

Curiosamente não constou na mesma a indicação dos Internacionais Militares, sabendo-se que por esses tempos havia Seleção de jogadores em tempo de serviço militar e inclusive em 1958 houve 3 (Hernâni, Arcanjo e Barbosa) que foram campeões, tendo feito parte da equipa militar portuguesa vencedora do Torneio Internacional da Nato. Mas como os internacionais militares também foram internacionais por outras Seleções, entende-se a falha.

= Campeões de 1921/22 - cinco dos 11 primeiros Campeões de Portugal. Curiosamente esses do FC Porto não chegaram a "ir à Seleção!...

Não constaram à época também internacionais da Seleção de Esperanças, nesse caso porque anda não havia, mas depois houve vários, como entre factos mais conhecidos foi a internacionalização do Lemos, por exemplo, entre outros. Bem como ainda não havia seleções de Juvenis e Iniciados, hoje de sub-18, sub-17 e sub-15, por exemplo, como agora. Enquanto ao longo dos anos seguintes se sucederam muitos mais Internacionais das diversas categorias. Das quais, por ser demasiado enumerar todos os das categorias diversas, apenas se atualiza, em complemento, o vasto rol dos Internacionais A, dos jogadores do FC Porto que enquanto representantes do FC Porto jogaram pela Seleção principal portuguesa:

Internacionais do FC Porto pela Seleção Nacional A (em atualização):

Artur Augusto, Balbino, Valdemar Mota, Pedro Temudo, Acácio Mesquita, Avelino Martins, Álvaro Pereira, Francisco Castro, António Soares, Artur de Sousa “Pinga”, Soares dos Reis, João Nova, Carlos Pereira, Carlos Nunes, Vítor Guilhar, Manuel dos Anjos “Pocas”, Gomes da Costa, António Araújo, Frederico Barrigana, Joaquim Machado, Virgílio Mendes, Ângelo Carvalho, José Maria Pedroto, António Monteiro da Costa, Hernâni Silva, Carlos Duarte, Eleutério, Perdigão, Miguel Arcanjo, António Teixeira, Barbosa, Acúrsio Carrelo, Serafim, Alberto Festa, António Paula, Américo, Custódio Pinto, Francisco Nóbrega, Fernando Pavão, José Rolando, Abel, António Oliveira, Tibi, Adelino Teixeira, Fernando Gomes, Octávio Machado, Séninho, Celso (Luso-brasileiro), Freitas, Taí, Gabriel, Rodolfo, Murça, Vital, Costa, Frasco, Romeu, Simões, Lima Pereira, António Sousa, Jaime Magalhães, Jacques, Inácio, Eurico, Jaime Pacheco, Eduardo Luís, Vermelhinho, Futre, André, Quim, Zé Beto, Rui Barros, Semedo, Rui Águas, Domingos, Fernando Couto, Vítor Baía, Jorge Couto, Rui Filipe, Jorge Costa, Folha, Paulinho Santos, Rui Jorge, Secretário, Sérgio Conceição, Capucho, Rui Correia, Pedro Espinha, Nelson, Ricardo Costa, Jorge Andrade, Mário Silva, Nuno Valente, Paulo Ferreira, Costinha, Hélder Postiga, Maniche, Deco (Luso-brasileiro), Bruno Vale, Ricardo Carvalho, Quaresma, Raúl Meireles, Bosingwa, Bruno Alves, Rolando, Silvestre Varela, João Moutinho, Miguel Lopes, Ruben Micael, Licá, Josué, Ricardo Pereira, Pepe (Luso-brasileiro), Rúben Neves, André André, André Silva, Danilo Pereira, Sérgio Oliveira, Vitinha, Diogo Costa, Otávio (Luso-brasileiro), João Mário, Francisco Conceição e Tiago Djaló – até à atualidade da época de 2024/25.

Nota: Há contudo um caso à parte, que é o de António Soares, futebolista que jogou contra a Itália em 1931 e nos dados da FPF e em livros da especialidade aparece como jogador do FC Porto. Contudo sem aparecer seu nome nas informações existentes de jogos oficiais do FC Porto, pelo menos em dados conhecidos. Mas como por esse tempo escasseavam as provas de caráter oficial e nos números oficiais não aparecem jogos de Reservas e Torneios, por exemplo, pode ter ele sido do FC Porto na ocasião do jogo. Acrescendo que nos elementos informativos de teor oficializado há muitos enganos, como se vê por exemplo no livro “Almanaque do FC Porto”, produto oficial de Clube de 2011/2012, e até na História do FCP escrita por Rodrigues Teles há diversos lapsos, talvez por distrações. Além que há outros casos de jogadores que estiveram inscritos pelo FC Porto, pertenceram ao Clube, fizeram torneios e jogos não oficiais, e depois saíram, sem terem feito jogos oficiais, mas deixaram marca. Como lembra o caso do argentino Julio Pereyra (entretanto já lembrado num artigo neste blogue), entre vários. Ficando por isso a dúvida. Mas como não é normal a Federação dar nada ao FC Porto, antes pelo contrário, não será provável que haja algum engano nos arquivos da FPF neste caso.  

Armando Pinto

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quarta-feira, 19 de março de 2025

Comemoração Portista do DIA DO PAI no Dragão Arena!


- 19/3/2025 – O FC Porto comemorou publicamente o tradicional Dia do Pai no jogo de hóquei em patins (FC Porto, 3 – Hóquei de Braga,1) que se efetuou na noite do próprio dia, no pavilhão Dragão Arena. Tendo estado presentes os filhos dos jogadores, que como pais entraram na pista com os seus rebentos ao colo; e depois, a assinalar o facto, fizeram uma foto de família com todos, pais e filhos.

Os hoquistas do FC Porto, entrevistados para a comunicação social, manifestaram terem gostado, afirmando estar o Clube de parabéns pela iniciativa.

Armando Pinto

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FC PORTO: INSTITUIÇÃO DE UTILIDADE PÚBLICA desde MARÇO de 1928

 

No dia 13 de Março de 1928 foi atribuído ao FC Porto o estatuto de Instituição de Utilidade Pública.

Com efeito, foi nessa data publicado no “Diário do Governo”, ll Série, n.º 63-Ministérios das Finanças e da Instrução Pública-Secretaria Geral, o decreto que declarou oficialmente o Futebol Clube do Porto como Instituição de Utilidade Pública.

Estava-se no tempo da primeira presidência do Dr. Urgel Horta à frente dos destinos do FC Porto, e no seguimento do pedido feito ainda na presidência de Sebastião Ferreira Mendes. Ficando ligados ao caso vários nomes, quão se pode ver pelo que ficou registado na História do Futebol Clube do Porto escrita por Rodrigues Teles, em seu 1.º volume (embora, apesar de no texto inicial ter indicado a data correta, o primeiro historiador do FC Porto depois se tenha equivocado e, em gravura, ao fundo, na página seguinte à respetiva narrativa, refira como tendo sido a 19 de março de 1932).

Sobre o mesmo acontecimento, volvidos anos, foi essa mesma ocorrência especial narrada também na revista Dragões de dezembro de 1989, com imagem do decreto publicado a 13 de março de 1928, em peça escrita por Joaquim Dias (aí também induzido em erro, numa parte, pelo lapso de Rodrigues Teles), como se pode ler.

Isso mesmo, com as respetivas datas corretas, consta nos ESTATUTOS DO FUTEBOL CLUBE DO PORTO, logo no seu

CAPÍTULO I 

DISPOSIÇÕES GERAIS

Artigo 1.º  (Denominação)

1. O Futebol Clube do Porto, fundado na cidade do Porto em 28 de Setembro de 1893, data em que iniciou a sua actividade, é um clube desportivo, constituído como pessoa colectiva de direito privado de carácter associativo e declarado instituição de utilidade pública pelo seu alto contributo para o desenvolvimento da actividade desportiva, desde 13 de Março de 1928.

Armando Pinto

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terça-feira, 18 de março de 2025

Efeméride do nascimento de Valdemar Mota - em 1906.

A 18 de março do longínquo ano de 1906 nasceu no Porto Valdemar Mota, Waldemar Mota da Fonseca, registado então ainda como se escrevia ao tempo por Waldemar. Portuense que depois se distinguiu no futebol e com a camisola do FC Porto jogou durante 12 épocas, de 1926/27 até 1937/38. Tendo entretanto sido internacional distinto pela Seleção Portuguesa, em cuja representação esteve nos Jogos Olímpicos de Amesterdão, em 1928, sendo então o primeiro atleta olímpico do FC Porto. Jogador que, segundo os dados oficiais pelo FC Porto, marcou 177 golos em 163 jogos e venceu no total 15 títulos, dos quais, 2 Campeonatos de Portugal, 1 Campeonato Nacional de 1.ª Divisão (agora 1.ª Liga) e 12 Campeonatos do Porto. Além de na Seleção Nacional ter estado em 21 jogos e marcado 4 golos. 

 

Viajando no tempo, pousa assim desta vez um voo da lembrança na ocorrência do nascimento de Valdemar Mota, campeão do FC Porto logo no primeiro Campeonto Nacional disputado em Portugal. Como antes já fora no então chamado Campeonato de Portugal.


Entrou no FC Porto para jogar nos iniciados e para se tornar um dos melhores jogadores do clube, o único que representou na carreira, nos anos 20 e 30. Avançado, formou juntamente com Pinga e Acácio Mesquita os célebres “três diabos do meio-dia”, assim apelidados depois de os Dragões vencerem grandes equipas da Europa no Natal de 1933. Foi também o primeiro atleta portista a capitanear a seleção nacional.

= Equipa do FC Porto da época de 1931/32 – Campeões de Portugal. Em cima da esquerda para a direta: Fernando Trindade, Jerónimo Faria, Francisco Castro, Artur de Sousa “Pinga”, Carlos Mesquita, Álvaro Sequeira, Lopes Carneiro, Valdemar Mota, Álvaro Pereira, Pedro Temudo e Joseph Szabo (Treinador). Em baixo pela mesma ordem, Siska (guarda-redes principal), Avelino Martins e Acácio Mesquita.=

= Homenagem aos Campeões do FC Porto, na entrega das medalhas, com todos os campeões medalhados e Valdemar Mota como porta-estandarte. =

Ora o célebre Valdemar Mota foi um dos primeiros grandes ídolos do mundo portista, com realce para ter conseguido na Seleção fazer valer os direitos nortenhos, sabendo-se como os responsáveis da equipa da Federação Portuguesa sempre preferiram dar lugar aos dos clubes de Lisboa e arredores. Mas Valdemar Mota foi um dos que conseguiu superar isso, e nesse tempo de escassos jogos realizados pela equipa dita portuguesa ainda atuou em 21 jogos e marcou 4 golos, enquanto numa dessas vezes marcou 3 golos contra a Seleção de Itália, em jogo que Portugal venceu por 4-1. Juntando o facto de ter feito parte da equipa representativa de Portugal que esteve nos Jogos Olímpicos de Amesterdão, em 1928, em cuja competição marcou o primeiro golo da Seleção Nacional contra o Chile. 


Na Seleção A Nacional Valdemar Mota teve um marco assinalável, ainda, como foi o caso de durante muitos anos ter sido detentor da marca de jogador mais novo a marcar 3 golos num jogo, então a 15 de abril de 1928, no referido encontro latino, quando Portugal venceu no Porto a seleção da Itália por 4-1, com três golos do então extremo-direito do FC Porto (recorde esse que durou 88 anos, até ter sido superado em Outubro de 2016 por André Silva, também futebolista do FC Porto; o qual em seu início de carreira se tornou aos 20 anos o mais novo internacional português a marcar 3 golos no mesmo jogo e como tal haver substituído Valdemar Mota nesse recorde duradouro).


Valdemar Mota da Fonseca, nascido na cidade do Porto a 18 de Março de 1906, foi jogador histórico do FC Porto, clube de coração e único que representou, como médio e extremo direito de elevado quilate.


No Futebol Clube do Porto desde os iniciados, Valdemar Mota já como sénior ajudou o FC Porto a vencer importantes títulos, num tempo em que formou juntamente com Pinga e Acácio Mesquita o célebre meio-campo da equipa portista que ficou apelidado de “os três diabos do meio-dia” (depois do F.C. Porto ter vencido em alturas do Natal de 1933 o First de Viena e uma Seleção da Budapeste, jogos que se jogaram com início ao meio-dia).

= Casamento em 1929 =

Ainda no ativo futebolístico e em sinal da sua importância no mundo do espetáculo, sendo como sempre foi o futebol um fenómeno de atração, Valdemar Mota, então como grande estrela do FC Porto dos anos 30, foi convidado para uma aparição cinematográfica, tendo protagonizado, ao lado de Beatriz Costa, a comédia O Trevo de Quatro Folhas (filme de Chianca de Garcia, rodado em Agosto de 1935 e estreado publicamente em Janeiro de 1936, assim como teve apresentação e passagem no Rio de Janeiro em Março de 1937. Do qual parece que apenas subsiste um fragmento).


Depois de abandonar o futebol, Waldemar Mota continuou sendo uma figura conhecida do dia a dia portuense, tendo então se dedicado a negócio do ramo de venda de produtos alimentares e artigos domésticos, através duma loja de comércio tradicional. «Possuía uma mercearia fina que tinha clientela selecionada, cujo estabelecimento ficava próximo da entrada do Mercado do Bolhão e era frequentado pela burguesia da cidade do Porto.»


Entretanto, na sua ligação ao clube e disposição de serviço clubista, Valdemar Mota chegou depois também a pertencer à Direção do FC Porto, como num exemplo que se recorda, de na Gerência de 1949 ter sido Vogal tesoureiro, junto com o antigo guarda-redes Soares dos Reis, numa Direção presidida por Júlio Ribeiro de Campos.
 

No decurso do tempo, sua fama de desportista que vinha de longe manteve-se no imaginário clubístico, tanto que na antiga Sede do FC Porto (ao lado da Câmara Municipal, na então chamada Praça do Município, hoje Praça Humberto Delgado), junto à galeria de Internacionais de futebol, que pelos idos de finais da década de sessenta integrou o espólio memorial da antiga casa administrativa e museológica do clube, houve na presidência de Afonso Pinto de Magalhães também colocação duma galeria dos 3 primeiros atletas Olímpicos do FC Porto, por meio de quadros com os Olímpicos até esse tempo (com Valdemar Mota ao centro e a ladeá-lo os ciclistas Mário Silva e José Pacheco).


Também no estádio das Antas, no átrio principal da entrada, de ligação ao departamento de futebol, salas de reuniões e gabinetes (mais antigo bar social), constando nas paredes algumas fotos emolduradas, ali colocadas igualmente entre as iniciativas efetuadas durante a presidência de Pinto de Magahães, havia então uma galeria de honra onde estavam quadros com as fotografias de Valdemar Mota como 1.º Olímpico do FC Porto (além de Pinga, como melhor de sempre e nome do trofeu do clube; Siska, como grande guarda-redes e treinador estrangeiro carismático na vida do clube; Virgílio, o mais Internacional até então; Soares dos Reis, como 1.º guarda-redes Internacional; Vital, autor do 1º golo portista no estádio das Antas; e Hernâni como “Capitão” famoso do título Europeu Militar de 1958 e herói de taças e títulos de Campeões Nacionais na gesta dos anos cinquentas. Assim como mais tarde, ao tempo da presidência do Dr. Américo Sá, noutras paredes foram colocadas fotografias emolduradas dos Campeões Nacionais de 1977/78, "Pedroto e seus Muchachos".).

Valdemar Mota faleceu em Abril de 1966, no dia 20. Tendo ficado sepultado no cemitério do Bonfim, no Porto.


O perfil de Valdemar Mota ficou entretanto bem vincado numa entrevista inserta na revista lisboeta Stadium, reportando à sua imagem - da qual para aqui transpomos imagens da página respetiva, com a mesma por inteiro e em recortes, para efeitos de enquadramento e melhor visibilidade.



Cronologicamente, Valdemar Mota foi o 3.º Internacional do FC Porto, o terceiro futebolista azul e branco a jogar pela Seleção Nacional, a seguir a Artur Augusto e Balbino da Silva.


Armando Pinto
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Obs.: Sobre Valdemar Mota, confira-se ainda anteriores artigos deste blogue (clicando)
em

- Trio Maravilha ou os Três Diabos do Meio Dia

- Representantes Portistas nos Jogos Olímpicos

e com ligações fortes à atualidade
- Roda...

A. P.