Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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sábado, 28 de março de 2015

Tempo de jogos particulares


Muda a hora este fim de semana, assim como começa a natureza a renovar-se com a entrada da Primavera verificada já há alguns dias, mas o futebol português continua quase na mesma, com suas bizarrices. Interrompendo-se o campeonato quando estava a ficar em ponto de caramelo, porque não há meio de haver planificação atempada de jeito, a pensar em tudo; e se sobrepõem os interesses monetários dos que vivem à custa da federação, com o dinheiro proveniente dos pagamentos dos clubes e do que o povo que vai ao futebol desembolsa, no fim de contas.

Assim sendo, por estes dias não há jogos de futebol a despertar grandes paixões, além da participação das seleções nacionais em jogos divididos por partidas oficiais e outras amigáveis, e viva o velho… Decorrendo, por isso, um tempo de jogos particulares, do que é possível acontecer, já não daqueles como antigamente de homenagens e confraternizações, quando o tempo dava para mais; mas de uns prélios dos que têm de ser realizados, porque assim convém aos senhores do futebol. Mesmo que interfira com jogos oficiais de permeio, como o que ocorre na próxima quinta-feira para a malfadada Taça da Liga.

É então este um período de jogos particulares ao nível do futebol superior, ficando para acompanhar apenas as modalidades amadoras, com o hóquei em patins e o andebol a merecerem atenções portistas, enquanto a equipa da secção de basquetebol não retornar a um estatuto condizente e a usar o nome e camisola do clube.

Neste pé, sem o sal dos jogos a sério, nesta altura, dá para aqui e agora se recordar um dos tais jogos antigos de carácter particular de outras eras. Recordando-se, a propósito, um jogo disputado com interesse de homenagem nacional a um internacional português que, naquele tempo, teve de abandonar o futebol. Tal o caso de Vicente, o defesa do Belenenses que era muito apreciado a nível nacional, o simpático Vicente Lucas que foi tido como defesa da seleção das quinas que melhor conseguiu marcar o rei Pelé. O qual, depois de meses antes ter estado no lote dos Magriços, em 1966, havia entretanto tido um acidente e ficara incapacitado. Tendo havido uma onda de solidariedade, englobando jogos entre as principais equipas em diversos pontos do país, numa organização apelidada de Homenagem Nacional a Vicente, atinente à receita reverter para o homenageado. Então, ainda no decorrer da época de 1966/67, da parte do F C Porto houve participação aderente através de um encontro com o Sporting de Braga, realizado no estádio das Antas.


Desse jogo é a imagem aqui mostrada, de arquivo do autor destas linhas, com Eduardo Gomes, nas vezes de episódico capitão de equipa, a receber uma correspondente taça, das que figurarão com certeza para sempre no túnel da proximamente futura cova do Dragão, com que o Museu do F C Porto by BMG haverá de ser enriquecidamente completado.

Armando Pinto

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Tributo a Pedroto – lembrança duma das primeiras taças conquistadas como treinador do F C Porto


Pedroto morreu há 30 anos, mas continua vivo no espírito Portista e mantem-se permanente na recordação de quem, como adepto e sócio do F C Porto,  viveu também  os grandes momentos da quebra do longo jejum de vitórias no futebol senior.

Muito se escreveu e disse na blogosfera portista, sobre o Mestre, além do que até chegou a ter lugar na comunicação social, embora nos meios mediáticos algo aquém do que a dimensão de sua vida e obra merecem. Comparativamente com outros casos em que até uma simples atribuição de nome a uma rua em Lisboa teve parangonas… quando, por entre diversos exemplos, Pedroto tem seu nome em ruas de diversas cidades, pelo país além (como aqui referimos no anterior artigo), mas sem a mesma difusão divulgativa… Contudo, o que interessa é que ficou vincado que José Maria Pedroto continua a ser lembrado entre a família Portista, e isso é o mais importante.

Nesse âmbito, o museu do F C Porto tem por estes dias mais um espaço dedicado a Pedroto, além do que já ali havia antes. Como foi mostrado no Porto Canal. Numa daquelas exposições de material que ainda não estava à vista, do muito que se espera poder ficar junto, quando possível, um dia, para todos podermos rever e sentir, ainda mais. Sendo vista, em imagens televisivas (pois nem sempre todos poderemos passar por lá muitas vezes, ou pelo menos com frequência, obviamente), conforme agora está patente,  uma taça que foi conquistada aquando da primeira passagem de Pedroto pelo comando da equipa principal portista, a taça da conquista do Torneio Início de 1966/67. Tratando-se da Taça Valdemar Mota, assim denominada em homenagem ao futebolista primeiro olímpico do F C Porto e da Associação de Futebol do Porto, entidade organizadora.

Por conseguinte, aproveitando o facto, recordamos agora uma vitória numa edição dessa competição, no caso reportando ao ano seguinte, porque o F C Porto por norma vencia quase todos os anos o Torneio Início, à compita com os vizinhos filiados concorrentes nos campeonatos principais que começavam quase de seguida. Assim, da vitória e consequente galardão obtido nessa prova, recordamos a imagem da entrega da respetiva taça, referente ao 1º lugar do então quadrangular Torneio Início da AFP, disputado com as melhores equipas da área da associação portuense, antes do início do campeonato. Ilustrando-se esta recordação com uma imagem de arquivo pessoal, deitando mãos a uma das páginas de registo elaborado em nosso tempo de menino e moço, focando alguns dados respetivos, da final do Torneio Início de 1967/68.



Armando Pinto
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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Algumas das muitas taças com lugar no Museu do F C Porto…


Neste início de época desportiva, em pleno dealbar da temporada de 2013 / 2014, começou bem o F C Porto já com a habituação de vitórias, quer na final da Supertaça nacional de futebol, com a conquista de mais uma taça e por sinal nova em folha envidraçada, bem como no início do campeonato da 1ª Liga futebolística, em que já começa a ganhar posição para possível novo triunfo. E na proximidade à abertura do nosso Museu do F C Porto, arrecadados mais este e outros trofeus, ganha contornos mais vastos a idealização que todos nós, Portistas, vamos formando desse lugar capaz de nos encher quanto cabimento Portista temos.

Nesta ideia, arranjando espaço em nosso íntimo, na expetativa do que será realidade, relembramos, entretanto, alguns dos significativos trofeus e outros objetos que farão parte desse acervo, quanto integram o imaginário memorável da história que paira sempre no pulsar do Portismo que nos corre nas veias. Juntando, para o efeito, num agrupamento o trofeu monumental da Taça Arsenal, um exemplar da Taça de Portugal, outro do Campeonato Nacional de futebol do tempo das organizações federativas, mais uma do Nacional de atletismo, o Relicário com terra dos 3 primeiros campos (Rainha, Constituição e Antas), o bronze de homenagem aos Campeoníssimos do andebol, um dos trofeus da secção de Pesca Desportiva, outro de ciclismo do 1º lugar por equipas na Volta a Portugal, e a Taça das Taças de hóquei em Patins. E num segundo grupo, entre diversos exemplos, relembramos a taça de vencedor do 1º Torneio Ibérico júnior, uma Taça de Portugal de voleibol, uma taça de campeão nacional de basquetebol, o trofeu do II Match Ibérico de bilhar, uma Taça de Portugal de hóquei em campo, uma Taça de Portugal de infantis em ténis de mesa, e uma taça do campeonato nacional de ginástica feminina.


Estando o assunto em quase ponto de rebuçado, fica assim posta mais alguma saliva na boca do interesse memorando, quanto à área museológico-patrimonial do grande F C Porto.

Armando Pinto