Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

Mostrar mensagens com a etiqueta Adeptos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Adeptos. Mostrar todas as mensagens

domingo, 20 de outubro de 2013

Massa Portista... !


Está na ordem do dia a paixão e fidelidade dos Portistas, capazes de suportar antigamente longos anos em secura de vitórias na modalidade considerada desporto-rei, quando o F. C. do Porto passou pelas travessias do deserto como foram os tais 16 e 19 anos de tempestades de areia aos olhos pelo regime vigente nesses tempos, sem se poder conhecer a alegria da conquista do principal campeonato nacional de futebol durante esses longos períodos… como depois fomos compensados na fartura de títulos que se seguiu, nomeadamente nos recentes 25 anos entretanto já passados… e agora correspondemos ao apelo clubista de contribuição para a preservação memorial, ajudando a tornar realidade o enriquecimento estimativo do Museu do F C Porto…   

Com efeito, o que dá vida a uma instituição coletiva é a existência de pessoas seguidoras e interessadas na existência da respetiva organização. Como se verifica perante a realidade dos simpatizantes duma coletividade e, no caso, se concretiza no apoio a uma agremiação que, assim, é engrandecida. Tal sucede naturalmente com o F C Porto na relação com a imensidão de apoiantes, quer associados ou normais adeptos e simpatizantes. Num universo a que se chama massa associativa no âmbito dos sócios e no cômputo geral será mais indicado definir como massa Portista.

Massa humana esta que, noutros termos, temos para nós também como Família Portista. Pela afinidade e empatia que se sente entre elementos com o mesmo denominador comum, quanto é o F C Porto. Havendo naturalmente certa ligação, simpatia relacionada, sintonia de compreensão, entre Portistas. Conforme sentimos sempre que sabemos de mais alguém como nós, Portista. Ganhando-se sempre mais amigos em tal conformidade, como bons exemplos que estes meandros vão proporcionando, sejam quais forem… Manuel, Tiago, Paulo, Pedro, Fernando, Bruno, Eduardo, Sérgio, Vítor… e por aí fora, de maior ou menor experiência de vida, mas Portistas.


Ora, um destes dias, num grupo de Portistas, a que honrosamente pertence o autor, e onde por vezes conversamos por via informática, veio esse tema à baila, precisamente. Dando azo ao que tínhamos em mente transmitir, aqui, sem necessitarmos de expandir muito mais ideias próprias, a modos de bastar retermos a corrente base, através de palavras escritas por alguns desses nossos amigos e correligionários Portistas.

Assim sendo, fixemo-nos neste mote, na certeza que apoiante produz algo como cimento afetivo que suporta a estrutura central do clube e obviamente da respetiva equipa de futebol. Sendo que está generalizado já o termo estrangeirado "supporter", ou seja, aquele que suporta, derivado de na Inglaterra essa palavra designar o conjunto dos apoiantes. Também por isso o F. C. Porto sempre foi e sempre será grande. Honra para a sua singular e insuperável massa apoiante, a sua primeira substância nutritiva e principal força motora.

Neste pé vem a propósito, por arrasto, a questão semântica e real de adepto. Porque entusiastas, como nós, não somos simples adeptos de um clube, mas sempre apoiantes. Consoante a própria palavra inglesa quer dizer, "apoiante". Embora existam adeptos, como na prática, por exemplo, qualquer um é adepto dum movimento, contra uma desumanidade de alcance público e até de qualquer existência relativa. Sem contudo haver implicação demasiada, pois um adepto é especialmente espectador não ativo. Enquanto um apoiante, apoia, faz força e segura e assegura.



Nesta transcrição adaptada do que expressavam, como referimos, os nossos amigos, vinha a talhe de foice a constatação que no passado o F. C. Porto beneficiava do facto das pessoas portistas serem 101% APOIANTES, fossem ou não sócias, a pontos que o nosso estádio das Antas fazia a equipa dos nossos adversários passar mal. E o chamado Tribunal intimidava até os nossos próprios jogadores!

Questão esta que está na ordem do dia. A massa de simpatizantes, adeptos casuais, espectadores, é hoje em dia superior aos adeptos apoiantes, sócios ou não, numa proporção já muito relevante. E isso tem reflexos concretos no nosso estádio do Dragão, em cujas cadeiras de notam alguns descontentes sempre com qualquer coisa, dos chamados pipoqueiros. Intrometendo-se, por vezes, alguns simples espetadores, daqueles que recebem convites dos que são atribuídos a empresas de parceria comercial, entre diversificadas ocorrências.


Vem então a preceito uma interrogação:  Será que os clubes, por muito dinheiro que possam ter ou gerar, serão capazes de se manter, se não forem suportados pelos apoiantes? Há opinião, por um lado, que se for feita uma aposta em quem paga, poderá ser que sim. Havendo casos em que obviamente isso foi feito, tal qual um exemplo como é o do Barcelona, que será um dos mais emblemáticos, enquanto associação que afinal é o Barça, bem como ainda é o F C Porto. Por outro lado pode isso já não ser muito viável. Contudo, tirando a alma a um clube, ele acaba por morrer, porque quem lá está por dinheiro, rapidamente desaparece quando não se ganhar. Se o F. C. do Porto na década de sessenta e até mais de meio dos anos setentas fosse um clube sem os seus apoiantes, e então esse tempo já fosse em período de SAD's, provavelmente não teria sobrevivido a tanto insucesso e a tantas angústias. Sendo antes um Dragão adormecido, que a partir de 1976/77 e especialmente desde 1982/83 despertou. Detendo há já uns bons anos a marca de estatuto internacional.

Na razão afirmativa, repare-se em como uma publicação oficial do F C Porto honrava em 1988 a multidão dos apoiantes, em pleno crescimento. Agora parte integrante também do palco dos sonhos do estádio do Dragão, do aconchego vibrante do Dragão Caixa e do deslumbramento possível no Museu. Em espirais de incenso, qual fumo das claques e emoções pulsadas nos  corações ardentes dos apoiantes.


Armando Pinto
»»» CLICAR sobre as imagens, PARA AMPLIAR «««

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Sócios, Adeptos e demais Membros da Família Portista…


Passou o F. C. Porto tempo difícil, algo superado num difícil obstáculo como foi com a saborosa vitória no jogo com o Rio Ave, pela manha opositora e ultrapassagem de fase deveras importante, bem como por anteceder uma sempre difícil deslocação ao reduto dum dos adversários de Lisboa, um dos tais da santa aliança por vezes reeditada. Sendo esse um dos jogos cujas vitórias podem definir o campeão, mais a mais depois do empate inesperado no anterior jogo em casa. E, desta forma vitoriosa, ultrapassado que foi este confronto, logo se depara próximo estorvo que é preciso suplantar, no esquisito "zbording", para solidificação da nossa posição cimeira no campeonato de futebol português. 

Isto em plena época quaresmal, por associação, na aproximação da Páscoa, em que diversos momentos se tornam tradicionalmente incisivos em tão marcante quadra anual. Num período como este marcado por procissões de Passos e Paixões. E, como na chegada do tempo de Aleluia, a chamada Semana Santa é considerada uma semana maior do catolicismo, quanto à importância do seu significado, também noutros aspetos da vivência humana se pode considerar importantes outros momentos diversos, de diferente índole mas de vivência particular e, para uma boa parte, também comunitária. Assim, conquanto no presente se esteja a sobrepor o ter humano, terá de se ter sempre em conta o ser humano, que somos. Estando subjacente o que mais dá ser à vida de cada qual. Num universo em que o que mais nos motiva e apaixona terá sempre lugar especial. Como é o nosso F. C. Porto, para nós.

 

Ora, em plena semana da ida da nossa equipa principal até ao terreno do fosso lisboeta, onde se confunde o ambiente perante um panorama prenhe de azulejos próprios de sítio atritos a micróbios, vem à ideia anteriores passagens por esses lados, embora na maioria dos casos mais ao lado (quando as casas de banho eram no antigo estádio, entenda-se). Recordando-nos sobremaneira algumas das idas até lá, a Alvalade, nas invasões pacíficas mas apaixonantes de adeptos do F. C. Porto ao estádio do Sporting lisboeta. Entre manifestações comunitárias de clubismo Portista.

Neste âmbito, calha também, por extensão, deitar sentido pelo conjunto aprazível que representa a massa adepta e simpatizante, enfim o mundo associativo Portista. Ao que damos seguimento nestas constatações, qual cartão de visita que podemos honrosamente apresentar.

Com efeito, por tudo o que se sabe e conhece, sendo os Portistas um povo especial, por assim dizer, constituindo um naipe diferente de tudo e todos mais, os sócios e simpatizantes da grande coletividade azul e branca conseguem fazer a diferença, sabendo distinguir o trigo e o joio, não se deixando levar em parolismos e campanhas orquestradas, antes sabendo pensar por sua (nossa) cabeça e especialmente dando valor ao que tem valor.

   

Sendo hoje uma imensidão de almas a pulsar em comum, tal o grande número de pessoas que por todo o mundo sentem o F. C. Porto, tempos houve em que as condicionantes sócio-desportivas levavam a uma menor aderência. Então, em homenagem a esses mais antigos Portistas, que passaram momentos difíceis e tiveram a ditosa graça de simpatizar com o F. C. Porto em tempos menos atrativos, e igualmente aos mais novos, que tiveram a também ditosa graça de conviver com momentos gloriosos, deixamos uma breve evocação de situações eloquentes, quão sintomáticas. Trazendo à recordação, até aqui, de modo a refletir a situação, o que nos inícios dos anos 30, do século XX, foi impresso num pequeno volume historiador do clube. Daí trazendo, agora, à tona recordatória umas curiosas ilustrações, incluídas na História do F. C. Porto dada à estampa em 1933, num só livro (na pioneira obra escrita por Rodrigues Teles, que como se sabe nos anos 50 foi ampliada numa valiosa obra dividida em três grossos volumes).

 

Repare-se então nas ilustrações acima colocadas e na seguinte lista adjacente, profusamente reportando a um dos painéis referentes aos sócios do clube daqueles tempos antigos. Que se expandem aqui, para este efeito, apenas, como exemplo, através dum dos painéis, dos cinco que o primeiro historiador portista angariou.

     

Chega então uma oportunidade de também nos metermos no meio, como parte que nos consideramos da Família Portista. Vindo a talhe darmos uma graça aos amigos consócios, agora que o texto vai longo e por certo só os mais interessados entusiastas seguirão o alinhamento total.

Ora, tendo passado muitos anos desde que houve a campanha de angariação de fundos para a construção do Pavilhão Gimnodesportivo das Antas, inaugurado há cerca de 40 anos, em 1973 (e mais tarde rebatizado com o nome Américo Sá, em alusão ao presidente da direção desse tempo), e porque tivemos muita honra de também poder colaborar, dentro das possibilidades, à época, relembramos aqui uma singela  lembrança de afinidade associativa, por meio duma pequena caixa jornalística que referiu um caso particular, no jornal O Porto, sem necessidade de muitas explicações mais. 

(in O Porto de 24-8-1972)

Imagens estas, em suma, que afinal revelam o uníssono sentir de sempre, que muito nos toca, tomando a parte pelo todo, na conjugação espiritual do que uniu os antigos e nos apega a todos nós, os de hoje e amanhã.

Armando Pinto 
== Clicar sobre as imagens, para ampliar ==