Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

"Memória Viva" local, de afinidade portista


Como nem sempre se vai ao mar e fica em terra, e porque o que o autor escreve também se liga com outros temas e noutros órgãos de comunicação, desta vez dá-se o caso que, entre longa colaboração entretanto mantida com um jornal da imprensa regional, e na coluna que de vez em quando é mantida no jornal Semanário de Felgueiras com algumas crónicas do autor destas linhas, calhou agora, ao correr da narrativa (que foi deambulando por outros pontos, até ir ao que interessava) ser de temática  relacionada com o F C Porto, em torno do ciclismo portista, o artigo atual.

Disso se junta imagem do respetivo artigo, inserto na coluna impressa à página 10 da edição do SF de sexta-feira, dia 29. De cujo teor, para leitura mais acessível, se acrescenta também o texto original, devidamente ilustrado com uma foto do referido ciclista.
  


Memória Viva

Há-de parecer contraditório, mas pode-se morrer e viver também depois da morte, em sentido figurado evidentemente. Querendo dizer que depois do desaparecimento físico, a possibilidade de se cair no esquecimento é uma outra morte, ante a visibilidade duma viva lembrança.

Conta muito assim haver memória, para quem a tiver e perante quem for digno de tal.

Todos nos lembramos constantemente com saudade e afeição de nossos entes queridos que já não estão entre nós. E mesmo de pessoas que não sendo parentes de sangue, foram aparentados em afinidades, amizade e admiração. Assim como, entre ausentes e presentes, nos pode dizer muito a imagem de certas figuras públicas que se relacionam com realidades que nos dizem respeito. Quão pode ser o caso de personalidades salientes de nossa terra, por bom exemplo.

Costuma-se dizer que uma terra, como localidade mátria de gente que viveu e vive sem ser por ver os outros, como se diz, vale muito pelos filhos que gerou. Sendo então um orgulho haver personagens de realce, como Felgueiras se pode ufanar de ter tido um Manuel de Faria e Sousa, Dr. Costa Guimarães, um Agostinho Ribeiro, Fonsecas Moreiras, Dr. Magalhães Lemos, Francisco Sarmento Pimentel, Padre Luís Rodrigues, Lucas Teixeira, e outros mais, entre pessoas de que há certeza de sua naturalidade ser mesmo felgueirense, em diversos campos da vida social, política, cultural e até desportiva. Conforme, na perspetiva atlética, foi o caso do ciclista Artur Coelho, um felgueirense que em seu tempo andou com a camisola amarela das mais importantes provas nacionais e até internacionais, tendo chegado a vencer a clássica 9 de Julho do Brasil, popularmente chamada Volta a São Paulo, corria o ano de 1957.

= Artur Coelho =

Ora, em tempo de inícios da época desportiva da modalidade das bicicletas de corrida, agora que se retoma antigo entusiasmo com o regresso a nível nacional de alguns clubes grandes à prática dessa modalidade desportiva, vem a calhar evocar aquele antigo ás dos pedais precisamente por nem sempre ser muito lembrado, a nível oficial das terras onde nasceu e viveu, Felgueiras e Vizela. Justamente porque é um personagem da memória coletiva merecedor de permanecer no conhecimento público. E porque o que representou, afinal, faz jus a dar a esta zona nortenha banhada pelos rios Sousa e Vizela certa tradição do banho de multidão que o espetáculo do ciclismo sempre produziu no meio das gentes locais. Tal como, no presente, gostamos de ouvir e ler na comunicação social o facto de ser felgueirense o empresário que nos dias que correm mais contribui para um maior impacto que o ciclismo volta a ter no panorama português, Adriano Sousa (Quintanilha), cuja ação é de enaltecer, por isso mesmo.

Já é tempo de Felgueiras ser falada e divulgada nos meios de comunicação por motivos enobrecidos, além dos “slogans” de terra do pão de ló e calçado, fora o resto, para haver melhor efeito de sítio de boas sementes e ótimos frutos.

Nunca será demasiado valorizar o que tem valor e tudo o que eleve o nome de Felgueiras, o nosso concelho, num acertar de pedalada da história que atinja metas de apreço. Vivendo outra vida o que passa pelo mundo tendo sabido vivenciar a existência.

ARMANDO PINTO

((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

© Imagem com marca d’água, inserta neste blogue e de arquivo do autor.

A. P.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Mensagem de Festas Felizes e Bom Ano Novo


Com laivos de mensagem, à espécie de votos desejados, mas sobretudo como análise manifestada, transmitimos um feixe de palavras escritas para publicação jornalística, conforme terá lugar no jornal Semanário de Felgueiras por esta ocasião, a propósito da Quadra Festiva entre o Natal e o Ano Novo.

Sortilégio Natalício:

Prestes a terminar mais um ano, e ainda na época de Natal, é tempo de reflexão, dentro de variadas cogitações. Havendo passado mais um tempo cronológico nesta nossa caminhada terrena. Num período em que se cruzaram vários acontecimentos da nossa vivência comunitária, até este final de ano, quando estamos ainda a viver a celebração do Natal, na aura do sortilégio natalício.

Quer se queira, quer não, o Natal sempre estará ligado à religiosidade tradicional, porque sem o vínculo religioso, da interligação ao sentido cristão, não haveria o Natal que comemoramos habitualmente. Pois as antigas celebrações do solstício do Inverno e associadas tradições da antiguidade, já não foram de nosso tempo, nem têm relação com as prendas tão apreciadas em nossa infância, tal qual nos revemos na magia que encanta as crianças que hoje enlaçamos em nós.  

Ora, o Natal é mesmo, afinal, a celebração do nascimento de Jesus, na comemoração da vinda d’Aquele que nos proporciona encanto existencial. O que, bem vistas as coisas, merece que louvemos de modo muito humano, exultando à maneira que nos faz apreciar a vida, com todas as tradições mais belas e familiares, desde a reunião familiar, mailos presentes natalícios, entre as diversas formas e feitios de fazer o Natal que nos anima.


Extensivamente, em sequência disso, também, ainda há pouco tempo fomos brindados por significativa mensagem papal, como foi a Exortação Apostólica do tão querido e simpático Papa Francisco, “A Alegria no Evangelho” – documento pontifício, este, focado no fundamental da evangelização, de orientação para vivermos com maior profundidade o nosso encontro com Jesus, como Igreja de proximidade de Cristo a todos os seres humanos, visando “evangelização para a transmissão da fé cristã”.

Pois bem, prestes a findar 2013, durante o qual caminhamos lado a lado, vivendo e partilhando a nossa realidade comum, aproxima-se também a normal chegada ao período festivo da passagem de ano, à entrada do Ano Novo, e quase logo de seguida vem o tempo dos Reis, da costumada visita de confraternização de Boas Festas, ou seja do canto das Janeiras e seguintes Reizadas levadas de casa em casa até aos amigos, pela analogia dos brindes do tradicional bolo-rei.

Num mundo em constante mudança, temos de ter sensibilidade pelo que ainda identifica todo um passado e presente do percurso de vida, enfrentando o futuro com a certeza que, tal como com o nascimento de Jesus um Menino nos foi dado, nascendo para nós Emanuel, significativo de Deus connosco, devemos saber acolher esse dom que é a Vida; enquanto a melhor forma de receber em abundância é viver na plenitude, dar-se sem reserva e partilhar com generosa sinceridade.

Neste tempo de Natal acolhamos toda essa mensagem, consubstanciada na imagem do Presépio, na representação do Menino que nos é dado, na Vida que devemos saber viver.


ARMANDO PINTO

sábado, 4 de agosto de 2012

Dimensão do F. C. Porto versus Desporto Português…


O que sabemos do F. C. Porto (como dizia Camôes da linda Inês posta em sossego...) queremos sempre expandir, sendo o que no peito temos. Não podendo, na inversa, esconder quando o tentam olvidar. Tal o caso, desta feita, que faz mais uma história para contar... do presente, por sinal.

Na calha presente dos Jogos Olímpicos - onde o desporto português tem dado uma pálida imagem do produto nacional, na senda do que tem acontecido com as modalidades ditas amadoras (como lembra o caso do atletismo que quiseram quase circunscrever aos rivais lisboetas da segunda circular); e perante a desoladora participação dos representantes lusos no grande acontecimento dos cinco continentes unidos pelo desporto… a comunicação social sediada em Lisboa tudo tem feito para amenizar o panorama.

Dentro desses parâmetros, o jornal (nacional) Expresso traz na edição deste sábado uma entrevista com uma famosa basquetebolista norte-americana. Na qual, para espanto de quem ler o texto, ao longo das perguntas e respostas, se fica a saber da dimensão que o F. C. Porto atinge além-fronteiras. 

A entrevista exprime mesmo por si o suficiente, ou seja, dispensa explicações e comentários. Contudo, releve-se uma constatação engraçada, ou nem tanto: Curiosamente, apesar do que a entrevistada mais deixa vincado, repara-se que o jornal não tenha dado destaque a isso, mas a outros pontos, também por motivos óbvios… atendendo à cor.

(Respigo do Expresso, página 38 do primeiro caderno, edição de 4 de Agosto de 2012) 

= Clicar sobre o recorte, para aumentar =

Lendo-se bem o que tão importante desportista expressa, o F. C. Porto é mesmo um mundo…à parte! 

Armando Pinto