Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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sexta-feira, 5 de abril de 2024

Efeméride da vitória (2-1) no FC Porto-Guimarães de 1964 e outras coincidências… com a atualidade!

5 DE ABRIL DE 2024 !

A 5 de abril de 1964, domingo primaveril, pela tarde soalheira desse dia, disputou-se o jogo do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Futebol entre o FC Porto e o Vitória de Guimarães, no estádio das Antas, correspondente à 24.ª Jornada dessa prova da temporada de 1963/1964. Jogo esse que o FC Porto venceu, por 2-1, com golos de Carlos Duarte e Custódio Pinto. Tendo alinhado com Américo, Festa, Almeida, Joaquim Jorge, Rolando, Paula, Carlos Duarte, Hernâni, Jaime, Pinto e Romeu. Era o brasileiro Otto Glória o treinador, na sua curta e inglória passagem pelo clube das Antas, diferente das suas prestações anteriores e posteriores nos clubes de Lisboa, por do lado de cá não ter a proteção do regime… obviamente, como é sabido.

Ora, assim sendo, passa neste dia a efeméride da ocorrência desse jogo acontecido em 1964, na proximidade muito pegada ao próximo jogo entre o FC Porto e o Vitória de Guimarães também no Porto. Agora no estádio do Dragão, descendente do mítico estádio das Antas em que se desenrolou o encontro de há 60 anos. Acrescendo ainda que, tal como esta época, em 2024, também o mesmo jogo de 1964 em que o FC Porto foi anfitrião do clube vimaranense antecedeu um outro entre os mesmos contendores para a Taça de Portugal. Como ficou registado no jornal O Porto, logo na 1ª página do órgão informativo e historiador do FC Porto, à época. Diga-se de passagem com vitória portista, também. Com a curiosidade desta efeméride coincidir com o dia da comemoração da passagem atual de 23 anos sobre o falecimento de Hernâni, que em abril de 1964 foi o homem do jogo escolhido pelo jornal O Porto para a ilustração desse prélio – em cuja foto, demonstrativa do virtuosismo de Hernâni Silva, se vê ainda o “Pinto do Porto” atento à jogada, com os dois azuis e brancos diante de Manuel Pinto do Guimarães (irmão do Cabecinha de ouro e diamante do FC Porto, autor do golo da vitória, que aos 60 minutos desempatou o jogo).

Curiosidades interessantes, que se podem recordar assim por nesse tempo o FC Porto ter um periódico que registava regularmente a História do FC Porto, como era o jornal O Porto.

Armando Pinto

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

CURIOSIDADES: Vieira Nunes, marcador do 1º golo no Morumbi brasileiro…


Está na atualidade, do horizonte próximo, a possibilidade do F C Porto vir a alcançar a marca do golo 5000 do campeonato nacional, perante o próximo golo que venha a ser marcado na Liga Portuguesa. Algo que relaciona ao caso das curiosidades, sempre atraentes pelas metas a atingir e objetivos entretanto alcançados.

Entre muitos factos memoráveis de interesse, como são acontecimentos que se podem considerar marcantes, há os casos dos golos especiais, quer nas somas que vão acontecendo (quanto no caso do 5000 de visão atual), quer como nos primeiros marcados em determinado momento ou local. Logo lembrando o de Kelvin, ao minuto 92, que fez ajoelhar a legião encarnada, em 2013, mas também o primeiro marcado no estádio do Dragão, por Derlei, em 2003, tal como o primeiro do F C Porto no estádio das Antas, por Vital (pai), em 1952, etc.

Nessa linha, assim, aproveitamos para lembrar aqui uma curiosidade dessas, como é o facto do F C Porto estar ligado a um estádio brasileiro, o recinto do São Paulo, Morumbi de seu nome mais conhecido.

Ora, segundo rezam as crónicas, o estádio do Morumbi, denominado Cícero Pompeu de Toledo, foi inaugurado duas vezes, sendo a primeira, pré-inauguração, ainda com o estádio inacabado, em 1960; e dez anos mais tarde, em 1970 a inauguração definitiva. Segundo a história, um jogador do clube paulista, chamado Peixinho, fez o primeiro golo do Morumbi (com que foi também selada vitória por 1-0 sobre o Sporting de Lisboa); porém, na inauguração oficial e definitiva, com o estádio concluído, quem fez o golo inaugural do estádio foi um futebolista português, ao serviço do F C Porto.


Com efeito, sob assistência de mais de cem mil torcedores no estádio, o jogo inaugural do Morumbi (já concluído) foi entre o São Paulo FC e o FC do Porto, sendo o primeiro golo da autoria de Vieira Nunes, do clube português, aos 32 minutos do primeiro tempo, tendo o marcador final ficado num empate de 1-1.

Assim sendo, a inauguração verdadeira do Morumbi ocorreu no dia 25 de Janeiro de 1970. Então, o desafio inicial, jogo de inauguração, foi entre o São Paulo e o F C Porto, na partida em apreço, empatada no fim com um golo para cada lado e em que Vieira Nunes abriu a contagem para a equipa portuguesa, aos 32 minutos de jogo; e o São Paulo empatou aos 35 minutos, também do primeiro tempo. Segundo os números oficiais, o árbitro da partida foi José Favilli Neto e o público foi de 107.069 espectadores presentes (sendo desses, 59.924 pagantes).


Lá está uma placa a assinalar todo o acontecimento, para realce da presença do F C Porto na inauguração, além do Presidente da República do Brasil, general Emílio Garrastazu Médici, e do governador paulista, Abreu Sodré, nomes constantes da lápide comemorativa, então descerrada. O F C Porto alinhou com: Vaz; Acácio, Valdemar, Vieira Nunes e Sucena; Pavão e Rolando; Eduardo Gomes, Chico Gordo (depois Seninho), Custódio Pinto (mais tarde substituído por Ronaldo, então avançado) e Nóbrega.

Dessa ocorrência ficam aqui algumas fotos correspondentes, como se pode ler pelas legendas respetivas, insertas nas gravuras originais.

Armando Pinto

terça-feira, 18 de junho de 2013

Curiosidades em tempo de “Defeso Futebolístico”...


Entrado o mês dos santos populares, um período instável também no aspeto meteorológico - ou não seja Junho quando até ao S. João é sempre sezão – depara-se um tempo algo insípido, em diversos semblantes e, no que vem ao caso, também no ambiente do interesse desportivo, à falta de futebol especialmente. Sim, porque ainda vai havendo um jogo ou outro de modalidades diversas, em desportos com e sem bola, maior ou mais pequena que seja, mas não de bola de futebol; pois que o desporto-rei está de férias oficiais, sem competições, nem treinos ainda, sequer. 

Ora, enquanto a bola não rola nos relvados ou nem aparece em imagens de pré-época, torna-se propício, entretanto, dar um outro ar de graça em espaços familiares como este, de modo a espicaçar a chama clubista que move um convívio assim, virtual mas também memorial e, sobretudo, comunitário. 

Assim sendo, trazemos desta feita a recordação de um jogo disputado, há uns anos bons, entre a equipa principal de futebol do F. C. Porto e uma equipa simpática duma das então províncias ultramarinas. Sendo, como era, em tempo político de carácter imperial, no antigo regime colonial. Postando aqui e agora, por conseguinte, uma imagem da formação conjunta das duas equipas, antes do início de tal encontro a contar para a Taça de Portugal de 1970/71. Prélio esse em que o F. C. Porto recebeu o Ferroviário de Lourenço Marques, a quem venceu por 4-1 no estádio das Antas, corria o ano de 1971 em finais de Maio, num jogo disputado quase em clima de arraial de confraternização, já em plena aproximação ao mês dos santos populares. A que não faltaram bandeirinhas, como se vislumbra nas mãos dos intervenientes, por protocolar troca de galhardetes que houve, para assinalar e mais tarde recordar.

= Imagens, em populares cromos de coleção, de alguns elementos do futebol do F C Porto, à época =

Dessa tarde domingueira, passada calmamente no ambiente específico do estádio das Antas, ficou uma pose de conjunto, dos elementos que estiveram em campo dessa vez, ombreando os contendores em posições alternadas, na foto, para recordação à posteridade - a preto e branco, como era ainda mais usual. Vendo-se, na foto cimeira em apreço, desse modo (e referindo apenas os futebolistas do F. C. do Porto que alinharam de início): em cima, a partir da esquerda - Rui, Armando Manhiça, Pavão, Rolando e Leopoldo (terminando a fila com o moçambicano Brassard, pai do mais tarde também guarda de balizas que chegou a treinador dos guarda-redes da seleção portuguesa); e em baixo - Abel (estando a seu lado um antigo companheiro de equipa no futebol moçambicano, Baltasar), mais Pinto, Joaquinzinho, Nóbrega, Bené e Valdemar. Era treinador do F. C. Porto o António Teixeira e no segundo tempo alinhou na baliza portista o guarda-redes Armando, substituindo Rui, enquanto Ricardo entrou para o lugar de Custódio Pinto; tendo o marcador funcionado para o F. C. Porto através de um bis de Joaquinzinho e restantes golos por intermédio de Abel e Ricardo. 

Fica aí uma recordação disso, assim, num mero exercício de memórias, sempre com seu quê atrativo, quanto interessa conhecer, pois o mal ou o bem sempre à face vem. 

Armando Pinto 
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