No Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas, mas também do Anjo Custódio de Portugal, entre inúmeros temas que esse antigo Dia da Raça proporciona, também tem sempre de ser recordado o dia em que o FC Porto venceu a Taça de Portugal no estádio do Jamor, em Oeiras, a 10 de JUNHO de 1994, no Dia de Portugal. Porque então para ser recebida a taça, no camarote de honra presidencial, tiveram os jogadores do FC Porto de sofrer com arremessos de garrafas de águas, pedras e outros objetos atirados por adeptos do então derrotado finalista Sporting, por mau perder, com membros do Governo e da Federação de Futebol a ver. Num triste espetáculo às portas da capital do regime político e desportivo português. Por azia dos perdedores e por saberem que estavam à vontade, tanto que depois não houve quaisquer castigos para os predadores frustrados.
Ora, como não há anjos sem asas nestas coisas e a raça vê-se
também em ocorrências reveladoras da ordem e honra, ficou para a história uma
imagem exemplificativa a mostrar para sempre como os vencedores tiveram de se
proteger, com a própria taça a servir de escudo contra os inimigos. Vendo-se
assim de que fibra são os campeões.
Foi mesmo: «Uma das imagens mais marcantes da história azul
e branca foi captada neste dia, há precisamente 32 anos, em pleno Estádio
Nacional. O FC Porto acabara de vencer o Sporting na finalíssima da Taça de
Portugal (2-1) e foi já sob uma chuva de pedras e garrafas que João Pinto
liderou a comitiva que subiu a escadaria para receber o troféu na Tribuna de
Honra. Com a Taça na mão e o coração na boca, o Capitão defendeu-se dos objetos
arremessados pelos adeptos sportinguistas e demonstrou de que fibra são feitos
os Dragões.»
Armando Pinto
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