Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Ligações à Volta a Portugal em Bicicleta



Na proximidade da realização da Volta a Portugal em bicicleta, prova desportiva de atração popular, este ano com início a 1 de Agosto; e perante o facto de Felgueiras ser meta de partida para a penúltima etapa da mesma grande prova, no dia 11; tal ocorrência, relacionada com o concelho do autor destas linhas e também do patrocinador da equipa W52-FC Porto, merece uma rememoração pública sobre as ligações de Felgueiras ao ciclismo competitivo e particularmente em haver inclusive tradições na Volta a Portugal, quer em passagens, como em chegadas e partidas de etapas, na antiga vila e atual cidade sede do concelho felgueirense, do distrito do Porto e província do Douro Litoral – como o autor procurou recordar em artigo escrito para publicação no atualmente único jornal concelhio com edição impressa. De cuja crónica, reportada a esse tema, se transpõe para aqui o respetivo texto, ilustrado com imagem da coluna publicada na edição de sexta-feira 20 de julho, no Semanário de Felgueiras.


Felgueiras na Volta a Portugal

Aí vêm eles (i bem’ eles – na fala popular) ouvia-se de repente, cortando espera ansiosa; e um movimento de cabeças, a par de imediato bruaá, dava movimento a clamor da multidão expetante. E logo se inclinavam os dorsos, para melhor ver os corredores, pondo olhos e sentidos à direção em que os ciclistas vinham. Era assim na espera e por fim passagem repentina dos ciclistas da Volta a Portugal em bicicleta, a grande corrida nacional que levava o povo à rua para ver os ciclistas. Coisa que em Felgueiras, por tempos passados, se revelava algo social, num misto de festa popular com momentos de contemplação, pelo deslumbramento de ver, ainda que num repente, os homens dos nomes ouvidos na rádio, mais caras vislumbradas nos jornais. Como ficou na tradição oral um ano em que Fernando Moreira, ao tempo grande ídolo dos adeptos da modalidade, venceu a meta volante instalada no centro da então vila de Felgueiras, em etapa vinda da Póvoa em direção ao Porto, no ano em que venceu a Volta, em 1948 – facto perpetuado com alusiva foto que veio na revista lisboeta Stadium. Pois, durante muitos anos a caravana voltista passou em Felgueiras, mas não parava. Quer na sede do concelho, como noutras localidades concelhias. Até que lá veio tempo em que parou mesmo e de permeio a terra felgariana teve direito a ver de perto os ciclistas antes de iniciarem novo percurso, rumo à glorificação triunfante.

O ciclismo é um desporto tornado espetáculo apreciado até por gente que nem costuma andar de bicicleta, sendo antes fenómeno de apreço ao esforço e destreza, na vertente de valorização da heroicidade. Porque o ciclismo competitivo é uma máquina de heróis que em cima das máquinas de rodas dão asas aos anseios de vitórias conseguidas pelos músculos. Valorizando como tal atenção a que Felgueiras não foge à regra, com gosto de ver. Conforme tradição enraizada, desde tempos de admiração por antigos ídolos dos pedais, como no tempo do nortenho Fernando Moreira, até à existência de conterrâneos salientes sobre as bicicletas de corrida, como foram Artur Coelho, que em diversos anos chegou a andar com a camisola amarela da Volta, mais Joaquim Costa, Albino Mendes e Miguel Magalhães. Nas afinidades ao ciclismo, constando protagonismo felgueirense através daqueles conterrâneos que participaram entre os concorrentes (conforme já aludimos em anteriores artigos), mais acréscimo de ter existido a equipa Zala e mais tarde a equipa W52-Quintanilha-Felgueiras, com sede em Felgueiras e que ostentava camisola com as cores municipais com o símbolo do concelho. Enquanto este ano volta a ser realidade o facto da cidade de Felgueiras ser ponto de partida duma etapa da Volta a Portugal, por sinal de início à tirada mais apreciada da edição atual, voltando assim a ser ponto de referência, depois de em anos recuados já ter sido local de relacionamento com a mesma Grandíssima.

Com efeito, Felgueiras foi já sítio de finais de etapas algumas vezes e dessas coincidindo numa a meta final com o próprio fim da Volta; assim como teve entretanto também anteriormente um início de etapa, cuja experiência se irá repetir agora em agosto. Fazendo parte da história da ligação felgueirense com a popular Volta que em 1992 terminou na cidade de Felgueiras a etapa Mondim-Felgueiras; assim como em 2006, em meta instalada no cimo do monte de Santa Quitéria, terminou a então etapa que ligou Gondomar a Felgueiras; tal como em 2008 a 70.ª Volta a Portugal acabou com um contrarrelógio de Penafiel até ao Monte de Santa Quitéria; ao passo que na volta de 2009 teve largada de Felgueiras a 5ª etapa, de ligação entre Felgueiras-Fafe. Festivo início este ano reeditado no penúltimo dia da competição, abrindo alas à sempre difícil etapa para a Senhora da Graça.

Eis assim uma leve memoração, na apropriação afetiva a tal vera ligação desta região a que a natureza dotou de vivas cores. Vestindo Felgueiras condizente camisola multicolor de festiva ocasião.

ARMANDO PINTO
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sábado, 19 de maio de 2018

Notícia complementar no SF sobre a vinda de Pinto da Costa a Felgueiras


Na sequência de anterior notícia, inserta na edição do SF da passada semana, referente à próxima inauguração da reabertura da Casa do FC Porto de Felgueiras, é complementado o tema no mesmo jornal Semanário de Felgueiras, em sua edição desta semana, noticiando desta vez que o Presidente Pinto da Costa será recebido nos Paços do Concelho, em Felgueiras - como se pode ver por recortes da 1ª página e do interior do correspondente número de sexta feira dia 18 de maio:


Armando Pinto
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Obs.: Sendo a "Casa do Porto de Felgueiras" uma instituição já com carisma, será de recordar algo de sua história, conforme anteriormente foi relembrado neste mesmo blogue (clicando) em

AP


terça-feira, 15 de maio de 2018

Notícia no SF dos Festejos Felgueirenses do Título Nacional do FC Porto e da presença do Presidente Pinto da Costa à próxima inauguração da reabertura da Casa do Porto de Felgueiras


Conforme é referido em caixa noticiosa inserta na edição de 11 de maio recente, dá conta o Semanário de Felgueiras da celebração pública que também teve lugar em Felgueiras a festejar a conquista do Campeonato Nacional de futebol conquistado pelo Futebol Clube do Porto, por parte de muitos manifestantes e entusiastas portistas da região. Noticiando ainda, por extensão, que no próximo dia 1 de junho será inaugurada oficialmente a reabertura da Casa do FC Porto de Felgueiras, com a presença do Presidente Dragão Nuno Pinto da Costa. Ato que culminará com um jantar de convívio de portistas com o Sr. Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, o presidente mais titulado do mundo e presidente desportivo com mandato mais duradouro, também.

ARMANDO PINTO
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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Alteração da data da (re)abertura da Casa do FC Porto de Felgueiras


COMUNICADO.

A direcção da Casa do Futebol Clube do Porto de Felgueiras vem por este meio comunicar e informar todos os sócios e simpatizantes desta Instituição que a abertura pública das suas instalações não se consumará no próximo dia 15 do corrente mês de Julho, ao contrário do publicitado no Semanário de Felgueiras, uma vez que, por imprevistos alheios à direcção e intimamente relacionados com o facto de todas as obras de preparação da Casa ainda não se encontrarem totalmente concluídas. Assim, e pelo facto da direcção ter como seu princípio basilar garantir a todos os seus sócios e simpatizantes o máximo de conforto possível desde do momento da abertura das suas instalações a data de abertura publicitada e supra mencionada sofrerá um adiamento, sendo que a direcção assume o compromisso de o mais brevemente quanto possível anunciar a respectiva data de abertura, de modo a que todos os Portista e simpatizantes do Desporto possam glorificar-nos com a sua visita.

Sem mais assuntos a comunicar a Direcção da Casa do Futebol Clube do Porto de Felgueiras subscreve este comunicado assumindo junto de toda a comunidade Felgueirense a promessa de brevemente ratificar novo comunicado com respectiva data de abertura.

Atenciosamente e com os Mais Respeitosos
Cumprimentos,

A Direcção

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

"Memória Viva" local, de afinidade portista


Como nem sempre se vai ao mar e fica em terra, e porque o que o autor escreve também se liga com outros temas e noutros órgãos de comunicação, desta vez dá-se o caso que, entre longa colaboração entretanto mantida com um jornal da imprensa regional, e na coluna que de vez em quando é mantida no jornal Semanário de Felgueiras com algumas crónicas do autor destas linhas, calhou agora, ao correr da narrativa (que foi deambulando por outros pontos, até ir ao que interessava) ser de temática  relacionada com o F C Porto, em torno do ciclismo portista, o artigo atual.

Disso se junta imagem do respetivo artigo, inserto na coluna impressa à página 10 da edição do SF de sexta-feira, dia 29. De cujo teor, para leitura mais acessível, se acrescenta também o texto original, devidamente ilustrado com uma foto do referido ciclista.
  


Memória Viva

Há-de parecer contraditório, mas pode-se morrer e viver também depois da morte, em sentido figurado evidentemente. Querendo dizer que depois do desaparecimento físico, a possibilidade de se cair no esquecimento é uma outra morte, ante a visibilidade duma viva lembrança.

Conta muito assim haver memória, para quem a tiver e perante quem for digno de tal.

Todos nos lembramos constantemente com saudade e afeição de nossos entes queridos que já não estão entre nós. E mesmo de pessoas que não sendo parentes de sangue, foram aparentados em afinidades, amizade e admiração. Assim como, entre ausentes e presentes, nos pode dizer muito a imagem de certas figuras públicas que se relacionam com realidades que nos dizem respeito. Quão pode ser o caso de personalidades salientes de nossa terra, por bom exemplo.

Costuma-se dizer que uma terra, como localidade mátria de gente que viveu e vive sem ser por ver os outros, como se diz, vale muito pelos filhos que gerou. Sendo então um orgulho haver personagens de realce, como Felgueiras se pode ufanar de ter tido um Manuel de Faria e Sousa, Dr. Costa Guimarães, um Agostinho Ribeiro, Fonsecas Moreiras, Dr. Magalhães Lemos, Francisco Sarmento Pimentel, Padre Luís Rodrigues, Lucas Teixeira, e outros mais, entre pessoas de que há certeza de sua naturalidade ser mesmo felgueirense, em diversos campos da vida social, política, cultural e até desportiva. Conforme, na perspetiva atlética, foi o caso do ciclista Artur Coelho, um felgueirense que em seu tempo andou com a camisola amarela das mais importantes provas nacionais e até internacionais, tendo chegado a vencer a clássica 9 de Julho do Brasil, popularmente chamada Volta a São Paulo, corria o ano de 1957.

= Artur Coelho =

Ora, em tempo de inícios da época desportiva da modalidade das bicicletas de corrida, agora que se retoma antigo entusiasmo com o regresso a nível nacional de alguns clubes grandes à prática dessa modalidade desportiva, vem a calhar evocar aquele antigo ás dos pedais precisamente por nem sempre ser muito lembrado, a nível oficial das terras onde nasceu e viveu, Felgueiras e Vizela. Justamente porque é um personagem da memória coletiva merecedor de permanecer no conhecimento público. E porque o que representou, afinal, faz jus a dar a esta zona nortenha banhada pelos rios Sousa e Vizela certa tradição do banho de multidão que o espetáculo do ciclismo sempre produziu no meio das gentes locais. Tal como, no presente, gostamos de ouvir e ler na comunicação social o facto de ser felgueirense o empresário que nos dias que correm mais contribui para um maior impacto que o ciclismo volta a ter no panorama português, Adriano Sousa (Quintanilha), cuja ação é de enaltecer, por isso mesmo.

Já é tempo de Felgueiras ser falada e divulgada nos meios de comunicação por motivos enobrecidos, além dos “slogans” de terra do pão de ló e calçado, fora o resto, para haver melhor efeito de sítio de boas sementes e ótimos frutos.

Nunca será demasiado valorizar o que tem valor e tudo o que eleve o nome de Felgueiras, o nosso concelho, num acertar de pedalada da história que atinja metas de apreço. Vivendo outra vida o que passa pelo mundo tendo sabido vivenciar a existência.

ARMANDO PINTO

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© Imagem com marca d’água, inserta neste blogue e de arquivo do autor.

A. P.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Mensagem de Festas Felizes e Bom Ano Novo


Com laivos de mensagem, à espécie de votos desejados, mas sobretudo como análise manifestada, transmitimos um feixe de palavras escritas para publicação jornalística, conforme terá lugar no jornal Semanário de Felgueiras por esta ocasião, a propósito da Quadra Festiva entre o Natal e o Ano Novo.

Sortilégio Natalício:

Prestes a terminar mais um ano, e ainda na época de Natal, é tempo de reflexão, dentro de variadas cogitações. Havendo passado mais um tempo cronológico nesta nossa caminhada terrena. Num período em que se cruzaram vários acontecimentos da nossa vivência comunitária, até este final de ano, quando estamos ainda a viver a celebração do Natal, na aura do sortilégio natalício.

Quer se queira, quer não, o Natal sempre estará ligado à religiosidade tradicional, porque sem o vínculo religioso, da interligação ao sentido cristão, não haveria o Natal que comemoramos habitualmente. Pois as antigas celebrações do solstício do Inverno e associadas tradições da antiguidade, já não foram de nosso tempo, nem têm relação com as prendas tão apreciadas em nossa infância, tal qual nos revemos na magia que encanta as crianças que hoje enlaçamos em nós.  

Ora, o Natal é mesmo, afinal, a celebração do nascimento de Jesus, na comemoração da vinda d’Aquele que nos proporciona encanto existencial. O que, bem vistas as coisas, merece que louvemos de modo muito humano, exultando à maneira que nos faz apreciar a vida, com todas as tradições mais belas e familiares, desde a reunião familiar, mailos presentes natalícios, entre as diversas formas e feitios de fazer o Natal que nos anima.


Extensivamente, em sequência disso, também, ainda há pouco tempo fomos brindados por significativa mensagem papal, como foi a Exortação Apostólica do tão querido e simpático Papa Francisco, “A Alegria no Evangelho” – documento pontifício, este, focado no fundamental da evangelização, de orientação para vivermos com maior profundidade o nosso encontro com Jesus, como Igreja de proximidade de Cristo a todos os seres humanos, visando “evangelização para a transmissão da fé cristã”.

Pois bem, prestes a findar 2013, durante o qual caminhamos lado a lado, vivendo e partilhando a nossa realidade comum, aproxima-se também a normal chegada ao período festivo da passagem de ano, à entrada do Ano Novo, e quase logo de seguida vem o tempo dos Reis, da costumada visita de confraternização de Boas Festas, ou seja do canto das Janeiras e seguintes Reizadas levadas de casa em casa até aos amigos, pela analogia dos brindes do tradicional bolo-rei.

Num mundo em constante mudança, temos de ter sensibilidade pelo que ainda identifica todo um passado e presente do percurso de vida, enfrentando o futuro com a certeza que, tal como com o nascimento de Jesus um Menino nos foi dado, nascendo para nós Emanuel, significativo de Deus connosco, devemos saber acolher esse dom que é a Vida; enquanto a melhor forma de receber em abundância é viver na plenitude, dar-se sem reserva e partilhar com generosa sinceridade.

Neste tempo de Natal acolhamos toda essa mensagem, consubstanciada na imagem do Presépio, na representação do Menino que nos é dado, na Vida que devemos saber viver.


ARMANDO PINTO

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Opinião Pública - Questionário: «Quem vai ser Campeão?»… in “Semanário de Felgueiras”


Nesta fase do campeonato, como se costuma dizer, todos têm sua opinião e maiores desejos ainda. Os adeptos dos dois clubes principais na atualidade do desporto português, diante do posicionamento na prova maior do desporto-rei nacional, estão cientes que este fim de semana podem sagrar-se campeões nacionais, na ligação clubista, mediante os resultados que vierem a ser obtidos, como se sabe.

Perante esse estado e dado o interesse e paixões que o futebol desperta, como fenómeno desportivo e motor de afetos aos clubes de cada qual, o jornal Semanário de Felgueiras, órgão de imprensa regional da área do autor destas linhas, focou esse ambiente, desta vez, em semanal inquérito que costuma colocar perante o público conterrâneo. E por versar este tema, a questão que baila na cabeça da opinião pública em geral foi então colocada a alguns felgueirenses, como aqui se dá conta.

Havendo também o autor deste blogue, no caso, sido abordado e participado, desta feita não no papel de colaborador do mesmo semanário, mas na pele de simpatizante do F C Porto, em representação do quadrante Portista; e ante a noção de tão grande expetativa, pelo caráter decisivo do desfecho da tarde domingueira que se aproxima; transmite-se as ideias e opiniões manifestadas pelo painel das pessoas ouvidas – conforme tal questionário, inserto na página 4 do SF de sexta-feira 17 de Maio de 2013:


( Clicar sobre o recorte digitalizado, para ampliar )

A. P.