Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

sábado, 16 de julho de 2016

Portugal Campeão Europeu de Hóquei em Patins/2016 – Mais Quatro Dragões Campeões da Europa!


Agora no hóquei em patins, como ainda há poucos dias foi no futebol profissional e no atletismo, bem como tempos antes no futebol de formação, entre diversos casos, Portugal suplanta os adversários representativos de outros países e afirma-se como nação valente, pelo menos em desporto.

Ora, nova grande vitória duma representação portuguesa de alto nível desportivo está no papo, na maneira de que não há fome que não traga fartura. Desta vez por meio da Seleção A portuguesa hoquista, que obteve mais uma vitória europeia, com o 1º lugar conseguido no Campeonato da Europa realizado em Oliveira de Azeméis. Tendo Portugal vencido a Itália, por 6-2, e assim sagrou-se campeão europeu de hóquei em patins de seleções seniores, na final disputada no Pavilhão Dr. Salvador Machado, na sede do concelho oliveirense.

Com este feito, a seleção portuguesa de hóquei em patins sagrou-se pela 21.ª vez campeã europeia. Num encontro em que esteve a perder por 2-0 desde muito cedo e durante toda a primeira parte em que a equipa com a camisola portuguesa não esteve ao nível normal, demonstrando nervosismo e precipitação; para depois a mesma formação lusa ter já surgido transfigurada do intervalo e, além da reviravolta, construiu uma goleada na segunda metade, terminando em apoteose o jogo final.


A seleção lusa já não conquistava um Europeu da modalidade há 18 anos, depois do título em Paços de Ferreira, e continua a ser quem mais títulos tem, agora com 21, contra os 16 da Espanha, terceira classificada na prova deste ano.

Chega então ao fim o jejum português no Campeonato da Europa de hóquei em patins, que durava desde 1998, quando a seleção era treinada por Cristiano. Agora com Luís Sénica no comando, depois de vários anos em que com este treinador os títulos não tenham sido conquistados, os hoquistas lusos voltam a erguer o troféu frente à ex-campeã Itália.

Efetivamente a ‘equipa das quinas’ defrontou a campeã em título, Itália, na final do certame europeu de 2016. Despedindo-se do Campeonato Europeu de hóquei com o titulo que há tanto tempo escapava. No decurso desta prova em que Portugal terminou 100% vitorioso, com seis vitórias em seis jogos.


Com tal vitória, também, os atuais "Dragões" Rafa, Gonçalo Alves, Nélson Filipe e Hélder Nunes são campeões europeus de hóquei em patins - os mais recentes portistas campeões europeus seniores, sagrados em 2016, depois de Cristiano ter sido o primeiro, em 1971 recorde-se. 

Para a história, é de registar que a equipa dos Campeões de 2016 foi formada por Ângelo Girão (GR), Henrique Magalhães, Rafa Costa, Diogo Rafael, Reinaldo Ventura, Gonçalo Alves, Hélder Nunes, Ricardo Barreiros, João Rodrigues e Nélson Filipe (GR).

A classificação final deste Europeu ficou assim ordenada:
1.º Portugal; 2.º Itália; 3.º Espanha; 4.º Suíça; 5.º França; 6.º Alemanha; 7.º Inglaterra; e 8.º Áustria.


O gabinete da Presidência da República comunicou à Federação Portuguesa de Patinagem que, qualquer que fosse o desfecho da final deste 52º Campeonato da Europa de Hóquei em Patins, a Seleção Nacional seria recebida pelo Presidente da República Prof. Dr. Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém. Havendo entretanto o Presidente da República felicitado a seleção nacional de hóquei em patins, confirmando que irá receber os jogadores na terça-feira à tarde no Palácio de Belém, segundo uma nota divulgada na página oficial. Sendo os atuais Campeões Europeus de hóquei patinado também merecedores de condecorações correspondentes a esta façanha agora conseguida, na linha de recentes distinções a outros desportistas nacionais. Como bom sinal que é, de que Portugal vai tendo gente de mérito no plano competitivo, em desporto ao menos.


Armando Pinto

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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Cristiano: O primeiro hoquista do FC Porto Campeão Europeu em seleções seniores


Está a atingir ponto máximo o Europeu/2016 de Hóquei em Patins que decorre em Oliveira de Azeméis, nestes dias de temperaturas altas de meio de Julho. Havendo no ar autêntico calor de esperança na reconquista do título que se tem escapado há anos, precisamente desde que a seleção portuguesa foi orientada pelo então treinador Cristiano Trindade Pereira, no Campeonato da Europa disputado no pavilhão municipal de Paços de Ferreira.


Passando a bola de atenção para o nosso campo, puxa-se o setique atrás para rematar a outro ângulo,  até transpor facto do mesmo Cristiano, quando jogador em plena ascensão, também ter sido campeão europeu e logo da primeira vez que foi selecionado para estar na equipa das quinas num Europeu de seniores. Tendo-se então tornado Cristiano o primeiro hoquista do FC Porto que alcançou esse estatuto. Já antes havia sido Bicampeão europeu pela seleção de juniores e então conseguiu ser também como sénior, à primeira oportunidade.

É de realçar que então o hóquei patinado estava voltado quase só ao Sul do país e por isso merecem registo os poucos hoquistas do Norte que durante anos, devido a serem de valia mais que evidente, conseguiram furar a folha de esquema, com destaque para Cristiano que durante longo período, tal o seu valor superior, foi o único hoquista do FC Porto a enfileirar na Seleção A de Portugal.

= Cristiano, na equipa da seleção A de Portugal que evenceu o Campeonato da Europa de 1971=

No presente Europeu de hóquei em patins seis jogadores do FC Porto representam Portugal e Espanha, quer a chegar à decisão do título, como na melhor prestação possível: Nélson Filipe, Hélder Nunes, Gonçalo Alves e Rafa pela parte da seleção portuguesa; Carles Grau e Ton Baliu, hoquistas do FC Porto também, jogando pelo seu país do outro lado da Ibéria. Num naipe de valores portistas que demonstram estar o FC Porto sempre na alta roda dos acontecimentos desportivos. Fazendo mais uma vez história.


Ficou entretanto também na história o primeiro Europeu de hóquei em patins em que um hoquista do FC Porto fez parte da equipa campeã, tendo sido em 1971, através de Cristiano. Anteriormente já Acúrcio Carrelo, o primeiro hoquista internacional do F C Porto, estivera no Campeonato Europeu de 1957, sem contudo então Portugal ter conseguido melhor que o segundo lugar, havendo sido a Espanha que recebeu o correspondente trofeu europeu. Porém, muitos anos depois, no Europeu de 1971, o segundo hoquista internacional portista, Cristiano, alcançou o título e com contribuição importante, tendo sido dele os golos decisivos que derrotaram a Espanha, ao ter marcado os dois últimos tentos que deram vantagem por 4-2 perante a forte esquadra espanhola, num repleto Pavilhão dos Desportos de Lisboa.

Atendendo à raridade de o FC Porto ter tido na ocasião um representante na seleção de hóquei, e sobretudo pelo papel importante desempenhado, Cristiano foi então alvo de justa homenagem do FC Porto, a que se associou a Associação de Patinagem do Porto, em sessão solene decorrida na sala-museu do F C Porto, na antiga sede social do clube, à Praça do Município (atual Praça General Humberto delgado), no Porto.

Dessa honrosa realidade, quer da presença de Cristiano na seleção campeã da Europa em 1971, como da homenagem seguinte, damos agora nota através de imagens da equipa e do respetivo tributo clubista, por meio de recorte guardado pelo autor de parcelas da reportagem publicada no jornal O Porto.


Armando Pinto
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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Evocação do Gimnodesportivo das Antas / Pavilhão Américo Sá



A 14 de julho de 1973 foi inaugurado festivamente, em atos próprios da circunstância, o Pavilhão das Antas, oficial e inicialmente chamado de Gimnodesportivo. Amplo recinto desportivo coberto que então dava finalmente às equipas portistas das modalidades de pavilhão uma casa própria, em condições (visto o anterior e próprio, o rinque do campo da Constituição, ser descoberto, ao ar livre, ainda). Deixando assim, com o novo espaço, de ser necessário andar de lado para lado, com os apoiantes atrás, por pavilhões de outros clubes, através de alugueres e correspondentes custos, em jogos do clube na condição de anfitrião.

Depois de campanha de angariação de fundos, que mobilizou os adeptos mais interessados na vida clubista, tornou-se então realidade esse pavilhão desportivo que passava a acolher atividades do FC Porto, não só de competição mas também saraus, assembleias e outros eventos, bem como depois testemunhou muitos títulos para o nosso clube. Mais tarde foi batizado como Pavilhão Américo de Sá, em homenagem ao presidente em cujo mandato foi construído e que o inaugurou.
Na ocasião foi cunhada medalha comemorativa, que inicialmente foi ofertada às entidades presentes na inauguração, tal como foi oferecida às pessoas que mais diretamente estiveram ligadas a comissões e outros grupos relacionados com a construção, assim como foram distribuídos artefactos apropriados. Também a secção de hóquei em patins portista à época elaborou uns emblemas próprios, com o distintivo do clube junto com um par de patins e um stick. Tendo recentemente o autor destas linhas recebido de um amigo, hoquista desse tempo, a oferta dum exemplar desses – conforme orgulhosamente mostramos em imagem ao lado.



Ainda sobre esse período relembramos de passagem a fase de angariação de fundos, através de imagens de um dos bilhetes do Sorteio Monumenbtal levado a cabo para o efeito, assim como dum autocolante comprovativo de contribuição, tal como da inauguração relembramos o livro oficial (com imagem da capa) e juntamos alguns recortes jornalísticos, de reportagem d’ O Porto.

Estava ao tempo em expansão a chamada Cidadela Desportiva das Antas, que englobava por trás do estádio o campo secundário de treinos, mais um pavilhão de treinos, a piscina de 25 metros e anexo tanque, e depois veio ainda a juntar o pavilhão do bingo e um campo de treinos pelado, tal como nos baixos da arquibancada do estádio um pavilhão de ginástica e outros espaços de atividades variadas, além de mais dois campos relvados ao lado do estádio.

Acabaria por ser demolido no início deste século XXI o Pavilhão Américo Sá, de competição, tal como o Pavilhão Afonso Pinto de Magalhães, de treinos, e restantes instalações (mais precisamente em janeiro de 2001 no caso do pavilhão), aquando das obras de requalificação que permitiram a construção do Estádio do Dragão e áreas envolventes. Em 2009 nasceu o pavilhão Dragão Caixa, atual casa das modalidades de pavilhão, como se sabe.


Armando Pinto

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terça-feira, 12 de julho de 2016

Vítor Hugo I – Antigo Hoquista do FC Porto e um dos Grandes Internacionais do Hóquei Português


O hóquei em patins é uma modalidade atrativa, com um ambiente especial no eco dos rolamentos, travangens, rodopios e sticadas, no chiar dos patins e bater dos setiques no interior dos pavilhões, perante o entusiasmo da assistência e vozearia de dentro e fora do rinque. Qual movimento elegante, do carrocel das jogadas e deslizamento festivo, até na vista desde o cimo das bancadas, à destreza entre as quatro linhas da pista. Sendo contudo jogo mais chamativo de atenções aquando da realização de grandes encontros e disputa de campeonatos mais mediáticos.

Assim sendo, sempre que se disputa mais um campeonato internacional, especialmente quando é tempo da realização de Mundiais ou Europeus da modalidade, normalmente são mais falados assuntos sobre o hóquei. Vindo mais à ponta dos aléus a bola pequena, dando para recordar grandes nomes e feitos célebres. Tal qual se lembra, entre comentários e apreciações, os nomes de uns Fernando Adrião, Livramento, Cristiano, Chana, Jesus Correia, Serpas, Velasco, Bouçós, etc. etc. até a um mais recente Vítor Hugo – hoquista formado na Associação Académica de Espinho, que se tornou famoso depois que passou a representar o FC Porto e, além de campeão nacional, europeu e mundial, foi um dos atletas olímpicos nos jogos de Espanha /1992, quando o hóquei em patins teve única experiência em Olimpíadas.


É pois Vítor Hugo um dos hoquistas históricos. Que, para diferenciação e enquadramento, pode ser nomeado como Vítor Hugo I, ou indicado com acrescento do seu último apelido, Silva, devido a haver agora outro Vítor Hugo, de apelido Pinto, hoquista goleador do FC Porto no presente.

VÍTOR HUGO Barbosa Carvalho Silva, nascido em Espinho no ano de 1963, mais precisamente a 4 de Abril, começou cedo a exercitar-se dentro de pavilhões gimnodesportivos, tendo sido praticante desportivo desde cerca dos cinco anos, pois começou nessa fase sua atividade pela ginástica e também na patinagem das escolas de formação da Académica de Espinho. Entretanto, já em idade escolar, começando a revelar aptidão para o hóquei, enveredou pelo jogo dos patins. Após isso, na agremiação espinhense sagrou-se Campeão Regional de Infantis e de Iniciados, Campeão Nacional de Juniores e Campeão Nacional da 3.ª Divisão. Começou de permeio a jogar ao lado dos mais velhos e foi então colega de equipa de José Fernandes, que jogara anteriormente no FC Porto e se transferira para o clube do equipamento preto de Espinho (tendo mais tarde regressado ao FC Porto). Até que o virtuosismo do jovem Vítor Hugo Silva despertou as atenções dos responsáveis do Hóquei portista.


Assim, ainda jovem e com grande margem de progressão, Vítor Hugo ingressou no FC Porto, onde viria a confirmar todas as qualidades e se afirmou como jogador bem cotado entre seus pares. 

Então, ao despontar para o estrelato, foi um dos mais categorizados jogadores do Europeu de Juniores de 1980, disputado em Barcelos. Depois, logo em 1981 entrava pela primeira vez na seleção de seniores. Volvidos anos, no Campeonato Europeu de 1987, em Oviedo, já como “capitão” da equipa nacional, Vítor Hugo foi o herói da seleção de Portugal. Com excelentes exibições, marcou 25 golos, quase metade do “score” da equipa nacional que aí obteve mais um título europeu.

Seguiu-se depois todo um percurso digno de seu valor, recheado de títulos e com momentos marcantes. 


Durante a sua carreira, Vítor Hugo Silva obteve 151 internacionalizações (29 pelos juniores e 122 pela equipa sénior) tendo marcado um total de 261 golos (66 e 195, respetivamente, em cada uma das categorias). Ao serviço da Seleção Nacional foi: 1 vez Campeão Europeu de Juniores, 2 vezes Campeão Europeu de Seniores, 1 vez Campeão do Mundo, 2 vezes Campeão dos Jogos Mundiais, 2 vezes melhor marcador no Campeonato Europeu de Juniores, 1 vez melhor marcador do Campeonato Europeu de Seniores (marcou golos em todos os jogos!), 1 vez melhor marcador do Campeonato do Mundo. Averbou diversos primeiros lugares em torneios tão importantes como o de Montreux, o de Paris, o de Madrid, o de Oliveras de La Riba, o das Nações e o dos Campeões. 


Entretanto, Vítor Hugo esteve no período de maior afirmação do estatuto vitorioso do hóquei em patins portista. No FC Porto contabilizou como jogador 8 títulos no Campeonato Nacional, 5 Taças de Portugal e 8 Supertaças Nacionais, tendo sido por três vezes o melhor marcador da principal competição. De referir que numa das edições do Campeonato, além de ser o “rei” dos marcadores, apontou golos em todos os jogos. Com a camisola azul-e-branca conquistou ainda 2 Taças dos Campeões Europeus (1985-86 e 1989-90), 2 Taças das Taças Europeias (1981-82 e 1982-83) e 1 Supertaça Europeia (1985-86). Ninguém esquece a épica jornada da segunda-mão da final da Taça dos Campeões, com o Novara, em 1986: Em casa do adversário o FC Porto perdia ao intervalo por 1-5; mas numa inolvidável reviravolta, a equipa orientada por Cristiano Pereira venceu por 7-5! Vítor Hugo contribuiu com 2 golos. No banco, ao lado de Cristiano, o Presidente Nuno Pinto da Costa marcou presença de forte incentivo, quão no fim deu para todos beberem champanhe pela taça.

Tendo essa jornada heroica sido disputada em Novara, Itália, depois disso o clube Novara conseguiu atrair Hugo e contratou-o para lá jogar durante a época de 1987-1988. Ali foi Vítor Hugo Campeão e venceu uma Taça de Itália, sendo considerado o melhor jogador do ano. Na época seguinte regressou ao FC Porto para prosseguir a sua carreira de sucesso.



Vítor Hugo logrou um palmarés riquíssimo. Porém muito cedo decidiu abandonar a carreira de jogador. Fê-lo no fim da época 1991-1992 e enveredou quase de seguida pela carreira de treinador, enquanto abraçava a profissão de médico dentista. Como treinador juntou mais alguns títulos ao seu brilhante currículo no FC Porto: 1 Taça de Portugal, 1 Supertaça e 1 Taça CERS. Nas funções de Selecionador Nacional, foi: Campeão do Mundo (2003), vencedor dos Jogos Mundiais (Japão), Torneio das Nações e Taça Latina, vencedor de 2 Torneios Internacionais RTP e Vice-Campeão Europeu.

Vítor Hugo foi agraciado com 2 “Dragões de Ouro” no FC Porto. E, pelo governo português, com a “Medalha de Mérito Desportivo e a “Medalha de Honra ao Mérito”. O Comité Olímpico Português atribuiu-lhe a “Medalha Nobre Guedes”.

Portista efetivo, foi um dos fundadores da Casa do FC Porto de Espinho e o seu primeiro Presidente. Sendo atualmente elemento diretivo dos órgãos sociais do FC Porto, como um dos vice-presidentes da Direção de Jorge Nuno Pinto da Costa para o exercício de 2016 a 2020, por ora.

Em suma, além de brilhante hoquista e prestigiado treinador de hóquei em patins, bem como dirigente atualmente, Vítor Hugo é uma glória do FC Porto. Tendo sido um dos homenageados como tal aquando da inauguração do novo e atual pavilhão desportivo do FC Porto, constando seu nome também entre as Estrelas do FC Porto com uma placa circular no passeio da fama fronteiro ao Dragão Caixa. Além de estar incluído entre as estátuas que figuram presentemente no espaço de entrada no Museu FC Porto BY BMG.

O seu Curriculum Vitae desportivo consta no livro “FC Porto figuras & factos 1893-2005” (de J. Tamagnini Barbosa e Manuel Duas, edição d’ O Comércio do Porto e produto oficial FCP), do qual publicamos acima a respetiva ficha alongada em parte de duas páginas.

Como ilustração final, juntamos abaixo uma elucidativa entrevista publicada na revista “Mundo Azul”, do Conselho Cultural do FC Porto, em seu número de Dezembro de 2009.


ARMANDO PINTO
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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Já rola o Europeu de hóquei em patins. Com possibilidades de mais campeões lusos…!


Agora que Portugal finalmente ganhou o título maior europeu de futebol sénior, depois de há muito ter vindo para Portugal um outro de seleções militares e nos escalões jovens de futebol já terem sido conquistados vários, assim como no hóquei em patins, anteriormente, também… nova possibilidade se depara nesta semana de 11 a 16 de Julho, com a realização de mais um Campeonato da Europa de hóquei patinado. Prova que decorre na zona do centro do país, em Oliveira de Azeméis, em plena Beira Litoral.


Nesta hora de vitória futebolística, entretanto e enquanto na comunicação desfilam histórias que até incluem uma treinadora mental e forças psicológicas de que se sabe o resultado depois de consumado, é tempo de virar agulhas para passar ao trilho do desporto jogado sobre patins, modalidade que há muitos anos tem somado títulos internacionais para o enchimento da mente portuguesa. Sendo assim ocasião de, com antecedência, afiançarmos estar confiantes que os jogadores da seleção de hóquei vão triunfar.


Assim, manifestamos aqui que estamos com a seleção portuguesa de hóquei, rolando mentalmente com os hoquistas que vestem a camisola das quinas no rinque de Oliveira de Azeméis. Confiando que a vitória será nossa, de todos nós, portugueses.


Estamos assim com Hélder Nunes, Gonçalo Alves, Rafa, Nelson Filipe, Reinaldo Ventura, Ângelo Girão, Diogo Rafael, João Rodrigues, Henrique Magalhães e Ricardo Barreiros. Mesmo sem o mediatismo informático que seria devido na comunicação social, à falta de espaços jornalísticos e programas informativos em doses bastantes, salvo as transmissões televisivas da RTP1 para os jogos da seleção portuguesa e o acompanhamento do Porto Canal com um diário ("Nas 4  Linhas") e reportagens noticiosas. Dando-se aqui atenção a isto, não fora esta modalidade ser a que mais títulos coletivos internacionais tem dado a Portugal.

= X =

Estando na memória ainda a última vitória portuguesa em Oliveira de Azeméis, no Mundial de 2003, com sentido na cabeça da terra oliveirense ser talismã do hóquei; e como Portugal se estreou em vitórias do género num campeonato que serviu dois em um ou vice versa, englobando então as duas categorias de provas internacionais mais prestigiadas da modalidade; recordamos, por fim, o início desta saga que tem sido o palmarés hoquístico nacional com um vislubre do livro "Selecção-Orgulho de Portugal", de Amadeu José de Freitas, aludindo ao caso. 

Armando Pinto

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Título histórico: Portugal é Campeão Europeu de futebol sénior! Vitória Lusa no Campeonato da Europa de seleções. - Épica vitória sobre a França, dá para recordar triunfo antigo, a propósito...


Portugal conquistou na noite deste domingo histórico de 10 de Julho o seu primeiro grande título internacional de seleções seniores, ao vencer a França em pleno Stade de France, por 1-0, após prolongamento. O golo decisivo chegou na última parte do prolongamento, a tempo de fazer vibrar todo o país e tudo quanto é português.  


Reconhece-se que houve alguma sorte, como é normal não haver campeões sem sorte, mas no cômputo geral a seleção nacional primou pela regularidade.
Acabou então por ser conseguido um feito que não era muito esperado, embora muitíssimo desejado pelos cerca de onze milhões de portugueses que se calcula andarem agora de cabeça erguida. Resultou isso em épica noite de futebol, que meteu saída de jogo do capitão Ronaldo, devido a lesão provocada pela rispidez dos jogadores franceses, e, com os que ficaram em campo a fazer um jogo seguro, houve por fim final feliz, num ambiente de grande emoção pastriótica. Vindo à flor da pele o merecimento emigrante, sabendo-se como a comunidade portuguesa  fixada em França viveu durante o tempo que durou o Europeu  francês. Na linha de anteriores experiências, nos anos menos felizes. Tornando felizes tantos portugueses espalhados pelo mundo, mais os que vivem na própria terra mãe, na plenitude nacional.


A sorte que faltou de anteriores vezes calhou bem desta feita, vendo-se como o treinador Fernando Santos, que até venceu o campeonato que deu o Penta ao FC Porto, não teve sucesso na alta esfera do futebol lisboeta, tendo saído pela porta perquena quer do Sporting como do Benfica, mas acabou por conseguir agora algo que nenhum outro obteve, com este título europeu de seleções. E como, vendo-se que as escolhas não foram as mais consentâneas com a opinião pública generalizada, tudo resultou de forma quase imaginária, ficando assim este acontecimento no imaginário coletivo por muito tempo.


Corre mundo o nome de Portugal com este acontecimento e exulta o peito lusitano numa ocasião destas. 


A seleção portuguesa de futebol havia perdido os últimos dez embates diante do adversário da final deste Euro 2016. Incluindo em três ocasiões de meias-finais, nos Euros de 1984 e 2000, tal qual no Mundial de 2006. Isso e mais, numa soma que contabiliza poucas vitórias para as cores portuguesas, tendo a primeira vitória lusitana acontecido em 1927, numa goleada por 4-0, enquanto a última (antes da final de agora, obviamente) remontava a 1975, em França. Tendo pelo meio Portugal obtido boas vitórias, também, como em 1930 por 2-0, em 1946 por 2-1, e, muito mais tarde, em 1973 por 2-1 em terreno gaulês. 


Ora, como curiosidade, desses resultados que fizeram o sentimento português passar em triunfo, recordamos o jogo de 1946, através de imagens elucidativas do livro Crónica de Ouro do Futebol Português, do Círculo de Leitores, e imagens de primeira página e crónica coeva que integraram a edição da revista Stadium no longínquo Abril de 1946. Dando assim para comparar as diferenças temporais e como a memória tem sua força.


Armando Pinto

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