Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Seninho: Protagonista duma transferência antiga sempre recordada.


Seninho – nome artístico-desportivo de Arsénio Rodrigues Jardim - é um antigo futebolista que faz parte da História do F C Porto e tem lugar especial nas recordações Portistas.

Ora, estando-se em tempo de transferências de meio da época, no chamado período do mercado de inverno, com toda a expetativa e carga sensível que essa faceta transmite ao mundo da bola, diante do panorama de entradas e saídas... relembramos uma das mais mediáticas mudanças acontecidas, há muito, como foi a ida de Seninho para os Estados Unidos da América.


Seninho fora um dos célebres componentes da formação azul e branca que em 1977/78 conquistou finalmente o título nacional que há muito fugia ao F C Porto, depois de na época anterior também ter participado em vitoriosa campanha na Taça de Portugal. Após ter festejado a grande alegria de ser Campeão Nacional, em 1978 rumou até terras americanas, para o Cosmos de Nova Iorque, por tentadora oferta que o levou a ganhar uma avultada remuneração, à época.


Dessa realidade, recordamos o que publicou a revista Selecções Desportivas em sua edição de Dezembro de 1978.



Armando Pinto

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Caleidoscópio Histórico Portista


Tanto e tantos valores passaram pelo F C Porto, mas o Clube não ficou relacionado unicamente com apenas um ou outro, simplesmente, mas com muitos. Sendo assim diversos os grandes nomes que podem ser considerados importantes dentro da memória azul e branca, quase como muitos galos para um poleiro, no bom sentido (de lugar superior) que, afinal, até tem sido e é mais associado a um Pinto... da Costa. Enquanto sempre é o clube onde jogaram futebol uns Valdemar Mota, Pinga, Araújo, Hernâni, Pedroto, Pavão, Américo e Cª...

Assim sendo, vamos a uma visão apropriada, ao género caleidoscópico.

Um caleidoscópio, como se sabe, com seus pequenos fragmentos, transmite através do reflexo da luz diversas combinações, variadas e agradáveis, de efeito visual derivado. Refletindo  do próprio significado ideias belas, por meio das respetivas imagens, qual figura  possível de ser observada.

= Américo, o grande ídolo da infância do autor destas linhas. Guarda-redes inesquecível, que foi um dos maiores de sempre na defesa do reduto do F C Porto! =

Ora, como num resultado caleidoscópico, juntando pedaços dum todo, com ligações e reflexões, colocamos desta vez algumas imagens que, apesar de separadas em tempos e modos, se interligam e refletem parcelas da História do F C Porto. Tal o que se segue: Desde uma das pioneiras formações da prática de futebol já organizado dentro das atividades do clube – uma equipa do F C Porto sensivelmente por volta de 1912, pelo menos segundo rezam algumas crónicas não muito recentes; passando pelo primeiro futebolista que integrou a seleção oficial de Portugal; mais o valoroso Siska, guarda-redes famoso; até, com grande salto cronológico, revisitando a grande vitória do tempo da longa travessia dos anos sessentas e a grande conquista finalmente alcançada quase no expirar da década de setenta (com uma nossa equipa de 1977/78, curiosamente legendada em 1979, então referente à caminhada que resultou no Bicampeonato conquistado em 1979…) e de permeio incluindo referencial do goleador Fernando Gomes… passam diante das lembranças algumas ténues imagens do historial Portista, de modo rápido, sucinto mas sintomático. Culminando numa apreciação quase comparativa entre o grande Hernâni e um valor mais jovem, ao tempo em que Oliveira evoluía com a camisola azul e branca vestida. Como que a demonstrar como o tempo é mestre da vida, nas alterações que se vão sucedendo. Tal qual no presente temos valores que serão apreciados de diversos modos, mas ainda poderão ser muito valorizados…








Eis aí, assim, um caleidoscópio Portista.


Armando Pinto


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domingo, 19 de janeiro de 2014

Quinito: Eterna “Promessa” na Simpatia Portista


Estamos habituados agora ao F C Porto ser normal candidato ao título nacional de futebol. Permanecendo normalmente o F C Porto nos lugares cimeiros, até alcançar o lugar primeiro. Com futebolistas e treinadores que são mais ou menos admirados, mas mais tarde serão sempre recordados.

= Equipa principal do F C Porto num dos jogos em que Quinito alinhou de início, então junto (a partir de cima e desde a direita) com Eurico, Lima Pereira, Inácio, Fernando Gomes, João Pinto, Zé Beto, Frasco, Vermelhinho, Quim e Futre. =

Numa História como a do F C Porto, onde cabem variados factos e nomes dignos de perene memória, há também constante recordação de valores que ficarão por longos tempos na simpatia clubista. Daqueles que, além de constarem em listas de campeões, também porque, a seu tempo, foram considerados prometedores e para sempre ficaram na afeição dos adeptos fieis.

Ora, assim sendo, quase como familiares que viram seus meninos crescer e os mantiveram mentalmente assim, ainda estreitados a si, também os apoiantes Portistas têm certos jogadores como promessas eternas. Tal é, para nós, o caso de Quinito, o jovem futebolista que deu nas vistas ainda nas camadas jovens do F C Porto e começou a evoluir no plantel sénior na época do título nacional de 1978/79. Quando o F C Porto conseguiu soltar-se de antigas amarras e passou a poder lutar pelas posições classificativas de cima.


Desse Bi-campeonato ganho pelo F C Porto de assentada, tirando a barriga de misérias de modo consecutivo, em seguimento do célebre título de 1977/78, juntamos uma página evocativa. Por quanto diz respeito à memória relacionada com a memorização que, desta feita, dedicamos ao Quinito, admirado virtuoso dos toques na bola, que parecia colar-lhe aos pés e daí sair teleguiada, na construção de jogadas deveras aplaudidas.

Sobre Quinito, ficou descrito resumidamente, assim, no livro “ F C Porto / figuras & factos / 1893-2005”, por J. Tamagnini Barbosa e Manuel Dias:


Com efeito, como sénior, Quinito foi duas vezes Campeão Nacional pelo F C Porto, constando honrosamente na Galeria dos Campeões Portistas. Tendo sido lançado na alta roda do futebol pela mão de Pedroto, com quem ainda andou na equipa até ao malfadado verão quente de 1982, e posteriormente após a chegada de Pinto da Costa à presidência diretiva e consequente regresso de José Maria Pedroto, sendo dos elementos ativos no período anterior à maléfica doença que afastou o Mestre Pedroto.


Depois, com Artur Jorge foi novamente Campeão, ajudando a mais um título nacional, então na época de 1984/85 – como agora aqui se recorda, ainda, com alusiva passagem e a capa da revista / número especial  “Ídolos do Desporto”, de 1985.


Passaram já muitos anos, e bem sabemos que a carreira de Quinito não chegou a atingir o ponto alto que desejávamos, todos nós Portistas; mas chegou a estar em ponto de rebuçado, sem contudo ir além, por variadas razões em que o futebol é fértil. Poucos foram e são, entre tantos, os futebolistas que conseguem manter-se por muitos anos em elevado estado, no seio das grandes formações. Quinito depois ainda andou por outras equipas. Mas ficou sempre na Memória Portista, como uma constante recordação e um simpático valor do passado eterno do mundo azul e branco.


Como diz uma cantiga, O Porto é o maior e o resto é conversa. E todos juntos é sempre uma festa. Festa essa de tanta gente… que celebra com cálices de Porto – como com Quinito se celebrou em dois Campeonatos e uma Taça.


Armando Pinto

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Pinga: Um futebolista d’ ouro de outros tempos.


Está-se num período de loas de popularidade de alguns nomes sonantes do futebol, daqueles mais contemporâneos da difusão televisiva e mais ainda da teia informática expandida através da Internet. Nomes mais recentes e conhecidos das gerações atuais, por isso, que antigos astros do desporto-rei, dos que em tempos passados faziam as delícias do imaginário das multidões, entre adeptos e simpatizantes de perto e longe, quantas vezes sem nunca os terem visto ou apenas conhecerem por gravuras de jornais, quando não só de ouvirem deles falar.


Por tais razões e mais umas quantas considerações, devemos sempre recordar nossos maiores, os que nos precederam na defesa do que sentimos e nos entusiasma, como nossos antepassados, a nossa pátria e o F C Porto. E, porque os de outras eras não chegaram a ser do tempo de tv´s e computadores, não podemos esquecer grandes valores de antigamente, neste caso dos que bem serviram o F C Porto. Tal como numa religião se deve conhecer os fundamentos e numa votação o respetivo programa delineado, também nestes casos, como a memória desportiva, se deve ter em conta o percurso histórico, e não apenas reduzir tudo a um conhecimento ditado pelo mediatismo da atualidade e ditames da comunicação social vigente.

Assim sendo, por exemplo, devemos todos conhecer Artur de Sousa  Pinga, o grande futebolista português dos anos trinta e quarenta, do século XX. Como é possível recordá-lo, através do que ficou escrito. E como de outras vezes, anteriormente a este artigo, já desenvolvemos alguns textos e colocamos alguns recortes e crónicas sobre ele, neste nosso espaço da blogosfera, dispomos desta feita de mais umas frases identificativas de sua valia, na senda de sua fama, a perdurar pelos tempos além, no seio da verdadeira história do desporto português.  


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Armando Pinto  

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Supertaça Europeia: Prestigiada prova só conquistada por um clube português - F C Porto!


Foi num dia treze, por sinal de boa memória para o F C Porto e para os anais do futebol português. A 13 de Janeiro, em pleno estádio das Antas, no Porto, como que a aquecer essa fria noite do início de 1988. Quando se consumou a conquista da importante prova oficial da Europa como é a Supertaça Europeia, cuja conquista começara antes com uma vitória na Holanda. Faz anos agora, tendo isso acontecido a 13 e a euforia se prolongado nos jornais portuenses pelo dia 14. Efeméride essa que aqui evocamos, sem necessidade de muitas palavras, mais, tal o impacto que teve essa dupla vitória.


Antes disso havia adeptos de outros clubes a vangloriarem-se de umas vitórias de seus clubes na Europa, como se eles fossem de outro mundo. Pois o F C Porto, num ápice, entre a Primavera de 1987 e o início das luas de 1988, ganhou tudo o que havia para ganhar ao nível das oficiais taças europeias e mundiais. Passando a ser detentor, além da então Taça dos Campeões Europeus, também possuidor e até único dono e senhor em Portugal da Taça Intercontinental / Mundial de Clubes e… da Supertaça Europeia.


Pessoalmente eu andava a passar por um período triste. Antes, já na ocasião da conquista da Taça Intercontinental do Mundial de Clubes, em dezembro, eu tinha a minha esposa internada no Porto, no hospital de São João. Depois passei a ter ao mesmo tempo internada a minha mãe no hospital de Felgueiras. E pela noite da conquista da Supertaça europeia eu cheguei a casa, depois de vir do hospital do Porto e do de Felgueiras seguidamente, sabendo o resultado do jogo a amenizar o ânimo pessoal. Mais a mais por saber e depois ver que o Gomes foi quem recebeu a taça, quando Ivic o tinha substituído antes... como andava a fazer há algum tempo. Enquanto, no dia seguinte, eu... embora guardando os jornais para depois ler e ter, andava meio absorto, temendo o pior... e passado um dia, na sexta-feira dia 15, a minha mãe acabou por falecer. Coisas que não esquecem... e se associam.


Ora, passado este tempo, permanece o orgulho portista.

Algo que o Mundo Portista não esquece. E em Portugal… há quem se orgulhe disso!



Armando Pinto
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domingo, 12 de janeiro de 2014

Calabotagens...


Dizia Hernâni, o grande futebolista portista e nacional da década de cinquenta, que o F C Porto para conquistar títulos tinha que ser muito superior aos outros, não bastando ser igual ou melhor, tal o que acontecia nas ajudas aos adversários diretos. Só com uma grande superioridade, que desse para superar tudo, é que o F C Porto conseguia vitórias. Afirmando que, por isso, um campeonato ganho pelo Porto valia por dez dos outros. E isso viu-se agora, mais uma vez, no jogo da propaganda vermelha, a reboque da programação de Eusébio…

Obviamente que o F C Porto, desta vez, não exerceu a tal superioridade evidente, e não tendo conseguido isso, ou seja que nem as ajudas de arbitragem tivessem demasiada influência, acabou por ser derrotado, enquanto diversos erros próprios ajudaram à festa programada.

Por outro lado, no fim do jogo, dizia publicamente o comentador televisivo José Fernando Rio, que muito admiramos pela sua análise correta que faz no Porto Canal: «O FC Porto foi impedido de ganhar este jogo. Falou mais alto a homenagem ao Eusébio. Deixo de lado as decisões menores e a dualidade gritante de critério técnico e disciplinar. Não posso é deixar passar em claro as duas grandes penalidades que ficaram por marcar sobre Quaresma e Danilo, ficando o FC Porto a jogar injustamente com menos um jogador, e o claro benefício ao infrator quando Jackson Martínez seguia isolado para a baliza. Uma vergonha para o futebol português!»

E dizemos nós: O F C Porto está muito aquém do costume, mas o Benfica foi ajudado descaradamente. Só quem não quer ver pode não querer reconhecer isso... Vergonha do sistema... e o árbitro Soares Dias (embora com culpas naturais também de seus protetores) - para o Panteão nacional-lisbonense já...! Não que lhe desejemos a morte, obviamente, embora lhe devesse doer a boca (onde andou com o apito) enquanto estes pontos não cicatrizarem... Mas sim, metaforicamente, colocando lá  um Cenotáfio (tumba vazia) como memorial.

No tempo de Hernâni, a era do antigo regime ficou conhecida historicamente pelo paradigma do caso-Calabote, num exemplo dos muitos desse tempo. Agora, como tudo está a regredir, como se sabe e sente, volta a haver Calabotagens…

Hernâni, a quem Eusébio tratava por “senhor Hernâni”, tal a grandeza que achava nele (como o próprio afirmou em seu tempo), dizia que um Campeonato do F C Porto valia por coisa de dez dos outros… E, como ultimamente o FCP tem vencido mais, com a tal superioridade evidente, há que analisar as causas do menor rendimento acontecido na tarde deste domingo cinzento. Para que, como aqueles tais outros festejam agora em Janeiro, no inverno, já nós, Portistas, possamos festejar mais para o tempo primaveril, em Maio…!

Com esse semblante, recordemos o nosso grande Hernâni, a quem as musas da bola obedeciam em seu tempo, sem contudo ter chegado a ser lembrado para celebrações federativas ou governamentais, entronizado entre heróis… como merecia, mas sem excessos, entenda-se.


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Armando Pinto

sábado, 11 de janeiro de 2014

Benfica – F C Porto à luz do dia…


Um jogo de futebol Benfica – F C Porto a meio da tarde dum domingo já não se via há muito, bem à luz do dia. Desde Março de 1992. Algo que agora volta à ribalta, quem sabe para não ser necessário apagar a luz no fim…

Ai quiseram assim, então há que relembrar que isso nos traz muito boas recordações!


Indo então ser reeditado o encontro em plena luz do dia, recordamos esse jogo… que, então, em Março de 1992, o F C Porto venceu por 3-2, na célebre tarde do golaço do Timofte quase sobre a hora, com um minuto a faltar para os 90’, qual golo à Kelvin uns minutos de uns bons anos antes…!!!


Ora, ficam aqui, para os efeitos devidos, imagens, crónica e dados históricos, conforme registou a revista Dragões. E nunca será de mais relembrar e reviver:


Armando Pinto


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