Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

sábado, 17 de abril de 2021

39º Aniversário da Eleição de Nuno Pinto da Costa como Presidente do FC Porto

Faz agora, nesta data (sábado 17 de abril de 2021), já 39 anos que num também sábado de meio de abril, ao correr do ano de 1982, fui propositadamente à cidade do Porto, indo de camioneta de carreira (ainda não era muito usual dizer-se autocarro… e até nas notícias diziam caminheta), para votar nas Antas, em dia de eleições do Futebol Clube do Porto. Ao tempo a viagem de casa até ao mundo das Antas, distando cerca duns 60 km pela estrada nacional, ainda era coisa que levava umas horitas, com a camioneta a parar em todas as capelinhas (paragens de passageiros). Para depois regressar já com o dia a escurecer e mais uma esticadela de tempo com as pernas entre bancos. Tudo isso para eleger quem eu queria para Presidente do meu Porto. Depois de tempos de espera pela mudança diretiva no clube. Mesmo concorrendo então para a presidência portista apenas uma lista, chefiada por quem eu queria que dirigisse os destinos do meu FC Porto. Situação que me satisfazia, tal como rejubilei intimamente logo que soube que ia acontecer, algum tempo antes, ao ler um jornal comprado aquando do nascimento de minha filha. Num corrupio de boas sensações, que perduram como eternas e ternas boas recordações.

Então, com 27 anos de idade, eu fui um dos sócios do FC Porto que «elegeram Jorge Nuno Pinto da Costa para a presidência, um jovem de 44 anos que, enquanto chefe do departamento de futebol, formou uma dupla imbatível com o treinador José Maria Pedroto.» Sufragado com mais de 95% dos votos, Nuno Pinto da Costa dava razão ao que prometera, de devolver o clube aos sócios, além de promessa de uma equipa forte em Portugal e na Europa. 

Pois foi assim há 39 anos. Tantos quantos Jorge Nuno Lima Pinto da Costa leva a Presidente do FC Porto.

Desnecessário se torna relembrar muitos episódios mais, ao longo destes longos anos, por tudo estar bem vivo na retina da memória. Bastando, como homenagem, retemperar visualmente alguns momentos relacionados.

Assim sendo, desta vez, na passagem de mais um aniversário da primeira eleição do Presidente do FC Porto, em vez de evocações por meio de respigos de livros ou jornais, assinalo aqui esta boa lembrança com algumas “preciosidades” de estimação pessoal. Desde um panfleto e um calendário de bolso alusivos ao ato (recebidos à entrada do Pavilhão de Treinos das Antas, onde decorreu a votação), mais uma carta recebida dias depois por correio, após a sua eleição (carta que entretanto já esteve no Museu do FC Porto, mas depois foi retirada, por vontade do Presidente, certamente para não haver outras interpretações), passando por bilhetes e convites autografados, ainda um cartão que está num quadro privado, até fotografias que fazem parte do álbum pessoal.

Parabéns sr. Presidente Pinto da Costa. Parabéns FC Porto. Parabéns a todos nós Portistas!

Armando Pinto

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quinta-feira, 15 de abril de 2021

Efemérides: Duas vitórias de José Pacheco do FC Porto em data similar de anos seguidos (1961 e 1962)

José dos Santos Pacheco, identificado e conhecido no mundo do ciclismo como José Pacheco, conforme era seu nome mediático na comunicação (ao jeito como há os nomes artísticos e os populares nomes de guerra, por norma mais reduzidos para simplificar), foi ciclista que nos princípios da década dos anos 1960 ganhou dianteira no panorama do desporto das bicicletas de corrida. Tendo começado então a aparecer e sendo por esses anos um dos nomes mais famosos, tanto que em 1960 foi aos Jogos Olímpicos de Roma (incluindo a Seleção Portuguesa junto com o colega de equipa do FC Porto Mário Silva, mais outros dois ciclistas portugueses, Francisco Valada e Ramiro Martins). E em bom ritmo de pedalada foi obtendo resultados visíveis. Entre os quais conquistou duas vitórias ligadas pela curiosidade de terem acontecido em data idêntica de 15 de abril, mas de anos diferentes, em dois anos seguidos.

Assim, do que vem ao caso, quanto às correspondentes efemérides, na data de 15 de Abril, tais foram:

Em 1961.

- Corrida de seleção em Portugal para a Volta a Espanha.

Etapa Covilhã-Alpiarça. 222 Km. José Pacheco do FC Porto vence pela terceira vez, seguido de Agostinho Correia, do Águias de Alpiarça.

(Seria depois naturalmente Pacheco selecionado e participou na “Vuelta”, formando a Seleção Portuguesa junto com os colegas de equipa do FC Porto Sousa Cardoso e Carlos Carvalho, mais os compatriotas Alves Barbosa, Sérgio Páscoa, Henrique Castro, Jorge Corvo, Antonino Baptista, Martins de Almeida e António Pisco)

1962.

- Campeonato Nacional de Fundo (Estrada, em longa distância) de Portugal.

Saída do Estádio das Antas e chegada ao Estádio do Lima, no Porto. Completando percurso de 254 Km, em que participaram 67 ciclistas.

Classificação:

1.º José Pacheco (FC Porto), 8h 18m 25s;

2.º Francisco Valada (Benfica), 8h 18m 30s;

3.º Azevedo Maia (FC Porto), 8h 21m.

- José Pacheco sagrou-se Campeão Nacional.

(No mesmo ano, depois, José Pacheco venceu também a Volta a Portugal, sendo 1º na tabela classificativa individual, enquanto a sua equipa do FC Porto venceu coletivamente na classificação por equipas).

Armando Pinto

Nota bene: Na calha desta "Volta", repare-se nisto (reposição):

em

- Tira-teimas...

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segunda-feira, 12 de abril de 2021

FC PORTO CAMPEÃO EM VOLEIBOL FEMININO - AJM/FC PORTO SAGRA-SE CAMPEÃ NACIONAL

FC PORTO TAMBÉM CAMPEÃO EM VOLEIBOL FEMININOEQUIPA AJM/FC PORTO SAGRA-SE CAMPEÃ NACIONAL

(11 DE ABRIL DE 2021)

Grande vitória. No último jogo, de três com 3 vitórias, o FC Porto conseguiu vencer o Campeonato Nacional. Após o que o ano passado aconteceu devido à chegada e intromissão da pandemia Covid-19, sem ter chegado ao fim a época que o FC Porto estava a dominar por completo, desta vez mesmo com a continuidade da pandemia a impedir a presença de público nos recintos, o Campeonato chegou ao fim e foi visto pela transmissão do Porto Canal.

E… Grande "melão" para todos os que querem referir apenas a equipa por AJM, a começar no treinador derrotado do Leixões e seguindo pela comunicação social dos mouros… Esta é a equipa AJM/FC PORTO vencedora do Título Nacional!

Isto porque, ao 3º jogo da final que seria à melhor de 5, sem necessidade portanto de se jogar mais, por a equipa portista ter vencido os 3 jogos de enfiada, o FC Porto é Campeão também de Voleibol feminino.

Resultado e Moral da História:

A «Equipa portista venceu o Leixões por 3-2 no terceiro jogo da final e conquistou o tão almejado título.

Depois de abrir a época com a conquista da Supertaça, a AJM/FC Porto sagrou-se campeã nacional ao bater neste domingo 11 de abril de 2021 o Leixões por 3-2, no pavilhão Dragão Arena, ao terceiro jogo da final do Play-off do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão Feminina – Divisão Elite, desta época de 2020/2021.

Os dois primeiros sets terminaram com vitória da AJM/FC Porto por 25-19, mas a realidade é que as histórias de ambos foram muito diferentes. A equipa azul e branca entrou com tudo no primeiro set e esteve sempre na frente, mas no segundo teve de puxar dos galões para suplantar as matosinhenses, que não resistiram ao ímpeto das portistas.

O terceiro set foi verdadeiramente incomum para a AJM/FC Porto, que acabou por perder por 25-15. O quarto set foi muito mais disputado, mas também terminou com triunfo leixonense (25-23) e adiou a decisão para a “negra”. No quinto set, a AJM/FC Porto não deu grandes hipóteses ao Leixões (15-10) e pôde finalmente festejar a conquista do título nacional, indiscutivelmente merecido pois desde o início que mostrou ser a melhor equipa do campeonato.

Pra a História:

FICHA DE JOGO

AJM/FC PORTO-LEIXÕES, 3-2

Campeonato Nacional da 1.ª Divisão Feminina, final, jogo 3

11 de abril de 2021

Dragão Arena

Árbitros: Raquel Portela e José Pereira

AJM/FC PORTO: Joana Resende e Bruna Guedes (líberos); Jordane Tolentino, Bárbara Gomes, Yasmin Bednarczuk, Viviane Araujo, Kátia Oliveira, Taylor Hughes, Luana Gomes, Tânia Oliveira, Carla Rueda, Clarisse Peixoto, Renata Colombo e Matilde Teixeira

Treinador: Rui Moreira

LEIXÕES: Beatriz Basto e Adriana Monteiro (líberos); Fabíola Gomes, Fernanda Silva, Eliana Durão, Maria Pandulli, Viviane Oliveira, Juliana Antunes, Madeline Paredes, Carina Moura, Cláudia Vila Cova, Inês Costa, Maria Inês Peneda e Carolina Costa

Treinador: Miguel Coelho

Parciais: 25-19; 25-19; 15-25; 23-25; 15-10 »

Assim sendo, o grupo AJM/FC Porto conquistou, pela primeira vez, o título nacional de voleibol feminino. No primeiro campeonato terminado desde que a parceria azul e branca AJM/FC Porto existe. 

- Parabéns às atletas, mais Rui Moreira, a toda a Equipa, desde José Moreira e Rodrigo Afonso Pinto Barros, como aos patrocinadores, até naturalmente à Estrutura do FC Porto presidida por Pinto da Costa!!!


Ecos na imprensa diária, números de 12 de abril 2021:

- no jornal O JOGO 

 
e
- no Jornal de Notícias

Armando Pinto

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domingo, 11 de abril de 2021

Parabéns ao Campeão Fernando Barbot: aos 70 anos duma vida com história, como a sua!

Hoje faz anos Fernando Barbot, o Barbot que foi hoquista Campeão Europeu na Seleção Nacional de Juniores em 1969, como se associa dentro da história do FC Porto e do hóquei patinado português. Bem como é identificado também por Fernando Barbot filho, como filho mais velho do senhor Fernando Barbot pai, histórico dirigente do hóquei portuense e portista  sendo como tal este herdeiro o primeiro dum trio de irmãos da lista honorífica de hoquistas do FC Porto.

Nascido no Porto a 11 de abril de 1951, Fernando Manuel Fernandes Barbot Costa perfaz então nesta data seu 70.º aniversário natalício. Uma conta significativa, de setenta anos de história guardada na retina de suas memórias e no filme memorando das boas amizades ganhas ao longo de sua vida. Motivo que, aqui e agora, em preito de homenagem, com os Parabéns do seu amigo autor deste blogue, leva a uma rememoração de seu percurso desportivo. Juntando numa só memoração algo de alguns artigos que entretanto aqui já lhe tinha dedicado.

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Fernando Barbot é um nome de peso na memória do hóquei portista. Primeiro através do antigo dirigente da secção de hóquei em patins do FC Porto e da Associação de Patinagem do Porto, e depois pelo filho com o mesmo nome, que calçou os patins e de aléu nas mãos evoluiu em rinque com a camisola do F C Porto, tendo inclusive sido campeão europeu, pela seleção nacional de juniores na conquista do título europeu de 1969. 


De tal nome respeitado, os elementos dessa dinastia Barbot eram assim oriundos de uma família tradicionalmente ligada ao hóquei, pois além do patriarca dedicado à área administrativa e organizativa, jogavam hóquei em patins os filhos, Fernando, Luís e João Paulo, três irmãos Barbots. Havendo anos depois, já após ter guardado os patins e o stique (“stick”), o filho Fernando também desempenhado funções diretivas, na qualidade de dirigente da A.P.P.

Ora o Fernando Barbot campeão europeu é o personagem hoquista que desta vez aqui lembramos, com todo o merecimento pela sua dedicação ao hóquei e, na parte que nos toca mais, pela afeição ao nosso comum clube Dragão.


Pois o então jovem Fernando tinha assim nome próprio como seu pai, que foi Vice-Presidente da Direção da Associação de Patinagem do Porto, organismo ainda com a sua sede numa das salas do Clube Fenianos do Porto (era o Sr. Armando Ribeiro o Presidente, como figura grada do hóquei, de que mais tarde chegou a ser selecionador nacional), assim como depois foi mesmo Presidente, o sr. Fernando Barbot, tido então com grande respeito, tal o renome obtido no mais alto cargo representativo da Associação portuense. E como hoquista, o filho Fernando mereceu a honra de ter sido chamado à seleção nacional de juniores, havendo integrado a primeira fornada da patinagem da Constituição que obteve o título europeu nessa equipa representativa de Portugal, como hoquistas formados no F C Porto. Honra sobretudo para o clube, pois esses três, que eram Cristiano, Fernando Barbot e António Júlio, tornaram-se aí os primeiros atletas campeões da Europa formados nas Escolas do F C Porto em todas as modalidades. Saídos que foram da formação iniciada no antigo rinque da Constituição, cuja criação dava então frutos, a pontos de Cristiano, nesse tempo ainda com idade de júnior, já ser figura principal da equipa sénior. Num lote de campeões europeus juniores que, com honra e glória para o clube e para o país, era ainda reforçado com Castro, guarda-redes que viera da ilha da Madeira e de idade júnior também já ajudava na equipa sénior do F C Porto.


Ora, Fernando Barbot, filho, é o mais velho dos três herdeiros do senhor Fernando Barbot pai, que ao tempo era um associado já antigo do F C Porto, de nome completo Fernando Adelino de Azevedo Mavigné Barbot Ferreira da Costa (1924-1989), distinguido com a categoria de Sócio Honorário individual da Associação de Patinagem do Porto (enquanto o FC Porto é Sócio de Mérito coletivo). Sendo o filho de nome completo Fernando Manuel Fernandes Barbot Costa. Rapaz que foi para o hóquei praticamente pela mão de seu pai – como referiu ao jornal O Porto, na ocasião (em entrevista conjunta ao grupo portista que dignificou o F C Porto através da representação portuguesa em Vigo). Era o então jovem Fernando estudante do Colégio João de Deus, no Porto, descrito como “um moço aprumado e de maneiras pouco modernistas", estando à época com 18 anos, logo ainda com mais tempo na categoria júnior (jogando com seu irmão Luís, mais Jorge Câmara e outros prometedores hoquistas desse tempo). Acrescentando o próprio, naquela entrevista: «Quando pequeno, aí com uns três anos de idade, era ele (o pai) quem me levava a ver os jogos. Como adorava patinar de “stic” nas mãos, não demorou a fazer-me jogador…»

= Quarteto dos hoquistas que foram os primeiros campeões europeus do F C Porto (em pose no antigo espaço do campo da Constituição - a partir da esquerda:)  António Júlio, José Castro, Fernando Barbot e Cristiano  =

Campeão Europeu com a camisola da seleção portuguesa que venceu o Campeonato da Europa de juniores, disputado em Vigo entre 10 e 14 de Setembro de 1969, Fernando Barbot faz parte da galeria de internacionais de hóquei do F C Porto. De cuja equipa, em que esteve incluído, há apenas uma fotografia de conjunto, numa pose coletiva feita durante a viagem rumo à Galiza, na paragem para almoço, motivo porque estão todos de fato de treino. Isso porque naquele tempo para cada jogo só eram escalados oito elementos, dos dez do lote escolhido, originando assim que só se equipavam os que constavam na ficha do encontro.

= Seleção Nacional de Juniores que se sagrou Campeã Europeia de 1969, da qual faziam parte quatro hoquistas e um massagista do F. C. do Porto. Além de alguns mais que depois também vieram para o F C Porto. Em pé, da esquerda para a direita: José Fernandes (então da CUF, mas que depois ingressou no F C Porto), Dinis, Leitão (ambos do Parede), António Júlio (F C Porto), Fernando Barbot (F C Porto), Rui Monteiro (guarda-redes, Paço d´Arcos) e Joaquim Lopes (massagista e também do F C Porto). À frente, de cócoras: Vítor Orênsio (Parede), António Vale (Valongo) - estes dois, mais tarde transferidos para o F C Porto, Cristiano (F C Porto) e José Castro (guarda-redes, F C Porto).=

Dessa campanha, entre curiosidades e recordações, Fernando Barbot guardou o regulamento (que era entregue a todos os selecionados, com diretrizes de comportamento). Outros tempos, outras regras…


A participação da equipa portuguesa nessa prova foi seguida com grande entusiasmo e natural esperança, em virtude de na época anterior a seleção junior, já com Cristiano e Castro, do F C Porto, ter feito um brilharete no Europeu de 1968 também disputado em Espanha, tendo ficado com os mesmos pontos da seleção anfitriã, que venceu por diferença de golos. A ponto que, na jornada decisiva de Setembro de 1969, foram diversas personalidades do hóquei nortenho até Vigo, devido à proximidade, mas também ao interesse entusiasta, com saliência para alguns dirigentes do F C Porto e para o capitão da equipa principal do F C Porto, Alexandre Magalhães, entre pessoas que foram levar um abraço de estímulo aos jovens hoquistas portugueses.


Desse campeonato junta-se aqui também o frontispício do livro, devidamente autografado por todos os membros da comitiva. Sendo interessante anotar a respetiva identificação das assinaturas:
- Do lado esquerdo e de cima para baixo – Rui Monteiro, António Vale, Victor Orêncio e António Júlio; do lado direito e no mesmo sentido: Amílcar Fernandes (diretor da Federação), Welson Marques (Adjunto do selecionador), Guilhermino Rodrigues (Selecionador nacional), José Manuel Castro, Fernando Barbot, Joaquim Pedro Dinis, José Fernandes, Cristiano e Leitão.

= Capa do livro oficial do Campeonato Europeu de Juniores – 1969 (IX campeonato de europa de hockey sobre patines junior)

No regresso sucederam-se algumas justas homenagens, a nível oficial e também particular. 


De uma dessas ocasiões é a captação fotográfica que se junta, a seguir, reportando a homenagem da Associação de Patinagem e do próprio F C Porto em cerimónia realizada no rinque da Constituição. Vendo-se, no instantâneo desta foto, Cristiano, Barbot e Castro, no momento em que era entregue a Fernando Barbot uma placa alusiva com que a APP homenageou os Campeões Europeus de sua jurisdição. Na imagem está, à direita, o então diretor Dr. José Eduardo Pinto da Costa (ainda sem as  barbas brancas que tornam hoje mais conhecido o Doutor Pinto da Costa). 


Deste título, que foi acompanhado nesse tempo pelo autor destas linhas à distância mas com grande apreço e entusiasmo clubista de jovem entusiasta portista, é o "stick" usado pelo campeão europeu júnior Fernando Barbot, a que se reporta esta imagem, aqui. Aléu este que me foi depois então oferecido pelo mesmo meu amigo Fernando Barbot... e guardo bem.

Havendo entretanto Fernando Barbot continuado no escalão júnior, junto com seu irmão Luís Barbot, Armindo, Jorge e demais dessa época, Fernando ajudou a formação júnior do F C Porto a classificar-se para a fase final do "Nacional", facto inédito até então. (Enquanto o irmão mais novo era peça importante da equipa do escalão a seguir, sagrando-se campeão nacional como integrante da equipa que venceu o Campeonato Nacional de Juvenis, também ocorrência conseguida pela primeira vez nessa categoria em tal grau dos jovens portistas.)

= Equipa de Juniores do F. C. do Porto que pela 1.ª vez se classificou para o Campeonato Nacional, decorria o ano de 1970. Em pé: Tavares (massagista) Fernando Barbot, Luís Barbot, Armindo, Feliciano, Adriano Ferreira e Lopes. De cócoras: Vítor Freitas, Vítor Machado, Jorge Câmara, José Manuel Coelho e Joel (roupeiro).=

Fernando Barbot subiu depois à categoria sénior em 1971, tendo feito parte da equipa portista que venceu a fase Norte do Campeonato Metropolitano. 


Havendo então alinhado ao lado de Cristiano, que durante anos foi referência do hóquei portista, de José Ricardo, possivelmente o melhor hoquista português nascido na Madeira, de Joaquim Leite, grande valor do hóquei patinado e que entretanto foi internacional de hóquei em campo, mais do guarda-redes internacional sénior João Brito, do Hernâni que era nome certo nas seleções do Norte e da Associação de Patinagem do Porto e, como outros, só não foi à seleção A da FPP por ser de onde era… etc. e tal.


Entretanto Fernando Barbot havia recebido um convite para jogar pelo Boavista, mas não chegou sequer a equacionar essa possibilidade, preferindo manter-se entre os seus amigos de longa data, em vez de ir representar o clube do Bessa, que nesse tempo também tinha equipa de hóquei e com diversos contactos mútuos através de jogos da equipa B do FC Porto, como em jogos de torneios de reservas - a que se reporta o exemplo de uma imagem coeva (vendo-se na apresentação dum encontro Fernando Barbot a capitanear a equipa portista, enquanto os hoquistas da zona da Boavista pareciam muito descontraídos, em sinal do seu clube não ter grandes aspirações na modalidade, ao tempo).


Intrometendo-se a chamada para a tropa, como nesse tempo era e de longa duração o serviço militar obrigatório, acrescido à situação da equipa senior do F C Porto ter recebido alguns reforços vindos de outras equipas, Fernando Barbot solicitou a Jorge Nuno Pinto da Costa (ao tempo responsável desse setor no clube) que lhe fosse permitida a saída para um outro clube da cidade, para se manter a jogar com regularidade. Porque tinha contrato assinado com o F C Porto por mais tempo (sendo os contratos de três anos, à época), apesar de não ganhar dinheiro algum, como aliás nunca recebeu qualquer vencimento enquanto atleta. Tendo então passado a jogar no pavilhão do Lima, pelo Académico do Porto, oficialmente como emprestado pelo F C Porto, mas com a carta na mão, já. Carta essa, como era chamada, que consistia no documento de filiação clubista e inscrição associativa e federativa, efetivamente. Fez então parte da última equipa da camisola branca academista que esteve presente numa fase final do Campeonato Nacional, em 1974/75. Nessa altura tirou o primeiro grau do curso de treinadores, junto com Cristiano e outros, numa interessante experiência (pois esse curso era abrangente em diversas áreas de técnica e tática, tendo por mestres nomes sonantes do desporto nesse tempo, desde o conhecido treinador e jornalista Correia de Brito, o Prof. Manuel Puga, que era grande preparador físico em várias modalidades, além de ter sido conceituado treinador de voleibol e representante na cidade do Porto da Direção Geral dos Desportos, até ao árbitro internacional Afonso Cardoso e ao especialista de medicina desportiva Dr. Sousa Nunes, incluindo mesmo parte de dirigismo desportivo com um federativo como Vaz da Silva, etc.).  Passado então um período de três anos no clube alvi-negro, recebeu convite para representar o Candal, ainda.


Passou então Fernando Barbot a representar o Candal, de 1976 a 1978, numa equipa formada por hoquistas oriundos do F C Porto, especialmente porque o treinador havia sido pessoa importante do hóquei portista, Alfredo Sampaio Mota, antigo chefe de secção do hóquei em patins das Antas. Tendo então Fernando Barbot, junto com Jorge Câmara, Rui Caetano, Januário, Domingos Ferreira, José Manuel e seu irmão João Paulo Barbot (todos ex-F.C. do Porto), levado essa equipa de equipamento azul a ter subido de divisão, ingressando na 1ª Divisão nessa altura. Tendo Fernando Barbot ficado também assinalado nesse plantel histórico daquela zona de Gaia, tanto que ainda constam quadros emoldurados dessa equipa em cafés e outros locais públicos da localidade.

Depois disso, dando continuidade à linha de seu pai como dirigente associativo, Fernando Barbot exerceu também funções diretivas na Associação de Patinagem do Porto. Tendo então, messa qaulidade, sido dirigente que andou mais próximo à equipa da Seleção da mesma Associação. Como, por exemplo, ocorreu já em princípios da década dos anos oitenta, ter estado numa representação associativa da Seleção do Porto que foi em digressão à África do Sul, a Joanesburgo, em 1983, a convite do Malhanga Roller Hóckey, equipa derivada do antigo clube F C Malhangalene, filial do F C Porto. Cuja deslocação dessa embaixada portucalense levou um abraço das gentes do hóquei nortenho aos amigos compatriotas então radicados em Joanesburgo e que haviam rumado àquele país do sul de África depois da descolonização de Angola e Moçambique. Havendo servido de cicerone, durante a estada dos hoquistas da APP naquele país, o antigo hoquista portista Acúrcio Carrelo, à época também residente naquelas paragens.

= Com a Seleção da APP.  A partir da esquerda para a direita: em cima - Fernando Barbot (Dirigente da Associação), João de Brito (selecionador/treinador), Alves (FC Porto), Fanã (FCP), Gentil (Oliveirense), Vítor Bruno (FCP) e Adão Castro (Vice-pres. da APP e chefe da embaixada); em baixo – Vítor Hugo (FCP), Quim Silva (guarda-redes do Valongo), ? (guarda-redes da Sanjoanense) e Licínio (Sanjoanense). Também se deslocou David Reis (FCP) que não se equipou.

Por fim, afastado das lides hoquísticas, Fernando Barbot sempre que possível tem marcado presença em encontros e convívios de antigos hoquistas, bem como de mais gente ligada ao hóquei em patins. Como tem acontecido, por exemplo, em almoços e jantares comemorativos de vitórias alcançadas com a camisola da seleção nacional e do FC Porto (conforme neste blogue tem sido referido em diversas crónicas).

= Irmãos Barbots, junto com Cristiano, num convívio de Gente do Hóquei Portista.

= ... E com o autor destas linhas, simples adepto do hóquei portista e amigo também, especialmente !


= No jantar de convívio comemorativo do 50º aniversário da conquista do Campeonato Metropolitano de 1969, assinalado pelos Campeões em dezembro de 2019. 

Para a história, com o nome de Fernando Barbot na memória portista, permanece nos anais do hóquei em patins aquela grande vitória que foi o Europeu conquistado em Espanha, na Galiza, corria o ano de 1969. Cujo acontecimento foi assinalado entretanto quando perfez 45 anos, em 2014, através dum jantar de convívio entre alguns desses campeões europeus que puderam estar presentes. Como neste blogue demos nota, conforme se pode rever 

(clicando sobre os links) em

e

Como mais tarde, volvido tempo devido, também os 50 anos, e dessa vez mesmo em Espanha, como igualmente foi registado neste espaço de Memória Portista... 

(clicando) em



ARMANDO PINTO

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