Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Lembrando… De vez em quando… o TROFÉU PAVÃO recebido por TIBI - em 1981!


Entre antigos galardões Portistas existiu em tempos o Troféu Pavão, de homenagem a esse futebolista histórico que morreu em campo com a camisola do FC Porto vestida. Troféu esse que coexistiu então com o galardão máximo do clube, troféu Pinga, de reconhecimento aos melhores atletas de todas as modalidades. Sendo o Troféu Pavão apenas para premiar em cada temporada o mais votado do futebol sénior, numa atribuição clubista.

A correspondente taça ostenta figuração alusiva, com nome de Troféu Pavão. Num galardão de homenagem ao simbolismo de Pavão no mundo portista, que depois disso ficou na antiga Sala-museu Afonso Pinto de Magalhães, na antiga sede social, na ao tempo chamada Praça do Município, e mais tarde na Sala-Museu do Estádio das Antas, aquando da transferência da sede. Consta da coleção de cromos comemorativa do "Centenário do FC Porto – 1893-1993".

Desse Troféu Pavão, criado no mandato presidencial do Dr. Américo Sá, após a morte de Pavão (e que só durou durante a mesma presidência), um original ficou então no Museu do FC Porto e outros similares foram sendo entregues aos vencedores. Promovido que era pelo jornal O Porto e que, através de pontuação atribuída pelos cronistas do jornal aos jogadores da equipa principal do futebol portista, na crónica de cada jogo, era eleito o melhor futebolista da equipa durante a respetiva época. Tendo, entre os vencedores, o guarda-redes Tibi sido vencedor em 1975/76, antes de sua saída temporária em 1977.

Ora como Tibi esteve ausente do plantel do FC Porto alguns anos, em período temporário enquanto esteve emprestado a outras equipas onde atuou então, foi após o seu regresso, por sinal em grande pois recuperou a titularidade em 1980/81, que em 1981 recebeu finalmente o seu Trofeu Pavão. Numa oportunidade festiva dentro do período comemorativo do 32.º aniversário do jornal O Porto - como se recorda por reportagem coeva, a assinalar o facto.

Armando Pinto

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2 comentários:

  1. O antigo guarda-redes Tibi, do FC Porto, esteve 872 minutos consecutivos sem sofrer golos na época de 1980/1981. Um recorde na época.
    A série começou a 10 de dezembro de 1980 (numa vitória por 2-0 frente ao Académico de Viseu. E terminou a 14 de fevereiro de 1981 (na vitória do FC Porto contra o Boavista por 2-1). O golo que terminou a invencibilidade foi marcado por Júlio, do Boavista, que antes tinha sido jogador do FC Porto. A sequência envolveu jogos oficiais entre o Campeonato Nacional e a Taça de Portugal.

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  2. Segundo o que percebo deste blogue ser apologista das verdades históricas do FCP, dou um contributo nesse sentido. Porque o Tibi merecia ter tido outra carreira no Porto e não teve a partir que Pinto da Costa tomou conta do futebol, em 1976/77. Facto evidente porque quando Pinto da Costa saiu em 1980 o Tibi retornou e de novo passou a ser o nº 1 e com Pinto da Costa regressado em abril de 82 como Presidente Tibi saiu de vez.

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