Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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domingo, 9 de outubro de 2016

Visita ao museu particular do senhor Américo Lopes, “o Guarda-redes Américo do Porto”…!


Se há coisas na vida que deixam um tipo de pessoa com satisfação em seu íntimo, daquelas concretizações que podendo não parecer são deveras gratas à realização ansiada em aspetos vários, esse foi o caso da visita que, junto com um grupo de amigos portistas, pude fazer ao museu próprio do Américo, o guarda-redes do FC Porto que foi meu ídolo de infância, um nome sagrado do futebol portista.


O sr. Américo há muito que me tinha convidado para ir ver o seu museu, depois que começamos a contactar derivado ao que fui publicando nos meus blogues de temática portista, quer no anterior “Lôngara-Actividade Literária e Memória Alvi-Anil” (que desapareceu da Internet entretanto, vandalizado por adversários…), quer no atual “Memória Portista”. Oportunidade que se deparou agora, indo no âmbito de visita conjunta com um bom naipe de Portistas apaixonados pela história identificativa do FC Porto. O que sucedeu «ainda no âmbito do Dia do Clube (encontro de portistas adeptos com antigos ativos do clube), em que Américo foi convidado e homenageado, cabendo-lhe a ele retribuir agora esse momento, convidando-nos a uma visita ao seu extraordinário museu particular, onde tivemos o privilégio de observar calmamente cada objeto, e ouvir em discurso direto a história por detrás de cada um deles. Foi um dia inesquecível e de sonho para cada um de nós. Obrigado Sr. Américo por este excelente dia...»


Foi algo tocante, com efeito, ver de perto aquelas camisolas que em tempos tanto desejamos tocar, se nos tivesse sido possível então dar os parabéns ao Américo pelas grandes defesas que o vimos e ouvimos fazer, pelas imagens de televisão algumas vezes e mais pelos relatos radiofónicos, bem como quando o pudemos ver lá ao fundo no relvado, espreitando por entre magotes de gente nas bancadas a abarrotar de pessoas apertadas em pé. Além das imagens e objetos por ali espalhados. E de modo especial conversar então com o sr. Américo, vendo-o dar-nos atenção e ouvi-lo bem lúcido e muito bem disposto. Olhando para as luvas com que ele agarrava a bola naqueles seus voos elegantes, lançando-se por entre molhos de jogadores e captando o esférico, ou então desviando a bola em golpes de rins que o levavam até à trave ou postes das balizas, ainda em barrotes quadrados de madeira, primeiro, e depois já nas formas cilíndricas posteriores. Sendo este sábado dia de agora poder assim estar com todo esse passado no presente, ao lado do “Américo do Porto”, como era conhecido, por nos seus tempos de futebolista ser o mais representativo elemento da equipa de futebol portista.


E... Ali vimos enfim a sua camisola amarela, também, que era marca própria, com que o vimos levantar a Taça de Portugal em 1968, qual marco memorial no percurso portista de quem antes nunca vira o Porto ganhar nada de grande em futebol e depois esperamos mais uns anos ainda...


De como Américo foi admirado aqui pelo autor destas linhas transmitimos-lhe já de maneiras diversas e desta feita também com oferta de um quadro emoldurado contendo páginas de arquivo pessoal, com letra do jovem adepto do tempo da sua despedida dos relvados…


Porque não é todos os dias que se pode vivenciar ocasiões destas e isto não é para todos, bem vistas as coisas, guardamos tudo o que vimos e sentimos em nossa mala mental dos pensamentos e recordações. Tal qual guardaremos para sempre as imagens captadas pela retina que fará memória, bem como nas fotografias que ficarão a registar o acontecimento. Algumas das quais aqui partilhamos, ao conhecimento de quem aprecia o que diz muito do que é o sentimento Portista.


Américo foi o primeiro "Baliza de Prata" português, como primeiro guarda-redes que venceu esse trofeu na sua priemira edição e foi o grande triunfador igualmente do primeiro trofeu Somelos-Helanca, de melhor jogador da época, instituído por um jornal de grande tiragem defensor dos clubes do sul, como sempre foi A Bola, entre diversos reconhecimentos públicos, além de ter recebido o Trofeu Pinga, antecessor do atual Dragão de Ouro, que há muito merece também como lenda e recordação que é (enquanto vivo e bem de espírito como está). 


E foi o guarda-redes internacional cujo valor conseguiu suplantar o regime vigente, apesar de muito injustiçado, mas mesmo assim ainda tendo ido à seleção dita nacional quando o futebol português se regia pelo sistema BSB (com presidências federativas distribuídas em mandatos repartidos à vez por Benfica, Sporting e Belenenses, com cada um a meter nas seleções seus representantes)... Sendo assim um nome com Nome na história do futebol, e aqui para nós, o guarda-redes eterno do FC Porto. Porque, na verdade, há gente que fica na história da história da gente.


Daí esta visita pela história memorial relacionada com Américo! 

Armando Pinto
((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

OBS.: Artigos anteriores neste blogue ref. Américo... conf. 
(clicando em)

A. P.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Joana Vasconcelos no Museu do Futebol Clube do Porto



Uma fugaz olhadela pelo futuro Museu do F C Porto

Antes que haja alguma ideia antecipada: Não, a imagem de cima ainda não é do museu azul e branco do Dragão, ainda, mas de algo relacionado...

Então, lá vamos. Ou imos, dentro do possível.

Aproxima-se a inauguração oficial e abertura ao público do Museu do F C Porto, na proximidade da data do 120 º aniversário. Embora sem haver, por ora, grandes novidades por meio do clube, quanto ao programa exato. Referindo-nos ao que for de acesso público, obviamente. Tendo aparecido, uma vez por outra, e fugazmente, uma qualquer pequena nota ou curiosidade, levantando uma ponta do véu, através de outros meios, nomeadamente por via de órgãos de comunicação externos ao clube, como aqui há tempos referenciamos uma caixa da publicação impressa do Jornal de Notícias e agora se nos depara uma escapedela visual (em edição on line, do que lemos) n´O Jogo.

Quando eu era pequeno (falando o autor, na primeira pessoa), na chegada da consoada de Natal, havia uma grande ansiedade pelo recebimento dos presentes, pois só tínhamos olhos para aquilo, das prendas, à época atribuídas ao Menino Jesus. Então a tal bebida americana encarnada ainda não impusera pelas bandas de Portugal, maila grande extensão europeia, o Pai Natal e seus acessórios. Apesar dos presentes serem rudimentarmente simples e humildes, à medida das posses duma família trabalhadora portuguesa, para aquele tempo, eram geralmente brinquedos que nos enchiam de grande satisfação ao recebê-los, no encanto natalício. Em cujo sortilégio fazia parte a espera, pois só no fim da ceia vinha o Menino Jesus, e, assim sendo, parecia que não mais chegava a hora… chegando nós, por vezes, na imaginação infantil, a parecer que víamos o Menino Jesus de fugida. Duma das vezes, penso, foi o raio dum gato que me enganou, pois vi um vulto a esgueirar-se muito rápido, que até fiquei sobressaltado a pensar que era o Menino Jesus…

Ora isso foi há muito, muito tempo, mas nem tanto assim, pelo que a vida vai e vem… e agora parece que é algo assim., também, a aparecer de quando em vez de fugida, numa fisgadela de imagens, qual vislumbre  fugaz e passageiro. Como hoje surge numa nota informativa do site on line do jornal O Jogo e aparece num pequeno vídeo colocado pelos serviços do clube no Youtube, pela Internet… Enquanto, com as expetativas e os anseios, de permeio, até tememos que depois algo não seja bem como gostávamos… Querendo dizer que aspiramos a que seja mesmo grandioso… o Museu do F C Porto.

Entretanto, por nada mais haver a declarar, exaramos esta mensagem de júbilosa esperança e deixamos aqui uma vista de olhos pelo vídeo colocado, mas com algum tempo já passado, naturalmente. Que é o que também vimos – a propósito do reforço da artista plástica Joana Vasconcelos. Até que venha o dia que está quase a chegar…!


»»» Clicar sobre a seta central e depois em " Assista no You Tube " «««


Armando Pinto

domingo, 21 de outubro de 2012

Algumas Antigas Existências Históricas na Vida do F. C. Porto


Em tempos, olhando para as Antas, a nossa cidade desportiva feita e acrescentada dentro das possibilidades que foram surgindo e condições entretanto deparadas, ao longo de muitos anos e passando por diversas mãos e cabeças, quase aos remendos, conforme foi sendo preciso e possível; mas com tudo bem aconchegado e lindo, para nós – dizíamos então: Quem dera que isto ainda possa ser assim e assado, deveras melhorado...


...Enquanto agora, com o estádio do Dragão planeado e concretizado de raiz; idem, aspas com o gimnodesportivo (pavilhão de jogos - Dragão Caixa), temos algumas saudades do antigo estádio das Antas, de podermos entrar junto àquele grande portão com garrafal legenda “Ao Serviço da Juventude e Desporto” e poder visitar os pavilhões de treinos e jogos, a piscina, o pavilhão do bingo e o antigo campo de treinos principal (pois os restantes foram mais recentes e eram do lado de fora, pela separação da rua de acesso), tal como também de subir a rampa da arquibancada e ir aos serviços administrativos e ao museu, etc. e tal…


Isso, mais por quanto tudo aquilo significava suor e lágrimas, paixão e alegrias, muitos anos de vivências Portistas, ao sol e à chuva, entrando para a bancada muito tempo antes dos jogos para haver lugar em sítios prediletos, bem como ter de se ver os jogos de pé, com gente em segunda fila e todos apertados… mas vibrando, sem mãos nos bolsos, antes de bandeirinha em punho… 

De permeio, havendo ainda lugar no íntimo para não se perder pitada do acompanhamento da vida clubista, quão se ia ansiando que o trabalho da Comissão Pró-sede frutificasse para o clube ganhar outra expressão com a nova sede… Como outras gerações anteriores interiorizaram esperanças ainda mais primitivas, quando havia uma tal Comissão de Desportos Atléticos para arranjar uns “Cobres” através de organização de festivais, de modo a haver com que comprar melões, como quem diz material de jeito… caso saísse a contento, depois. 

Ora tudo hoje é diferente, a evolução foi muita e agora há comodidades como antes nem se imaginava. Superando tudo, para quem vai ao estádio com afeto verdadeiro, afinal, qual grande história de amor no sentido dos atos ali dentro vivenciados. 

Como homenagem aos tempos antigos de entusiasmo, aqui evocamos agora algumas recordações respeitantes a antigas existências, tal a ancestral Comissão de Desportos Atléticos, aqui lembrada por via duma narrativa de como houve “massa” para a aquisição da foto emoldurada do refundador Monteiro da Costa…


… E a Comissão Pró-Sede, que tanto andou e esbracejou com vista á edificação dum edifício-sede.


Transformadas como estão tais situações, resta não esquecer todo esse antigo labor, para se valorizar o que temos, sem perder de vista o que se caminhou até aqui… 

Guardemos pois uma terna e saudosa lembrança do que houve na capacidade existencial do nosso F. C. Porto, envolvendo em nosso enlevo o que temos na grandeza atual do clube que nos estremece. Motivo porque trazemos estas “coisas” capazes de reavivar uma mão cheia de parcelas das belas páginas que fazem grandiosa a História do F C Porto, como simples exemplos de curiosidades dos muitos pendões que compõem os arcos que engalanaram o percurso patrimonial Portista, ao longo dos tempos. Quanto já esteve preservado diante dos olhos na sala-museu da antiga sede e posterior museu das Antas, e haverá de voltar a estar, mais completo ainda que será, em próximo futuro, no museu do Dragão.


Como cantou Pedro Homem de Melo e aconteceu, assim, de hora a hora foi crescendo o baluarte...! 

Armando Pinto 

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