Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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domingo, 20 de outubro de 2019

Dois momentos na História do FC Porto: nova marca do “marcador mais novo” do futebol sénior e entrega ao museu da bicicleta da vitória na “Volta” de 2019


Na caminhada do final da semana penúltima de outubro, mais propriamente na sexta-feira dia 18 e no sábado dia 19, ocorreram dois momentos que se podem considerar históricos na vida do FC Porto: primeiro a cerimónia de consagração museológica da época do ciclismo portista e depois a obtenção de um golo que fica como nova marca do mais jovem futebolista a marcar golos em competições oficiais pelo FC Porto.

Momentos deveras assinaláveis, que como tal merecem fazer parte de tudo o que respeite a Memória Portista.
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Indo por partes, a equipa de ciclismo W52-FC Porto, na consolidação do projeto que tem sido vitorioso e consequente preparação da nova época, teve mais um facto de nota, com o caso de João Rodrigues ter renovado o contrato, de continuidade no FC Porto, em cerimónia de notícia e assinatura decorrida no museu do FC Porto. Em cujo espaço o mesmo recente vencedor da “Volta” ofereceu ao Museu FC Porto by BMG a bicicleta com que venceu a Volta a Portugal 2019. Na presença do presidente do FC Porto Jorge Nuno Pinto da Costa e do patrocinador Adriano Sousa (“Quintanilha”), mais alguns elementos do staff da secção do ciclismo portista. Tendo Pinto da Costa, presidente dos dragões, afirmado então que a aposta no ciclismo é para manter.

= Pinto da Costa  junto à bicicleta, mais a camisola, com a qual João Rodrigues venceu a Volta 

Na ocasião, o ciclista João Rodrigues, vencedor da última Volta a Portugal, renovou com a W52-FC Porto e, durante a entrega da bicicleta ao museu azul e branco, definiu como prioridade para 2020 a conquista do penta da equipa na prova.

= João Rodrigues e Pinto da Costa, ladeados por Maximino Pereira, Nuno Ribeiro e Adriano Quintanilha, na colocação de mais uma bicicleta no Museu do FC Porto.

João Rodrigues, o vencedor da 81.ª Volta a Portugal, protagonizou ao início da tarde dessa sexta-feira um momento simbólico ao deixar no Museu FC Porto a bicicleta em que pedalou até à glória na principal prova velocipédica do país, no último verão. A cerimónia, em que estiveram também presentes o presidente do clube, Jorge Nuno Pinto da Costa, o gestor da W52-FC Porto, Adriano Quintanilha, e o responsável pela equipa, Nuno Ribeiro, mais o habitual acompanhante da equipa, Maximino Pereira, serviu ainda para prolongar o vínculo contratual do ciclista com os Dragões por mais uma temporada. Mantendo a tradição dos vencedores continuarem, na linha de que em equipa que ganha não se deve mexer (alterar). 


Para a história: Rui Vinhas (em 2016), Raul Alarcón (2017 e 2018) e João Rodrigues (2019) foram os ciclistas que deram à W52-FC Porto o triunfo individual, conjuntamente com vitórias coletivas, nas últimas quatro edições da Volta a Portugal e que lançam bases para o penta que os dragões querem conquistar em 2020.


João Rodrigues agradeceu a confiança depositada em si com a renovação por mais uma época com a W52-FC Porto e, perante Pinto da Costa, presidente do clube, e Adriano Quintanilha, principal patrocinador, prometeu "corresponder com resultados e tudo fazer para alcançar o melhor possível". "Foi uma época espetacular, em termos de resultados, por todos, e seria muito bom fazer o penta. Todos estamos com isso em mente", referiu João Rodrigues, de 24 anos, que em 2015 se transferiu do Tavira para a equipa W52/FC Porto, aquando do regresso portista ao ciclismo. O ciclista admitiu que teve por estes tempos convites de outras equipas, mas que optou por continuar a envergar a camisola "azul e branca" por se sentir em casa, num clube que o acolheu "muito bem".


Pinto da Costa recordou o inesquecível contrarrelógio entre Gaia e Porto, na derradeira etapa, que permitiu a João Rodrigues vencer a Volta a Portugal como "um grande campeão" e referiu que a parceria "é para manter na próxima época e nas seguintes".


Adriano Quintanilha formulou o desejo, em moldes de promessa, de no próximo ano estar a entregar uma nova bicicleta ao museu do FC Porto, sinal de que a equipa teria alcançado o desejado penta, a exemplo de outras modalidades, como o futebol, andebol e hóquei em patins.

 = Oferta ao Museu FC Porto da camisola da  vitoriosa etapa final, a juntar à camisola amarela, mais à bicicleta da vitória da 81ª Volta a Portugal, e ainda a camisola da classificação por Pontos.

A bicicleta azul e branca de João Rodrigues, assinada por todos os colegas do algarvio na W52-FC Porto, que também ganhou a classificação coletiva, ficou ao lado da de Fernando Moreira de Sá, ciclista que venceu a Volta a Portugal em 1952. Assim como junto dessas relíquias ficaram também as camisolas conquistadas pelo W52-FC Porto na Volta 2019.


Ora, perante o facto de então o Museu ter sido palco desses momentos especiais para a W52 FC Porto, para o ciclista e para o clube, com a oferta da bicicleta com que João Rodrigues ganhou a Volta a Portugal e a renovação do contrato por mais uma época, com assinatura publicamente concretizada no museu, além disso ser um excelente pontapé de saída para a próxima temporada, também leva a fazer ver a necessidade do museu albergar maior número de artefactos e galardões… Notando-se que, por exemplo, do ciclismo faltam no atual museu as fotos dos ciclistas olímpicos do FCP e mesmo taças de vitórias concludentes que estavam à vista nos anteriores espaços, como uma galeria de vencedores da Volta, na outrora Sala-museu Afonso Pinto de Magalhães, quer na antiga da Sede da Praça do Município como na seguinte do estádio das Antas, anteriores à atual "mostra" expositora do Dragão, Museu do FC Porto.

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Passando ao futebol, em remate através do mais recente feito acontecido no seio da equipa principal do FC Porto, há a registar que, além do FC Porto seguir em frente na Taça de Portugal de 2019/2020, também o jovem dianteiro Fábio Silva, ao marcar o quinto golo da vitória por 5-0 diante do Coimbrões, em Gaia, na terceira eliminatória da Taça rainha do futebol português, ficou sendo o goleador mais jovem do clube a obter um golo pelo FC Porto..


Efetivamente, enquanto os azuis e brancos controlaram o encontro do primeiro ao último minuto e carimbaram a presença na próxima eliminatória da prova, antes do regresso aos compromissos europeus, o mais novo avançado da equipa fez história, com 17 anos e três meses de idade, ao bater o anterior recorde que havia sido obtido com o primeiro golo de Ruben Neves, na equipa sénior. Passando o jovem Fábio Silva, ainda com idade de júnior, também, a liderar o rol que engloba anteriores nomes famosos de jovens que noutros tempos se salientaram com primeiros remates certeiros na primeira equipa do FC Porto.


Neste jogo, a equipa azul e branca entrada em campo, com um arranque marcado por três golos madrugadores (por Díaz aos 6′, Soares 8′ e Mbemba 12′), mostraram desde cedo que tinham missão estudada para não serem surpreendidos. Com Luis Díaz em evidência ao bisar (pois marcou depois seu segundo, quarto da equipa, aos 68′), o destaque da partida terá de ser atribuído a Fábio Silva, que se tornou o mais jovem de sempre a marcar pela equipa principal do FC Porto.


Assim, juntando tudo, com o quinto golo do Coimbrões-FC Porto, Fábio Silva, goleador portista da vaga do futuro, coleciona marcas no FC Porto de mais novo de sempre a jogar nas provas europeias, o mais jovem titular de sempre do FC Porto e, entretanto, desde agora e por ora, também o mais jovem jogador a marcar pelos dragões!


Armando Pinto
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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Importante vitória portista na 1ª mão vantajosa da meia final da Taça, ao 100º jogo de Casillas no FC Porto (mais uma memória a preceito)


Como se costuma dizer o número 3 é algo especial e tal como proclama um rifão popular às três é de vez. Quão foi, desta vez, mesmo, no terceiro jogo entre FC Porto e Sporting da época de 2017/18, até porque finalmente desta feita não foi anulado o golo, como da vez anterior. Voltando Tiquinho Soares a marcar ao Sporting, agora sem que a arbitragem conseguisse arranjar qualquer milímetro para anulação, nem o VAR tivesse desculpa de “entrolhos” para não validar um golo ou jogada para vitória portista.


Está pois o FC Porto em vantagem na parte já disputada da meia final da Taça. Com um resultado algo mínimo para a superioridade demonstrada em campo, mais uma vez, mas suficiente para enfim ter vencido o jogo, e estar a vencer a eliminatória. Com a vantagem de não ter sofrido golos, na perspetiva do proveito ser totalmente positivo, sem o fator de qualquer golo contrário em casa. Enfim acabando com o mito da igualdade que estava a subsistir esta época nos confrontos com o Sporting, adversário direto que neste jogo veio com uma linha defensiva ultra reforçada, a pontos da equipa das listas verdes ter jogado com três defesas centrais, de ajuda tampão a toda a frente de sua baliza.


Assim, pela terceira vez nesta temporada, mas a primeira na Invicta, FC Porto e Sporting encontraram-se, desta vez no Estádio do Dragão, em jogo da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal. Foi a 228.ª partida entre as duas equipas, sendo também desta feita desbloqueado o equilíbrio histórico que se verificava entretanto, tendo agora o FC Porto passado a ser melhor até nisso, ficando com 82 vitórias contra 81 nos confrontos totais entre ambos os contendores, além de terem empatado 65. Enquanto na Taça de Portugal os Dragões aumentaram a distância, passando a deter vantagem de 14 vitórias contra 12 empates e 12 derrotas. Para o efeito contou uma exibição em grande de todo o conjunto portista, com realce para Casillas que não sofreu qualquer golo neste desafio em que atingiu a conta de 100 jogos feitos com o símbolo do FC Porto ao peito.


Como homenagem ao feito de Iker Casillas, na memorização que sempre vem a talhe, recordamos um lance de um FC Porto-Sporting de outros tempos, pelos idos da década de cinquenta, em que o guarda-redes da época, Acúrcio, também teve atuação que levou à consideração de ter tido então “mãos de aço”…


Quanto à atualidade, como sempre que o FC Porto consegue livrar-se da sanha das arbitragens e seus tentáculos, o encontro foi entusiasmante. Embora, como em noite de eleições aparecem por vezes alguns políticos derrotados a quererem enganar-se a eles próprios, também nesta noite de futebol o treinador do Sporting deu assim alguma no cravo... Ele aliás talvez pensasse que enganava a opinião pública com a sua tática ultra defensiva e com perdas de tempo para não sofrer mais golos, mais dando fora da ferradura nos seus comentários finais, ainda com efeitos de algum vento anterior.


Acresce ainda, no jogo jogado, que mais uma vez Coentrão continuou a fazer o que lhe apeteceu perante a complacência arbitrária e o duplo cartão amarelo do final de jogo a Acuña  era para vermelho direto, se já não fosse usual essas maneiras de evitar maiores castigos no futebol português. Tudo perante um final de encontro que desta vez não teve o presidente sportinguista a comportar-se como quem alcança qualquer coisa com que nem contava...


Em suma, está tudo em aberto para a continuidade na Taça de Portugal, com o FC Porto em vantagem. Tal como no histórico da soma dos confrontos ao longo dos tempos e também na época em curso. Em noite de grande jogo de Sérgio Oliveira e resposta bem positiva de Soares ao que dele se anseia, como de toda a equipa - tal a roda que continua, como barco que navega até bom porto, em pleno mar azul!


Armando Pinto
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quinta-feira, 16 de junho de 2016

A inesquecível vitória da Taça de Portugal de 1968!


A final da Taça de Portugal de 1968 ficou gravada nos anais da memória portista. Como depois aquele jogo do golo de Ademir que possibilitou a conquista do Campeonato em 1978, mais tarde as vitórias de Viena e Tóquio em 1987, e felizmente muitas outras. Contudo a Taça de 1968 veio dar a alegria de um título que então já não vinha para o FC Porto há um ror de anos e o pequeno portista que crescia aqui no autor destas linhas nem sabia ao tempo o que era uma coisa assim. Ouvi pelo relato, dum rádio meio roufenho mas que mexia bem com tudo, nessa tarde que deu uma alegria do caraças. E o Porto venceu, carago!


O Estádio do Jamor estava cheio nessa tarde de 16 de junho de 1968: jogava-se a 28.ª edição da final da Taça de Portugal, entre FC Porto e Vitória de Setúbal.


Os sadinos colocaram-se cedo em vantagem, com a defesa ainda a posicionar-se, levando Américo a puxar pelos colegas que ficaram cabisbaixos. Ora, depois e num ápice, a coisa mudou. Há um livre, Pedroto berra lá para dentro a indicar que deve ser o Valdemar a marcar e o corpulento Valdemar Pacheco dispara de longa distância um potente chuto, com a bola a só parar no fundo da baliza. O Setúbal tem uma reação que obrigou Américo a vistosas defesas, e a equipa do Porto consegue sacudir a tendência até à outra metade do campo, levando a bola para a frente e obrigando os setubalenses a ceder canto. Djalma encarrega-se da marcação, enviando a bola quase ao primeiro poste, onde Nóbrega, rodeado de adversários, consegue rodar como ele sabia e remata com o seu pé direito de primeira, ele que era esquerdino, atirando a redondinha lá para as malhas do véu da baliza. Em apenas oito minutos, viramos o resultado para 2-1. Depois, apesar de ainda faltar muito tempo, já só pensávamos como seria bom quando acabasse… enquanto Américo foi defendendo à farta a manter tudo a nosso favor; Pinto, Eduardo Gomes e Pavão a meio campo iam pondo ordem; mais atrás Rolando, Atraca, Valdemar, Bernardo da Velha e seus pares não deixavam os homens da margem do Sado chegar-se muito à nossa baliza; e lá na frente, Jaime "Ventoinha" de um lado, Nóbrega do outro, puxavam o fio de jogo, ao passo que Djalma era um constante quebra cabeças aos anteriores vencedores da taça... Até que, no fim, finalmente lá foi o Pinto do Porto subir à tribuna, com a felicidade de tanta gente estampada no rosto, e recebeu a taça, que beijou como num sentido apertar duma preciosidade para quem naquele momento estava bem feliz. 

Ali nós, Dragões, erguemos a nossa terceira Taça. Mas, em idade para ter memória pessoal, era a primeira que víamos em mãos dum jogador do F. C. do Porto.


Nesse jogo que valeu o primeiro troféu a José Maria Pedroto como treinador, o FC Porto alinhou com Américo; Bernardo da Velha, Rolando, Valdemar e Atraca; Pavão e Custódio Pinto; Jaime Silva, Djalma, Eduardo Gomes e Nóbrega.

Horas mais tarde, os “bravos do Jamor” eram recebidos de forma apoteótica no Porto, cujo trajeto de Pedras Rubras até ao centro da cidade demorou mais de duas horas. Não era para menos: aquela conquista punha fim a um jejum de nove anos sem qualquer título.

= Jornal "O Porto" de 22 de Junho desse ano, alusivo à conquista da Taça de Portugal de 1968, com a primeira página toda guarnecida, com imagem do momento da entrega de Taça e fotos dos heróis da equipa vencedora.
Jornal que consta das relíquias em arquivo do autor deste blogue. =

Foi também a primeira grande vitória aqui do autor desta linhas como Portista. Num tempo que nos faz dar importância à memória de antigos valores pouco vencedores, pelas condicionantes do regime desses tempos... E temos esses tais como dignos de apreço, por se terem mantido fieis à causa azul e branca, sabendo que o clube que defendiam era sistematicamente prejudicado e suas carreiras iam ficando aquém do que poderia ser alcançado. Tanto como foi acontecendo especialmente no decurso dos anos sessentas, mas não só, obviamente.

 = Equipamento desse tempo e que, com poucas alerações de pormenor, vigorou durante diversas épocas. 

Atendendo à importância tida por essa conquista, recordamos algumas passagens do acontecimento, através de parcelas jornalísticas que estão guardadas no acervo pessoal... e documento-sentimental. 


Pois então, nesses tempos, contando tantos casos de lesa clube, pelo regime reinol das presidências federativas circunscritas ao triunvirato BSB, o F C Porto conseguiu superar contrariedades e muitas adversidades, ao ponto de então, à chegada do calor de 1968, ter conseguido meter uma lança em África, como soe dizer-se, com a vitória na Taça de Portugal de 1967/1968.


Por quanto representou isso, nunca é de mais recordar essa emocionante vitória. Como já por diversas vezes rememoramos em artigos vários neste e outros nossos espaços da blogosfera portista. E agora aqui reavivamos.

Pela raridade e curiosidade, juntamos as fichas identificativas dos componentes da equipa, ou seja os participantes ao longo da campanha dessa Taça, enumerando todos os que jogaram nas sucessivas eliminatórias e final.


Posto isto, quem sentiu o que era ver o Américo defender, e jogar um Pinto, um Festa, um Nóbrega, etc. etc. e sentiu que eles mereciam ganhar campeonatos que lhes eram sonegados, tantas as injustiças sucedidas, sabe dar mais valor e apreço ao que é hoje vermos o F C Porto como está, perante a inveja dos adversários e alguma insatisfação de quem deve apoiar sempre. À mistura com fé e confiança, que faz ser Porto e pelo Porto.

Armando Pinto

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sábado, 21 de maio de 2016

Taça de Portugal transbordante de curiosidades memoriais portistas!


Eis que chega neste domingo 22 de Maio o final da época do futebol sénior nacional, com a disputa da final da Taça de Portugal, no jogo tradicionalmente apelidado de festa do futebol. Sendo a Taça de Portugal a mais importante prova portuguesa disputada por equipas de diferentes divisões, englobando nas eliminatórias também equipas de campeonatos de Ligas diversas, na caminhada que tem apoteose no encontro final.


Na chegada à final, que desta vez tem como finalistas o F C Porto e o Braga, culmina todo o trajeto acontecido ao longo da temporada, mas também todo o espírito que tal realização transporta ao longo dos tempos, como que transbordando da taça o sentimento que congrega.


Ora, nesse sentido, a Taça de Portugal de futebol está bem cheia de muitas e boas recordações portistas, nas 16 conquistas já alcançadas. Desde o mais antigo triunfo, a partir que a prova tem este nome, tendo sido Yustrich o primeiro a orientar uma equipa do F C Porto que recebeu a Taça de Portugal, em 1956, até ao mais recente feito de André Vilas Boas, em 2011. Ficando esses incluídos nos 13 treinadores vitoriosos na Taça pelo F C Porto: Yustrich, Otto Bumbel, José Maria Pedroto, António Morais, Tomislav Ivic, Artur Jorge, Bobby Robson, António Oliveira, Fernando Santos, José Mourinho, Co Adrianse, Jesualdo Ferreira e André Villas-Boas (tendo Pedroto, Fernando Santos e Jesualdo bisado nas vitórias finais). Bem como, entre essas 16 conquistas, há para já seis futebolistas do passado que se destacam nos números históricos com mais taças conquistadas, detendo cinco campanhas vitoriosas, como são Aloísio, Paulinho Santos, Domingos, Jorge Costa, Secretário e Vítor Baía.

Então, se a vitória sorrir para o F C Porto na final de agora, neste Maio de 2016, pode pois José Peseiro entrar na galeria dos treinadores vencedores da Taça e o guarda-redes Helton pode-se juntar ao ínclito grupo dos que ganharam cinco Taças de Portugal. 

Além desses, há muitos que também venceram essa Taça mais que uma vez, dos quais lembramos, como exemplos de nomes que perduram na admiração clubista, entre tantos, uns Miguel Arcanjo, Carlos Duarte e Monteiro da Costa - para referir nomes mais antigos, porque de mais novos mesmo as gerações recentes guardam conhecimento e recordação.


Entre tantos vultos sagrados dessas eras, há contudo dois nomes que ficaram muito ligados ao percurso vitorioso do F C Porto na história da Taça de Portugal - Hernâni Silva e Virgílio Mendes.


Assim e de qualquer forma, além e por entre essas e outras curiosidades, grandes nomes da história do futebol portista continuam em lugar de relevo nas memórias da Taça, bem como noutras também. Tal, em lugar avantajado na história do F C Porto, Virgílio é e continuará a ser o Dragão com mais jogos na Taça. Esse antigo lateral-direito, que representou o FC Porto entre 1947 e 1962, jogou 85 partidas da Taça de Portugal, tendo vencido dois troféus. Enquanto o maior goleador na Taça com a camisola do FC Porto é Hernâni, autor de 54 golos, ele que também ganhou dois troféus, em cujas finais foi o goleador de serviço, com dois golos na vitória sobre o Torreense por 2-0 em 1956 e o golo da vitória sobre o Benfica por 1-0 em 1958.


Em vista destas estatísticas memoriais, dos dois antigos ídolos juntamos fichas respetivas, mais gravuras de cromos desse tempo com as caras dos mesmos Hernâni e Virgílio, mais de seus colegas de equipa Arcanjo, Carlos Duarte e António Monteiro da Costa; ao passo que do atual guardião, Helton, homenageamos a sua longevidade na defesa do F C Porto com uma foto especial, com que ilustramos estas lembranças.


Para finalização apoteótica desta crónica, também, e como neste domingo dia 22 de maio, no próprio dia da final deste ano, em que o F C Porto defronta o Braga, faz precisamente cinco anos que o F C Porto venceu a Taça (curiosamente com outro representante do Minho, então o Guimarães), recordamos essa façanha de 2011 através de imagem alusiva, da mais recente vez que o F C Porto ergueu a Taça de Portugal em pleno Jamor, quando a histórica taça foi levantada jubilosamente em mãos de representantes do F C Porto.


Armando Pinto

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