Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 14 de setembro de 2021

W52-FC Porto: Realidade de sucesso

 

Como na passagem de um corredor a pedalar sobre uma bicicleta de corrida e mais ainda num magote de ciclistas, vulgo pelotão de ciclismo, ecoam aos ouvidos assistentes o ar a correr, chegam também aos olhos dos sentidos essa atração que é o ciclismo de competição desportiva. Algo que no mundo tem lugar no fenómeno desportivo e em Portugal tem tido fases de impacto a contrastar com outras de menor andamento, até que desde anos mais ou menos recentes voltou a subir. E, desde que no pelotão nacional entrou a W52, tem havido mesmo grande desenvolvimento. Havendo sido com a chegada em força de Adriano Quintanilha ao desporto das bicicletas que o ciclismo português ganhou maior velocidade. E a partir da parceria com o FC Porto tudo ganhou novo ar e reforçado alento. É a verdade da W52-FC Porto, um projeto vencedor, uma realidade de sucesso.

O regresso do FC Porto ao ciclismo deu-se, como sabemos, com a equipa W52-FC Porto-Porto Canal, em 2016, tendo continuando em alta pelos anos seguintes: em 2017 como W52-FC Porto-Mestre da Cor, em 2018, 2019 e 2020 W52-FC Porto, e em 2021 W52-FC Porto-Reconco – conforme os patrocinadores principais. Atualmente com nome oficial de W52-FC Porto, com sede social em Várzea-Felgueiras, na terra natal de Adriano Teixeira de Sousa “Quintanilha”, além obviamente da ligação ao universo sócio-desportivo do Dragão. Em cuja Equipa já conseguiu Adriano Quintanilha com a W52-FC Porto, e obviamente o FC Porto que dá nome e maior ser à equipa, mais o trabalho técnico de Nuno Ribeiro, que tenha sido alcançado o inédito Penta, e de seguida o Hexa, de 2016 a 2021, com vitórias consecutivas em 6 Voltas a Portugal, coisa que nenhuma equipa nem clube haviam conseguido (e mesmo com 4 seguidas anteriormente também só o FC Porto havia feito, de 1959 até 1962); bem como conseguiu outros triunfos de realce, como no caso da Volta ao Algarve, que há muito não era ganha por portugueses; mais o título de Campeão no Nacional de Estrada, algo que o FC Porto não vencia desde 1982, como de seguida o título Nacional de Rampa, que o FC Porto não ganhava há mais tempo, visto ter sido em 1974 que um ciclista azul e branco conquistara aquilo, e após o regresso ao ciclismo só em 2021 foi novamente obtido.

Recorde-se que no ano de 2016 Quintanilha subiu mesmo ao palco da cerimónia dos Dragões de Ouro, recebendo a distinção relativa ao ‘Projeto do Ano’ do distinto galardão oficial do clube azul e branco, devido à prestação da equipa ‘W52-FC Porto’. E em 2019 repetiu a ida ao estrado principal da gala dos Dragões de Ouro, recebendo então pela W52 o Dragão de Ouro de “Parceiro do Ano”.

Quando agora até estão a surgir novas equipas, aumentando o número de concorrentes, porque cada vez é mais aliciante tentarem rivalizar com a W52-FC Porto, tal constatação imprime a realidade que tem sido a W52-FC Porto e diz tudo.

(Adaptação de texto que estará para fazer parte duma publicação futura)

Armando Pinto

domingo, 12 de setembro de 2021

É do FC Porto o Campeão Nacional de Rampa: José Neves, da W52-FCPorto, brilhante vencedor do Nacional de Rampa 2021!

Com a época de ciclismo de 2021 ainda a pedalar em tempo de vindimas, disputou-se a subida de montanha tradicional para apurar o ciclista Campeão Nacional de Rampa 2021. E com expetativas perante as corridas de ciclistas da Efapel em compita com os da W52-FC Porto, voltou a vir acima o valor real do panorama do ciclismo português, mais uma vez confirmando a superioridade dos valores azuis e brancos, em cotejo a alguns resultados recentes.

Então, José Neves juntou o título de Campeão Nacional de Rampa ao de Campeão Nacional de Fundo. Foi na subida ao Santuário da Senhora da Graça (Monte Farinha) em Mondim de Basto que foi disputado o Campeonato Nacional de Rampa. Um “crono” escalado para se encontrar o Campeão Nacional: Aí José Neves fez o melhor tempo, com 19m 42s nos 7,8 quilómetros até ao topo do Monte Farinha. No pódio seguiram-se Frederico Figueiredo, da Efapel e Joaquim Silva, da Tavfer-Measindot-Mortágua.

Mais um título conquistado este ano pela W52 – FC Porto.

👥 A equipa da W52-FC Porto teve como elementos participantes na prova do Campeonato Nacional de Rampa / 2021 os ciclistas:

👤 Jorge Magalhães

👤 José Neves

👤 José Mendes

👤 Ricardo Vilela

👤 Rui Vinhas

Assim, com um bom grupo de representantes do conjunto portista e das outras diversas equipas, disputou-se pela tarde do domingo 12 de setembro o Campeonato Nacional de Rampa, com uma subida de 7, 8 quilómetros até ao Alto da Senhora da Graça, em Mondim de Basto. O grande vencedor na categoria elite foi José Neves (W52-FC Porto), que bateu a concorrência, superiorizando-se a tudo e todos, quer entre concorrentes como a certos agentes da comunicação social e até a adeptos que pensavam que os recentes vencedores de algumas provas teriam alguma palavra a dizer.

Ora, depois de se ter sagrado já Campeão Nacional de Fundo (Estrada) José Neves, da W52-FC Porto, repetiu a dose, desta feita na corrida em subida do Nacional de Rampa (Montanha). O corredor portista completou a prova em 19 minutos e 42 segundos, menos 37 segundos do que o segundo classificado, Frederico Figueiredo, da Efapel, enquanto na terceira posição ficou Joaquim Silva, da Tavfer-Measindot-Mortágua, a  1 minuto e 16 segundos.

Em Suma, o Projeto W52-FC Porto, que no verão deste ano foi mais uma vez grande triunfador da Volta a Portugal, também foi o mais vitorioso da época, tendo conseguido juntar durante o ano os melhores resultados em quase todas as competições mais importantes (apenas tendo ficado fora o GP JN, entre as provas de maior impacto). Ficando selado em qualidade e quantidade esta óptima temporada com a vitória no Campeonato Nacional de Rampa!

Armando Pinto

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quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Efeméride: Distinção de Pedroto como "Melhor Jogador do Ano" de 1956

 

A 9 de setembro de 1956, ainda dentro do ano em que o FC Porto se havia sagrado Campeão Nacional de futebol de 1955/56, José Maria Pedroto, então atleta internacional do futebol portista, foi eleito o melhor futebolista de 1956, numa votação promovida pelo jornal ‘O Diário Popular’, de Lisboa. O jogador do FC Porto, que décadas depois, já na qualidade de treinador, se tornaria um dos ícones do FC Porto, recolheu então cerca de 2.000 votos de vantagem sobre o segundo classificado. 

Tal distinção ficou registada em nota noticiosa no jornal O Porto, órgão oficial do clube, que durante muitos anos gravou em letras de forma a história do FC Porto, em sucessivas e atualizadas crónicas da vida portista.  

Na época, passados dias (a 22 de setembro) José Pedroto recebeu uma correspondente salva de prata, que está presentemente no Museu do FC Porto, por cedência da família.

= A salva de Prata em apreço, quando ainda estava em casa de Pedroto, entre outras salvas, mais diversificadas recordações e distinções constantes do seu museu particular. Antes então de ter ido para o Museu do FC Porto. 

Armando Pinto

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segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Vitória do W52-FC Porto “Por Equipas” no Grande Prémio JN/2021

Terminado o Grande Prémio do Jornal de Notícias, deste ano ainda de pandemia Covid, esta prova importante disputada após a Volta a Portugal revelou e confirmou que a equipa W52-FC Porto ainda é e foi a mais forte coletivamente, apenas com o senão de a nível individual não ter tido alguém a chegar ao primeiro lugar do pódio principal, que é o que mais desperta atenção e acaba por ficar para a história. Tendo sido Joaquim Silva, da equipa Tavfer-Mortágua, a ter conseguido vencer este prestigiado Grande Prémio, enquanto pela W52-FC Porto Ricardo Vilela ficou no segundo lugar da Classificação Geral do 30º Grande Prémio Jornal de Notícias e a equipa portista venceu por Equipas.

No final desta prova e com a época a chegar ao ocaso, ficou sensação menor por desta vez não ter sido possível fazer o pleno de vitórias das provas mais importantes. Embora entendendo-se que a equipa portista teve de lutar contra todas as outras, visto as equipas adversárias praticamente terem corrido contra, havendo estado unidas contra a W52-FC Porto, em reconhecimento de sua superioridade e, como tal, não olhando a meios para atingir fins. O que levou a maioria do pelotão, e extensivamente elementos da caravana com responsabilidades nas equipas presentes da corrida, a unirem-se com o fito de não deixarem os ciclistas do FC Porto poderem vencer, deixando quaisquer outros à vontade mas unindo-se sempre que alguém do FC Porto se tentava distanciar, não importando quem ganhasse desde que não fosse do W52-FC Porto. Com isso beneficiou a equipa Tavfer-Measindot-Mortágua e seu ciclista Joaquim Silva, por sinal um ciclista que há anos já representou o FC Porto, embora sem grandes resultados então. Ao passo que a Efapel, principal candidata a rivalizar com a W52-FC Porto, desempenhou papel de desgaste apenas, quedando-se por fim em lugares desinteressantes.  

Chegados a este ponto, nota-se contudo que a equipa W52-FC Porto terá de passar a ter mais alguém capaz de fazer a diferença, em sinal de superioridade e pujança realista. Ante a oposição de ano para ano cada vez mais acirrada.

Assim sendo, para a história: Joaquim Silva venceu a prova, Ricardo Vilela ficou em segundo, a 25 segundos de diferença. Vencendo a equipa W52-Porto na classificação coletiva, no 1º lugar por equipas e José Neves foi segundo da classificação da Montanha.

Neste Grande Prémio JN, corrido de 31 de agosto a 5 de setembro, na sua 30ª edição, a equipa W52-FC Porto, vencedora "Por Equipas", foi constituída por Ricardo Mestre, José Neves, Daniel Mestre, Ricardo Vilela, Rui Vinhas, João Rodrigues e Samuel Caldeira.

Armando Pinto

domingo, 5 de setembro de 2021

A 1ª vez que os jogadores de futebol do FC Porto jogaram com as camisolas numeradas

Faz anos agora que, num domingo como o de hoje (de 2021), também dia 5 de setembro, em 1948, pela primeira vez as camisolas do FC Porto ostentaram números, entrando então em campo os jogadores da equipa principal do futebol portista com numeração nas costas – conforme está registado na Tábua Biográfica da Fotobiografia do FC Porto, por Rui Guedes.

Nesse início de setembro de 1948 estava a época do futebol português ainda na quadra dos chamados desafios amigáveis, como era referido na imprensa (quão agora se apelida de pré-época e jogos de preparação), visto o campeonato ir então começar apenas a 19 desse mês, quase já à entrada do outono. E no domingo dia 5 de setembro, entre os jogos amigáveis realizados, o FC Porto defrontou o FC Famalicão, no Campo da Constituição, num desses encontros fora de competições oficiais. Aproveitando a ocasião para, além de estrear dois novos jogadores (Vieira e Lino), também para fazer estreia da novidade das camisolas passarem a ter números, conforme deliberação federativa.

Então, a 5 de setembro de 1948 os jogadores do FC Porto alinharam pela primeira vez com números de 1 a 11, cumprindo a deliberação da Federação Portuguesa de Futebol (embora a camisola do guarda-redes não tivesse ainda colocado o respetivo número, nesses primeiros tempos). Ficando assim para a história essa partida contra o Famalicão, que o FC Porto venceu por 3-0 – e a que se reportam as imagems de ilustração, acima, conforme publicação da época na revista Stadium (n.º de 08 de setembro).

Assim passaram a aparecer números nas camisolas de jogo, daí em diante, de modo que ficou registado isso depois sobre o primeiro jogo oficial, passadas duas semanas, em que, diante do Elvas para o Campeonato Nacional, com vitória portista por 3-1, já ficou em captação fotográfica, também da revista lisboeta Stadium (n.º de 22 de setembro), como eram essas primeiras numerações, nas costas e sobre a parte branca central, entre as duas listas azuis das camisolas azuis e brancas do FC Porto.

Armando Pinto 

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sábado, 4 de setembro de 2021

Uma boa vitória do FC Porto durante o “defeso do futebol”: Fim do “Fair-Play Financeiro da UEFA”

Já se vinha sabendo, por entretanto transpirar em certas comunicações, mas como a comunicação do regime vinha pondo inventados entraves, chegou agora notícia pública do novo facto: - O FC Porto deixou de estar oficialmente sob a alçada das limitações e restrições do chamado “Fair-Play Financeiro da UEFA”. Boa nova transmitida por canais de verdadeiras informações e também por título escarrapachado na primeira página do jornal O Jogo, com desenvolvimento nas páginas seguintes desse diário desportivo que tem sido o que menos deixa correr as águas para as mós dos clubes do poder.

Esta é pois uma boa vitória do FC Porto. Do clube, que estará sempre acima de tudo. Embora obviamente a atual Direção do FC Porto, através de suas cúpulas, tenha estado na resolução, tal como estiveram na ocasião das causas da origem dessa situação anterior os diretores da época em que aquilo ocorreu. Mas sabendo-se que sempre fizeram tudo para que o FC Porto fosse grande, pensando no bem do FC Porto.

O caso não é para embandeirar em arco, por ora,  nem deitar foguetes fora de tempo, pois ainda continua a haver alguns apuros de apertar de cinto e de largar cordões das bolsas de ativos, mas caminha-se já para um desanuviamento do ambiente financeiro. O que leva a demonstrar que a Direção continua a ser merecedora de confiança. Sem endeusamentos, mas realisticamente. Mesmo porque aqui quem escreve isto não deixa nada nem ninguém colocar-se diante dos olhos dos sentidos à frente dos interesses do nosso FC Porto. Fui acérrimo apoiante de Pinto da Costa durante o período infeliz do verão quente de 1980, motivo que me levou a deixar de escrever no jornal O Porto após o afastamento de Pinto da Costa e Pedroto quando Américo Sá obedeceu aos interesses políticos de seus partidários adeptos dos clubes do sistema regimental da capital do Império. Embora tivesse então ainda continuado o meu nome a figurar na ficha técnica do jornal, sem eu já ser colaborador, como havia comunicado a partir que não publicaram artigos em que eu defendi Pinto da Costa e Pedroto. E por fim tive grandes dias com o regresso de Nuno Pinto da Costa ao clube. Mas, depois, assim como me regozijei com os anos seguintes à entrada de Pinto da Costa como Presidente, também não concordei com algumas situações. Incluindo o encerramento do jornal do clube, o que motivou que desde aí tenha deixado de haver registo das atividades portistas (visto a revista Dragões ser mais de divulgação de imagem gráfica e não tanto de historicismo). De modo que daqui a tempos para se procurar dados históricos do clube terá se buscar apenas nos jornais de fora do clube. Tal qual sentindo-me triste por ver que no Museu do FC Porto não têm lugar até todas as taças conquistadas pelas representações sucessivas do FC Porto, mais galardões, quadros, livros, artefactos vários e outros pendões históricos portistas, porque o clube existe desde 1893 e não apenas desde finais do século XX. Porém sabendo discernir que foi a partir de 1982 que o clube ganhou a dimensão que tanto ansiamos.    

Assim sendo o momento é de apreciar a nova realidade e sobretudo vincar o facto, para acabar com mitos colocados pelos adversários. Servindo isto ainda e até para tapar a boca dos inimigos, quer aos cartilheiros como aos mercenários da comunicação social do regime, mais aos adeptos menos atentos ou mais influenciáveis.



O FC Porto honremos, que o FC Porto nos contempla!

Armando Pinto

Nota: imagens digitalizadas da edição de papel do jornal O JOGO.

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quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Efeméride da "Festa de Despedida" do grande guarda-redes Américo - o 1º Baliza de Prata, galardoado com o Troféu Pinga, Dragão de Ouro e outros prémios de prestígio e reconhecimento...!

 

A 2 de setembro de 1969, na transição do verão para o outono desse ano de despedida da década dos anos românticos de 60, despediu-se Américo dos relvados e de estar diante da baliza a defender a sua dama, como guarda-redes do FC Porto. Com a saudação ao público, de braços levantados, como era seu costume, que mais tarde foi modo de ficar como está representado figurativamente no atual Museu do FC Porto.

= Anúncio anterior da realização da festa de homenagem, em despedida a Américo

Américo foi guarda-redes do FC Porto entre 1950/51 a 1969. Primeiro nos juniores portistas e a partir de 1952/53 nos seniores. Tendo no plantel principal inicialmente estado como suplente de Barrigana, com o serviço militar pelo meio a interomper a carreira por dois anos em que não jogou, voltando depois para jogar nas Reservas (equipa B), de permeio com uma época emprestado no Boavista, e depois voltando como suplente de Acúrcio; até que em 1961/62 ganhou o lugar principal e desde aí ficou como guarda-redes nº 1 do FC Porto. Tendo acabado a carreira em 1969 por motivo de forte lesão num joelho.



Como ilustração resumida de sua carreira pode juntar-se duas fichas publicadas nas respetivas épocas (com a curiosidade de conter referida sua data de nascimento pelo registo oficial de 3 de Março, embora tenha nascido a 27 de fevereiro, dia em que festeja seu aniversário). 

= Américo em seus primeiros tempos de titular do FC Porto

= Américo já na época de 1968, quando foi titular da equipa que venceu a Taça de Portugal.

Pois então a 2 de setembro de 1969, após internamento hospitalar e período de recobro, Américo teve de colocar um ponto final na sua brilhante carreira em que foi "Baliza de Prata" do Campeonato português, em 1964...


... e vencedor do "Prémio Somelos Helanca" (com trofeu grandioso), de melhor jogador da época em 1968, entre os diversos e sucessivos exemplos de reconhecimento de seu valor.


Da festa de homenagem final ficou registo pessoal, do autor destas linhas e seu admirador, sendo Américo o meu ídolo-mor de infância portista. Conforme depois juntei em quadro que lhe pude oferecer, um dia em que visitei pessoalmente seu museu particular (onde desde então passou também a figurar a moldura com a imagem do conjunto original, do qual para aqui se transpõe cópia).


Com efeito, a 2 de Setembro de 1969 viveu o mundo portista, em noite de ambiente clubista no estádio das Antas, uma ocasião especial, num misto de reconhecimento e consagração, como gratidão reconhecida, no adeus ao guarda-redes Américo. Despedia-se então Américo Lopes do futebol, em virtude de contusão impeditiva da continuidade de tão brilhante carreira. Devido a lesão contraída durante o seu ofício de guardião das balizas e agravada pelos anos de seu percurso futebolístico.


= Imagens dum quadro particular do autor

Nessa noite de 2 de Setembro, Américo Ferreira Lopes, o grande Américo do Porto, disse adeus ao futebol jogado e sobretudo aos adeptos portistas, contando aí com tributo merecido de muitos admiradores que o aplaudiram fortemente pela última vez, enquanto outros ouviam em casa pela rádio dos emissores do Norte Reunidos tudo o que Ilídio Inácio e José Barroso conseguiram transmitir. Como depois, quando os jornais desportivos apenas saíam a público duas vezes por semana, na edição seguinte do jornal O Norte Desportivo se leu o que os redatores descreveram, no devido registo em letra de forma; assim como o discurso de elogio lido no estádio pelo diretor do mesmo jornal, Joaquim Alves Teixeira, transcrito a preceito no órgão informativo nortenho. 


Como volvidos alguns dias, mais, o jornal O Porto narrava da forma que se mostra, em recortes elucidativos.


Disso, também, entre material guardado em arquivo próprio e de modo pessoal pelo autor destas linhas, junta-se algumas imagens, como ilustração, do que sentiram olhos que aquilo viram.


O dia 2 de setembro ficou assim como data de algo duma recordação misturada de nostalgia e apreço, pelo que ali o acontecimento encerrou, mas também significava. Sendo assim, passados estes largos anos, já, uma efeméride que apraz registar.

= Américo, com sua camisola amarela, como guarda-redes titular, na equipa da grande vitória na Taça de Portugal de 1968!

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Efeméride, conforme a origem latina, indica lembrança, qual memorial diário, ao género de calendário recordatório, de um em cada dia. Havendo ainda noção de efemérides astronómicas, transportando ao termo usado por magos astrónomos, perante possibilidade de ocorrências. Ora nessa noite por certo os astros estavam em posição acabrunhada, enquanto tristes estavam os admiradores do astro que levantou os braços em última saudação desde o relvado das Antas.

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A época seguinte, da primeira temporada sem Américo na baliza, o FC Porto passou por tempos de difícil transição, tendo nessa época imediata de 1969/70 passado pela baliza do FC Porto cinco guarda-redes (Aníbal, Rui, Vaz, Antenor e Frederico), à vez e sucessivamente, tendo o clube tido a pior classificação de sempre, quedando-se em inédito 9.º lugar final.


Entretanto, após o final de carreira, estando por esses dias o clube da sua terra a passar situação difícil e em perígo de descida, tendo-lhe sido pedida ajuda, Américo correspoondeu ao apelo e esteve como treinador do União de Lamas até ao final dessa época, ajudando à manutenção do clube na 2ª Divisão Nacional em que estava, ao tempo. Desse período ficou de tal sua experiência como treinador o registo de pose da equipa, estando Américo como treinador ao lado do guarda-redes Domingos, que fora em tempos um dos seus suplentes no FC Porto e então foi encontrar no clube de sua terra natal (assim como, nessa época de 1969/70, estavam também nessa equipa treinada por Américo outros antigos futebolistas que passaram pelas camadas jovens do FC Porto, como o defesa Barrigana, o Ismael de Fafe que tinha sido colega de Pavão nos juniores, mais Romão e Rui Ernesto, o Fontes da geração de Oliveira e outros, etc.).


Como já anteriormente fizera pela vida, assegurando o futuro com iniciativas concretizadas de negócios empresariais, pós ter deixado definitivamente o futebol já Américo era um bem sucedido empresário com duas lojas de material de desporto, a Casa Magriço, na Batalha e em Santo Ildefonso, na cidade do Porto. 

= Capa de calendário com anúncio da Casa Magriço...

Mais tarde, por fim, teve a Clínica Boa Hora, em S. Paio de Oleiros.

E em casa tem um museu impressionante... no qual tive entretanto a bela oportunidade de ter sido fotografado a seu lado.


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Particularidades da vida de Américo Ferreira Lopes:

- Nacionalidade Portuguesa.

Natural de Santa Maria de Lamas, do concelho nesse tempo chamado Vila da Feira e hoje Santa Maria da Feira, nasceu a 27 de fevereiro de 1933 (embora fosse e ficasse registado como nascido a 3 de março  conforme foi assim indicado e anotado oficialmente, por via de não pagamento de multa, como ao tempo acontecia quando se procedia ao registo civil fora de prazo legal).

Filho de Manuel António Lopes e D. Saladina Ferreira de Melo.

Irmãos: 3 raparigas e um rapaz.

Casado com D. Arminda Ferreira Couto.

Clubes representados: União de Lamas (no início de carreira), FC Porto (nos juniores desde 1951, tendo jogado ainda parte da época 1950/51 e já toda a de 1951/52; e a partir de 1952, desde a época de 1952/53, já nos seniores), depois Boavista, de permeio (1 época, por empréstimo, em 1957/58 - continuando a pertencer ao FC Porto), e de novo e por fim o FC Porto (até 1969, terminando ao final da época de 1968/1969

Vida profissional: Em jovem trabalhou com o pai, que tinha uma fábrica de cortiça. Depois, além do futebol, Américo teve ainda no início da carreira futebolística uma sociedade em estabelecimento de venda de motos, no Porto, com António Teixeira, José Pedroto e Carlos Vieira, colegas futebolistas mais velhos. Depois teve uma confeitaria em Espinho e uma fábrica de pastelaria. Mais tarde, já após o Mundial de 1966, estabeleceu-se com a Casa Magriço, de artigos desportivos, com duas lojas no Porto. E por fim fundou e dirigiu a Clínica Boa Hora, na terra de sua residência, em São Paio de Oleiros (concelho de Santa Maria da Feira). 

Títulos conquistados: Nos seniores e equipa de honra de FC Porto - 1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (de 1958/1959); 1 Taça de Portugal (1967/1968); 7 Taças Associação de Futebol do Porto (Anos 60), mais alguns torneios, como por exemplo o Trofeu Luis Otero, em Pontevedra, e o Trofeu Corpus Christi em Ourense, ambos na Galiza-Espanha. E quando junior no FC Porto - 2 Campeonatos Regionais de Juniores.

Internacionalizações: Foi "Internacional" 16 vezes pela chamada Seleção Nacional, sendo 1 na B e 15 na A (além das diversas vezes que foi selecionado mas esteve como suplente não utilizado). Havendo jogado pela seleção B contra a Bélgica e pela A com a Suíça, Bélgica, Argentina, Inglaterra, Brasil (2 vezes), Roménia (2), Itália, Suécia, Noruega (2), Bulgária (2) e Grécia. Isso em tempo de poucos jogos das seleções portuguesas (quão só por uma vez houve apuramento para fases finais e tal aconteceu para o Mundial de 1966 - em cuja fase em Londres Américo ficou de fora, pela proteção aos do sistema BSB – tendo mais tarde o selecionador reconhecido o erro, pois com Américo Portugal poderia ter conseguido muito mais que o 3º lugar obtido).

- Distinções: Baliza de Prata” (da Agência Portuguesa de Revistas, por ser o guarda-redes com menos golos sofridos no Campeonato Nacional de 1963/64, “Óscar da Quinzena” (da RTP), em 1964; “Prémio do jornal O Porto”, 1965; “Trofeu Pinga”, em 1966 (máximo galardão do FC Porto, antecessor do Dragão de Ouro); “Medalha de Ouro “Ao Mérito” da Federação Portuguesa de Futebol (por ter feito parte dos 22 Magriços na campanha do Mundial de 1966); “O Melhor do Ano” (escolha do programa radiofónico “Escolha o seu Ídolo”), em 1967; “O Melhor Desportista do Ano”, do jornal O Norte Desportivo, 2 vezes, em 1967 e 1968; "Prémio Imprensa", da Casa de Imprensa de Lisboa; “Prémio Somelos-Helanca”, do jornal A Bola, em 1968; “Dragão de Ouro-Recordação”, em 2017.

É uma das lendas do clube, com placa alusiva no passeio da fama junto ao pavilhão Dragão Arena...


... e está imortalizado no Museu do FC Porto por uma estátua no cimo do autocarro da AT "Destino: Vencer".

 

- Cidadania e Distinção Social: Em São Paio de Oleiros (concelho da Feira), sua terra de residência (desde 1957), escolhido em 1976 como 1.º Presidente de Junta eleito, ou seja após o 25 de Abril de 1974, e depois reeleito, tendo exercido como responsável autárquico o cargo de representante máximo dessa freguesia durante dois mandatos, em 6 anos  (sendo que ao tempo cada Exercício era de 3 anos). Sucedendo mais tarde ter sido distinguido por seus serviços com a  Medalha de Mérito da Vila de São Paio de Oleiros - Grau Máximo - Medalha de Ouro, na respetiva edição de 2015.

Armando Pinto