Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

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Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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domingo, 23 de outubro de 2016

Fernando Gomes e André Silva: Referências de dois períodos de relançamento da afirmação portista!


O FC Porto está a vir acima, com se revela no tempo presente e como azeite em água límpida da verdade existencial. Com os frutos do trabalho que tem sido levado a cabo e de cujo labor, entre outros aspetos, está a resultar o bom entendimento da dupla Diogo Jota-André Silva, junto à evidência que vão tendo as prestações de Otávio, Corona, Óliver, etc. Além naturalmente da recuperação anímica e consequentemente das exibições em campo de boa parte dos elementos da equipa. E o FC Porto está assim a retomar o rumo ansiado. Enquanto André Silva está a tornar-se numa referência portista atual, tal como Gomes foi no passado, entre grandes goleadores portugueses que engrandeceram a identidade azul e branca.


Com estas situações, com efeito, tem-se revelado, entre outros casos, a veia goleadora de André Silva, jovem em que depositamos grandes esperanças, com fé que venha a ser um novo artilheiro para ficar na história portista. Como foi Gomes, o nosso Bota d’Ouro.


Ora, também Gomes surgiu a marcar golos pelo FC Porto novo ainda. Embora começasse a dar nas vistas ainda nas camadas jovens, lembrando-nos desde então da equipa de juniores do tempo de Gomes e Maia, entre outros. Mas quando começou Fernando Gomes a ganhar notoriedade, estávamos com algum receio que fosse como anteriores avançados que apareceram e desapareceram depressa, ou não mantiveram ritmo certo, embora com esperança que finalmente fosse ele o digno sucessor de Hernâni, Araújo e Pinga, na ordem cronológica inversa, ou seja andado para trás no tempo. E o certo é que ele foi mesmo o que foi, um grande goleador, chegando por duas vezes a ser o supremo marcador da Europa, com as Botas de Ouro conquistadas em duas temporadas distintas.


Agora temos aí André Silva, também jovem português que aparece a marcar golos pelo FC Porto em catadupa, na atualidade. Tendo todos nós nele, igualmente, atenções cheias de esperança que progrida sempre mais e se imponha como grande goleador. Com um aspeto vantajoso, para já, que é de até na seleção nacional estar também a marcar golos em quantidade acentuada, para o tempo de jogo que tem tido com a camisola das quinas.


Assim sendo, podemos considerar que, tal como Gomes apareceu efetivamente ao tempo em que o FC Porto começou a ganhar equipa para se impor no panorama nacional, também agora André Silva surge quando parece que o FC Porto está a ganhar campo de manobra e começa a impor-se no ambiente do futebol atual. Neste tempo de possível recuperação e finalmente de nova afirmação e confirmação. Ficando-se a desejar que, assim como Gomes teve uma carreira brilhante no FC Porto e soube ter cabeça para se não deixar envaidecer nem perder, como se costuma dizer; igualmente André Silva venha a ter um percurso alto e bem definido, sem ilusões prejudiciais. De modo a que daqui a muitos anos seja de comparar o André Silva eventualmente a outro futuro goleador que lhe suceda, de igual forma, depois.


Como tal, recordamos aqui um texto (da revista Seleções Desportivas, em 1977), do tempo em que Gomes tinha ainda muitas balizas à frente, assim como tem André Silva daqui para a frente.


Armando Pinto
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