Embora a história não seja como a matemática, é contudo uma
ciência verdadeira. Não devendo ser vista superficialmente, com números e
factos incorretos, para não induzir em enganos e estes passarem como erros acumulados,
à imagem do ditote popular que uma mentira repetida muitas vezes pode pegar de estaca, mas não tem raízes.
Assim, desta vez procuramos aqui fazer uma reflexão sobre alguma
falta de responsabilidade que campeia em muitos dos meios de transmissão, versus comunicação pública. Embora, como se sabe, nem tudo possa ser sempre perfeito,
pois por mais que nos esforcemos em fazer tudo bem, há que admitir a
possibilidade de falhas; contudo poderia evitar-se tais lapsos, na maioria dos casos, desde
que haja preocupação de pesquisa assertiva.
Vem o tema a calhar a propósito das atuais vias de
comunicação, em especial através da Internet, mas não só, em cujos conteúdos se
encontram, quantas vezes, informações incorretas, precisamente por não ter
havido atenção às fontes. Estando a acontecer, efetivamente, que os erros
correm, vendo-se alguns derivados a gralhas surgidas em livros e outros
suportes, porque outros livros e referentes bases apontaram esses informes
indevidos. Resultando ainda que, devido à facilidade de partilhas no facebook, possa
haver difusão alargada de curiosidades falseadas; e, atendendo a
haver recolhas para diversos fins, tal qual historietas cronicadas e inclusive números
estatísticos, bem como nomes salientes, pode passar algo não correspondente ao que aconteceu
e ocorre na realidade.
Obviamente que perfeito só Deus, como diz o povo; não constando
que as tábuas da lei que Moisés recebeu de Deus contivessem gralhas. Mas,
também, extensivamente, tem de haver desejo de perfeição. Isto é, o que é
superior, ou no caso o que seja oficial, deve poder ser levado a sério.
Numa tentativa de poder contribuir, de alguma forma, para uma
cultura de maior responsabilidade, colocamos alguns exemplos, embora, para não
ferir suscetibilidades, sem nomeação de autorias nem títulos dos livros de onde
retiramos estas ilustrações. Que ficam como meros exemplos, entre tantos
possíveis de enumeração. A bem da verdade e rigor na informação, e não sensacionalismo.
Porque nada nem ninguém é perfeito, mas pode tentar-se que haja maior precisão.
ARMANDO PINTO
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