Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

sábado, 18 de junho de 2016

Primeiro Campeonato e o segundo Bicampeonato Nacional de futebol conquistados pelo F C Porto


Junho passa por ser mês de transição da Primavera para o Estio, à entrada do Solstício de Verão, embora por vezes com tempo meteorológico algo instável, na irregularidade dos anos. Sendo a correspondente época estival também de definições de resultados, quer de exames escolares como de outras causas anuais.

Dentro de matérias que podem ter decisões nesses campos está a parte desportiva. Como em competições que à chegada do tempo quente têm apogeu. Sendo então que nalguns anos aconteceu isso já com a resolução dos campeonatos nacionais de futebol.


Assim sendo, a talhe, recorde-se dois exemplos deveras marcantes, ocorridos a meio de Junho de há anos. Tais como:

No dia 18 de Junho de 1922 o F C do Porto venceu o Campeonato de Portugal, ao derrotar o Sporting por 3-1, em jogo disputado no campo do Bessa, na finalíssima correspondente ao terceiro jogo da final dessa que foi a inicial realização do Campeonato de Portugal, como era chamado, garantindo para o clube azul e branco a primeira competição oficial de âmbito nacional do futebol português.


Passados muitos anos, com a diferença de um dia mas de largo período cronológico, no dia 17 de junho de 1979, ao vencer o Barreirense por 4-1 no estádio das Antas, o FC Porto sagrou-se Bicampeão Nacional, terminando em primeiro lugar da classificação no Campeonato Nacional da 1ª Divisão de 1978/79. De cujo lote dos campeões se junta um quadro da época com parte do plantel.


Pioneiro dos clubes de futebol em atividade, o F C Porto obteve a marca de ter sido o clube que venceu o primeiro Campeonato de Portugal, assim como estreou o campeonato inicialmente chamado Liga e depois o primeiro Campeonato Nacional, em cuja galeria venceu também as duas primeiras edições, em 1938/39 e de seguida em 1939/40. Como se recorda por texto respigado do livro “FC Porto figuras & factos / 1893-2005”. 


Aconteceu aí a obtenção dum “Bi”, conquista duplicada, em dois anos consecutivos, que veio a ter repetição muitos anos volvidos, quando, após a conquista do título Nacional de 1977/78, o FC Porto bisou em 1978/79.


Desse Campeonato Nacional que saciou o mundo portista com tal fartura, ao tempo, juntamos algumas curiosidades centradas em dois futebolistas que fizeram bom trabalho de equipa.

 == Adelino Teixeira

Frasco ==

Felizmente depois, com o decorrer dos anos, mais Bis do FC Porto aconteceram no campeonato principal do futebol português, mais precisamente por oito vezes, nalgumas das quais com tanta corda dada às chuteiras que a energia durou até chegar às contas de três Tris, depois dois Tetras e ainda a uma sequência de cinco campeonatos seguidos, tendo chegado ao Penta - outra marca em que o FC Porto é único em Portugal.

Ora o F C Porto venceu, até agora (2012-13), quanto a campeonatos:
- Campeonato de Portugal em 1921/22; 1924/25, 1931/32 e 1936–37.
- Campeonato da Liga da Primeira Divisão (que se chamou entretanto Liga, Campeonato Nacional da 1ª Divisão e agora Primeira Liga) em 1934-35; 1938-39 e 1939-40 (1º Bi); 1955-56; 1958/59; 1977/78 e 1978/79 (2º Bi); 1984-85 e 1985-86; 1987-88; 1989-90; 1991-92 e 1992-93; 1994-95, 1995-96, 1996-97, 1997-98 e 1998-99; 2002-03 e 2003-04; 2005-06, 2006-07, 2007-08 e 2008-09; 2010-11, 2011-12 e 2012-13.

Armando Pinto

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quinta-feira, 16 de junho de 2016

A inesquecível vitória da Taça de Portugal de 1968!


A final da Taça de Portugal de 1968 ficou gravada nos anais da memória portista. Como depois aquele jogo do golo de Ademir que possibilitou a conquista do Campeonato em 1978, mais tarde as vitórias de Viena e Tóquio em 1987, e felizmente muitas outras. Contudo a Taça de 1968 veio dar a alegria de um título que então já não vinha para o FC Porto há um ror de anos e o pequeno portista que crescia aqui no autor destas linhas nem sabia ao tempo o que era uma coisa assim. Ouvi pelo relato, dum rádio meio roufenho mas que mexia bem com tudo, nessa tarde que deu uma alegria do caraças. E o Porto venceu, carago!


O Estádio do Jamor estava cheio nessa tarde de 16 de junho de 1968: jogava-se a 28.ª edição da final da Taça de Portugal, entre FC Porto e Vitória de Setúbal.


Os sadinos colocaram-se cedo em vantagem, com a defesa ainda a posicionar-se, levando Américo a puxar pelos colegas que ficaram cabisbaixos. Ora, depois e num ápice, a coisa mudou. Há um livre, Pedroto berra lá para dentro a indicar que deve ser o Valdemar a marcar e o corpulento Valdemar Pacheco dispara de longa distância um potente chuto, com a bola a só parar no fundo da baliza. O Setúbal tem uma reação que obrigou Américo a vistosas defesas, e a equipa do Porto consegue sacudir a tendência até à outra metade do campo, levando a bola para a frente e obrigando os setubalenses a ceder canto. Djalma encarrega-se da marcação, enviando a bola quase ao primeiro poste, onde Nóbrega, rodeado de adversários, consegue rodar como ele sabia e remata com o seu pé direito de primeira, ele que era esquerdino, atirando a redondinha lá para as malhas do véu da baliza. Em apenas oito minutos, viramos o resultado para 2-1. Depois, apesar de ainda faltar muito tempo, já só pensávamos como seria bom quando acabasse… enquanto Américo foi defendendo à farta a manter tudo a nosso favor; Pinto, Eduardo Gomes e Pavão a meio campo iam pondo ordem; mais atrás Rolando, Atraca, Valdemar, Bernardo da Velha e seus pares não deixavam os homens da margem do Sado chegar-se muito à nossa baliza; e lá na frente, Jaime "Ventoinha" de um lado, Nóbrega do outro, puxavam o fio de jogo, ao passo que Djalma era um constante quebra cabeças aos anteriores vencedores da taça... Até que, no fim, finalmente lá foi o Pinto do Porto subir à tribuna, com a felicidade de tanta gente estampada no rosto, e recebeu a taça, que beijou como num sentido apertar duma preciosidade para quem naquele momento estava bem feliz. 

Ali nós, Dragões, erguemos a nossa terceira Taça. Mas, em idade para ter memória pessoal, era a primeira que víamos em mãos dum jogador do F. C. do Porto.


Nesse jogo que valeu o primeiro troféu a José Maria Pedroto como treinador, o FC Porto alinhou com Américo; Bernardo da Velha, Rolando, Valdemar e Atraca; Pavão e Custódio Pinto; Jaime Silva, Djalma, Eduardo Gomes e Nóbrega.

Horas mais tarde, os “bravos do Jamor” eram recebidos de forma apoteótica no Porto, cujo trajeto de Pedras Rubras até ao centro da cidade demorou mais de duas horas. Não era para menos: aquela conquista punha fim a um jejum de nove anos sem qualquer título.

= Jornal "O Porto" de 22 de Junho desse ano, alusivo à conquista da Taça de Portugal de 1968, com a primeira página toda guarnecida, com imagem do momento da entrega de Taça e fotos dos heróis da equipa vencedora.
Jornal que consta das relíquias em arquivo do autor deste blogue. =

Foi também a primeira grande vitória aqui do autor desta linhas como Portista. Num tempo que nos faz dar importância à memória de antigos valores pouco vencedores, pelas condicionantes do regime desses tempos... E temos esses tais como dignos de apreço, por se terem mantido fieis à causa azul e branca, sabendo que o clube que defendiam era sistematicamente prejudicado e suas carreiras iam ficando aquém do que poderia ser alcançado. Tanto como foi acontecendo especialmente no decurso dos anos sessentas, mas não só, obviamente.

 = Equipamento desse tempo e que, com poucas alerações de pormenor, vigorou durante diversas épocas. 

Atendendo à importância tida por essa conquista, recordamos algumas passagens do acontecimento, através de parcelas jornalísticas que estão guardadas no acervo pessoal... e documento-sentimental. 


Pois então, nesses tempos, contando tantos casos de lesa clube, pelo regime reinol das presidências federativas circunscritas ao triunvirato BSB, o F C Porto conseguiu superar contrariedades e muitas adversidades, ao ponto de então, à chegada do calor de 1968, ter conseguido meter uma lança em África, como soe dizer-se, com a vitória na Taça de Portugal de 1967/1968.


Por quanto representou isso, nunca é de mais recordar essa emocionante vitória. Como já por diversas vezes rememoramos em artigos vários neste e outros nossos espaços da blogosfera portista. E agora aqui reavivamos.

Pela raridade e curiosidade, juntamos as fichas identificativas dos componentes da equipa, ou seja os participantes ao longo da campanha dessa Taça, enumerando todos os que jogaram nas sucessivas eliminatórias e final.


Posto isto, quem sentiu o que era ver o Américo defender, e jogar um Pinto, um Festa, um Nóbrega, etc. etc. e sentiu que eles mereciam ganhar campeonatos que lhes eram sonegados, tantas as injustiças sucedidas, sabe dar mais valor e apreço ao que é hoje vermos o F C Porto como está, perante a inveja dos adversários e alguma insatisfação de quem deve apoiar sempre. À mistura com fé e confiança, que faz ser Porto e pelo Porto.

Armando Pinto

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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Novas camisolas em equipamentos renovados do FC Porto para 2016/2017


Já entrado o período dos santos populares, mas antes da chegada da tradicional festa portuense do São João, ainda em tempo de pausa no futebol sénior de clubes, foram publicadas as primeiras imagens das novas camisolas do FC Porto, numa inicial abordagem de conhecimento público quanto aos renovados equipamentos portistas.


Mais uma tiragem de camisolas para o FC Porto está formatada. Na linha da transformação operada no clube a partir da entrada do século XXI, com ideia na comercialização do produto. Tendo passado a haver sempre uma camisola diferente todas as épocas a partir de 2000, quando foi cortado rente com a tradição e a história do F C Porto, ao ter começado na época desportiva de 2000/2001 a haver diferenças e desde então surgindo sucessivamente camisolas novas (que todos os anos foram sendo revezadas e no geral todas muito diferenciadas da imagem que fez a marca do FC Porto durante cerca de seis décadas, a passar de sessenta anos, pelo menos). Volta pois, na antecâmara da nova época, a aparecer um novo padrão de camisola para o FC Porto, agora para 2016/17.

Desta vez a camisola nova criada para o FC Porto, do equipamento principal que passará a ser a pele do FC Porto, é aproximada à tradicional, com duas listas azuis verticais. Olhando às camisolas que foram utilizadas nos anos anteriores, já neste século presente, depois que começou a moda das mudanças anuais, esta camisola atual é mais bonita e apelativa, aproximando mais o sentimento. Especialmente deixando de ser às risquinhas ou de risca ao meio… contando a visão da cor principal azul. Ainda que o azul das duas listas seja nesta nova em vários tons (modernices!), mas predominando a tonalidade azul.

Como curiosidade, refira-se, a camisola principal vai voltar a ter números vermelhos nas costas, como em tempos quase antepassados, o que junto com a publicidade dará campo de visão ajustado com a devida colocação.


Na comunicação oficial, é feita uma apresentação elucidativa sobre a autoria da New Balance nesta camisola do FC Porto: «O equipamento mais aguardado integra a campanha Outro Nível para a nova época e para o conceber a marca norte-americana inspirou-se nas tradicionais listas verticais do equipamento da vitoriosa época de 1987, que culminou com a conquista da Taça dos Campeões Europeus, e também no tom degradé de azul dos azulejos que decoram o Estádio do Dragão.

Desenvolvido com a tecnologia NB Dry, utilizando um tecido de absorção de humidade que ajuda a manter os jogadores frescos e secos, enquanto absorve o suor do corpo, tornando a secagem rápida, o novo traje dos Dragões é, segundo Richard Wright, diretor geral da New Balance, “a mistura perfeita do design moderno e de um património rico, verdadeiramente inspirado por campeões”.

Além das listas tradicionais, pormenores como a gola em “V” saltam facilmente à vista, enquanto outros, como a inscrição da mais poderosa parte do hino do clube “Porto! Porto! Porto!” estão “escondidos” na interior da camisola.


Os calções são azuis, com pequenas listas brancas de costura branca nas partes laterais que se unirão às meias, na sua maioria brancas, apenas pontuadas com aros azuis e com a inscrição FC Porto.

Nas costas, além do também já familiar publicitário da Super Bock, e o nome do atleta em letras escuras, haverá o respetivo número de jogador em tom de vermelho  como antigamente.


O médio André André já teve oportunidade de experimentar a nova camisola e mostrou-se bastante agradado: “Gosto muito do novo equipamento. É uma honra vestir estas listas icónicas e perceber que elas foram reformuladas para manter a aparência com um ar mais moderno. Tenho a certeza que os adeptos vão adorar”, disse.


Quanto ao equipamento de guarda-redes, é contruído em tecido Flex, capaz de oferecer uma maior amplitude de movimentos. A cor predominante é o laranja (amarelado) e as zonas Flex serão identificadas com o tom castanho (escuro), numa conjugação que tem como objetivo intimidar visualmente os oponentes.

 

Este equipamento vai estar disponível para venda nas FC Porto Stores a partir do dia 21 de junho.» - Logo ainda a tempo de aparecerem na  noite de São João, no dorso de foliões portistas nos tradicionais festejos sanjoaninos.


Depois de anos em que não houve realmente interesse em gastar dinheiro com camisolas que não cativavam, importando apenas e sobretudo vê-las ganhar em campo, desta vez vai dar gosto ter uma e aqui o autor destas linhas vai gostar quando tiver uma assim.

Quanto ao equipamento alternativo, conhecendo-se também já a camisola nº 2 por ora, que é toda negra, apesar de conter umas estrelas pequenas que quase só se vêm ao perto, esta mesma segunda camisola não é tão alegre e chamativa, atendendo às imagens divulgadas, que possibilitaram visualização correspondente, para já. Restando uma melhor opinião quando se virem na totalidade, especialmente evoluindo no movimento das jogadas, em campo.


Este equipamento alternativo é de cor escura, predominando o preto, em cujo campo ressaltam estrelas do firmamento, na nova roupa alternativa de jogo do FC Porto. Numa versão inspirada n’ A constelação do Dragão que ilustra o ambiente do museu do clube e no caso domina a parte frontal da camisola preta, com o eterno 'Porto! Porto! Porto!’, como se canta no hino do clube, inscrito na bainha interna da camisola (parte que naturalmente fica escondida, quando se veste). O cinzento é a cor preponderante do equipamento de guarda-redes neste equipamento número dois do clube.


Como a distinção das camisolas portistas tem sempre do lado do coração o emblema do clube, na camisola do equipamento alternativo o mesmo distintivo aparece pela primeira vez numa camisola oficial a preto e branco, sem as cores desenhadas pelo histórico Simplício no já distante ano de 1922.  

Noutro aspeto e em seguimento de situações de anos anteriores, pode haver algumas variantes do novo padrão nas camisolas de outros escalões do futebol e nalgumas das outras modalidades, sabendo-se que no boxe há diferenças normais, tal como de permeio não se sabe a nível público, por exemplo, se no ciclismo se vai manter a camisola parecida com a oficial da época finda ou se passará a vestir na linha de identidade da atual.


Conhecido assim o novo vestuário competitivo das equipas portistas, na generalidade, importa daqui em diante que, com o conforto que comporta, os nossos atletas, de futebol e das outras modalidades, saibam ser verdadeiramente à Porto.
E que as novas camisolas transportem a mística que detinham as camisolas de duas listas azuis duns Hernâni, Virgílio, Monteiro da Costa, Pedroto, Arcanjo, Carlos Duarte, Festa, Custódio Pinto, Valdemar, Pavão, Rolando, Cubillas, Albertino, Teixeira, Gomes, João Pinto, Madjer, Juary, Eduardo Luís, Rui Barros, etc. etc. e as de guarda-redes sejam talismãs como eram aos olhos apoiantes nos tempos de Américo, Fonseca, Mlynarczyc e Vítor Baía. Não se fazendo por menos (que até poderiam ser mais, havendo outros também valorosos), porque o F C Porto tem de ser sempre algo de valia superior.


= Camisola nova apresentada no dia da oficialização do novo reforço Felipe - que já lhe tomou o gosto, entre os responsáveis maiores do clube, posando com o presidente e o diretor do futebol do nosso clube Dragão!

Armando Pinto

Obs.: Fotos oficiais, conforme estão divulgadas publicamente nos sítios informáticos do próprio FC Porto.

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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Dia do Clube – Fórum Portista de Encontros Portistas


Desde os degraus do auditório onde se realizou, foi em viva arquibancada de imaginário clubista o que aconteceu diante de nós: Um importante encontro, acontecido no sábado de meio de Junho, em pleno anfiteatro que se prestou a fazer vir acima o portismo de que andam nossas veias cheias. 



Tudo isso em sábado primaveril, sob temperatura agradável de se ter um dia à medida dum sentimento especial, como quem revive tempos de desporto passado a nossos olhos na proximidade dos ídolos que vestiam a camisola azul e branca. Tal foi, afinal, o Encontro de Portistas para e entre Portistas que a 11 de Junho ocorreu, num ambiente específico, até na falta de cobertura mediática, como em tempos acontecia com os jogos do FC Porto, que só muito depois se viam num abrir e fechar de olhos na televisão, porque das jogadas dos homens de azul e branco equipados apenas passavam escassos segundos nas imagens televisivas e nos programas desportivos por norma só se viam e ouviam entrevistas aos intervenientes dos clubes do regime.   


Ora, com cenário íntimo condizente e ânimo também afirmativo, decorreu assim o 5º Encontro de Portistas, na sequência das anteriores edições surgidas dos contactos da blogosfera de temática portista e relacionada com apoiantes do clube. Cuja realização, na linha dos iniciais Encontros da Bluegosfera, desta vez foi associado ao lema de Dia de Clube, com lugar em Rio Tinto, através de organização feliz de um grupo de Portistas conhecidos entre si (e também dos portistas que convivem na Internet pelo FC Porto), como Paulo Santos, Paulo Bizarro, José Correia, Jorge Bertocchini, Nuno Góis e D. Ana Paula Guedes, em parceria com a Casa do FC Porto de Rio Tinto e colaboração do pessoal da página +FCPorto, segundo o que nos apercebemos.


Saudamos a iniciativa em boa hora pensada e bem realizada. Manifestando aqui regozijo pelo sucesso verificado. Tendo sido um dia mesmo bem passado, a pensar e falar sobre o F C Porto que queremos, a recordar o FC Porto que vivemos, e a conviver com pessoas que nos são queridas. Além de se poder rever amigos desta causa, também pela oportunidade de conhecer outros que nos eram familiares pelos meios virtuais, e especialmente pela honra de termos estado com senhores que fizeram parte da História do FC Porto.

Vieram então à flor da pele tardes domingueiras de futebol (quando o futebol era jogado pela luz das tardes dos domingos, a não ser nas poucas quartas-feiras de competições europeias) revendo Américo, como noutros tempos enchia o espaço das balizas, quão voava para os cruzamentos, tal como se elevava a deter a bola, para depois cair de modo elegante a segurar "o esférico" (conforme se ouvia nos relatos da rádio) e se lançava a deter os remates em estiradas impressionantes. Américo, o meu grande ídolo, dos tempos de minha infância e juventude, que pude finalmente ter ali diante de mim, tantos anos depois de o ver nos cromos e a estirar-se para a bola, tal qual com grande júbilo o vi nas fotos dos jornais a festejar a Taça de Portugal ganha em 1968. Bem como recordamos a imagem sempre presente de Cristiano a deslizar em rinque e aparecer sempre a marcar, metendo o stique em concha, como colher que sofregamente tira parte dum bolo bem saboroso. O Cristiano, amigo de longa data e meu ídolo do hóquei em patins, modalidade que me entusiasmou no clube a partir que ele começou a levar o hóquei portista mais para a frente. E nos veio à mente a perene lembrança de José Maria Pedroto através do testemunho de seu filho mais velho, Dr. Rui, além da presença sempre simpática e apreciada de sua esposa, D. Cecília Pedroto, verdadeiramente um rosto familiar portista. Mais as palavras sentidas do sr. Alvarinho, um digno representante da comunidade azul e branca espalhada pelo mundo, as mensagens do sr. Jorge Vieira que nos lembra tempos de Cubillas e Pavão, de Carlos Rocha e Fábio Figueiras como elementos emblemáticos das casas do clube a norte e sul do país, as conversas de Gabriel e Eduardo Luís que nos transportaram ao balneário de seus tempos, por entre constatações interpretadas do que deve voltar acima na atual vivência do mundo portista. Atingindo ponto de rebuçado nos trabalhos apresentados por Paulo Bizarro e Pedro Cardona, a chegar até encher pulmões de bem estar ali visto e sentido.


Uma oportunidade assim mereceu ser acompanhada por muita gente, tendo estado presentes para cima duma centena de adeptos portistas, além dos que puderam seguir o acontecimento por transmissão via Internet. Mereceria contudo ter sido difundida televisivamente, em direto, pelo canal televisivo do clube, ao menos, pois que dos outros canais de televisão já se sabe que isso só acontecia se fosse referente a outros clubes...  
  

De notar que por entre os portistas eternos de bancada, também houve outros que já andaram pelos relvados com a camisola das listas azuis e brancas, tendo sido agradável ver Valdemar, homem do petardo que deu o primeiro golo da taça de 68; o Albertino, mestre pintor afamado como antes pintava em jogo; mais Eurico, sempre com voz que faz lembrar sua postura em campo; e o Adelino Teixeira que mostrou em simplicidade como era antes polivalente nas táticas de Pedroto. 


Por fim, apraz registar que a Direção do clube se fez representar no encerramento através da presença assinalável do Vice-presidente sr. Alípio Jorge. Isso e mais, do muito que se poderia ainda refletir, que em conclusão se resume por convincente realidade - conforme foi a manifestação interessante da presença de tantos que ali passaram o dia a vivenciar o portismo que norteia nosso universo.

(Pose de conjunto dos presentes ao encerramento do evento.)

Armando Pinto

= Obs.: Imagens fotográficas, com a devida vénia, de "Fotos da Curva", de Pedro Blue, e outras do amigo Carlos Martins.

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