Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

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Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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sábado, 12 de março de 2016

Rodolfo: Um dos nomes referenciais do futebol portista, que só jogou com a camisola do F C Porto e da seleção nacional


No atual panorama futebolístico vem muito à baila das apreciações o tema dos jogadores de referência, facto que no caso portista se reflete na menção dos chamados jogadores à Porto. Algo que em épocas algo remotas era mais vincado, quando os futebolistas passavam muito tempo no clube. Embora não seja preciso ter andado muito pela Ribeira do Porto para se ter afeição ao clube com o nome da Invicta e se identificar totalmente ao significado do clube dragão.  Havendo, entre tantos que mais personificam essa mística, como símbolos históricos de dedicação e paixão, nomes como Pinga, Valdemar Mota, Araújo, Hernâni, Virgílio, Arcanjo, Américo, Custódio Pinto, Festa, Pavão, Rolando, Gomes, Rodolfo, João Pinto, Jorge Costa, Deco, para só referir alguns de memória. Estando bem lá no meio Rodolfo, um jogador mesmo à Porto, como se diz. Carismático capitão da equipa que ganhou o célebre Campeonato Nacional de 1977/78 e o “Bi” seguinte em 1978/79.  


Dizia-se que os jogadores mais dedicados eram aqueles que mais se ”rabunhavam”, ou seja os que até ficavam arranhados de tanto batalhar, nunca virando a cara à luta, esforçando-se até mais que o limite das forças. Tal o que nos fazia ver e nos faz rever na imagem do “Rodolfo do Porto”  – que vem agora a talhe recordar. Por calhar nesta data a efeméride de sua estreia com a camisola da equipa principal do F C Porto. A camisola das duas listas azuis do F C Porto que seria a única de clube que conheceu, além naturalmente das camisolas das seleções nacionais para que foi chamado a representar.

= Rodolfo na equipa campeã e bicampeã nacional da década de setenta =

Faz agora anos que, a 12 de Março de 1972, Rodolfo, como era conhecido enquanto jogador, se estreou oficialmente na equipa principal do FC Porto, envergando a camisola que sempre conheceu. Esse raçudo médio (adjetivando sua raça em campo) tinha então 18 anos feitos há pouco mais de um mês e foi titular em Coimbra, frente à Académica, em jogo que terminou com vitória portista por 1-0, golo de Abel. Entretanto Rodolfo Reis, como depois passou a ser conhecido como treinador, só vestiu uma camisola enquanto jogador de clube, a do grande FC Porto e foi sempre um exemplo de garra, mística e vontade de ganhar.


= Rodolfo num momento de convívio, em descontraída brincadeira junto com Oliveira e Gomes, durante uma passagem pela Escócia em 1975 (aquando de confronto com o Dundee), a que não faltaram gorros e saiote (Kilt) de indumentária etnográfica da região visitada, na ocasião =

Rodolfo era, em seu tempo de atleta profissional, um dos futebolistas mais queridos no seio dos apoiantes portistas, precisamente por toda a raça que punha na defesa do clube. E continua a ser uma recordação constante, no apreço que os grandes vultos do F C Porto representam no sentimento do mundo azul e branco, em tudo quanto representa o afeto da família portista.

Armando Pinto

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