Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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domingo, 5 de fevereiro de 2023

W52 – F.C. Porto (que abandonou o escalão superior e se reconverteu em equipa de clube/sub-23) passa a ter nova denominação Fonte Nova – Felgueiras...

Havia sido anunciado que «”A W52 e o FC Porto vão continuar a apoiar o ciclismo na próxima época desportiva, através de um novo projeto que terá uma equipa de sub-23 e apostará no ciclismo de formação” (como pode ler-se no comunicado divulgado pela formação, em finais de 2022). Segundo a nota, o projeto estaria “ancorado na associação ‘Fonte Nova – Clube de Ciclismo’” e quer “concertar a ação com entidades como a Federação Portuguesa de Ciclismo e outras dos setores desportivo, educativo e social”».

Mas… De surpresa, agora já em fevereiro de 2023, iniciou-se a nova época de ciclismo de estrada em Portugal sem a presença do FC Porto. Apesar de em novembro ainda do ano passado ter sido anunciada a nova aposta como equipa W52-FC Porto – Sub 23 e no início deste ano ter sido apresentada a equipa (como está registado neste blogue, também). Ficando-se agora a saber, afinal, que tal projeto foi alterado, segundo se constata pelo sucedido. De modo surpreendente, pois não houve qualquer informação pelos meios do FC Porto, quanto a haver continuação, embora nos moldes com que houvera a última informação, nem que ia deixar de haver ciclismo com o nome do FC Porto, nesta temporada. E também sem que tenha havido notícias pela comunicação social, prova que o ciclismo sem o FC Porto perde impacto.

Ora, porque naturalmente o autor não tem qualquer contacto privilegiado, o caso caiu de surpresa. Apesar de alguma amizade pessoal noutras alturas ter dado para notícias quase em primeira mão, desta feita e como adepto foi mesmo com a chegada do início da época que houve conhecimento do facto. Entendendo-se naturalmente isto pelas ocorrências recentes, que levaram a esta alteração, para já.

Assim sendo, através de pesquisa pessoal, nota-se que, em comparação com a apresentação anterior, ocorrida em novembro, a empresa Fonte Nova - Clube De Ciclismo foi constituída em dezembro seguinte, mais precisamente em 2022-12-12, tendo a sua sede no concelho de Felgueiras, exercendo «atividade de atividades dos clubes desportivos e está atualmente classificada como Ativa».

Então, este domingo 5 de fevereiro de 2023, quando o pelotão nacional embarcou na época de 2023, com a tradicional Prova de Abertura – Região de Aveiro – Taça Jogos Santa Casa, soube-se que a temporada de 2023 «trouxe algumas mudanças tanto em termos de equipas como em termos de provas. No campo das equipas este ano há somente 9 equipas Continentais UCI, sendo as mesmas estruturas da temporada transata, menos a W52-F.C. Porto que abandonou o escalão Continental de Elite e se reconverteu em equipa de clube/sub-23, tendo como nova denominação Fonte Nova – Felgueiras». Verificando-se que na nova equipa se mantêm os nomes dos patrocinadores anteriores, mas não a W52. Tendo esta nova equipa a mesma formação anunciada anteriormente, reforçada com Francisco Campos (ex-Efapel, de cuja equipa havia sido afastado pelo responsável desportivo devido às investigações da época passada, mas acabou por ser ilibado de tudo). Por sinal ciclista que se classificou este domingo em 3.º lugar e assim subiu ao pódio desta primeira prova da época, tal como a nova equipa se classificou em 1.º lugar por equipas de clube. Num bom início de época, a prometer futuro interessante, na competição da equipa de Sub-23 diante das equipas Continentais de Elite.


Registe-se, sendo a mesma equipa (antes do FC Porto e agora)

-  Fonte Nova Felgueiras:

Prova de Abertura – região de Aveiro – Taça Jogos Santa Casa - Domingo, 5 Fevereiro


Francisco Campos 3° Geral Individual

🏆 1º Equipas de Clube

Classificação Geral Individual

3º Francisco Campos - mt

32º Diogo Saleiro - mt

46º Javi Moreno +10 s

90º Sérgio Saleiro +8 m

96º Tiago Clemente +8 m

98º António Cunha +8 m

107º Rui Silva +8 m 13s

OTL - José Dias

OTL - Pedro Pinto

OTL - Diogo Mendes

Geral Equipas Clube - 1º

Posto isto, e sendo este blogue um local de temas relacionados com o FC Porto, como Memória Portista, em princípio deixará de haver lugar futuro para o ciclismo aqui, em temas de atualidade, enquanto o FC Porto não tiver equipa com o nome do FC Porto incluído. Continuará porém o autor a seguir esta equipa, como simpatizante da mesma, porque tem equipamento azul e branco com letras brancas da publicidade dos patrocinadores, mais do nome da equipa. E, em diferente aspeto, pessoalmente também por ter o nome do concelho do autor, Felgueiras.

Armando Pinto

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terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Efeméride: Albino Alves Campeão Nacional de Ciclo-Cross de 1965 – à frente de Joaquim Leão, em dueto de pódio do FC Porto

 

A 10 janeiro de 1965, um domingo frio e chuvoso de início de ano de meio dessa década de tempos românticos dos anos 60, realizou-se no Porto a decisiva prova do Campeonato Nacional de Ciclo-Cross, prova de princípio da época desportiva do ciclismo. Tendo participado ciclistas das Associações do Norte e Centro, com ausência de ciclistas do sul, da área de Lisboa e arredores que não tinham apetência para concorrer nessa competição de inverno.

Tinha anteriormente sido disputado o Campeonato Regional da Associação de Ciclismo do Porto, e seguiu-se então o Campeonato Nacional, em prova alargada a ciclistas de outras Associações do país. 

Assim nesse Campeonato Nacional de Ciclocrosse de Portugal, disputado nos terrenos do Palácio de Cristal, no Porto, num percurso de 15 voltas a correspondente trajeto de declives e dificuldades várias, ao longo de 22.500 Km, participaram os ciclistas que se sentiam mais capacitados para tal esforço físico de sacrifício e habilidade para manobrar a bicicleta e conseguir correr a pé quando necessário com a mesma nas mãos ou às costas. Sendo os participantes ciclistas representantes do FC Porto, Cedemi de Viana do Castelo, Académico e Sangalhos. Concluindo a prova 6 do FC Porto, 2 da Cedemi e 1 do Académico. Em cujo final, apoteótico, o vencedor foi Albino Alves do FC Porto, perfazendo tempo total de 1 hora, mais 4 minutos e 4 segundos, à frente do colega de equipa Joaquim Leão, vencedor da Volta a Portugal na época anterior.

Albino Alves estava em fase de ascensão na sua carreira, com recente promoção à categoria sénior, nesse tempo denominada de Independentes. Acrescendo que ainda em finais da época anterior havia sido galardoado com o Troféu Pinga, o ao tempo máximo galardão de reconhecimento do FC Porto, como distinto ciclista da categoria de Amador-sénior (ao mesmo tempo que o categorizado Sousa Cardoso da categoria de Independentes, à época assim chamada a agora de Elite e Profissional). Tendo Albino Alves recebido esse reconhecimento então ainda há pouco, em dezembro de 1964 (com o troféu antecessor do Dragão de Ouro atual) em alusivo festival, como na época era referida a cerimónia atualmente chamada gala festiva, com o troféu a ser-lhe entregue (como registou uma foto coeva do jornal O Porto) pelas mãos dum representante da Comissão Pró-sede do FC Porto, Artur Esmeriz, à vista do presidente José Nascimento Cordeiro e outro dirigente.

Ora, tal como também na época anterior o FC Porto dominara o Nacional de Ciclo-Cross, quer em modo individual como coletivamente, também em 1965 foi dada continuidade a essa supremacia. Como ficou registado no jornal O Porto, de cujas páginas se respiga a respetiva crónica, para melhor registo à posteridade.


Ressalve-se um lapso da publicação jornalística, quanto à sua impressão, pois onde aparece 2.ª Volta a Portugal entende-se ter havido uma gralha na impressão, ou seja na escrita impressa, com a falta de um carater (sabendo-se que nesse tempo a impressão era através de carateres colocados em modo gráfico); entendendo-se perfeitamente ser 27ª, como foi a numeração oficial da Volta a Portugal de 1964, ganha por Joaquim Leão, como aliás aparece referido mais adiante.

E, no final da época, esse triunfo do Nacional de Ciclo-Cross por fim lá ficou donairosamente registado no oficial "Relatório e Contas da Gerência de 1965" do FC Porto:


Armando Pinto

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domingo, 17 de julho de 2022

Vitória da W52-FC Porto: José Neves triunfa no Grande Prémio Douro Internacional/2022, este domingo – Depois de ter vencido a 2ª etapa e conquistado a camisola amarela na sexta-feira, lugar que manteve mesmo obrigado a correr sozinho e contra todos!

O ciclista da nossa equipa W52-FC Porto é o brilhante vencedor do Grande Prémio do Douro Internacional, prova corrida de 14 a 17 deste mês e terminada este domingo quente e belo – em que teve de correr sozinho contra todos os outros. Como ocorreu a partir da 3ª etapa, por manobras obscuras e mal-intencionadas das entidades oficiais… que estão envolvidas no caso. Sendo assim uma vitória do bem contra o mal... Contra quem não queria que a W52- FC Porto ganhasse alguma prova e com esse fito, sem olharem a meios para atingir fins, têm feito uma vergonhosa campanha e conseguiram mais uma vez obrigar oficialmente a retirar a equipa portista da prova. Só que desta vez um teve de ficar e esse mesmo venceu...

Sem se entender o que se passa, o ciclismo português está de roda furada. Visto nenhum ciclista da W52-FC Porto ter tido qualquer resultado positivo, mas porque deve ter havido algum pedido por trás, após investigação escandalosa e que deixa no ar haver haver campanha de conspiração, foram preventivamente afastados alguns ciclistas, da equipa, dos que os das cúpulas pensavam poderem vencer. Mas desta vez saiu-lhes o tiro pela culatra, aos aziados das cúpulas, mais os que não têm equipas de ciclismo nos seus clubes desportivos e aos que querem que suas equipas ganhem de qualquer modo. Tendo obviamente os responsáveis da equipa portista já acionado os meios da justiça... Mas como a justiça portuguesa é muito lenta, não se sabe o que reserva o futuro na próximidade das provas mais importantes. 

Para já, esta vitória é significativa. Que grande alegria, contra os aziados invejosos!

Parabéns José Neves! Parabéns sr. Adriano Quintanilha! Parabéns Luís Henriques e toda a equipa!!! 

Ganhamos - contra tudo e quase todos!

Ora, foi e é mesmo: José Neves é o grande vencedor do Grande Prémio do Douro Internacional. Ao cabo do quarto e último dia de prova – o segundo em que não pôde contar com a ajuda de qualquer companheiro de equipa – o atleta da W52-FC Porto resistiu sozinho a todos os ataques, manteve a vantagem de 15 segundos sobre o mais direto perseguidor e subiu ao pódio final vestido de amarelo.

Na derradeira etapa em terras durienses os ciclistas percorreram as cinco voltas ao circuito instalado em Lamego, numa tirada em linha com 148 quilómetros de extensão que César Fonte (Oliveirense) venceu isolado. José Neves, Campeão Nacional de Estrada e de Rampa em 2021, cruzou a meta inserido no pelotão e celebrou um dos mais saborosos e difíceis triunfos da carreira.

Ainda a recuperar do esforço hercúleo, o velocista falou numa “vitória bastante sofrida” que faz questão de dedicar aos “companheiros e a todo o staff”. Já Jorge Henriques, diretor desportivo da formação azul e branca, aproveitou o momento para apontar o dedo às autoridades que regulam a modalidade: “Ninguém nos notificou presencialmente e ninguém recebeu cartas registadas. Parece que foram enviados e-mails, mas os atletas em prova não têm acesso aos mesmos. Faremos tudo o que está ao nosso alcance. Da mesma forma que cumprimos com a lei, esperamos que os outros também o façam”. Enquanto Adriano Quintanilha disse perentoriamente: "Esta é a vitória mais importante de todas desde que estou no ciclismo". Dedicando por fim a vitória a toda a Gente do FC Porto.

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Esta é, enfim, uma vitória que vale por muitos Grandes Prémios e Clássicas, mesmo por Voltas a Portugal, tamanha a dimensão da vitória que leva a que desta vez os bons não tenham sido vencidos por maus. Pessoalmente soube-me melhor ganhar isto que ter ou receber outras coisas mais valiosas aos olhos mundanos. Gostei mesmo mais desta vitória que ter muito dinheiro no bolso, e nem tenho grande maquia, nem mais ou menos (para quem vive duma reforma antecipadada por doença, após 40 anos de trabalho e vivó velho), mas há coisas assim que satisfazem e dão ser a não andar no mundo só por ver os outros. Tal a envolvência que faz mexer os sentimentos, por se ver que há e anda por trás grande ardil, de quem tenta fazer desaparecer a equipa W52-FC Porto sem razão, mas por finca-pé de outros interesses. Então se, mesmo acordando os ciclistas a horas altas pela noite dentro e estremunhando-os, não conseguiram nada… Se os ciclistas da W52-FC Porto não acusaram em seu organismo qualquer substância ilícita, se tudo estava em ordem, porventura será lícito levantarem suspeitas só por quererem (os responsáveis) ir avante... E por meras suspeitas podem suspender os ciclistas? Enquanto outros casos verdadeiros são esquecidos? Como os adeptos ouvem, pois fala-se que ainda há 2 anos um ciclista de outra equipa acusou doping mas nem foi suspenso, nem se soube isso publicamente, sendo o caso abafado. Já esta época vários ciclistas duma outra equipa portuguesa acusaram analiticamente estarem dopados, e nem se ouve, escreve, ou se fala nisso… Isto anda na opinião pública, e se for menos verdadeiro, então porque não aparecem as análises publicamente a demonstrar os resultados, de qualquer modo, para apurar responsabilidades? Ou as investigações são só quando e para onde convém? Isto é o que pensa e sente qualquer adepto acompanhante da modalidade, entre pessoas bem formadas e que não vão em qualquer sprint apressado!

Ora, como a equipa W52-FC Porto tem tido supremacia evidente no ciclismo português, e isso causa engulhos a certas pessoas com interesses em determinados aspetos ligados com outras equipas, via entidades oficiais, havia que tentar destronar a equipa azul e branca. Mas desta vez Deus esteve presente e nem sempre os diabos conseguem fazer valer seus subterfúgios.

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Começada a prova, a equipa do FC Porto ficou na frente da classificação coletiva. Depois à segunda etapa, ganha por José Neves, o ciclista azul e branco ficou na posse da camisola amarela. Após ataque na subida final, uma primeira categoria com 6,7 quilómetros e média de 7 % de inclinação. Em mais um dia de calor intenso que acompanhou os ciclistas nos 123 quilómetros de etapa que começou e terminou em Armamar. A etapa que começou com uma fuga de 17 unidades, onde ia colocado o José Gonçalves da nossa equipa. Fuga que chegou aos 4 minutos de vantagem. Desta fuga houve um ataque a 38 quilómetros da linha da meta. Já nos últimos 5 quilómetros José Neves apanhou e passou toda a gente, chegando à meta isolado, com 54 segundos de vantagem sobre o primeiro perseguidor. Com essa vitória José Neves passou a liderar a prova com 35 segundos de vantagem para André Cardoso (ABTF Betão – Feirense). Aumentamos assim no conjunto também a vantagem na liderança por equipas. No dia seguinte cumpria-se um Contrarrelógio Individual com 29 quilómetros.

Pois então, como a equipa portista vitoriosa, detentora da camisola amarela e em 1º lugar por equipas, aparece a ADOP a fazer das suas e para seus intentos. suspendendo oito ciclistas do FC Porto. Só que, contra sua vontade, o camisola amarela não estava dentro desse número e continuou, ainda que sozinho.

A terceira etapa foi então em contrarrelógio individual de 29 quilómetros. Depois da vitória de José Neves na terceira etapa e de assumir a liderança da prova, teve assim de defender a Amarela. Tendo briosamente, superando a disposição natural, ficado com o sétimo melhor tempo, havendo gasto mais 40 segundos que o vencedor António Carvalho (Glassdrive/Q8). De modo que, assim, José Neves continuou a liderar a prova com 15 segundos de vantagem para António Carvalho, que subiu a segundo da classificação. Para no dia seguinte e última tarde de corrida haver ainda 148 quilómetros num percurso em circuito à volta de Lamego, com 5 passagens na meta, mais 4 Prémios de Montanha de 2ª categoria (subida para Lamego).

 Aí, com grande e bom apoio de todos os seguidores da equipa, a dar força anímica, Neves venceu e o mundo azul e branco deu uma valente bofetada de luva branca nos detratores. Conseguindo Neves resistir e vencer. Uma grande e heroica vitória, contra tudo e todos!

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Para a história, em números e nomes que contam mesmo:

Vitória de José Neves no GP Douro Internacional!

José Neves conquistou hoje o Grande Prémio Douro Internacional, depois de defender sozinho durante toda a etapa os 15 segundos que tinha de vantagem para o segundo classificado.

Um circuito de 148 quilómetros composto por 5 voltas, com partida 4 passagens e chegada em Lamego.

Bem duro pelo calor que se fez sentir e pelas 4 subidas categorizadas para Lamego, Prémios de Montanha de 2ª categoria.

Eram 15 segundos de vantagem para António Carvalho (Glassdrive/Q8) que começou a etapa logo ao ataque. Uma fuga que durou até aos 40 quilómetros para a linha de meta. A cerca de 20 quilómetros atacou César Fonte (Kelly/Simoldes/UDO), que não sendo uma ameaça para a Geral ganhou vantagem que permitiu vencer isolado a etapa. O pelotão chegou 1m 30 depois, com José Neves a chegar na 16ª posição colado a António Carvalho, da Glassdrive/Q8, que à chegada ilustrava na cara mostra de sua desilusão e frustração, por não ter conseguido com o trabalho da sua equipa derrotar o adversário que alinhou sozinho. Terminando assim o GP Douro Internacional com Neves a manter a vantagem que tinha à partida para a etapa e vencendo a Geral Individual da prova.

A vitória de José Neves foi dedicada a todos dos colegas e staff, bem como à Direção e Adeptos que tanta força passaram à equipa.

Classificação Geral Individual final

1º - José Neves - 11 h 02 m 35 s


Post Scriptum: 

Ser Portista... dá gosto ser. Como se dizia em meu tempo de criança: dá pica! É ver como os derrotados e que não sabem ganhar ficam lixados com as vitórias dos melhores. Força W52-FC Porto! Abaixo os corruptos que tentam acabar com a equipa, sejam os tais da companhia do diabo que os leve! A vida há-de-lhes correr mal e porcamente um dia, quanto mais cedo melhor, para eles e para quem gostam: o inferno lhes seja nesta terra!

( E como quando uma praga é rogada com razão, eles hão-de pagar para sabermos que foram culpados... e ainda há bem sobre o mal!)

Armando Pinto

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

A importância do FC Porto para o maior desenvolvimento e entusiasmo do desporto… Como se viu e vê no ciclismo e também queriam no futsal…!

Ficou célebre em meados da década dos anos 50, a meio do século XX, a quase exigência dos adeptos, seguido de velado pedido formulado por diversos clubes e meios de comunicação, para que o FC Porto passasse então a ter hóquei em patins, de modo a que a modalidade do hóquei patinado, que ao tempo ia dando inéditos títulos internacionais a Portugal, ganhasse também desenvolvimento no Norte de Portugal. Visto os clubes nortenhos (Académico, Infante de sagres, Vigorosa, Carvalhos, Valongo, Paredes, etc.) que iam competindo com o hóquei nesse tempo mais desenvolvido no Sul, não terem grande impacto fora de seu meio ambiente restrito. Ou seja, porque só o FC Porto fazia ganhar maior importância e entusiasmo mais vasto, resultante na paixão que dá ênfase a grandes movimentações e inerentes realizações. O mesmo se passou ainda nem há muito com o ciclismo, que enquanto o FC Porto esteve afastado da modalidade praticamente passava ao lado, a pontos dos ciclistas desses tempos nem serem conhecidos sequer pelos nomes de muito público. Enquanto agora, a partir que o FC Porto regressou com a parceria concretizada na equipa W52-FC Porto, é grande a paixão pelas provas do ciclismo nacional. E no presente está a suceder, em pedidos de diversos setores, com a modalidade do futebol de salão ou pavilhão, agora chamado Futsal, que apesar de grandes conquistas em diversos níveis, não tem impacto na maioria do interesse português. Contando que esta modalidade seja mesmo pouco atrativa, para não dizer mesmo feia e desinteressante, na forma como se desenrola o seu jogo. Sucedendo ainda que o FC Porto, habituados que estão os portistas a pagarem para os outros, não estarem voltados para isso.

Assim sendo, como atualidade dessas duas realidades, juntam-se recortes jornalísticos comprovativos, deitando olhos e mãos ao que é publicado na edição do jornal O Jogo desta sexta-feira. Como registo memorial, quer da afirmação do atual selecionador de Futsal, pelo seu interesse na sua modalidade, como da reportagem da atualização do ciclismo portista no Museu do FC Porto.



O FC Porto é mesmo grande e tem de ser respitado, mesmo. 

Armando Pinto

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sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Bodas de Ouro do casamento de Joaquim Leite


Estão hoje de parabéns o antigo ciclista Joaquim Leite e sua esposa, ao comemorarem nesta data 50 anos de casados!

Havendo a memória aqui do autor deste blogue tido alerta de uma data assim especial, através do que se vai vendo e sabendo no facebook, no caso, lembramo-nos de ter visto no jornal O Porto, há cerca de 50 anos também, uma referência de quando casou esse ao tempo ciclista do FC Porto. Pois então, vasculhando em material guardado pelo que o ciclismo portista sempre nos mereceu, descortinamos essa tal “prenda” do então jornal oficial do clube.

Assim sendo, neste dia 17 de janeiro de 2020, em que o simpático casal está hoje de PARABÉNS, estando a comemorar as suas BODAS DE OURO, lhes endereça o autor deste blogue pessoais Parabéns, ao sr Joaquim Leite e à esposa (como vemos pela reportagem d’ O Porto) D. Celestina Leite.


Como tal aqui fica de prenda pessoal o respigo da imagem publicada nesse tempo e um recorte da “notícia” no jornal do FC Porto.

Armando Pinto       
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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Efeméride de Ciclismo - Uma das vezes em que Onofre Tavares e Carlos Carvalho foram Campeões Nacionais em suas categorias


1953, a 7 de Junho – Disputou-se o Campeonato Nacional de Fundo, de Estrada de Portugal, ao longo de 212 quilómetros, entre Porto-Mesão Frio-Porto, com a participação de 29 corredores de Sporting, Benfica, Porto, Salgueiros, Académico, Sangalhos e Arroios.

Classificação:
1º - Onofre Tavares (FC Porto), 8 h 0 m 0 s;
2º - Américo Raposo (Sporting), m. t.;
3º - Luciano Moreira de Sá (FC Porto), m. t.

Onofre Tavares sagrou-se assim Campeão de Portugal de Estrada (Fundo)

(Prova esta então disputada desde a cidade do Porto até à região duriense do Vinho do Porto e regresso à Invicta)

Em Amadores foram percorridos 156 km entre Porto-Casais Novos-Porto. 
(Ou seja, desta feita em prova decorrida desde a cidade do Porto até à região de Penafiel e regresso ao Porto)

O vencedor foi Carlos Carvalho (FC Porto), com 5 h 50 m 3 s, seguido de José Firmino (Carcavelos) e Vivaldo Veloso (Sporting), estes dois com o mesmo tempo.


= Informação traduzida de “Efemérides del 7 de junio” do blogue de AIHEC – Asociación Ibéricas de Historiadores y Escritores de Ciclismo =

Armando Pinto
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terça-feira, 31 de julho de 2018

Coleção “À Volta da Volta a Portugal” do JN – Caderneta com pequenas histórias da “Volta”


Com o aproximar do início da “Grandíssima portuguesa”, estando a Volta a Portugal em bicicleta prestes a arrancar para a estrada, cresce a atração pela maior prova nacional do desporto dos pedais. Atenções naturais que são acrescidas no mundo portista, sabendo-se que o FC Porto, apesar de ter começado a participar na Volta muitos anos depois dos outros clubes grandes e outras equipas tradicionais da modalidade, tal como de permeio ter estado ausente à volta de três décadas, ainda é o clube com mais vitórias no historial da Volta, com 14 vitórias individuais e 15 coletivas, além de prémios de montanha e outros entre as diferentes classificações.  Até agora, antes da Volta de 2018.

Sendo assim este tempo de atento seguimento ao que se relaciona com o ciclismo, e como é normal haver nalguns anos certas iniciativas tendentes a cultivar o interesse que a grande corrida desperta, já anda na roda mais uma iniciativa relacionada – uma coleção de fotografias autocolantes para completar a caderneta que o Jornal de Notícias publica.


Assim, numa espécie de caderneta, em formato circular, por associação à roda de bicicleta que inclusive aparece desenhada, ficam impressas algumas notas historiadoras de algumas passagens da Volta a Portugal, desde 1927 (com hiatos de alguns anos, em diferentes períodos, em que se não realizou) até 2017. Numa coleção também da espécie tradicional de cromos, que vêm em lâminas com imagens autocolantes, para ir acrescentando sucessivamente até completar. Obviamente numa ideia de promoção a que o jornal seja adquirido por mais gente que o normal (visto as peças serem entregues com o jornal diário, paulatinamente, dia a dia, ao longo do tempo decorrido da Volta), mas em louvável ação, pois possibilita mais algum acervo documental a quem gosta destas coisas.


No caso, através desta coleção pode conhecer-se ou recordar «histórias em torno da mágica corrida que apaixona os portugueses. Uma coleção com um novo olhar e novas histórias sobre o maior evento do ciclismo português. Grátis, com o JN», que já começou a partir de 29 de julho. Procurando tal «caderneta "À Volta da Volta a Portugal" do JN, sequenciar, numa linha do tempo, os temas mais significativos da história da corrida.» Tratando-se «de uma coleção de qualidade, certificada pela Federação Portuguesa de Ciclismo, destinada a enriquecer o património velocipédico nacional». Em «Campanha válida de 29 de julho a 17 de agosto


Registamos mais este facto, aqui, não por a iniciativa precisar de promoção, além da que o jornal difunde – nem há aqui sermões encomendados, e neste espaço muito menos missas de falsos padres – mas simplesmente para dar conhecimento do facto aos amigos leitores deste cantinho, havendo mais interessados em colecionismo e recolha de documentação ilustrada, sobre desporto e particularmente do clube especial que nos identifica e une. Assim como para chamar a atenção, no sentido construtivo, que realizações destas, muito bonitas e apreciadas, precisam sempre de cuidado na concretização, através de elaboração atenta, também. Ficando algo explícito entre as imagens de ilustração a este artigo.

Venha agora a Volta, com mais uma peça para juntar à biblioteca, a modos como desejamos que venha mais outra coroa de louros, mais taças de vitórias individual e coletiva, para o ciclismo do FC Porto.

Armando Pinto
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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

A Volta a Portugal do 90º aniversário Voltista em sabor adoçante…


Está a chegar às estradas portuguesas a famosa Volta a Portugal em Bicicleta, que, desta feita, irá percorrer parte do país ao longo de 11 dias de competição, desde a partida em Lisboa até à chegada a Viseu. Mantendo também parte do interesse, na linha de tradicionalmente ser um importante acontecimento desportivo do verão português, este ano a desenrolar-se de 4 a 15 deste mês de agosto. Sendo de estranhar, contudo, que mais uma vez não passe pela cidade do Porto, atendendo à Invicta ser naturalmente considerada capital do Norte, pelo menos, além de ser do Porto a equipa que tem sido a mais forte, enquanto o povo portuense sempre proporciona grandes manifestações de apoio vibrante à caravana dos ciclistas.

Fora isso e outros considerandos que dariam outras voltas, há um tema evidente no meio da volta dada pela memória dessa competição tão simbólica na identidade desportiva nacional:


A Volta a Portugal em Bicicleta, realizada a primeira vez em 1927, comemora 90 anos neste ano da realização da sua 79ª edição, levando por isso na roda a Volta de 2017 a ser a Volta dos 90 anos. Em cujo âmbito está a ser feita uma homenagem oficial a alguns ciclistas salientes da história da grande corrida portuguesa, embora sem fazer justiça a outros tão ou mais notáveis.


Então, nesta homenagem da organização da atual Volta a Portugal dos 90 anos, através de diversas iniciativas, estão a ser salientados, dos demais vencedores de todas as Voltas, apenas os que venceram mais que uma edição, com exceção do que venceu a primeira. Sendo 14 os nomes considerados nesse rol, desde o 1º, António Augusto Carvalho, que venceu uma Volta, e os vencedores por duas, três e quatro vezes, que se enumeram por ordem alfabética do nome por que eram referenciados e são mais conhecidos: Alfredo Trindade, Alves Barbosa, David Blanco, Dias dos Santos, Gustavo Veloso, Joaquim Agostinho, Joaquim Gomes, José Albuquerque, José Maria Nicolau, José Martins, Marco Chagas, Orlando Rodrigues e Ribeiro da Silva. Ficando de fora dessa lembrança alguns grandes animadores da popularidade da Volta, vencedores uma vez e quantas vezes mais favoritos, como por exemplo Fernando Moreira, tão popular em seu tempo e muito depois ainda, autêntico rei das multidões e dos mais idolatrados de sempre, bem como Fernando Moreira de Sá, Carlos Carvalho, Sousa Cardoso, Mário Silva, José Pacheco, João Roque, Joaquim Leão, Peixoto Alves, Joaquim Andrade, Manuel Zeferino, Belmiro Silva, Joaquim Sousa Santos, Fernando Carvalho, Venceslau Fernandes, Cássio Freitas, Nuno Ribeiro, Jorge Silva, Ricardo Mestre, Rui Vinhas. E, mais, houve entretanto também grandes ciclistas que não inscreveram seu nome por qualquer razão na lista dos triunfadores, mas foram grandes intervenientes, além de portadores da camisola amarela durante largos dias, como, entre outros, uns Aniceto Bruno, Eduardo Lopes, Onofre Tavares, Amândio Cardoso, Luciano Sá, Sousa Santos (pai), Artur Coelho, Alberto Moreira Copi, Américo Raposo, Azevedo Maia, Alberto Carvalho, Jorge Corvo, Mário Sá, Ernesto Coelho, Leonel Miranda, Firmino Bernardino, Cosme de Oliveira, Gabriel Azevedo, Custódio Gomes, Joaquim Leite, José Amaro, Alexandre Ruas, Cândido Barbosa, etc.

Estes todos e mais uns quantos, por certo, bem davam para uma galeria verdadeira de Notáveis da Volta. Tanto que nos 90 Anos da Volta a Portugal de ciclismo seria mais justo homenagear 90 figuras maiores do historial da Volta – contando os vencedores ao longos das 79 edições e mais os que podiam ter sido vencedores! 


No âmbito da homenagem oficial aos 14 notáveis lembrados, entre outras realizações e publicações, foi também feita uma coleção de sacos de açúcar, as populares saquetas com açúcar de deitar ao café, que, naturalmente, chegaram às mãos do público frequentador de estabelecimentos de cafetaria e restauração, interessando a colecionadores e apreciadores, numa série de 15 exemplares, contando os homenageados e mais o logotipo da Volta com a enumeração das etapas. Desse conjunto, para memória portista pessoal, guardou o autor destas linhas os saquitos referentes aos Vencedores da Volta que representaram o FC Porto como tal, conforme é o caso de Dias dos Santos, vencedor por duas vezes e ambas pelo FC Porto e Marco Chagas, vencedor de uma pelo FC Porto, a primeira das suas quatro vitórias homologadas, bem como Gustavo Veloso, atual ciclista portista e que bem pode vencer ainda pelo FC Porto também.


Fica-se assim com certo sabor adoçante, no caso, como em dose clínica popularmente se faz para evitar o amargo da saúde, em vez de açucarada consagração, como seria devido aos laureados da histórica Volta a Portugal. Contudo, qual coletânea de memorização, aqui com coroa de louros em nossa memória.

Armando Pinto
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