O brasão historicamente costuma representar as armas de uma
estirpe. Sucedendo que os brasões desportivos, popularmente mais conhecidos por
distintivos, são emblema de marca. Como no que concerne ao nosso F C Porto. Associando-se
à camisola e bandeira como símbolos identificativos da comunidade que se irmana
e revê em tudo o que seja Portista.
Tal como aconteceu com a camisola do tradicional equipamento
do F C Porto, há alguns anos atrás, a passar já de cerca de década e meia, vem
agora à baila o símbolo-mor clubista, o distintivo, vulgo emblema, e mais
classicamente considerado brasão - a figurar nas camisolas e ao peito de nossos representantes. Não que desta vez, neste caso, seja tanto de
acreditar, mas mesmo assim trazemos o tema mais pelo que se passou com a
camisola.
Com efeito, um jornal dito desportivo trouxe agora a questão
do emblema para a praça pública. Contudo como esse periódico é avesso a tudo o
que se relacione com o F C Porto, sendo um autêntico papagaio com recados
mandados pelos clubes de Lisboa, não se lhe pode dar muita credibilidade. Tão
só faz ganhar outros contornos com esse avivar da simbologia Portista. Sendo
assunto que toca de modo especial em quem sente o grande clube português com
mais títulos internacionais, além de ainda detentor da maior soma total.
Pois o tema emerge derivado à questão anual das camisolas,
por causa da vertente comercial provocadora da alteração sistemática da
camisola oficial. Contra o que está nos Estatutos, frise-se, até. Transpondo ao
presente por via da substituição da marca fornecedora dos equipamentos, pois
para a época de 2014 / 2015 será a norte-americana Warrior (em vez da Nike, transformadora
da camisola das duas listas azuis, numa retalhada camisola de risquinhas). Deparando-se
então, para surpresa, a alegada situação de estar em cima da mesa a
possibilidade de mexerem no distintivo, num recuo ao passado.
Para o efeito, foi novamente recordado o pioneiro símbolo
das iniciais, sob desenho conhecido de Rui Saraiva, amigo da blogosfera
Portista. Não sendo, porém, de acreditar nessa possibilidade, embora atualmente
já nada seja impossível por quanto se tem visto na sociedade em geral. Bastando
recordar, no nosso caso, o que sucedeu com as camisolas.
Como curiosidade (porque, relembre-se, o problema das
camisolas começou a ser aflorado em 1996, com as primeiras notícias vindas a
lume), recordamos o exemplo pessoal de então termos questionado a Direção do F
C Porto, oficiando sobre a questão; tendo recebido perentória resposta (por
ofício, conforme carta de que se junta imagem respetiva) a negar tal viabilidade.
Só que, apesar disso, de que «embora o Futebol Clube do Porto dê um retoque todos os
anos nos equipamentos… tem sempre em atenção não violar os estatutos»… o que era negado tornou-se realidade, e… afinal, apenas ficara a marinar, porque a
partir de 2000, zás, estava consumado.
Ora, depois que a partir do ano 2000 a gerência do clube,
desde que apareceu a extensiva SAD, aceitou comercialmente alterar a camisola
histórica, que há décadas vinha enchendo os olhos dos apoiantes, ficou certa
convicção de se estarem a perder valores. Resultando que, passados já coisa de
catorze anos, tem havido uma mescla de equipamentos, todos os anos diferentes,
e, assim sendo, a marca que durante esse período foi responsável, não foi capaz
de respeitar a identidade Portista, nem teve capacidade de repor de vez em
quando o padrão que em maioria os adeptos sempre preferiram. Chegando-se à
atualidade com as bancadas, dos recintos onde joguem representações do F C
Porto, pejadas de diferentes e variadas camisolas azuis e brancas, quase dando ideia
de mistura de adeptos, tal a visão de camisolas tão diversificadas, dos mais
diversos feitios, com riscas mais largas e estreitas, quando não de risca ao
meio. Até que agora, neste tempo de defeso, enquanto não aparecem as camisolas
que ficarão a vigorar, paira no ar alguma expetativa pela imagem de marca que
virá com a nova camisola.
Dos palpites, opiniões, sugestões e indicações que todos os
anos aparecem enquanto não há novidades, por estes dias surgiu uma notícia de
poder vir a ser possível a reposição da verdadeira camisola à Porto.
Aguardemos. E se realmente for assim, apetece dizer: Até que enfim… Aleluia!
Mas sempre de pé atrás, a ver no que param as modas.
Quanto ao distintivo, o emblema que distingue o F C Porto e nos enche os olhos - tal como o Deco, quando assinou pelo F C Porto só acreditou quando teve a confirmação do presidente Pinto da Costa - embora não crendo em reduções, queremos confirmação oficial, porque acreditamos no presidente Dragão.
Armando Pinto
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