Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

5 anos de saudade: In memoriam de Armando Pereira da Silva!

  

Passam cinco anos do desaparecimento físico do meu amigo senhor Armando Pereira da Silva, o guarda-redes Armando, meu amigo eterno. Que conheci quando era guarda-redes do meu Porto, já na sua segunda passagem pelo nosso grande clube, onde ele muitos antes iniciara sua carreira futebolística. Tendo andado com ele nesses tempos em que era atleta. E que honra eu sentia então, jovenzinho ainda, de ter esse amigo, de poder andar com ele, conversar com esse desportista que eu admirava. 

Como me lembro de, uma dessas vezes, por exemplo, ele me ter apresentado ao senhor Carlos Duarte, o Carlos Duarte que eu conhecia só de nome e figura, com alguns cromos e gravuras dele que faziam parte de minhas coleções, e admirava por tudo o que representou nos meus primeiros tempos de Portismo. Pois o Carlos Duarte era então vizinho do Armando, em frente a um café no largo do Araújo, em Leça, para os lados de Matosinhos. Bem como, uma vez em que fui com o sr. Armando às Antas, em dia de treinos, foi por intermédio dele que recebi uma camisola do Pavão, tendo ele lembrado ao amigo e capitão da equipa Pavão esse gesto. A linda camisola que com muita estima ainda usei por esses tempos, depois guardei e tenho emoldurada em quadro no meu escritório doméstico.

Não sendo muito usual lembranças destas, aqui neste espaço, por nem sempre se  poder andar aqui a lembrar todos quantos merecem evocação, neste caso é diferente, porque o antigo guarda-redes Armando é um caso especial e merece ser sempre recordado.

Passam então já 5 anos de desaparecimento físico, não de memória, que essa perdura para sempre. Vendo-o ainda como o conheci em seu tempo de atleta. Tanto que quando o voltei a ver mais tarde, muitos anos depois, em dia de célebre homenagem em Rio Tinto, muito me custou reconhecê-lo com visíveis marcas de doença. Num dia em que senti grande orgulho por ele ser então homenageado por uma Casa do FC Porto. Como agora aqui volta a ser homenageado, dentro do que me é possível, neste meu espaço particular de Memória Portista. E continuará a ser, sempre. Porque o meu amigo senhor Armando é constante recordação, e não morre da face do mundo portista enquanto durar a possibilidade de o poder lembrar.

Até sempre amigo senhor Armando. Cá continuamos assim!

Armando Pinto  

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domingo, 11 de outubro de 2015

Histórico Guarda-redes Armando... de Parabéns!


A história do futebol nacional não se vê só nas páginas de jornais e livros, nem nas imagens que possam perdurar de reportagens filmadas. Por quanto pode significar o que nos faz rever em toda a sua dimensão. Quão também conta o valor de testemunhos pessoais, como no caso do que um simples adepto pode saber e conhecer.

Assim sendo, podemos dizer que há recordações que são páginas sublimes do livro do futebol. Conforme temos na retina quanto a um futebolista de grande carácter como foi o guarda-redes Armando, um valoroso guardião das balizas do Braga e do Porto, nos anos 60 e 70, do século XX. Guarda-redes que nos chamou primeiro a atenção quando defendia que se fartava na baliza do clube bracarense, sendo decisivo na inédita vitória do Braga na Taça de Portugal, em 1966, o que causou então admiração por todo o país; e depois quando veio para as Antas, em 1970, regressando ao F C Porto, onde se formara.

Pessoa que sempre estimamos, quer na admiração de quando o víamos de camisola com o emblema do F C Porto diante daquela grande baliza que ele tão bem defendia, quer como no seu feitio sincero e cordato, conforme nos pudemos aperceber. Portista de raça, fiel e de uma só cara, à imagem dos Portistas, como nos consideramos e somos, afinal, habituados a viver só à nossa custa, acostumados assim a contar só connosco, laboriosamente e sem favorecimentos, honesta e valorosamente. E bom adepto do Braga, que tão bem soube defender.


Quando muito nos honra termos Casillas no nosso F C Porto, algo que poucos clubes da esfera mundial se podem ufanar, em terem um guarda-redes de classe assim, um Campeão da Europa e do Mundo ao nível de títulos de clubes e de seleções, recordista de presenças na Liga dos Campeões, entre diversas honrarias; e na linha de grandes guarda-redes como Américo, Vítor Baía, Barrigana e Siska, e outros dos de maior nomeada, não nos esquecemos que gostamos de ter Casillas no F C Porto, como antes gostamos de Armando, Tibi, Fonseca, Zé Beto, Mlynarczyc e Helton.


Pois, desses, é vez hoje de voltarmos a recordar Armando. Guarda-redes iniciado no F C Porto, nas camadas jovens que evoluíram no Campo da Constituição, a partir das escolas. Tendo então feito parte da seleção de Juniores da Associação de Futebol do Porto, cuja formação incluía também, nesse tempo, um jovem defesa portuense que atuava no Infesta… e dava pelo nome de Jorge Nuno (Pinto da Costa).

= Armando, depois de ter deixado de jogar, junto com Pinto da Costa, presidente do FC Porto, em momento de convívio e recordação

 Tendo Armando Pereira da Silva, nascido a 11 de Outubro de 1938, representado oficialmente o F C Porto uma época nos Juvenis e três nos Juniores entre 1954 a 1958, em cujo ano subiu ao escalão sénior quando foi suplente de Pinho na final da Taça de Portugal ganha pelo F C Porto, por 1-0 sobre o Benfica (golo de Hernâni). Logo a seguir foi com a equipa principal portista em digressão a Angola e Moçambique e durante dois anos fez parte do plantel sénior dos Dragões, tendo mesmo jogado em 3 jogos da 1ª equipa azul e branca e ainda sido suplente de Acúrcio em 8 jogos oficiais, além de ter sido guarda-redes efetivo da equipa do FCP em torneios de reservas, junto com os muitos valores do plantel que nem sempre atuavam na formação principal. 


Depois de ter feito então parte do grupo principal do F C Porto até 1960, rumou de seguida ao Gil Vicente, onde atuou em 1960/61, tendo de seguida o serviço militar vindo interromper-lhe a carreira, e, devido a mobilização para a guerra do ultramar, chegou a representar em 1962/63 o Ferroviário de Malange, de Angola. No regresso à vida civil, já em plena metrópole, representou o Salgueiros no decurso da temporada de 1963/64, até que em 1964/65 passou a defender a baliza do Sporting de Braga, clube onde ficou na história como guardião da equipa que até hoje alcançou o maior feito do clube da cidade dos Arcebispos – A Taça de Portugal, conquistada na final disputada no Jamor num célebre domingo de 1966. 

Nesse percurso, Armando Silva foi entretanto chamado a representar a seleção nacional B (em jogo contra congénere equipa da França) e depois foi suplente da Seleção A em quatro jogos. 

Passada essa década romântica de sonhos de Martin Luther King e dum John Kennedy, da música dos Beatles e das grandes viagens do espaço, chegando o homem à lua, no início da década de setenta deu-se o regresso de Armando às origens, tendo voltado ao F C Porto. 


E nas Antas permaneceu de 1970/71 até 1973, para de seguida acabar a carreira de novo no Braga, em 1975, clube onde é um dos Guerreiros mais históricos. Volvidos anos, chegou a experimentar a carreira de treinador, havendo sido Campeão Distrital da 2ª Divisão da A F Braga da época de 1983/84 pelo A D Terras de Bouro.


Ao longo desses anos Armando foi Campeão Nacional de Juniores pelo F C Porto em 1957/58, Campeão Distrital de Malange (durante a comissão do serviço militar pela Pátria), vencedor da Taça de Portugal pelo Braga em 1965/66, 1 vez Internacional B e suplente em 4 jogos da seleção A. Detendo record mundial de penaltis defendidos consecutivamente (4 seguidos) no jogo F C Porto x Celta de Vigo, em Caracas (Venezuela) no verão de 1971. Bem como, mais tarde, foi agraciado com a Medalha de Exemplar Comportamento da Federação Portuguesa de Futebol, em virtude dos seus 391 jogos sem qualquer castigo.


Armando, guarda-redes histórico do Braga e do F C Porto, está pois de parabéns pela sua bonita carreira desportiva. Mas, além disso, está hoje também de parabéns, mais uma vez, pela passagem de mais um seu aniversário natalício. Facto que nos leva a lhe desejar muitas mais venturas: - ao Armando meu amigo de longa data, guarda-redes que admirei como nº 1 do meu F C Porto e pessoa de meu especial apreço. Aqui e agora com um abraço de parabéns, também, pelo seu percurso humano.


Para ilustração de tudo isto, do muito que queria dizer (escrever), junto desta feita algumas fotos diferentes de vezes anteriores, cujas gravuras dispensam mais elucidações. Deixando ainda falarem pela vista algumas outras imagens documentais, junto às fotografias respetivas.

Armando Pinto

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sábado, 11 de outubro de 2014

Uma fotografia com história e Parabéns... a Armando Silva - guardião portista e amigo!


Ainda há tempos bailou-nos na ideia, transcrita para estas anotações, uma possível iniciativa de, quando possível, juntar alguns guarda-redes mais salientes, à luz da memória, dos que defenderam as balizas de futebol do F C Porto. E hoje lembramo-nos de um, de modo particular, neste dia em que perfaz mais um ano de seu trajeto de vida, ele que imprime sua marca em quem o conheceu e admirou – o guarda-redes Armando, que em finais dos anos cinquentas e, depois ainda, de novo, nos princípios da década dos anos setenta, defendeu a camisola nº 1 do F C Porto.

Como numa digressão por temas que falem à sensibilidade de interesse clubista, no que diz respeito a assuntos da memória coletiva portista, surge sempre qualquer motivo mais em memorações recentes. Numa toada com vez para redescobrir de histórias, daquelas que fazem lembrar sempre pessoas de estima e coração grande.

É assim que damos sequência por curiosidades históricas relacionadas com tais assuntos, através duma fotografia cuja luz refletida, na gravura, permite ainda vislumbre da captação registada. Sendo, com efeito uma foto, que sobreviveu à erosão do tempo, e desse modo permite-nos dar olhos a aspetos de sensação memoranda, na proporção do peso e medida de interesse pessoal. Quão se nos depara na imagem junta, intercalada no texto, a dar conta dum cromo de jogadores da bola, como se dizia, daquelas populares imagens de papel retangular que davam a conhecer ases do desporto, em tempos que há muito já lá vão. 

Ora, diante da gravura em apreço, retratando o guarda-redes Armando Pereira da Silva na qualidade de titular da guarda-mor às balizas do F C Porto, vêm-nos à memória recordações desses tempos. Que deixamos na nossa gaveta de memorizações, por ora, mas queremos evocar, por quanto merece apreço esse guardião que sempre foi um grande Portista.

Na pertinência desta imagem: Uma fotografia com história – a propósito do aniversário natalício do antigo guarda-redes do F C Porto Armando Silva, como motivo para lhe enviar um abraço de parabéns!


ARMANDO PINTO

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Parabéns Amigo Sr. Armando Silva!


Hoje é o dia do aniversário natalício do meu particular amigo Sr. Armando Pereira da Silva, o guarda-redes Armando do F C Porto, que também e bem defendeu as redes do Braga – em cuja representação, dos dois grandes clubes de Entre Douro e Minho, esteve por duas vezes no estádio do Jamor, em duas finais vitoriosas, de cada um, respetivamente. Uma, ainda muito jovem, pelo F C Porto, como integrante do plantel que esteve escalado para o jogo em que o F C Porto derrotou o Benfica, por 1-0, com golo de Hernâni, no ano de 1958; e, como guardião titular, na célebre Taça de Portugal conquistada pelo Braga, em 1966, diante do Setúbal, também por 1-0.


Ao amigo sr. Armando já fizemos anteriores referências biográficas na blogosfera (aproveitando agora para relembrar): primeiro num artigo no blogue “Paixão Pelo Porto”, do amigo Ricardo Vara. Depois, volvidos tempos, no inicial blogue cá do autor, no “Lôngara-Actividade Literária e Memória Alvi-Anil”… e posteriormente no atual “Memória Portista” (conforme se pode recordar clicando nos links abaixo indicados), além de outras referências em diversos mais artigos, a propósito de variados temas, em cuja envolvência ficou relacionado.


= Armando integrado na caravana do F C Porto que em 1958 foi em digressão oficial a Angola e Moçambique. =

Pois esse simpático guarda-redes que sempre foi um grande Portista de gema, além de Portuense de nascimento, perfaz neste dia 75 anos de vida. E, embora desta vez não acrescentemos nenhum artigo mais – que deixamos para uma oportunidade que venha a calhar noutro tema, para variar – queremos prestar-lhe mais uma homenagem. Fazendo lembrar ao clube que seria lindo juntar ainda no estádio do Dragão, num dia que aprouver, os guarda-redes ainda vivos dos que vestiram a camisola nº 1 e defenderam as balizas na equipa principal do F C Porto. Não sendo muito fácil tal realização, ao menos evocando-se os que ficaram mais ligados a esse estatuto (dos que tiveram a responsabilidade de guardar as nossas balizas em determinadas fases e por diversos jogos), de modo a juntar-se num tributo os nossos ídolos Américo, Armando, Vítor Baía e Helton, junto com Rui, Aníbal, Tibi, Torres, Fonseca, Amaral, Mlynarczyk, Hilário, Rui Correia, Ovchinnikov, Nuno, Beto… até aos também atuais Fabiano e Kadu.

Armando Pinto

= Relembrando:

No inicial blogue do autor, “Lôngara-Actividade Literária e Memória Alvi-Anil”
in
- Homenagem Viva ao guarda-redes Armando…
e
- Armando Pereira da Silva: Foto-biografia…

(infelizmente artigos desaparecidos da Internet com o blogue, que foi destruído por alguém adepto de clube adversário)

E (pode recordar-se, clicando) no atual blogue “Memória Portista”, 
em

A.P.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Salvé: Aniversário dum Guardião das Balizas do F. C. Porto e Sp. Braga - Parabéns Amigo Sr. Armando Pereira da Silva!


Faz anos hoje, como se diz normalmente, perfazendo mais um aniversário natalício, o amigo sr. Armando, o guarda-redes Armando Silva. Um senhor que teve a camisola n.º 1 do F. C. Porto e do Sporting de Braga, os seus dois clubes, ao serviço dos quais viveu grandes momentos duma carreira desportiva intensa. Vencedor da Taça de Portugal de 1966 como efetivo da equipa arsenalista do Minho e anteriormente integrante do plantel do F. C. Porto triunfante da mesma competição em 1958. Num rol de vivências, dignas de registo, culminando com a medalha da Federação Portuguesa de Futebol, por comportamento exemplar.


Como preito da admiração nutrida pelo mesmo antigo guarda-redes do F. C. Porto e em nome da amizade sentida, aproveitamos a ocasião para lhe prestar uma homenagem neste dia, através da oferta virtual dumas recordações plenas de gratas memorações, dando-lhe assim pessoais parabéns e desejando muitas felicidades e anos de vida.


Ora, ao jeito de prenda, remetida por este meio, colocamos aqui lembranças já com alguns anos, mediante relíquias guardadas, tendentes a evocar momentos de afetividade.


Desse jeito, primeiro recordamos um recorte jornalístico, reportando a 1972 e motivado por uma chamada de atenção que o autor, naquele tempo, enviou à redação do antigo jornal semanal do F. C. Porto. Pois então, ainda antes de termos começado a colaborar, de vez em quando, no periódico O Porto (o que aconteceu entre 1974 até 1980) procuramos intervir como leitor, sempre que víamos necessidade de puxar algum tema na pele de adepto Portista, diante das páginas do mesmo antigo órgão informativo oficial do F. C. Porto. Aí numa dessas oportunidades, a propósito dum artigo saído sobre os guarda-redes do país, entre os quais também naturalmente e com maior incidência sobre os que passaram pelas balizas da equipa sénior do F. C. Porto, ao longo dos tempos, fizemos um reparo com total cabimento, sobre o guarda-redes Armando, através de missiva que teve correspondência editorial na edição respetiva de 17 de Agosto de 1972 – conforme acima juntamos  recorte, para constar e avivar.


Seguidamente, já noutra qualidade, lembramos aqui também um postal recebido, no mesmo ano, cuja mensagem dispensa acrescento de explicações e manifesta carácter bem personalizado.



É bem verdade que recordar é viver e simples testemunhos, como estes, poderão possibilitar um manancial de voltas por uma vida digna de perdurar nos mais ternos recantos da memória. Quão desejamos por muitos e bons anos ao amigo sr. Armando, guarda-redes que nos inícios da década de setenta, do século XX, aquando do seu regresso ao Porto, apreciamos na defesa das balizas onde jogava a equipa principal de futebol do F. C. Porto.


Recorde-se: Armando Pereira da Silva nasceu no dia 11 de Outubro de 1938, no Porto. Depois de ter passado pelas escolas do Futebol Clube do Porto, Armando estreou-se na equipa principal portista na temporada de 1957/58. Logo nessa época esteve presente (como guarda-redes suplente), na Final da Taça de Portugal em que o F. C. Porto venceu o S. L. Benfica por 1-0. Representou os Dragões nas duas temporadas seguintes, mas no final do campeonato de 1959/60 deixou as Antas para cumprir o serviço militar e ingressou no Gil Vicente F. C. Foi depois obrigado a seguir para a guerra colonial em Angola, onde representou o Ferroviário de Malange. No regresso a Portugal, vestiu a camisola do S. C. Salgueiros em 1963/64.  Na temporada seguinte transferiu-se para o S. C. Braga, tendo-se mantido na cidade dos arcebispos por cinco temporadas e onde venceu a sua segunda Taça de Portugal em 1965/66, tendo sido titular na vitória sobre o V. Setúbal. Em 1970/71, regressou ao F. C. Porto para defender a baliza portista e substituir o antigo guardião Américo. Manteve-se nas Antas até ao final da temporada de 1972/73, altura em que já não era titular. Na época de 1973/74, voltou ao Braga onde jogou durante duas temporadas, para depois terminar a carreira no final de 1974/75. De permeio, representou ainda a Seleção Nacional Militar, a Seleção B Nacional e a Seleção A onde foi suplente em cinco partidas. Mais tarde passou a assumir o cargo de treinador em equipas de menor dimensão. Foi premiado pela Federação Portuguesa de Futebol com a Medalha de Comportamento Exemplar por nunca lhe ter sido aplicado nenhum castigo. Palmarés: Ostenta duas vitórias na Taça de Portugal, pelo F. C. Porto e Sp. Braga, em 1958 e 1966, respetivamente. Pelo F. C. Porto também alcançou um título de Campeão Regional de Juniores em 1957/58 e três de Campeão em Reservas, já como sénior, de 1958 a 1960. Foi ainda Campeão Regional de Malange, pelo Ferroviário, em Angola.

= Armando, com amigos e colegas de carreira futebolística, como Coimbra, Carlos Baptista, Fernando, Agostinho Oliveira e outros, na equipa principal do Braga - tendo junto a si sua filha mais velha, Hersília, mais o filho Rui Jorge, como mascotes da equipa nesse tempo.

Por fim, abarcando horizontes atuais, registe-se que ainda recentemente Armando foi alvo de uma simbólica homenagem por parte do futebol bracarense, havendo tido lugar em pleno relvado um tributo a Armando Silva, junto com seu antecessor Cesário, num ato de apreço por esses dois guarda-redes que fazem parte da história do clube da cidade dos arcebispos. Aconteceu isso na abertura da Escola de Guarda-redes do S. C. Braga, ainda há dias, no recente dia 8 deste mês de Outubro, perante uma festa com direito a homenagem a esses dois guarda-redes internacionais das décadas de 50 e 60, Cesário e Armando - como se vê nas imagens, abaixo, a receberem camisolas com seus nomes, ladeando Quim e em sequência depois a posar junto com Agostinho Oliveira, novamente o também internacional Quim, mais diretores e amigos. Como curiosidade, saliente-se a presença ainda duma senhora normalmente acompanhante do Sp. Braga, conhecida por Melinha, sempre apoiante quer no estádio em Braga como em todas as deslocações do seu clube ao estrangeiro. Tudo integrado num programa protocolar que contou com a presença da totalidade dos guarda-redes formados no clube minhoto.


Na ocasião, o jornal Correio do Minho deu ênfase ao acontecimento, ouvindo essa antiga glória do futebol de Braga, Armando, que a dado passo comentou: « ”Tem um significado muito importante, porque dá para reviver e sentir uma certa saudade. Foram momentos muito gloriosos que passámos aqui no Sp. Braga”, confessou Armando, que em 1966 venceu a Taça de Portugal pelo clube bracarense. Aos 74 anos, aproveitou para deixar uma mensagem aos mais novos: “que sejam honestos e joguem o futebol pelo futebol, que sejam verdadeiros homens do futebol”.» Enquanto na comunicação nacional, por nota distribuída por agência de imprensa, era reforçado ter acontecido «num ambiente em que se reuniu o passado, o presente e o futuro, já que a cerimónia contou com a presença de guarda-redes de todos os escalões de formação e das equipas profissionais dos guerreiros do Minho».


O caso traz-nos à ideia como seria bonito um dia podermos presenciar um gesto idêntico no Porto. Não estando já fisicamente presentes anteriores nomes grandes das balizas das Antas, tal qual Barrigana, Pinho e Acúrcio, nem mesmo um mais novo como era Zé Beto, seria agradável juntar no Dragão os mais emblemáticos guarda-redes vivos, dos que deixaram maior cartaz entre a família Portista, lembrando Américo, Armando, Rui, Tibi, Fonseca, Mlynarczyk, Vitor Baía e Helton, por exemplo. Para aí poderem sentir uma justa ovação dos seus admiradores desses tempos e entusiastas das gerações da atualidade, quão merecido será prestar assim um reconhecimento coletivo, dentro do carisma pleno da mística azul e branca!


Aqui e agora, dentro do que nos é possível, formulamos votos alusivos no dia de seu aniversário e em nome pessoal: Um abraço de parabéns, muita saúde e tudo de bom, amigo sr. Armando!

= Plantel Portista - Época de 1970-71. Do tempo de regresso ao F. C. Porto do guarda-redes Armando.
Em baixo, da esquerda para a direita: Chico Gordo, Bené, Abel, Seninho, Manuel Duarte, Nóbrega, Custódio Pinto, Ricardo e Lemos; em cima, da esq. para a d.ta: Tommy Docherty, Rui, Armando Manhiça, Rolando, Valdemar, Vieira Nunes, Pavão, Albano, Gualter, Helder Ernesto, Eduardo Gomes, Armando Silva e António Teixeira. = 

Armando Pinto 

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