Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Homenagem de Recordação ao histórico guarda-redes Armando Silva: um ano de saudade!


Passou um ano desde o desaparecimento físico de Armando Pereira da Silva, o guarda-redes Armando Silva que defendeu as balizas do FC Porto e do Sporting de Braga, além de outros clubes também durante seu multifacetado percurso desportivo e de cidadão. Tendo assim decorrido um ano, entretanto, desde que faleceu esse célebre guarda-redes especialista em defender penaltis e especialmente bom amigo, um homem bom e que facilmente cultivava e despertava amizades e simpatias.


Perfaz então um ano de saudade, precisamente na ocasião em que para o autor destas linhas evocativas e seu amigo, também, se completaram cinquenta anos de saudade desde que partiu para o além a minha avó paterna, a pessoa que mais marcou minha infância. Lembrando assim um e outro dos casos, porque as pessoas que nos são queridas estão sempre presentes em nosso ser!


Recorde-se que sua vida e obra está devidamente historiada neste blogue, em diversos artigos sobre esse mesmo grande guardião formado no FC Porto e que em 1954/55/56/57/58 representou em juniores, como depois em seniores vestiu a camisola de guarda-redes do FC Porto nos períodos de 1958 a 1960 e mais tarde entre 1970/71 a 1972/73, assim como de permeio passou por Gil Vicente, Ferroviário de Malange, Salgueiros e Sporting de Braga. Tal como foi internacional pela Seleção B de Portugal e foi suplente na Seleção A de Américo e Damas. Com destaque para o facto de ter sido agraciado com a Medalha de Exemplar Comportamento da Federação Portuguesa de Futebol, por ter feito 391 jogos oficiais sem qualquer castigo. Sem ter apanhado alguma vez algum “cartão”, sequer!


Não tendo sido possível ao autor publicar algo relacionado na data de tais ocorrências, como tem sido apanágio deste espaço memorial, regista-se o caso que naturalmente adveio às pessoais orações memorandas, na junção de factos, como homenagem de recordação e eterna saudade. Até sempre amigo senhor Armando. O meu amigo de sempre continuará como constante recordação no íntimo registador da Memória Portista.


Armando Pinto
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

3ª Hora do Clube - 10 FEV 2019


Em mais uma realização cinco estrelas, como se diz, decorreu no domingo 10 de Fevereiro, com lugar na sala VIP do Dragão Caixa, mais um evento extensivo ao já entranhado Dia do Clube, desta vez a Hora do Clube, já também em terceira edição.


Como encontro que é de Portistas para Portistas, a celebrar o Portismo que corre nas veias de muita e boa gente que também gosta de se encontrar, para o efeito, foi assim ocasião duma boa oportunidade de celebrar o chamado Penta das Modalidades, como faz parte da memória portista. Algo amplamente elevado no conceito da mística azul e branca.


Viveu-se então uma magnífica tarde, num sempre apreciado reencontro de gente portista que se vai conhecendo pelo mesmo denominador comum, quão é a vivência de tudo o que respeita ao FC Porto.


Estão de parabéns os organizadores, como sempre. Sempre a inovar e a procurar ir de encontro às expetativas e sobretudo interesses portistas. 


Do acontecimento registam-se alguns instantâneos através de imagens captadas, como tem sido usual anualmente, com a chancela de “Fotos da Curva”. Ficando ainda, além de tudo o que ali se sentiu, também uma recordação física e visual, por meio da foto oficial de lembrança desse dia.


E agora que venha o próximo Dia do Clube.

Armando Pinto
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domingo, 10 de fevereiro de 2019

Falecimento de Fernando Peres, futebolista que também passou pelo FC Porto


Faleceu mais um futebolista dos muitos que vestiram a camisola do FC Porto, tendo envergado o equipamento da equipa principal do futebol portista, tal o caso de Fernando Peres.

Tendo chegado ao conhecimento público a respetiva notícia neste domingo, 10 de fevereiro, houve natural difusão nos órgãos de comunicação, atendendo a ter sido um futebolista internacional, notabilizado sobretudo num clube de Lisboa, embora com passagens por outros clubes nacionais e inclusive um brasileiro. Mas curiosamente, na grande maioria das peças jornalísticas, esquecendo que também jogou no FC Porto… por pouco tempo que tenha sido. O costume, nos meios difusores no Portugal da Capital centralista e elitista.


Ora, para que conste, e é a verdade, Fernando Peres da Silva, tal o seu nome completo, nascido 8 de Janeiro de 1942, em Algés, começou nas camadas jovens, com a camisola azul do Restelo, e tornou-se conhecido no futebol português também ainda com a camisola do Belenenses. Até que, ao fim de cinco épocas como sénior e com o emblema da Cruz de Cristo ao peito, se transferiu depois para o Sporting, clube onde jogou três épocas e de onde saiu para a Académica: Tendo equipando com a camisola negra da Briosa durante uma época, de seguida regressou a Alvalade, e com a camisola das listas verdes e brancas atuou mais quatro temporadas. Ali acabando temporariamente a carreira de futebolista e iniciando-se como treinador, havendo orientado durante uma época o Peniche, na temporada de 1973/74. Isso após ter nas suas passagens pelo Sporting ajudado os leões a vencerem dois campeonatos nacionais e duas Taças de Portugal. Mas ainda nesse ano de 1974 decidiu voltar a jogar futebol, então no Brasil, tendo na terra de Vera Cruz vestido a camisola do Vasco da Gama e assim ajudado esse clube de implantação na comunidade portuguesa a vencer o Campeonato Brasileiro desse ano. E ainda nesse mesmo ano, já durante o outono e com a época seguinte iniciada em Portugal, Peres regressou ao país natal para jogar no Futebol Clube do Porto.


A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 24 de Novembro de 1974 no Estádio das Antas, quando os portistas receberam e venceram o Atlético C.P. por 5-0, num jogo a contar para a 10ª jornada do Campeonato Nacional de 1974/75. O primeiro golo que marcou de Dragão ao peito aconteceu no jogo da 28ª jornada, no dia 13 de Abril de 1975 no Estádio das Antas, em que o F.C. Porto recebeu e empatou 1-1 com o Leixões. Peres inaugurou então o marcador logo aos 6 minutos, nesse dia. Mais tarde marcou seu segundo golo ao serviço do FC Porto a 11 de Maio de 1975 na vitória por 4-0 sobre o Sporting de Espinho, no penúltimo jogo do Campeonato dessa época.

(De tal jogo regista-se em foto coeva o momento em que inaugurou o marcador no prélio FC Porto-Sp. Espinho, aos 9 minutos desse encontro disputado no Estádio do Bessa, por interdição federativa ao Estádio das Antas.)

Fernando Peres apenas representou o F.C. Porto durante uma época, tendo disputado 19 partidas oficiais (15 para o Campeonato Nacional e 4 para a Taça de Portugal) e marcado 2 golos, ambos a contar para o Campeonato Nacional. O seu último jogo pelo F.C. Porto aconteceu no dia 25 de Maio de 1975, curiosamente no Estádio que o viu nascer para o futebol, o Estádio do Restelo, em que decorreu esse que foi também o seu último jogo em Portugal como futebolista.

Dessa curta mas interessante passagem pelas Antas, em que ele, como disse numa entrevista, se sentiu honrado em saber o que era jogar pelo FC Porto, acabou por ficar no lote da equipa que se classificou no 2º lugar do Campeonato Nacional de 1974/75  a que se reporta a imagem de conjunto que havia atuado na homenagem póstuma a Pavão.


Após isso, no verão de 1975 rumou de novo ao Brasil para jogar no Sport C.R. e depois no Treze F.C., onde terminou a sua carreira de jogador no ano de 1976. De regresso a Portugal, voltou a dedicar-se a funções de treinador, tendo treinado as equipas do União de Leiria, Vitória de Guimarães, Estoril Praia, Sanjoanense e Atlético.

Peres foi internacional por Portugal, quer como júnior (tendo feito parte da equipa que sob o comando de José Maria Pedroto venceu o Torneio de Juniores da Europa e se sagrou Campeão Europeu, junto com os portistas Rui e Serafim, entre outros) bem como em sénior na Seleção B e pela Seleção A de Portugal, tendo inclusive feito parte do lote dos 22 que integraram a seleção dos Magriços no Campeonato do Mundo de 1966 e dos 19 que estiveram na Mini-Copa (Taça da Independência) do Brasil, em 1972.

Paz à sua alma.

ARMANDO PINTO
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Azevedo Maia: Um ciclista "Operário de equipa", de grandes capacidades na história velocipédica lusa e alvi-anil



Como gotas de suor caídas sobre o guiador da bicicleta de corrida e encharcando a camisola colada ao corpo, na imagem dum ciclista visto aos olhos dos adeptos admiradores de sua heroicidade e por seu esforço ao correr pela representatividade que entusiasma o sentimento comum, saltitam pequenas bagas de recordação de nossos heróis das estradas.

Assim como em gerações antepassadas o Norte do país teve como ídolo das multidões o famoso Fernando Moreira, símbolo do fortalecimento do ciclismo do FC Porto, enquanto no sul já antes havia grande celebridade dos duelos de Trindade, Nicolau, Eduardo Lopes, por exemplo, que em representação de Benfica, Sporting e Iluminante iluminaram as páginas da imprensa da época… de permeio com algum destaque também nuns lados e noutros duns Alberto Raposo, Aniceto Bruno, Onofre Tavares, etc. etc… passando pelos duelos entre Alves Barbosa, Sousa Santos e Ribeiro da Silva, do Sangalhos, FC Porto e Académico, respetivamente… até à geração célebre da hegemonia do ciclismo portista entre finais dos anos cinquentas à primeira metade da década de sessenta, com Sousa Cardoso, Artur Coelho, Carlos Carvalho, Mário Silva, José Pacheco, Mário Sá, Ernesto Coelho, Joaquim Leão, etc. etc… entre tantos e bons ases dos pedais havia também alguns outros que igualmente marcaram bem sua época. Entre os quais se contava Azevedo Maia – o grande ciclista desta vez a evocar, aqui. Como um dos ídolos do adepto que via o FC Porto andar na frente, por esses anos sessentas…

= Panorâmica duma etapa na Volta a Portugal de 1961, sob o calor ardente do verão: «Lá vão eles, os reis da estrada dessa quinzena de Agosto. O sol rebrilha nas cores de umas centenas de camisolas e por toda a parte há milhares de adeptos que os vão saudar»!

Azevedo Maia foi contemporâneo e colega de equipa de nomes consagrados, com os quais emparceirou nas andanças pelas estradas com a camisola azul e branca vestida. Tendo tido por companheiros, entre outros, Sousa Cardoso, Sousa Santos (pai), Alberto Gonçalves Silva, Carlos Carvalho, Alberto Moreira, Armindo Gonçalves, Cerqueda, Emídio Pinto, Carlos Pinheiro, Alberto Cerqueira, Martins de Almeida, Artur Coelho, Veiga da Mota, Joaquim Pereira, Júlio Abreu, Mário Silva, José Pacheco, Mário Sá, Agostinho Brás, Orlando Silva, Ernesto Coelho, Joaquim Leão, Mário Miranda, Joaquim Freitas, José Pinto, etc.

= Equipa do FC Porto na Volta a Portugal de 1961, na inicial etapa na pista das Antas, em "memorável noite de verdadeira gala do ciclismo»!

De nome completo Alfredo Azevedo Maia nasceu em 30 de Dezembro de 1937, na freguesia de Vilar do Pinheiro, concelho de Vila do Conde.


Iniciou a sua carreira no ano de 1955 e finalizou-a no ano de 1965. Representando as equipas do F.C. Porto, em Portugal; e Union Sportive Franco Belge, no estrangeiro. Ganhou diversas provas em Portugal, tendo sido Campeão Nacional em várias classes.

= Curiosidade reportada à antiga importância da "Volta": Um exemplo como ao tempo era seguida popularmente a Volta a Portugal, a pontos de meter mensagens de correspondência. Como no caso referente à Grandíssima de 1959 - conf. Jornal de Notícias de 9 de Agosto de 1959...

Sintomático de sua categoria é o facto de em 1960 ter sido incluído na coleção de fichas dos desportistas nacionais famosos nesse tempo, publicação à época de relevo, qual espécie de cromos com dados curriculares, sob título de Ficheiro "ASES DO DESPORTO".


De seu palmarés resumidamente constam, além de vitórias em Grandes Prémios e outras corridas de âmbito distrital e nacional, sobretudo o título de Campeão Nacional de Ciclocross na categoria de Independentes em 1960, ano em que também representou pela primeira vez a seleção nacional, no caso na Volta a Marrocos, assim como participou no Mundial de Ciclocross. No ano seguinte triunfou na clássica de maior distância e duração que existiu em Portugal, tendo ganho o Porto-Lisboa em 1961.

Enquanto nas participações na prova de maior impacto teve como melhores participações ter sido quarto classificado em dois anos seguidos, quer na Volta a Portugal de 1962, ganha individualmente pelo colega de equipa José Pacheco e por equipas pelo FC Porto, como em 1963, havendo então se cotado como melhor representante do FC Porto na edição desse ano da Grandíssima Portuguesa.

= Referente à Volta de 1963, em que Azevedo Maia foi 4º classificado e o melhor posicionado da equipa do FC Porto. Recorte do Jornal de Notícias de 13/8/63 e caixa do jornal A Bola após o final da mesma Volta a Portugal

Também em 1963 venceu a Volta ao Algarve. De permeio, integrado na Seleção Nacional participou em 2 (duas) Voltas a Marrocos. Em França ganhou a 4ª Etapa no “Ronde de Flandres” e ganhou o “Grand Prix Epernan” e o “Grand Prix Gretz S. Laing”.

Pormenorizando: Iniciada a sua carreira então em 1955, teve primeira vitória como integrante da equipa principal do FC Porto em 1958, época em que também correu pela primeira vez na Volta a Portugal. Enquanto em 1960 foi Campeão Nacional de Ciclocross e em 1961 venceu o Porto-Lisboa. Na soma duma boa folha curricular.


Assim, em 1958 venceu uma etapa do Grande Prémio Vilar, prova do calendário do ciclismo nacional e participou pela primeira vez na Volta a Portugal. Depois em 1959 foi 3º em França no Paris-Mantes (Ile-de-France). Seguindo-se sua estreia vitoriosa na Volta a Portugal de 1959, em cujo decurso venceu uma etapa, entre Portimão-Tavira.

Em 1960 foi Campeão Nacional de Ciclocross e participou no Campeonato do Mundo de Ciclocross. Tendo então o FC Porto ganho os campeonatos de Ciclocross em todas as categorias, entre as quais em Independentes o vencedor foi Azevedo Maia. Ao passo que no mesmo ano Azevedo Maia foi também 1º no Campeonato Nacional de Estrada, Elite (vulgo campeonato de Fundo); e classificou-se em 3º numa etapa da Volta a Marrocos (Tour du Maroc), em Essaouira (Marrakech-Tensift-Al, Haouz). Volvido um ano, em 1961, além de algumas boas classificações noutras provas, foi 1º no Porto-Lisboa, vencendo essa grande clássica portuguesa. E ajudou o colega de equipa Sousa Cardoso a vencer a Volta a Portugal, em renhido despique com os adversários.


Seguiu-se em 1962 ter sido 1º em mais uma etapa da Volta a Portugal), tendo Azevedo Maia vencido a tirada Cacilhas-Beja.

Poucos dias depois Azevedo Maia chegou mesmo a vestir a camisola amarela de primeiro da Volta. O que aconteceu ao fim da etapa terminada em Évora, após ligação de Tavira-Évora, ganha pelo portista Ernesto Coelho, com Azevedo Maia a somar o melhor tempo geral e como tal havendo vestido a simbólica camisola de lider, que ostentou na seguinte etapa entre Vila Viçosa e Portalegre, (que foi de contra-relógio, tendo José Pacheco amealhado tempo que lhe deu para voltar a vestir ele a amarela).


Era então tão valoroso todo o grupo da equipa do FC Porto, por esses tempos de forte supremacia portista na caravana das provas do ciclismo português, sendo todos bons, afinal, como se dizia, que qualquer um podia ganhar fosse o que fosse; e, por isso, todos faziam o trabalho da equipa, em prol do coletivo e para quem calhasse de estar melhor posicionado na tabela classificativa.

Desse tempo ilustra-se bem as ocorrências com imagens de pranchas desenhadas, através do álbum de banda desenhada "Heróis da Estrada"...


Nessa Volta, em que ajudou o colega José Pacheco a ter ficado em 1º da Classificação Geral e como assim sagrado vencedor individual, tal como contribuindo para a vitória coletiva da equipa do FC Porto, Azevedo Maia classificou-se em 4º na Geral final.


Após isso no ano seguinte venceu uma importante prova nacional, havendo sido 1º na Classificação Geral da Volta ao Algarve, em 1963. Ano em que voltou a ser 4º na Classificação Geral final da Vilta a Portugal, inclusive como melhor classificado do FC Porto (nessa Volta ganha por João Roque do Sporting). E ainda em 1963 venceu a Corrida “Libras de Ouro” da Figueira da Foz. Até que em 1965 venceu mais uma etapa na Volta a Portugal, num dia inesquecível dessa maior corrida portuguesa, ao triunfar na etapa Leiria-Porto, perante o delírio dos adeptos portistas na chegada à cidade Invicta. Seria então a sua despedida, pois, aproveitando passagem imediata da Volta a Portugal para lá da fronteira, entrada a Volta portuguesa pela Galiza dentro (em tempo da ditadura do Estado Novo e dificuldades de passagem para fora do país) Azevedo Maia resolveu dar outro destino a sua vida… embora tendo de desistir da sua participação na Volta a Portugal. 


Havendo então decidido emigrar, tendo seguido para França onde se radicou durante alguns anos.

Em resumo também de seu currículo desportivo em Portugal, Azevedo Maia contribuiu para as vitórias da equipa do FC Porto nos triunfos coletivos nas Voltas a Portugal, na classificação por equipas em 1958, 1959 e 1962.


Iniciada a carreira em 1955, nos escalões jovens, e entrado na alta-roda do ciclismo em 1958, terminou a carreira em Portugal em 1965.


Filho de Joaquim Pereira Maia e Ana Carvalho de Azevedo, Alfredo de Azevedo Maia nasceu em Vilar do Pinheiro a 30 de Dezembro de 1937, curiosamente dois dias depois do atual presidente do FC Porto (havendo Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa nascido a 28 desse mesmo último mês do igualmente mesmo ano). Estando atualmente ainda um e outro rijos na sua vivência: - um como fruto de seu exercício físico sobre a bicicleta, a dar aos pedais; e outro pelo seu desempenho como portista a exercitar seu grande trabalho em prol do FC Porto.

(Azevedo Maia é conterrâneo, pela naturalidade do mesmo concelho, de um outro ciclista de renome portista, o também vilacondense Gabriel Azevedo, sendo ambos vizinhos em posicionamento de freguesias do mesmo concelho e velhos amigos pela ligação ao ciclismo. Assim como é grande amigo do antigo colega de equipa Ernesto Coelho, através do qual o autor destas linhas teve acesso a alguns jornais da coleção particular de Azevedo Maia, embora a maior parte do que aqui se conseguiu exprimir seja do arquivo pessoal do autor.)


Azevedo Maia é pois nome saliente do historial do ciclismo do FC Porto e da própria modalidade em Portugal. Sendo aos olhos da memória do autor destas linhas, sobretudo, o vencedor da etapa terminada na cidade do Porto na Volta de 1965, pessoalmente ouvida pelo relato radiofónico com grande entusiasmo, tendo aquela vitória sido deveras bem sentida no ânimo dum adepto que estava ainda numa idade infante (e como tal muito pequeno aquando das anteriores vitórias), sendo a ocasião desse sprint vitorioso em tempo de férias grandes da fase escolar desse jovem já com memória, a bem dizer… e a gostar já muito de quando alguém ganhava pelo FC Porto.

Eis assim uma homenagem evocativa desse senhor do ciclismo, Azevedo Maia. Um ciclista "Operário de equipa", dotado de grandes capacidades e nome referencial na história velocipédica lusa e alvi-anil, na modalidade das bicicletas de corrida em Portugal e no FC Porto.

Armando Pinto
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Início da época competitiva do ciclismo do FC Porto


Após o natural trabalho de organização e preparação, feita também a apresentação entretanto em pleno estádio do Dragão no intervalo do mais recente jogo de futebol azul e branco, inicia-se agora a época oficial de corridas do ciclismo do FC Porto, ao ir para a estrada a equipa do FC Porto que corre sobre rodas de bicicletas. Passando assim a partir desta quarta-feira (6 de fevereiro) a andar em provas importantes as atraentes camisolas do FC Porto, no dorso dos ciclistas em que se depositam vastas aspirações duma ótima campanha para 2019.


A nova era do ciclismo azul e branco está pois a começar, ao nível da equipa do clube.


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«A W52-FC Porto, vencedora das últimas três edições da Volta a Portugal, parte para 2019 com o estatuto de Equipa Continental Profissional, algo que uma formação portuguesa não conseguia desde 2008. Essa categoria oficial do segundo escalão do ciclismo mundial permite aos Dragões participar em provas mais importantes do circuito internacional. Este estatuto é, para Nuno Ribeiro, diretor desportivo dos azuis e brancos, “muito importante, não só para a W52-FC Porto, como também para o ciclismo nacional”. ”Este reconhecimento já fazia falta ao ciclismo português e acredito que, nos próximos anos, mais equipas portuguesas vão estar neste patamar”, salienta.
Com esta subida, a projeção da equipa portista no mundo do ciclismo aumentou de forma significativa e o interesse de diferentes marcas de topo acompanhou esse crescimento. Um “negócio de patrocínios” permitiu aos azuis e brancos apresentar uma bicicleta e um capacete mais desenvolvidos para o novo ano, o que torna tudo “mais vantajoso para o sucesso da equipa”, sempre com o intuito de “melhorar as condições para que os atletas façam a melhor temporada possível”.
A W52-FC Porto apresenta seis caras novas para 2019, mas mantém o núcleo do plantel da época passada. Gustavo Veloso, Ricardo Mestre, Rui Vinhas e Raúl Alarcón, que já venceram a Volta a Portugal, continuam a vestir de azul e branco e partilham o balneário com um grupo substancialmente maior do que no ano transato. Isto deve-se, novamente, à subida de escalão, que obriga as equipas a terem, pelo menos, 16 atletas inscritos. “Ter mais ciclistas também nos favorece para combater o calendário, que é mais alargado do que no ano passado. Isto dá-nos garantias e permite encarar todas as provas com o mesmo pensamento: a vitória”, indicou o diretor desportivo.
A participação em novas provas permitirá levar o nome do FC Porto mais longe, mas a Volta a Portugal “continua a ser o principal objetivo”, com mais um fator de motivação: esta edição poderá terminar num dos locais mais míticos da história azul e branca. “Há uma forte possibilidade da Volta a Portugal terminar na Avenida dos Aliados. Claro que é sempre importante festejar a vitória da Volta em qualquer parte do país, mas festejar aqui, em 'casa', seria especial. Estaríamos mais próximos da nossa identidade, dos nossos adeptos”.»


Com a nova temporada em marcha, a equipa está confiante e motivada para trazer mais troféus para o Museu FC Porto By BMG.


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Assim começa esta quarta-feira, e logo em território estrangeiro, em Espanha, a nova época, com a equipa do FC Porto com novo estatuto internacional. Sendo natural a expetativa e confiança já para a primeira corrida do ano, a Volta a Valência que inicia a meio desta semana de princípios de fevereiro. Cuja prova se poderá acompanhar pela televisão através da Eurosport.

Antes ainda, mas ao nível de representatividade nacional, um ciclista do FC Porto começou a época a correr pela seleção nacional, e ao serviço do país conseguiu até um brilharete. Tal o que se passou, para já, com Francisco Campos, ciclista que venceu nesta terça-feira (5 de fevereiro) a segunda etapa do Tour de l'Espoir (para jovens ciclistas de escalão etário Sub-23), nos Camarões, ao serviço da Seleção Nacional.


Esta participação de um ciclista do FC Porto numa Volta de Esperança do Futuro faz recuar memórias até quando dois ciclistas do FC Porto, Mário Silva e Ernesto Coelho, participaram em França no "Tour D´Avenir (Volta do Futuro), no ano de 1962, honrando a nação e as cores do clube, como é sabido pelos anais da verdadeira história do ciclismo luso.


Nessa prova Mário Silva ficou em 2º no Prémio da Montanha, com polémica inclusive em não lhe ter sido atribuída a vitória final desse prémio classificativo. Enquanto Ernesto Coelho, que também estava a fazer uma grande corrida, se viu envolvido numa queda que o obrigou à desistência forçada.


Ora, voltando ao presente e nos alvores desta época a iniciar-se, depara-se o cenário da atração memorial que se deseja.


Como atrativo, da água na boca que começa a aparecer nos pensamentos portistas, juntamos imagens da nova imagem de marca que surge atualmente nos equipamentos atuais da equipa de ciclismo do FC Porto. Ficando desde já a promessa de seguidamente, em próximo artigo, recordarmos mais um antigo ciclista, entre os nomes históricos da memória ciclista do clube Dragão, como que a fazer ligação do passado ao presente. Para que haja maior aproximação do grande nível profissional da atualidade ao amor à camisola no passado, a fazer jus à medida de sempre.


Para as primeiras pedaladas do ciclismo do FC Porto, a equipa do FC Porto para a “Volta a La Comunitat Valenciana – VCV”, conta com: Raúl Alarcón, João Rodrigues, Edgar Pinto, Joaquim Silva, António Carvalho, Rui Vinhas e Samuel Caldeira.


A propósito, recorde-se ainda:

Esta participação duma equipa de ciclismo do FC Porto em território espanhol, numa fase de transformação evolutiva, remete também para uma época algo remota em que, estando então o ciclismo portista igualmente em transição, chegou a participar no país vizinho em competições de valores do futuro. Como ocorreu, por exemplo, na Volta a Salamanca em 1967, com jovens promessas desse tempo – cuja formação se vê na pose fotográfica, junto à placa toponímica espanhola, com Manuel Ribeiro, Gabriel Azevedo, Custódio Gomes, José Luís Pacheco e José Moreira.


Agora chegou a vez da partida para mais uma época, desta feita diante de público ibérico. Como registam à posteridade as imagens da apresentação da Clássica Volta à Comunidade Valenciana, a popularmente aportuguesada Volta a Valência.


Armando Pinto
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