Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 15 de março de 2016

F C Porto continua vivo!



Com grande afluência, realizou-se mais uma Assembleia de sócios de F C Porto. Numa demonstração que a realidade é diferente da que tem sido difundida em certos meios.

Moral da história? - O F C Porto está vivo e bem vivo. Como se vê pelo receio que continua a causar aos invejosos adversários, a pontos de causar motivos de tentativas contrárias. Algo que seria desnecessário se estivesse tao mal como os inimigos procuram fazer crer. A ponto de mentirem descaradamente, na ideia de fazerem passar mensagens desestabilizadoras. A tal vã cobiça, firme em certas mentalidades, que não olham a meios para atingir fins, tentando enfraquecer os mais fortes .

Ora, como é possível as inventonas que andam pela comunicação social, sobre a mesma Assembleia Geral do F C Porto, que ontem, segunda-feira dia 14, clarificou melhor a situação dentro do F C Porto. Cujas descrições que circulam nos jornais e alguns canais televisivos, são completamente diferentes do que contam as pessoas que lá estiveram, associados portistas obviamente. Pois que os presentes só podiam ser sócios do F C Porto.

Segundo algumas opiniões de pessoas de confiança, ficou a convicção de «que o clube está vivo, e bem vivo, e que tem gente capaz de dar a cara pela nossa causa, e de enfrentar a guerra dos próximos anos, vencendo uma a uma cada batalha que se nos deparar...» Tendo ali «os sócios falado de livre vontade e ficado a saber o que se passa dentro do clube» Tanto que «usou da palavra quem quis e ao contrário do que muitos querem fazer passar, ninguém foi assobiado ou impedido de dizer o que pensa. Falaram sócios de todo o tipo, do mais velho ao mais novo, sócios com o dom da palavra como advogados a sócios com a 4ª classe, e, muito importante, nunca foram interrompidos pelo presidente da mesa. Tudo se passou dentro da maior normalidade em democracia como é apanágio do nosso clube, onde um sócio desde sempre vale um voto. »

Depois, como de costume, sugestionando continuidade das campanhas que durante a época foram engrossando e levaram na onda boa percentagem de adeptos, aparecem disparates de ambiente diverso. Levando a pensar que se futuramente houver alguma animosidade para com certos órgãos de comunicação, será por expressa culpa dos agentes escribas e repórteres desses mesmos meios da comunicação…

Os assuntos duma família são tratados em família. Os casos desta Assembleia do F C Porto naturalmente foram abordados entre os sócios portistas, no interior da família azul e branca. Se entre os associados houve quem tirasse fotos para serem enviadas aos adversários e depois procurasse ainda transmitir falsidades, só mostra como realmente há infiltrados dentro do clube. E mentirosos. Tanto como os não sócios que ficaram fora a relatar, com suas intenções.

Com isto se prova que não se pode dar ouvidos nem atenção demasiada a profetas de desgraças e adeptos encobertos.  O F C Porto é muito grande, por isso causa tanta cobiça.


Armando Pinto

sábado, 12 de março de 2016

Rodolfo: Um dos nomes referenciais do futebol portista, que só jogou com a camisola do F C Porto e da seleção nacional


No atual panorama futebolístico vem muito à baila das apreciações o tema dos jogadores de referência, facto que no caso portista se reflete na menção dos chamados jogadores à Porto. Algo que em épocas algo remotas era mais vincado, quando os futebolistas passavam muito tempo no clube. Embora não seja preciso ter andado muito pela Ribeira do Porto para se ter afeição ao clube com o nome da Invicta e se identificar totalmente ao significado do clube dragão.  Havendo, entre tantos que mais personificam essa mística, como símbolos históricos de dedicação e paixão, nomes como Pinga, Valdemar Mota, Araújo, Hernâni, Virgílio, Arcanjo, Américo, Custódio Pinto, Festa, Pavão, Rolando, Gomes, Rodolfo, João Pinto, Jorge Costa, Deco, para só referir alguns de memória. Estando bem lá no meio Rodolfo, um jogador mesmo à Porto, como se diz. Carismático capitão da equipa que ganhou o célebre Campeonato Nacional de 1977/78 e o “Bi” seguinte em 1978/79.  


Dizia-se que os jogadores mais dedicados eram aqueles que mais se ”rabunhavam”, ou seja os que até ficavam arranhados de tanto batalhar, nunca virando a cara à luta, esforçando-se até mais que o limite das forças. Tal o que nos fazia ver e nos faz rever na imagem do “Rodolfo do Porto”  – que vem agora a talhe recordar. Por calhar nesta data a efeméride de sua estreia com a camisola da equipa principal do F C Porto. A camisola das duas listas azuis do F C Porto que seria a única de clube que conheceu, além naturalmente das camisolas das seleções nacionais para que foi chamado a representar.

= Rodolfo na equipa campeã e bicampeã nacional da década de setenta =

Faz agora anos que, a 12 de Março de 1972, Rodolfo, como era conhecido enquanto jogador, se estreou oficialmente na equipa principal do FC Porto, envergando a camisola que sempre conheceu. Esse raçudo médio (adjetivando sua raça em campo) tinha então 18 anos feitos há pouco mais de um mês e foi titular em Coimbra, frente à Académica, em jogo que terminou com vitória portista por 1-0, golo de Abel. Entretanto Rodolfo Reis, como depois passou a ser conhecido como treinador, só vestiu uma camisola enquanto jogador de clube, a do grande FC Porto e foi sempre um exemplo de garra, mística e vontade de ganhar.


= Rodolfo num momento de convívio, em descontraída brincadeira junto com Oliveira e Gomes, durante uma passagem pela Escócia em 1975 (aquando de confronto com o Dundee), a que não faltaram gorros e saiote (Kilt) de indumentária etnográfica da região visitada, na ocasião =

Rodolfo era, em seu tempo de atleta profissional, um dos futebolistas mais queridos no seio dos apoiantes portistas, precisamente por toda a raça que punha na defesa do clube. E continua a ser uma recordação constante, no apreço que os grandes vultos do F C Porto representam no sentimento do mundo azul e branco, em tudo quanto representa o afeto da família portista.

Armando Pinto

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terça-feira, 8 de março de 2016

Considerações desportivas e sociais, a pensar no que dizem de não se poder desculpar nada com arbitragens (mas aceitam desculpas para os erros de arbitragens)…


Recordo-me bem de quando faleceu Salazar, o político que então era uma espécie de Guru aos olhos do povo, com o tabu que havia em falar-se de política. Pois então, estava a decorrer a Volta a Portugal em bicicleta, que à época era seguida através da rádio, com transmissões espaçadas recorrendo a chamadas aos repórteres que acompanhavam a prova e iam relatando o que se passava na corrida; sendo o ciclismo uma modalidade desportiva que se seguia ao futebol, nesse tempo. E nessa ocasião, devido à morte do antigo chefe do governo, durante três dias as emissoras radiofónicas deixaram de ter as habituais informações da Volta em cima do acontecimento, tendo passado apenas a transmitir música sinfónica e marchas militares. O que motivou certo descontentamento entre a voz popular, como se ouvia entre amigos e conhecidos, porque os ouvintes não percebiam porquê, já que ninguém sabia nada de política nem de políticos, a não ser pelo que se ia recebendo na comunicação, pela rádio e televisão.

Isto como simples exemplo.

Foi assim, por meio do que diziam e escreviam na comunicação social sediada em Lisboa, que o povo numa grande maioria se informava e cultivava, derivando forte influência em pessoas mais impressionáveis, no sentido de se deixarem influenciar, por não saberem ou poderem pensar por sua cabeça e conseguirem discernir pelos sentidos.

Tanto era que, quando se deu o 25 de Abril, em 1974, pouca gente entendeu de imediato o que estava a acontecer, sobretudo por nem haver ideia do que havia por trás de tudo e o que se passara antes. Não faltando quem, dos que antes iam atrás do que se dizia, logo viraram a agulha e passaram a um estado de euforia, porque era o que andava no ar, por assim dizer.

Passados anos, quase nem se sabe o que é ser de esquerda ou direita e já são menos os votantes que os que não exercem direito de voto...

Isto, noutro exemplo, sem se fazer julgamento de comportamentos, mas de mentalidade das multidões, das chamadas maiorias.

É pois isto que lembra agora, no plano desportivo, quer em desígnios de quem acompanha o fenómeno e sente paixão por uma causa ligada aos meios desportivos, quer por quem apenas vai com os outros, como se diz. Porque presentemente há adeptos que acham bem e politicamente correto o repetirem conceitos ouvidos ou lidos na comunicação mediática, não faltando quem atire que não se deve desculpar nada nem ninguém com arbitragens, como dizem, quando os árbitros influenciam resultados. Como esta época está a ser abusivo. Sem olharem à razão verdadeira e procurarem entender o que se passsa, na verdade

Obviamente que o F C Porto não está como devia ser e estar, mas, se virmos tudo por todos os ângulos, os adversários não estão melhor servidos de jogadores, nem a jogar melhor, apenas que o campo tem inclinado a favor. Basta ver como o F C Porto com todas as limitações, que têm sido evidentes, venceu o Benfica em dois jogos em que a arbitragem não pôde fazer das suas... Pois quando conseguem meter tipos como o Xistra, o Rui Costa, mais os tais do talho e da tasca e outros que tais, já se sabe...

Sem querer ferir suscetibilidades, mas tão só porque não gosto da maneira de quem vai com os outros só por convir ou por ouvir, lembro que o tempo pascal comemorativo que se aproxima é bem exemplar, para trazer à ideia como se passa de um extremo ao outro na mente humana. Então não é que uma multidão de Jerusalém recebeu Jesus Cristo apoteoticamente com palmas e passados dias pediu a sua crucificação? E entre os próprios apóstolos que acompanharam seu Mestre durante anos, depois houve quem o negasse…? E no meio de algum povo que seguia o Cristo Messias nas pregações, por fim não apareceu quem lhe cuspisse na cara?! E os que se deixaram influenciar nos julgamentos de Caifás e Herodes, a pontos de terem preferido um tal Barrabás…?

Enfim… Há que haver coerência e clarividência. Temos uma cabeça para pensar e não a dos outros para nos impressionar!

Armando Pinto

sábado, 5 de março de 2016

F C Porto já vence a concorrência no ciclismo: 1ª vitória individual e coletiva. Rafael Reis triunfa e F C Porto é vencedor da “Clássica de Amarante” !


Tal como desejávamos, já se pode colocar aqui o primeiro triunfo do ano do ciclismo do F C Porto. Já mora no clube azul e branco a primeira conquista nesta época do desporto das duas rodas, de novo a engrandecer o nome do F C Porto.

Com esta primeira vitória o F C Porto inscreve o nome na galeria de honra desta competição, que se realiza desde 2007 (embora com interregno nos dois últimos anos) e na qual o clube Dragão não constava por a mesma prova se haver entretanto disputado durante o período de ausência do clube, no calendário do desporto dos pedais. Sendo esta, assim, mais uma corrida ganha, engrossando o palmarés, a juntar ao pecúlio da história que aqui já registamos (ainda há dias, num artigo anterior sobre as vitórias em provas oficiais do ciclismo nacional)...

A Clássica de Amarante, nesta edição de 2016, constava de um circuito com 3 voltas na zona de Amarante, decorrido no decurso de quase 4 horas, num total de 157,4 Km e que contava com 3 Metas Volantes e 3 contagens para o Prémio de Montanha, durante a tarde de sábado, com a participação de ciclistas das categorias de profissionais elites e sub-23, em que foi coroada a vitória final do ciclista Rafael Reis do F C Porto e o triunfo geral da equipa do F C Porto.

A primeira vitória da época da W52 - FC Porto - Porto Canal foi conquistada ao sprint na Clássica de Amarante, onde Rafael Reis foi o mais rápido dos 3 ciclistas que se destacaram dos restantes do pelotão. A formação da W52 - FC Porto - Porto Canal colocou ainda mais 2 atletas no top 10, e conquistou também a geral coletiva.


Para a história: Rafael Reis, do F C Porto, bateu David de la Fuente, do Sporting-Tavira, num emocionante final entre os três corredores que fugiram ao pelotão.

Com efeito, Rafael Reis (W52-FC Porto) ganhou este sábado a Clássica de Amarante, sendo o mais rápido dos três corredores que discutiram a vitória ao sprint, no final dos 157,4 quilómetros de corrida. O ciclista do F C Porto, natural de Palmela, terminou em 3h 54m 59s, à média de 38,301 km/h, o que é uma boa velocidade, tendo em conta o traçado de verdadeiro "rompe pernas" da clássica, perante um traçado de sobe e desce, como se diz popularmente. A vitória do jovem contrarrelogista (como é especialista em contra-relógios), que desta feita se salientou ao sprint, teve o aliciante de ser conseguida perante um rival do Sporting-Tavira, David de la Fuente. O terceiro, e melhor sub-23, foi Fábio Mansilhas, da equipa Anicolor.


A prova foi emocionante e bem disputada, com um grupo de cerca de 30 corredores a destacar-se desde muito cedo e a jogar entre as diversas classificações. O espanhol Mario González (Sporting-Tavira) foi coroado rei dos trepadores, em cuja classificação os portistas Gustavo Veloso e Joaquim Silva ficaram em 2º e 3º classificados da Geral da Montanha, enquanto Luís Mendonça (Sicasal/Constantinos) garantiu a camisola das metas volantes, com Gustavo Veloso e Rafael Reis em 2º e 3º classificados da Geral das mesmas Metas Volantes.
Além da vitória individual, a W52-FC Porto garantiu o triunfo por equipas.



Classificação (dos 10 primeiros) da Clássica de Amarante:

1.º Rafael Reis (W52-FC Porto), 3h 54m 59s (Média: 38,301 km/h)
2.º David de la Fuente (Sporting-Tavira), mt
3.º Fábio Mansilhas (Anicolor), mt
4.º João Benta (Louletano-Hospital de Loulé), a 3s
5.º Joaquim Silva (W52-FC Porto), a 5s
6.º Rafael Silva (Efapel), a 10s
7.º Pierre Moncorgé (Bliz-Merida), mt
8.º Juan Ignácio Pérez (W52-FC Porto), mt
9.º Jesús Ezquerra (Sporting-Tavira), a 12s
10.º José de Segovia (Louletano-Hospital de Loulé), mt.


« Rafael Reis ofereceu a primeira vitória à nova equipa de ciclismo do FC Porto, ao conquistar a clássica de Amarante, na distância de 157,4 quilómetros. Reis venceu ao sprint, batendo na reta final David de la Fuente, do Sporting. “O de la Fuente arrancou primeiro, explorei um bocado essa situação e a uns 100 metros da meta consegui passá-lo e venci", explicou o ciclista da W52-FCPorto-Porto Canal. » Conforme relatou o "Dragões Diário", depois.


ARMANDO PINTO

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sexta-feira, 4 de março de 2016

Na antecâmara de (mais) um fim de semana desportivo... sempre Portista!


Enquanto lá fora a chuva incide contra as vidraças e tilinta nalgumas boas lembranças, a visão do pensamento traz certo perfume do horizonte molhado, até ao relvado do campo onde as camisolas do F C Porto se vão ensopar de suor e humidade ambiental, qual abraço coletivo resultante de nova luz, capaz de acender os ânimos dos anseios azuis de nosso firmamento.

Armando Pinto

terça-feira, 1 de março de 2016

(Mais) Memórias do ciclismo portista – Recordando o “Ciclocross” no Ciclismo do F. C. Porto!


Nestes dias ainda de inverno e enquanto o ciclismo portista também ainda está em período de preparação para a época de renovação que se aproxima, será tempo de aflorar lembranças de uma curiosidade antepassada, relacionada com o ciclismo, essa modalidade que este ano está de volta ao F C Porto. Melhor dizendo, o Futebol Clube do Porto tem outra vez ciclismo. Vindo a talhe recordar uma variante das provas, enquanto se espera pelo raiar das corridas ao longo das estradas, qual sol de primavera a fazer desabrochar as camisolas azuis e brancas entre o pelotão.

Então, reportemos, agora, sobre uma sua variante de inverno – o chamado “Ciclocross”, um tipo de corrida ao jeito de corta-mato em bicicleta. Hoje apenas quase uma recordação para os mais velhos, antigos atletas ou amantes de história do desporto dos pedais. Pois, em tempos passados, detinha atenções na época de inverno essa especialidade ciclista, aproveitada na transição do defeso das competições e preparação de pré-época. Sendo então o Ciclocross uma vertente do ciclismo de estrada que tinha grande importância, vinda dos alvores da prática do ciclismo, embora em Portugal tivesse tido apogeu mais nas décadas de cinquenta e sessenta, pelo menos, até finais dos anos oitenta, do século XX. A adesão era de tal maneira que, durante anos a fio, havia Campeonatos Regionais e Nacionais muito disputados.


Era uma maravilha, dentro do encanto que pairava naqueles românticos tempos de meio do século passado, esses e outros acontecimentos, revertendo ao caso desta modalidade tão antiga, praticada só nos meses invernosos, quando o ciclismo de competição ainda não ia para a estrada (antes do começo da época das corridas de longos percursos pelas estradas fora, quer as domingueiras da Associação, como depois os Grandes Prémios em etapas).

Nesse período a atividade ciclista era efervescente, nas provas em que os ciclistas tinham de vencer dificuldades em vias estreitas e acidentes naturais dos percursos, subindo e descendo ladeiras, montando nas bicicletas em terrenos enlameados, passando por escadas e até penedias, sendo inclusivamente obrigatório a existência de zonas que obrigavam a desmontar da bicicleta, tudo num autêntico fortalecimento muscular. Figuras ilustres desses tempos, de ciclistas de nomeada, integravam com sucesso tais provas, cujas imagens que sobrevivem mais parecerão jurássicas, à luz das vistas atuais.


Ora, como na época o F. C. Porto detinha certo poderio no ciclismo, o Ciclocross fazia parte do calendário dos ciclistas azuis e brancos, também, ajudando ao fortalecimento necessário para o resto da época. Havendo diversos ciclistas Portistas que eram especialistas, com relevo para os mais poderosos fisicamente, pelo desgaste que provocava e força muscular necessária. Acontecia, porém, que como no sul do país não havia muitos corredores especializados nisso, nem gostavam muito porque era um desporto onde se sujavam, com lama e poeira misturadas ao suor, a partir de determinada altura o Ciclocross passou a ser mais apreciado no Norte, sucedendo-se as provas a nível regional e nacional em terrenos da urbe portuense, como por exemplo nos carreiros do parque do Palácio de Cristal, ou noutros sítios apropriados dentro da cidade ou nos arredores da Invicta. Tendo durante muitos anos havido bons especialistas no F C Porto. E, entre os diversos corredores de tarimba dessas corridas de “cross”, lembramo-nos, por exemplo, de Sousa Cardoso, o vencedor da Volta a Portugal de 1960, ciclista de estampa atlética saliente que teve apetência por essa competição de especial esforço físico. Assim como, mais tarde, sobressaiu Joaquim Leão, corpulento ciclista que venceu a Volta a Portugal em 1964, a prova-rainha de estrada, e foi durante anos campeão Regional e Nacional de Ciclocross, como também José Pinto, José Azevedo, Alberto Carvalho, e outros mais.


Em homenagem dessas curiosas lembranças, são precisamente de Sousa Cardoso e Joaquim Leão as imagens que se juntam.


Atualmente, o Ciclocross não tem grande impacto e é praticado quase em modo amador, tendo desaparecido praticamente esta referida variante temporã (salvo raras exceções, como ultimamente este género do ciclismo tem sido reavivado na Associação de Ciclismo do Porto, contudo sem atrair os escalões profissionais). Enquanto, em sentido inverso, pela Europa é uma variante ciclista que foi crescendo sempre, inclusivamente a sua prática continua ultrapassando oceanos, embora nos dias de hoje o Ciclocross seja disputado em condições mais amenas e circuitos menos puxados. Diferindo, note-se, de outras variantes modernas, como as corridas de BTT e outras mais, disputadas com diferentes géneros de bicicletas.

Todas as épocas têm os seus conceitos e efeitos prediletos, como curiosidades destas demonstram, traduzindo valores como os que assim se procura transmitir, agarrando saberes ancestrais dos que se mostram caducos e novos dos que se podem (re)construir…!

Entretanto, o ciclismo está de novo de vento em popa, de peito feito ao vento no F C Porto, pronto a fazer figura nas estradas. Agora a cores e com as camisolas azuis e brancas a darem mais colorido ao grosso da coluna ciclista nacional!


Armando Pinto
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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

F C Porto mantém o apetite com doçura vitoriosa // Liga, 24ª Jornada: Belenenses-FC Porto: 1-2 !


Nesta altura do campeonato o que mais importa é ir vencendo, continuando a vencer cada jogo e mantendo posição que possibilite a chegada mais acima. Como aconteceu este domingo na vitória diante do Belenenses, em pleno estádio do Restelo, onde se venceu o velho teimoso que facilitou a vida aos adversários compinchas de Lisboa e, como sempre, fez vida difícil ao F C Porto.

Assim sendo é ainda mais saborosa esta vitória, com sabor a pastéis de Belém que deixaram um bom sabor, desta vez.


Continua assim o sonho, não por sonhar ser fácil, como era o título dum filme à antiga portuguesa, mas porque deste modo segue acesa a chama do título cimeiro do futebol nacional.

Num campo tradicionalmente difícil, onde inclusivamente nos dois últimos anos a equipa do F C Porto averbara dois empates, agora sorriu um melhor resultado. Sem contudo se poder esquecer que no total dos jogos em casa do Belenenses o F C Porto tem melhor pecúlio, e melhor ainda também no atual estádio azul, que o clube do Restelo passou a ter a partir de 1956. Havendo alguns laços interessantes a reter, entretanto, sabendo que há velha tradição mútua entre os dois clubes das mesmas cores azuis e brancas, qual é de na visita ao Porto os homens de Lisboa entrarem em campo com toda a equipa a transportar em mãos o pano da bandeira do F C Porto, e o F C Porto nas idas a Lisboa depositar no estádio do Restelo (pelas mãos do capitão, mais dos subcapitães e com a presença de toda a equipa e seu dirigente delegado da ocasião) uma coroa de flores no monumento ao futebolista Pepe, emblemático do clube da Cruz de Cristo. Ocorrência que os representantes do F C Porto efetuaram agora, mais uma vez, aquando do encontro deste domingo no estádio do Belenenses, continuando a levar uma coroa de flores ao mausoléu de Pepe, como se verificou antes do início do jogo.

Virá a propósito recordar: «Em Setembro de 1932, menos de um ano depois da morte de Pepe, do Belenenses, em 1931, era inaugurado no antigo campo das Salésias um mausoléu para perpetuar a memória do mesmo jogador, monumento depois transferido para o Restelo, com a construção do estádio, onde ainda se encontra. Desde então, o FC Porto presta homenagem ao Belenenses através dessa reverência a Pepe, colocando uma coroa de flores junto à sua imagem, antes da entrada em campo». 


O pessoal afeto ao F C Porto merecia esta vitória e estão de parabéns os muitos portistas que, dos mais variados pontos do país, foram apoiar a nossa equipa ao recinto do Belenenses e ajudaram a compor o panorama das bancadas com tão numerosa assistência, no ambiente daquele estádio que quase nunca enche, melhor dizendo fica com grande parte dos lugares vazios, fazendo sentir o frio do cimento tão à vista.

Em suma, o F C Porto venceu e nesta segunda-feira acordamos mais bem dispostos.

Por mais que se olhe às exibições, conta sempre mais o resultado. E isso está à frente dos olhos e sentidos. Continuando o F C Porto a conseguir superar as dificuldades e oposições, permanecendo em boa posição, à espreita de melhor, se for possível. Com muito trabalho de consolidação pela frente e de mentalização, de permeio. No F C Porto tem de se ser bom em tudo e sempre, especialmente bem melhor que a concorrência.

Armando Pinto