Acabou da pior forma esta época de 2015/16. Não por se
perder a Taça nos penaltis, que isso é uma lotaria e será sempre para que lado pender
a sorte, mas pela forma como se deixou fugir o marcador, durante o tempo
regulamentar de jogo, com golos oferecidos praticamente, quer pela saída extemporânea
do nosso guarda-redes, como por indecisão dos defesas, ou falta de comunicação
entre eles, em suma e escrevendo abertamente, por “aselhice” defensiva. Não tendo
sido o Braga que venceu esta taça, mas sim o F C Porto que a perdeu, por
incompetência de alguns elementos da equipa, dentro e fora das quatro linhas,
incluindo treinador e seus adjuntos com voz na matéria. Enquanto sobra para os adeptos
apoiantes a maior amargura.
Contudo esta final reflete muito do que foi a época, desde
Lopetegui, até à estada de Peseiro. Com a Direção e a SAD com as maiores
culpas, não podendo escamotear-se a realidade. Dizendo isto não por qualquer
motivo pessoal, até porque tenho grande admiração clubista e reconhecimento de
apreço pelo nosso Presidente, mas por razões portistas, do que salta à vista
desarmada. Como, entre tantas decisões, acontece com a política de certos empréstimos,
tal como num passado recente aconteceu com aquele tal Tozé que ajudou o F C Porto
a perder um campeonato e depois disso tem feito uma carreira muito irregular,
como agora sucede com Josué, que nunca mais será bem visto de azul e branco,
digam o que disserem. Além naturalmente de ter de haver melhor política de contratações, pois que a equipa deste ano parece ter sido quase à imagem de outrora, em tempos de passar a ponte, só que desta feita até de jogar em casa (embora aí por motivos também dos assobiadores que se deixam ir em certas ondas).
De uma vez por todas, no F C Porto têm de jogar pessoas que
se identifiquem com o F C Porto e mais nada!
Assim sendo, sem colocar tudo em questão, mas apenas o que
leva a este mau momento, que encerrou a época num triste fim de tarde, não é
tarde nem cedo para arrepiar caminho e começar a fazer as coisas bem feitas.
Não com Peseiro a planear a próxima época, como ele quis fazer crer em
declarações a quente, nem com choradinhos que já não levam a lado nenhum, tal
como também não é por bater no peito que se será melhor ou pior.
Claro que podem e devem vir futuramente melhores dias, mas é
preciso fazer por isso, senhores responsáveis!
Armando Pinto

