Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Lembrando... o ingresso do avançado brasileiro DJALMA no FC Porto - em JULHO de 1966.

Em tempo de transferências do mundo do futebol, no período inicial de nova época desportiva, vem a toque de bola lembrar uma transferência ocorrida com uma aquisição feita pelo FC Porto, enquanto decorria o Mundial de futebol de 1966, em Inglaterra, com a seleção portuguesa a passar a fase em que o selecionador Luz Afonso e o treinador Otto Glória erraram em deixar a baliza da equipa das quinas à mercê dos ingleses - mas isso é outra história, aqui apenas aflorada como enquadramento no tempo. Interessando que nesse ínterim o FC Porto por cá ia procurando fazer pela vida para a nova época, sem contar com o que na Velha Albion se passava na equipa com as camisolas portuguesas, apenas incluindo do FC Porto o defesa Festa, que conseguiu furar a linha BSB, do regime presidencial de Benfica, Sporting e Belenenses (com a baliza a ter ficado escancarada diante da Coreia, valendo a reviravolta acontecida, mas depois já com resultado negativo à frente da seleção inglesa de Charlton e C.ª)…

Então, a 27 de JULHO, em 1966, foi noticiada a transferência de Djalma, brasileiro que na anterior época de 1965/66 dera nas vistas na linha avançada do Vitória de Guimarães e se salientara como goleador, levando a que o FC Porto o adquirisse para reforço da época de 1966/67. Numa transferência que se revestiu de contrapartidas, envolvendo idas para o Guimarães do defesa Joaquim Jorge e do avançado Lázaro, além da soma de dinheiro da parte do contrato.

Ao tempo o setor atacante do FC Porto estava enfraquecido, apenas contando com o avançado-centro Manuel António, adquirido na temporada anterior à Académica, mas sem confirmar o valor que demonstrara anteriormente com o equipamento preto da academia coimbrã, acrescido do outro avançado, o “ponta de lança” Amaury, ter regressado ao Brasil.

O caso é assim referido no livro do jornal A Bola, “História de 50 anos do Desporto Português”:

Tal como no livrinho da “Coleção Ídolos do Desporto”, dedicado ao Djalma, está pormenorizada a transferência:


Djalma teve depois grande influência na boa campanha da equipa portista de 1966/67 a 1968/69, tendo tido ponto alto com a conquista da Taça de Portugal em 1968, para cuja ida à final contribuiu com 4 golos marcados ao Benfica nos dois jogos da meia-final (empate 2-2 na Luz com 2 golos seus e vitória nas Antas por 3-0 com mais 2 dele e 1 de Pavão), bem como na final foi ele que marcou o canto de que resultou o golo da vitória, por 2-1 sobre o Vitória de Setúbal.  

Ganhou fama, a par com os dotes de goleador, com sua maneira de responder às agressões dos adversários. Tendo, depois de o FC Porto ter perdido o Campeonato de 1968/69 por casos internos na parte final, sem ele ter estado envolvido, entenda-se, saído para o Belenenses em 1969/70.

Armando Pinto

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