Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Diante das balizas da história e na calha do feito de Diogo Costa em 2022: Justiça ao guarda-redes Armando - recordista em 1970 no Torneio de Caracas!

O FC Porto teve mais uma noite de gala em provas europeias, na 4.ª Jornada da fase de grupos da “Champions”-Liga dos Campeões Europeus, com uma grande vitória na Alemanha e por extensão outros fastos relevantes. Como no facto da equipa portista ter marcado muito cedo, o que é sempre importante, com o madrugador golo de Galeno, mais, entre outras ocorrências, também no deveras decisivo caso de Diogo Costa ter defendido um penalti, quando o resultado estava ainda com um golo apenas de vantagem para o FC Porto. Passando assim o atual guarda-redes internacional do FC Porto a ter já quatro penaltis defendidos até agora. Levando a que na comunicação social seja o tema referenciado, muito justamente.

Assim sendo, como casos destes são fora do comum, pela dificuldade evidente de poderem ser defendidos tais remates das chamadas grandes penalidades (pois o mais comum é os penaltis serem convertidos, ou desperdiçados quando atirados aos postes, barra ou para fora), sempre que o guarda-redes consegue evitar que a bola entre na baliza nesses remates da respetiva marca, isso é algo assinalável. Ficando sempre a memória de acontecimentos desses em casos mais importantes. Como foi por exemplo quando em 1968 Américo defendeu um penalti contra o Cardiff, no estádio das Antas, quase no fim do jogo dessa eliminatória da então existente Taça das Taças, mantendo o resultado que estava em 2-1 e assim assegurando a passagem do FC Porto à eliminatória seguinte. E, entre outros, agora em 2022 este defendido por Diogo Costa, na Alemanha diante do Bayer Leverkusen, para a Liga dos Campeões.

Ora, a propósito disso, convirá contudo fazer justiça à história. Pois a história conta e não pode ser esquecida. Notando-se que como os jornalistas profissionais da atualidade naturalmente são de gerações algo recentes, podem não conhecer bem factos de outrora dignos de realce, pelo que se nota em certos casos. Contudo sem se poder deixar passar isso em claro, porque o que é… é. Bastando de vez em quando dar-se uma olhadela pelos arquivos dos jornais e outros sítios de registos históricos. Onde devem constar dados que não podem ser olvidados.

Pois então, estando a ser referido, e muito bem, que Diogo Costa é recordista dos tempos presentes na defesa de penaltis, convirá acrescentar contudo que não é o guarda-redes com mais penaltis defendidos na história do Futebol Clube do Porto. Já ultrapassou Acúrcio e Helton, mas não o guarda-redes Armando Silva. Naturalmente que o Diogo pode e queremos muito que venha mesmo a ser o guarda-redes que defenda mais penaltis, sinal que nos dará muitas mais alegrias, que o mesmo é dizer que por certo continuará a superar momentos difíceis destes, sendo como é muito jovem e mesmo este ano e esta época terá mais ocasiões, possivelmente, como no porvir terá muito futuro diante de si. Mas para já e antes, ainda, houve o Armando, que por exemplo (além de também no Campeonato Nacional de 1970/71 ter defendido um penalti decisivo para a vitória do FC Porto em Santo Tirso, mantendo quase no fim do jogo então o resultado de 2-1 para o FC Porto em casa do Tirsense), ainda se salientou mais, por exemplo, quando no Torneio de Caracas, em que o FC Porto participou aí diante do Celta de Vigo, na Venezuela, em 1970, defendeu 4 (quatro) penaltis seguidos, de modo que o FC Porto venceu assim o adversário espanhol nesse torneio, no princípio de setembro de 1970. 

De permeio, ainda houve outros casos, tal como anos mais tarde Beto teve uma sequência de defesas na célebre marcação de penaltis da decisão da eliminatória da Taça de Portugal entre FC Porto e Belenenses, em 2009/2010; bem como também Casillas teve mais uns quantos na conta. Mas, como mais antigo e resistente no tempo, é vez de lembrar o caso de Armando, que teve repercussão internacional. Quão se pode ver por imagens de recortes de jornais constantes de sua Fotobiografia: "Armando Pereira da Silva - Fotobiografia 1954/1975".

Armando Pinto

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Homenagem de Recordação ao histórico guarda-redes Armando Silva: um ano de saudade!


Passou um ano desde o desaparecimento físico de Armando Pereira da Silva, o guarda-redes Armando Silva que defendeu as balizas do FC Porto e do Sporting de Braga, além de outros clubes também durante seu multifacetado percurso desportivo e de cidadão. Tendo assim decorrido um ano, entretanto, desde que faleceu esse célebre guarda-redes especialista em defender penaltis e especialmente bom amigo, um homem bom e que facilmente cultivava e despertava amizades e simpatias.


Perfaz então um ano de saudade, precisamente na ocasião em que para o autor destas linhas evocativas e seu amigo, também, se completaram cinquenta anos de saudade desde que partiu para o além a minha avó paterna, a pessoa que mais marcou minha infância. Lembrando assim um e outro dos casos, porque as pessoas que nos são queridas estão sempre presentes em nosso ser!


Recorde-se que sua vida e obra está devidamente historiada neste blogue, em diversos artigos sobre esse mesmo grande guardião formado no FC Porto e que em 1954/55/56/57/58 representou em juniores, como depois em seniores vestiu a camisola de guarda-redes do FC Porto nos períodos de 1958 a 1960 e mais tarde entre 1970/71 a 1972/73, assim como de permeio passou por Gil Vicente, Ferroviário de Malange, Salgueiros e Sporting de Braga. Tal como foi internacional pela Seleção B de Portugal e foi suplente na Seleção A de Américo e Damas. Com destaque para o facto de ter sido agraciado com a Medalha de Exemplar Comportamento da Federação Portuguesa de Futebol, por ter feito 391 jogos oficiais sem qualquer castigo. Sem ter apanhado alguma vez algum “cartão”, sequer!


Não tendo sido possível ao autor publicar algo relacionado na data de tais ocorrências, como tem sido apanágio deste espaço memorial, regista-se o caso que naturalmente adveio às pessoais orações memorandas, na junção de factos, como homenagem de recordação e eterna saudade. Até sempre amigo senhor Armando. O meu amigo de sempre continuará como constante recordação no íntimo registador da Memória Portista.


Armando Pinto
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domingo, 11 de outubro de 2015

Histórico Guarda-redes Armando... de Parabéns!


A história do futebol nacional não se vê só nas páginas de jornais e livros, nem nas imagens que possam perdurar de reportagens filmadas. Por quanto pode significar o que nos faz rever em toda a sua dimensão. Quão também conta o valor de testemunhos pessoais, como no caso do que um simples adepto pode saber e conhecer.

Assim sendo, podemos dizer que há recordações que são páginas sublimes do livro do futebol. Conforme temos na retina quanto a um futebolista de grande carácter como foi o guarda-redes Armando, um valoroso guardião das balizas do Braga e do Porto, nos anos 60 e 70, do século XX. Guarda-redes que nos chamou primeiro a atenção quando defendia que se fartava na baliza do clube bracarense, sendo decisivo na inédita vitória do Braga na Taça de Portugal, em 1966, o que causou então admiração por todo o país; e depois quando veio para as Antas, em 1970, regressando ao F C Porto, onde se formara.

Pessoa que sempre estimamos, quer na admiração de quando o víamos de camisola com o emblema do F C Porto diante daquela grande baliza que ele tão bem defendia, quer como no seu feitio sincero e cordato, conforme nos pudemos aperceber. Portista de raça, fiel e de uma só cara, à imagem dos Portistas, como nos consideramos e somos, afinal, habituados a viver só à nossa custa, acostumados assim a contar só connosco, laboriosamente e sem favorecimentos, honesta e valorosamente. E bom adepto do Braga, que tão bem soube defender.


Quando muito nos honra termos Casillas no nosso F C Porto, algo que poucos clubes da esfera mundial se podem ufanar, em terem um guarda-redes de classe assim, um Campeão da Europa e do Mundo ao nível de títulos de clubes e de seleções, recordista de presenças na Liga dos Campeões, entre diversas honrarias; e na linha de grandes guarda-redes como Américo, Vítor Baía, Barrigana e Siska, e outros dos de maior nomeada, não nos esquecemos que gostamos de ter Casillas no F C Porto, como antes gostamos de Armando, Tibi, Fonseca, Zé Beto, Mlynarczyc e Helton.


Pois, desses, é vez hoje de voltarmos a recordar Armando. Guarda-redes iniciado no F C Porto, nas camadas jovens que evoluíram no Campo da Constituição, a partir das escolas. Tendo então feito parte da seleção de Juniores da Associação de Futebol do Porto, cuja formação incluía também, nesse tempo, um jovem defesa portuense que atuava no Infesta… e dava pelo nome de Jorge Nuno (Pinto da Costa).

= Armando, depois de ter deixado de jogar, junto com Pinto da Costa, presidente do FC Porto, em momento de convívio e recordação

 Tendo Armando Pereira da Silva, nascido a 11 de Outubro de 1938, representado oficialmente o F C Porto uma época nos Juvenis e três nos Juniores entre 1954 a 1958, em cujo ano subiu ao escalão sénior quando foi suplente de Pinho na final da Taça de Portugal ganha pelo F C Porto, por 1-0 sobre o Benfica (golo de Hernâni). Logo a seguir foi com a equipa principal portista em digressão a Angola e Moçambique e durante dois anos fez parte do plantel sénior dos Dragões, tendo mesmo jogado em 3 jogos da 1ª equipa azul e branca e ainda sido suplente de Acúrcio em 8 jogos oficiais, além de ter sido guarda-redes efetivo da equipa do FCP em torneios de reservas, junto com os muitos valores do plantel que nem sempre atuavam na formação principal. 


Depois de ter feito então parte do grupo principal do F C Porto até 1960, rumou de seguida ao Gil Vicente, onde atuou em 1960/61, tendo de seguida o serviço militar vindo interromper-lhe a carreira, e, devido a mobilização para a guerra do ultramar, chegou a representar em 1962/63 o Ferroviário de Malange, de Angola. No regresso à vida civil, já em plena metrópole, representou o Salgueiros no decurso da temporada de 1963/64, até que em 1964/65 passou a defender a baliza do Sporting de Braga, clube onde ficou na história como guardião da equipa que até hoje alcançou o maior feito do clube da cidade dos Arcebispos – A Taça de Portugal, conquistada na final disputada no Jamor num célebre domingo de 1966. 

Nesse percurso, Armando Silva foi entretanto chamado a representar a seleção nacional B (em jogo contra congénere equipa da França) e depois foi suplente da Seleção A em quatro jogos. 

Passada essa década romântica de sonhos de Martin Luther King e dum John Kennedy, da música dos Beatles e das grandes viagens do espaço, chegando o homem à lua, no início da década de setenta deu-se o regresso de Armando às origens, tendo voltado ao F C Porto. 


E nas Antas permaneceu de 1970/71 até 1973, para de seguida acabar a carreira de novo no Braga, em 1975, clube onde é um dos Guerreiros mais históricos. Volvidos anos, chegou a experimentar a carreira de treinador, havendo sido Campeão Distrital da 2ª Divisão da A F Braga da época de 1983/84 pelo A D Terras de Bouro.


Ao longo desses anos Armando foi Campeão Nacional de Juniores pelo F C Porto em 1957/58, Campeão Distrital de Malange (durante a comissão do serviço militar pela Pátria), vencedor da Taça de Portugal pelo Braga em 1965/66, 1 vez Internacional B e suplente em 4 jogos da seleção A. Detendo record mundial de penaltis defendidos consecutivamente (4 seguidos) no jogo F C Porto x Celta de Vigo, em Caracas (Venezuela) no verão de 1971. Bem como, mais tarde, foi agraciado com a Medalha de Exemplar Comportamento da Federação Portuguesa de Futebol, em virtude dos seus 391 jogos sem qualquer castigo.


Armando, guarda-redes histórico do Braga e do F C Porto, está pois de parabéns pela sua bonita carreira desportiva. Mas, além disso, está hoje também de parabéns, mais uma vez, pela passagem de mais um seu aniversário natalício. Facto que nos leva a lhe desejar muitas mais venturas: - ao Armando meu amigo de longa data, guarda-redes que admirei como nº 1 do meu F C Porto e pessoa de meu especial apreço. Aqui e agora com um abraço de parabéns, também, pelo seu percurso humano.


Para ilustração de tudo isto, do muito que queria dizer (escrever), junto desta feita algumas fotos diferentes de vezes anteriores, cujas gravuras dispensam mais elucidações. Deixando ainda falarem pela vista algumas outras imagens documentais, junto às fotografias respetivas.

Armando Pinto

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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Parabéns Amigo Sr. Armando Silva!


Hoje é o dia do aniversário natalício do meu particular amigo Sr. Armando Pereira da Silva, o guarda-redes Armando do F C Porto, que também e bem defendeu as redes do Braga – em cuja representação, dos dois grandes clubes de Entre Douro e Minho, esteve por duas vezes no estádio do Jamor, em duas finais vitoriosas, de cada um, respetivamente. Uma, ainda muito jovem, pelo F C Porto, como integrante do plantel que esteve escalado para o jogo em que o F C Porto derrotou o Benfica, por 1-0, com golo de Hernâni, no ano de 1958; e, como guardião titular, na célebre Taça de Portugal conquistada pelo Braga, em 1966, diante do Setúbal, também por 1-0.


Ao amigo sr. Armando já fizemos anteriores referências biográficas na blogosfera (aproveitando agora para relembrar): primeiro num artigo no blogue “Paixão Pelo Porto”, do amigo Ricardo Vara. Depois, volvidos tempos, no inicial blogue cá do autor, no “Lôngara-Actividade Literária e Memória Alvi-Anil”… e posteriormente no atual “Memória Portista” (conforme se pode recordar clicando nos links abaixo indicados), além de outras referências em diversos mais artigos, a propósito de variados temas, em cuja envolvência ficou relacionado.


= Armando integrado na caravana do F C Porto que em 1958 foi em digressão oficial a Angola e Moçambique. =

Pois esse simpático guarda-redes que sempre foi um grande Portista de gema, além de Portuense de nascimento, perfaz neste dia 75 anos de vida. E, embora desta vez não acrescentemos nenhum artigo mais – que deixamos para uma oportunidade que venha a calhar noutro tema, para variar – queremos prestar-lhe mais uma homenagem. Fazendo lembrar ao clube que seria lindo juntar ainda no estádio do Dragão, num dia que aprouver, os guarda-redes ainda vivos dos que vestiram a camisola nº 1 e defenderam as balizas na equipa principal do F C Porto. Não sendo muito fácil tal realização, ao menos evocando-se os que ficaram mais ligados a esse estatuto (dos que tiveram a responsabilidade de guardar as nossas balizas em determinadas fases e por diversos jogos), de modo a juntar-se num tributo os nossos ídolos Américo, Armando, Vítor Baía e Helton, junto com Rui, Aníbal, Tibi, Torres, Fonseca, Amaral, Mlynarczyk, Hilário, Rui Correia, Ovchinnikov, Nuno, Beto… até aos também atuais Fabiano e Kadu.

Armando Pinto

= Relembrando:

No inicial blogue do autor, “Lôngara-Actividade Literária e Memória Alvi-Anil”
in
- Homenagem Viva ao guarda-redes Armando…
e
- Armando Pereira da Silva: Foto-biografia…

(infelizmente artigos desaparecidos da Internet com o blogue, que foi destruído por alguém adepto de clube adversário)

E (pode recordar-se, clicando) no atual blogue “Memória Portista”, 
em

A.P.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Curiosidades Portistas de pré-época… d' agora e tempos antepassados.


Chegado Julho, o mês normalmente considerado mais quente em território nacional deste país à beira-mar plantado, recomeçam também naturalmente os trabalhos de recomeço da atividade futebolística, com a fase chamada da pré-época de preparação das equipas para a nova época que se avizinha. E o F C Porto começou precisamente logo a 1 de Julho a arrancada para a próxima temporada, agora com novo treinador e equipa remodelada. Enquanto a nível logístico e sobretudo na simbologia que move as montanhas da fé também surgem novas camisolas, com um padrão ainda diferente do tradicional, embora até nem o pior de sempre, ou não esteja, contudo, o clube desde o início do século XXI sujeito a uma firma que não sabe fazer melhor, nem respeitar o passado, talvez por defeito - como aqueles artistas abstratos que não são capazes de fazer um boneco clássico. Sem menosprezo, entenda-se, para os bons artistas de características abstratas.


Nesta altura do começo de época desportiva são então diversas as novas caras que vêm compor o plantel azul e branco. Ora, porque as fisionomias dos atuais e futuros craques são deveras familiares aos olhos dos adeptos, vamos puxar algo em analogia temporal para recordar fisionomias de antigos arietes, pois, tal como agora, sempre houve novidades em quase todas as apresentações de começo de épocas. Assim, recuando aos inícios entre 1959/1960, recordamos alguns nomes que voaram no tempo e hoje são quase desconhecidos dos adeptos, mesmo dos mais atentos a toda a envolvência clubista.

Relembrando caras outrora famosas, damos particular atenção, desta feita, a Humaitá – o avançado, todo mandado a rematar e bem equipado com uma camisola dos tempos do bom gosto e arte idealista, com que ilustramos o cabeçalho do artigo. Humaitá nome de índio brasileiro em lendas romanceadas, mas bem real no tempo que passou pela Invicta, como se vê ainda numa fase dum treino, em pleno relvado do antigo estádio das Antas, marcando presença junto ao guarda-redes Armando, com Barbosa também pronto para o que der e vier… Tal qual ainda se revela interessante a lembrança de outros que nesses tempos eram ases dos estádios, como Perico e Luís Roberto, “caras” que se vêm também na outra foto, por fim, junto ao mesmo Humaitá.


Como o tempo passa… mas há sempre algo comum, na rebobinagem cronológica. 

Armando Pinto 
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Salvé: Aniversário dum Guardião das Balizas do F. C. Porto e Sp. Braga - Parabéns Amigo Sr. Armando Pereira da Silva!


Faz anos hoje, como se diz normalmente, perfazendo mais um aniversário natalício, o amigo sr. Armando, o guarda-redes Armando Silva. Um senhor que teve a camisola n.º 1 do F. C. Porto e do Sporting de Braga, os seus dois clubes, ao serviço dos quais viveu grandes momentos duma carreira desportiva intensa. Vencedor da Taça de Portugal de 1966 como efetivo da equipa arsenalista do Minho e anteriormente integrante do plantel do F. C. Porto triunfante da mesma competição em 1958. Num rol de vivências, dignas de registo, culminando com a medalha da Federação Portuguesa de Futebol, por comportamento exemplar.


Como preito da admiração nutrida pelo mesmo antigo guarda-redes do F. C. Porto e em nome da amizade sentida, aproveitamos a ocasião para lhe prestar uma homenagem neste dia, através da oferta virtual dumas recordações plenas de gratas memorações, dando-lhe assim pessoais parabéns e desejando muitas felicidades e anos de vida.


Ora, ao jeito de prenda, remetida por este meio, colocamos aqui lembranças já com alguns anos, mediante relíquias guardadas, tendentes a evocar momentos de afetividade.


Desse jeito, primeiro recordamos um recorte jornalístico, reportando a 1972 e motivado por uma chamada de atenção que o autor, naquele tempo, enviou à redação do antigo jornal semanal do F. C. Porto. Pois então, ainda antes de termos começado a colaborar, de vez em quando, no periódico O Porto (o que aconteceu entre 1974 até 1980) procuramos intervir como leitor, sempre que víamos necessidade de puxar algum tema na pele de adepto Portista, diante das páginas do mesmo antigo órgão informativo oficial do F. C. Porto. Aí numa dessas oportunidades, a propósito dum artigo saído sobre os guarda-redes do país, entre os quais também naturalmente e com maior incidência sobre os que passaram pelas balizas da equipa sénior do F. C. Porto, ao longo dos tempos, fizemos um reparo com total cabimento, sobre o guarda-redes Armando, através de missiva que teve correspondência editorial na edição respetiva de 17 de Agosto de 1972 – conforme acima juntamos  recorte, para constar e avivar.


Seguidamente, já noutra qualidade, lembramos aqui também um postal recebido, no mesmo ano, cuja mensagem dispensa acrescento de explicações e manifesta carácter bem personalizado.



É bem verdade que recordar é viver e simples testemunhos, como estes, poderão possibilitar um manancial de voltas por uma vida digna de perdurar nos mais ternos recantos da memória. Quão desejamos por muitos e bons anos ao amigo sr. Armando, guarda-redes que nos inícios da década de setenta, do século XX, aquando do seu regresso ao Porto, apreciamos na defesa das balizas onde jogava a equipa principal de futebol do F. C. Porto.


Recorde-se: Armando Pereira da Silva nasceu no dia 11 de Outubro de 1938, no Porto. Depois de ter passado pelas escolas do Futebol Clube do Porto, Armando estreou-se na equipa principal portista na temporada de 1957/58. Logo nessa época esteve presente (como guarda-redes suplente), na Final da Taça de Portugal em que o F. C. Porto venceu o S. L. Benfica por 1-0. Representou os Dragões nas duas temporadas seguintes, mas no final do campeonato de 1959/60 deixou as Antas para cumprir o serviço militar e ingressou no Gil Vicente F. C. Foi depois obrigado a seguir para a guerra colonial em Angola, onde representou o Ferroviário de Malange. No regresso a Portugal, vestiu a camisola do S. C. Salgueiros em 1963/64.  Na temporada seguinte transferiu-se para o S. C. Braga, tendo-se mantido na cidade dos arcebispos por cinco temporadas e onde venceu a sua segunda Taça de Portugal em 1965/66, tendo sido titular na vitória sobre o V. Setúbal. Em 1970/71, regressou ao F. C. Porto para defender a baliza portista e substituir o antigo guardião Américo. Manteve-se nas Antas até ao final da temporada de 1972/73, altura em que já não era titular. Na época de 1973/74, voltou ao Braga onde jogou durante duas temporadas, para depois terminar a carreira no final de 1974/75. De permeio, representou ainda a Seleção Nacional Militar, a Seleção B Nacional e a Seleção A onde foi suplente em cinco partidas. Mais tarde passou a assumir o cargo de treinador em equipas de menor dimensão. Foi premiado pela Federação Portuguesa de Futebol com a Medalha de Comportamento Exemplar por nunca lhe ter sido aplicado nenhum castigo. Palmarés: Ostenta duas vitórias na Taça de Portugal, pelo F. C. Porto e Sp. Braga, em 1958 e 1966, respetivamente. Pelo F. C. Porto também alcançou um título de Campeão Regional de Juniores em 1957/58 e três de Campeão em Reservas, já como sénior, de 1958 a 1960. Foi ainda Campeão Regional de Malange, pelo Ferroviário, em Angola.

= Armando, com amigos e colegas de carreira futebolística, como Coimbra, Carlos Baptista, Fernando, Agostinho Oliveira e outros, na equipa principal do Braga - tendo junto a si sua filha mais velha, Hersília, mais o filho Rui Jorge, como mascotes da equipa nesse tempo.

Por fim, abarcando horizontes atuais, registe-se que ainda recentemente Armando foi alvo de uma simbólica homenagem por parte do futebol bracarense, havendo tido lugar em pleno relvado um tributo a Armando Silva, junto com seu antecessor Cesário, num ato de apreço por esses dois guarda-redes que fazem parte da história do clube da cidade dos arcebispos. Aconteceu isso na abertura da Escola de Guarda-redes do S. C. Braga, ainda há dias, no recente dia 8 deste mês de Outubro, perante uma festa com direito a homenagem a esses dois guarda-redes internacionais das décadas de 50 e 60, Cesário e Armando - como se vê nas imagens, abaixo, a receberem camisolas com seus nomes, ladeando Quim e em sequência depois a posar junto com Agostinho Oliveira, novamente o também internacional Quim, mais diretores e amigos. Como curiosidade, saliente-se a presença ainda duma senhora normalmente acompanhante do Sp. Braga, conhecida por Melinha, sempre apoiante quer no estádio em Braga como em todas as deslocações do seu clube ao estrangeiro. Tudo integrado num programa protocolar que contou com a presença da totalidade dos guarda-redes formados no clube minhoto.


Na ocasião, o jornal Correio do Minho deu ênfase ao acontecimento, ouvindo essa antiga glória do futebol de Braga, Armando, que a dado passo comentou: « ”Tem um significado muito importante, porque dá para reviver e sentir uma certa saudade. Foram momentos muito gloriosos que passámos aqui no Sp. Braga”, confessou Armando, que em 1966 venceu a Taça de Portugal pelo clube bracarense. Aos 74 anos, aproveitou para deixar uma mensagem aos mais novos: “que sejam honestos e joguem o futebol pelo futebol, que sejam verdadeiros homens do futebol”.» Enquanto na comunicação nacional, por nota distribuída por agência de imprensa, era reforçado ter acontecido «num ambiente em que se reuniu o passado, o presente e o futuro, já que a cerimónia contou com a presença de guarda-redes de todos os escalões de formação e das equipas profissionais dos guerreiros do Minho».


O caso traz-nos à ideia como seria bonito um dia podermos presenciar um gesto idêntico no Porto. Não estando já fisicamente presentes anteriores nomes grandes das balizas das Antas, tal qual Barrigana, Pinho e Acúrcio, nem mesmo um mais novo como era Zé Beto, seria agradável juntar no Dragão os mais emblemáticos guarda-redes vivos, dos que deixaram maior cartaz entre a família Portista, lembrando Américo, Armando, Rui, Tibi, Fonseca, Mlynarczyk, Vitor Baía e Helton, por exemplo. Para aí poderem sentir uma justa ovação dos seus admiradores desses tempos e entusiastas das gerações da atualidade, quão merecido será prestar assim um reconhecimento coletivo, dentro do carisma pleno da mística azul e branca!


Aqui e agora, dentro do que nos é possível, formulamos votos alusivos no dia de seu aniversário e em nome pessoal: Um abraço de parabéns, muita saúde e tudo de bom, amigo sr. Armando!

= Plantel Portista - Época de 1970-71. Do tempo de regresso ao F. C. Porto do guarda-redes Armando.
Em baixo, da esquerda para a direita: Chico Gordo, Bené, Abel, Seninho, Manuel Duarte, Nóbrega, Custódio Pinto, Ricardo e Lemos; em cima, da esq. para a d.ta: Tommy Docherty, Rui, Armando Manhiça, Rolando, Valdemar, Vieira Nunes, Pavão, Albano, Gualter, Helder Ernesto, Eduardo Gomes, Armando Silva e António Teixeira. = 

Armando Pinto 

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