Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Efeméride da presença prestigiante do FC Porto na inauguração do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, mítico Morumbi – em 1970.

A 25 de janeiro de 1970 o FC Porto esteve como convidado de honra a inaugurar a conclusão total do mítico Estádio Morumbi, no Brasil. Sendo essa mais uma data e um facto que merece memorização. E, como tal, o próprio facto também um motivo de evocação, pela honra do FC Porto ter então sido convidado e marcado solene presença com a equipa principal azul e branca dessa época de 1969/1970. 

Então, a 25 de janeiro de 1970, mais de 107 mil espectadores assistiram à inauguração da conclusão do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, mais conhecido como Morumbi, em São Paulo, no Brasil. E foi aí em frente aos tricolores, sendo o São Paulo uma das muitas equipas importantes da grande metrópole brasileira – à época o futebol brasileiro estava muito à frente de todos os outros – que o FC PORTO deixou uma excelente impressão no continente sul-americano, com uma exibição resultante em meritória igualdade a um golo (1-1), através dum golo marcado por Vieira Nunes pelo lado dos Dragões.

= Vieira Nunes

Está pois o F C Porto ligado a tal momento assinalável daquele estádio brasileiro, o recinto do São Paulo, Morumbi de seu nome mais conhecido.

Ora, conforme rezam as crónicas, o estádio do Morumbi, oficialmente denominado Cícero Pompeu de Toledo, foi inaugurado duas vezes, sendo a primeira, como pré-inauguração, ainda com o estádio inacabado, em 1960; e dez anos mais tarde, em 1970 a inauguração definitiva, com a conclusão da sua lotação. Sendo portanto em 1970 mais propriamente a inauguração do anel superior.

Segundo a história, um jogador do clube paulista, chamado Peixinho, fez o primeiro golo do Morumbi, em 1960 (com que foi também selada vitória por 1-0 sobre o Sporting de Portugal); porém, na inauguração do anel superior, com o estádio concluído, quem fez em 1970 o golo inaugural do estádio foi então o futebolista português Vieira Nunes, ao serviço do F C Porto.


Assim sendo, nessa inauguração do Morumbi ocorrida no dia 25 de Janeiro de 1970, o jogo do número festivo, São Paulo-F C Porto, terminado  com um golo para cada lado, evoluiu com Vieira Nunes a abrir a contagem para a equipa portuguesa, aos 32 minutos de jogo; e quase de seguida o São Paulo empatou, estabelecendo o resultado com golo apontado por Miruca, aos 35 minutos, também do primeiro tempo. Segundo os registos oficiais, como árbitro da partida esteve José Favilli Neto e o público foi de 107.069 espectadores presentes (sendo desses, 59.924 pagantes).

= Vieira Nunes em ação, apoiado de perto por Pavão.

Lá está uma placa a assinalar todo o acontecimento, para realce da presença do FC Porto na inauguração, além do Presidente da República do Brasil, general Emílio Garrastazu Médici, e do governador paulista, Abreu Sodré, nomes constantes da lápide comemorativa, então descerrada.

O FC Porto alinhou com: Vaz; Acácio, Valdemar, Vieira Nunes e Sucena; Pavão e Rolando; Eduardo Gomes, Chico Gordo (depois Seninho aos 45 minutos), Custódio Pinto (mais tarde substituído aos 81 minutos pelo brasileiro Ronaldo, então avançado) e Nóbrega. Era treinador temporário no FC Porto Manuel Vieira (Vieirinha).

Dessa jornada festiva resultou a conquista do Troféu Governador Abreu Sodré. (Havendo também durante essa digressão ao Brasil sido ainda recebido no Rio um outro trofeu como reconhecimento público de popularidade – sob título “F C Porto o mais popular clube português no Rio de Janeiro”, através dum concurso da rádio, como se pode ver e ler pelo recorte reportando esses dois galardões, conforme foi publicado no jornal O Porto.)


Dessa ocorrência ficam aqui algumas fotos correspondentes, tal como se pode conferir pelas legendas respetivas, insertas nas gravuras originais.

Armando Pinto
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domingo, 21 de fevereiro de 2021

Inícios da Geração de Rodolfo: Campeões Regionais de Juvenis em 1970

Desta vez não é bem... mas quase efeméride, o tema que serve de mote a mais uma lembrança. Embora com um dia de antecipação, por assim dizer, referente ao número, mas no dia coincidente da semana. Pois foi também num domingo, como este em que agora se recorda. 

Assim... eis o que apraz trazer a público, desta feita, neste espaço de Memória Portista: Mais uma das curiosidades da História, conforme é possível rever através das páginas do antigo jornal O Porto, o órgão oficial do FC Porto onde era e ficou bem impressa a História do FC Porto em todos os seus pormenores e por maiores factos e fastos. Dando desta vez para assinalar o Campeonato Regional de Juvenis de futebol, ao tempo em que nessa equipa do escalão inicial da formação estavam também em inícios de carreira jovens valores como Rodolfo, Quim, Rodrigo, Costa Almeida, Ferreira da Costa e outros, mais tarde tornados conhecidos no futebol sénior.

Pois então, nesse tempo, como apuramento para as fases seguintes dos campeonatos, até à final do título Nacional, havia os campeonatos regionais. Sendo que o FC Porto, com seu estatuto de grande clube, nunca fez por menos e sempre andou pelas decisões dessas e outras provas. Tal o caso da final do Campeonato Regional da Associação de Futebol do Porto em 1969/1970. Disputada no domingo 22 de fevereiro de 1970, em campo neutro, tendo o FC Porto derrotado o Varzim por 3-0, com golos de Ferreira da Costa, Rodrigo e Costa Almeida (por esta ordem cronológica da marcha do marcador) – conforme regista a crónica d' O Porto da época.

Armando Pinto

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segunda-feira, 10 de junho de 2019

Efeméride: Vitória de Joaquim Leite na clássica de ciclismo Porto-Lisboa, em 1970


Depois de anos de entusiasmo do mundo portista pelo ciclismo, sobretudo desde finais da década de quarenta, mais seguinte grande superioridade do ciclismo do FC Porto pela década de cinquenta e acentuadamente até meio dos anos sessentas, o FC Porto teve depois períodos de menor fulgor. Com outras fases em que os ciclistas do FC Porto iam por vezes conseguindo suplantar os adversários de modo mais evidente. Então, ombreando com os concorrentes, as vitórias, embora mais espaçadamente, foram surgindo. E como o que é mais difícil e raro se torna mais apreciado, sempre que havia alguma vitória dos corredores das camisolas azuis e brancas era tal facto sobremaneira admirado. Foi assim o que se passou em 1970, no dia de Portugal. Em pleno Feriado Nacional do Dia de Camões e Dia da Raça, a 10 de Junho de 1970: Na estirada da clássica corrida nacional Porto-Lisboa, Joaquim Leite, do FC Porto, entrou no antigo estádio de Alvalade a toda a velocidade de campeão, vencendo essa grande prova.

Disputara-se então a 40ª edição da clássica Porto-Lisboa, percorrida na distância de 330 km, em quase dez horas de corrida. Tendo Joaquim Leite vencido categoricamente, com o tempo total de 9 horas, 49 minutos e 20 segundos. Verificando-se assim a respetiva

Classificação:
1º-Joaquim Leite (FC Porto), 9 h 49 m 20 s;
2º- António Pereira (Coelima), m. t.;
3º- Manuel Mendes (Sporting), m. t.;
4º - Lino Santos (Sangalhos), m.t...

Classificaram-se ainda de seguida mais 39 corredores (entre os quais ficaram para trás grandes nomes como Firmino Bernardino, Leonel Miranda, Fernando Mendes, Hubert Niel, Joaquim Leão, José Azevedo, etc.), terminando 43, com apenas duas desistências em tão longo percurso.


Desse inesquecível dia, em que de ouvido colado ao rádio cá o autor destas linhas ouviu alvoroçado o relato da chegada e sentiu uma grande alegria com essa vitória, foi guardado no arquivo pessoal uma devida memorização, que agora aqui se recorda. Ainda sentindo o júbilo que aí Joaquim Leite dera ao então jovem portista… que guardou essa alegria, entre outras, nos arcanos da memória portista – conforme se dá para ler de recorte da crónica que à época foi publicada no jornal O Porto.


Armando Pinto
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