Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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quinta-feira, 4 de julho de 2019

Efeméride Portista de 4 de Julho… recordando o 5º Titulo Nacional de Andebol de Onze conquistado em 1943 pelo FC Porto


Em tempo de ausência de novidades desportivas de monta, sobretudo por se estar em fase de não se poder acreditar em notícias publicitadas por canais do regime, tal o rol de mentiras sistemáticas na comunicação social portuguesa… há que olhar para outros assuntos, por quanto a história tem encontros mais interessantes com algo valorizável.

Assim, por se estar em época mais propícia a recordar feitos através da coincidência de datas, dando um vislumbre por algumas das efemérides merecedoras de evocação, consultando literatura desportiva do passado depara-se diante dos olhos alguma coisa atrativa entre outras de diversas curiosidades.

Assim, a 4 de Julho de 1943 o FC Porto vencia o Campeonato Nacional de Andebol, o 5º da história de vitórias do clube nessa modalidade, ao tempo ainda escrita "hand-ball", de jogo disputado em campos grandes ao ar livre (mais tarde chamado Andebol de 11, quando apareceu o de 7, jogado em rinques de pavilhões).

Assim de enfiada, juntar cinco títulos consecutivos de Campeão Nacional era já algo especial. E muitos outros se seguiram. Na peugada da equipa que posou à posteridade, na ocasião, em foto com que se encima esta memorização. Como chega ao conhecimento vindouro em imagem algo diluída pelo tempo – conforme aparece publicada no livro da Fotobiografia do FC Porto, em boa hora lançada por Rui Guedes.

Ora o FC Porto chegara à final depois de ter eliminado o Sporting nas meias finais. E na final venceu o clube Unidos de Lisboa por 7-6.


Desse encontro juntam-se, por fim, imagens ilustrativas, de pequena caixa então publicada dias depois, sem qualquer narrativa de reportagem, na revista lisboeta Stadium, em seu número de dia 7 seguinte.

Armando Pinto
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terça-feira, 7 de agosto de 2018

Efeméride Portista: 50 Anos da primeira deslocação do Hóquei em Patins do FC Porto à Madeira – em 1968


Agosto é sempre tempo de dias soalheiros e calor a convidar ao retemperamento. Tornando mais interessante as viagens, pelos atrativos derivados. E quando se deparam motivos especiais na busca de novos horizontes, melhor ainda. Tal como há cinquenta anos um grupo de pessoas, em representação do FC Porto, foram em embaixada portista rumo à ilha da Madeira. Faz 50 anos agora, que aconteceu assim, a então primeira deslocação à Madeira por parte da secção de Hóquei em Patins do F.C. do Porto (como ao tempo se escrevia oficialmente a denominação do clube).

Estava-se nos primeiros dias de Agosto de 1968, com a partida a suceder no dia 7, a partir do aeroporto de Pedras Rubras, onde o Presidente da Direção, nesse tempo, Afonso Pinto de Magalhães, foi desejar boa viagem – motivo de ter sido fotografado entre os elementos da caravana, antes da entrada da comitiva portista no avião.


À época o FC Porto estava a apostar mais no hóquei em patins, como reflexo da equipa principal do clube, com Branco, Magalhães, Leite, Hernâni, Cristiano, ter começado a fazer boa figura a nível competitivo com as equipas do sul, há muito dedicadas ao hóquei patinado. E em vista disso o FC Porto reforçou-se mais, fazendo vir da Madeira o guarda-redes José Castro e o jogador de campo José Ricardo. Tendo ficado no acordo da respetiva vinda um intercâmbio, de modo aos madeirenses poderem ver o FC Porto também sobre patins.

Foi assim a primeira viagem do Hóquei em Patins do FC Porto à Madeira, na verdade, uma ida para pagar a transferência do Castro e do José Ricardo, na permuta do Marítimo para o FC Porto. Tendo as viagens sido pagas pelo FC Porto, enquanto a estadia foi custeada pelo C.S. Marítimo.


E assim passaram os hoquistas do FC Porto uma semana na paradisíaca ilha da Madeira, fazendo o que gostavam, que era jogar hóquei, e saboreando as especialidades da culinária madeirense, além de terem podido presenciar as belas vistas por ali visíveis, diante dos olhos e sentidos.


Durante a digressão, porque havia um programa a cumprir em rinque, com a disputa de um torneio, a equipa do FC Porto fez 5 jogos: com o C.F. União, C.D. Nacional, H.C. Madeira e C.S. Marítimo, quase só com vitórias, de permeio com um empate, por sinal diante do Marítimo, por ser um jogo revestido de características diferentes. Com a curiosidade de nesse encontro, o Castro e o Ricardo terem jogado pelo Marítimo, contra o F.C. Porto, em número de programa simpático e afetivo.


No fim de contas, o FC Porto ganhou naturalmente o torneio, embora, contando o empate referido, a vitória final e consequente conquista do trofeu principal tenha resultado de vantagem pela diferença de golos, pelo chamado goal-average, a culminar essa semana por todos considerada magnífica na Madeira.


A embaixada do FC Porto foi então assim constituída: Como jogadores foram Castro, Branco, Leite, Magalhães, Hernâni, Cristiano, Valentim e Vitorino, sob orientação do treinador Laurentino Soares e assistência do mecânico Óscar Amaral. Como dirigentes, o Diretor Dr. Mota Freitas, e os Seccionistas Arlindo Sousa e Prof. Miranda.

Um pormenor interessante: Os jogos tiveram relato na rádio, pela estação portuense dos Emissores do Norte Reunidos, tendo a delegação portista, para o efeito, sido acompanhada pelos locutores José Barroso e Ilídio Inácio (este também produtor e técnico, ao mesmo tempo).

Armando Pinto
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NOTA DE AUTOR: Agradeço ao amigo  José Castro a lembrança da passagem da efeméride, nesta data, e as suas informações. Sendo que à época apenas acompanhei esse acontecimento através do jornal O Porto, com as naturais limitações do que veio publicado na respetiva reportagem jornalística.
A. P.