Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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sábado, 4 de maio de 2019

"125 EM AZUL": A História do FC Porto contada em quatro capítulos. E algo mais... no Porto Canal.


"125 EM AZUL": A História do FC Porto contada em quatro capítulos

Num precioso documento visual, mais grafismo complementar, qual documentário com todos os condimentos, a História do FC Porto é passada em imagens e ideias nesse conjunto de quatro capítulos, da lavra de Rui Cerqueira e uma vasta equipa cujos nomes aparecem ao correr da respetiva indicação da ficha técnica, incluindo realização e edição de Luís Esmael, Marco Carvalho, Ricardo Sobral e Nuno Magalhães. Tendo como mentores (segundo aparece escrito no final) Helder Gomes e Rui Cerqueira, através de guião de Guilherme Mesquita e narração a cargo de Rui Cerqueira, que também faz a entrevista de fundo.


Trata-se duma «grande produção do clube, com imagens inéditas e o Presidente como narrador». Começado a ir para o ar na terça-feira 23 de abril, no Porto Canal, tal documentário intitulado  “125 em azul”, é «uma grande produção do FC Porto que conta a história do clube ao longo de quatro episódios, exibidos semanalmente.»

Nesse mega produto historiográfico de imagens e narrativa, «o Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa é a figura central da obra e, num depoimento exclusivo, revisita os principais momentos da sua governação, mas também, antes disso, o tempo que viveu como dirigente e adepto, além daquilo que contam os livros de história. Funciona, por isso, como cicerone para esta viagem histórica, que apresentará imagens inéditas e testemunhos revisitados de outras das figuras que fizeram e fazem a história do FC Porto.»


O primeiro episódio foi, então, transmitido no Porto Canal, no dia 23 de abril, terça-feira, às 21 h 45, com Live, também, na App e Portal FC Porto. Com o nome “Pontapé de Saída” percorreu os primeiros anos de vida do clube até chegar ao 25 de abril de 1974.

O período seguinte à revolução dos cravos, até à eleição de Jorge Nuno Pinto da Costa para a presidência, em 1982, foi já contado no segundo episódio (“E depois de abril”).

Então, estando para ser aqui referenciado esse peculiar programa após sua total apresentação, no final, do mesmo fazemos já um justo juízo com antecipação da referência que o autor deste blogue tinha em mente para este espaço de memorização. Pois, pelo que já vimos, fácil é dizer que o "filme" tem qualidade que baste, ou melhor dizendo de forma direta: - É muito bom! Por isso recomenda-se!!!

Em episódios exibidos semanalmente às terças-feiras, o próximo capítulo será sob título genérico “Portugal, Europa, Mundo!”, «incidindo no início do período de domínio do FC Porto a nível interno, a meio dos anos 80, passando pelas primeiras conquistas internacionais, em 1987, e terminando com o histórico Penta, às portas do século XXI.» Até que o ciclo se fecha com “À conquista do futuro”, 4º e último capítulo, «que passa em retrospetiva a era José Mourinho, o segundo tetracampeonato e o terceiro tri, com a conquista da Liga Europa em Dublin pelo meio, até chegar aos dias de hoje.»

Eis pois um belo documento, que fica a perdurar e a fazer sobreviver ao tempo a História do FC Porto, nomeadamente desde que Pinto da Costa deu um definitivo impulso à Vida do FC Porto. Num bem documentado trabalho, profusamente ilustrado com imagens corridas e fotos coevas, a deixar boa sensação. Honrando bem o FC Porto, quão bem fica assim assinalada a marca dos 125 anos do clube Dragão.

Nota Bene: A meio destas possibilidades do mundo portista se ir documentando memorialmente, por meio das imagens destes programas, entre os dois primeiros capítulos deste” 125 em Azul” e os restantes, surge no Porto canal, no “Universo Porto-Entrevista”, mais uma boa conversa televisiva para a malta de outros tempos relembrar e nos dias que correm dar a (re)conhecer ao grande público, sobretudo às gerações mais novas, um grande valor do hóquei em patins – José Fernandes. Em mais um valioso contributo de Rui Cerqueira, que entrevista esse antigo hoquista e depois também treinador campeão europeu do FC Porto, o Zé Fernandes que foi e é o técnico do até agora último título de campeão europeu conquistado pelo hóquei patinado do FC Porto.


Uma entrevista  que, como tem sido normal, poderá ser vista ainda mais tarde, noutros dias e horas diversas, nas repetições sempre propícias.

A não perder…!

Armando Pinto

((( Clicar sobre a seta, ao cimo, para acesso ao vídeo com genérco de apresentação do filme )))

segunda-feira, 18 de março de 2019

Reconhecimento aos dois treinadores campeões europeus do hóquei em patins do FC Porto


As grandes instituições vêm-se e revêm-se nas mais nobres atitudes, seja em simples como elevadas ações. Tal o caso do grandioso FC Porto que, nalgumas ocasiões em que se proporciona oportunidade, ainda sabe ter reconhecimento de gratidão a quem faz parte de bons momentos da coletividade. Como foi o caso de, no passado sábado, aquando do importante jogo entre as equipas principais do hóquei do FC Porto e do Sporting, o Porto-Sporting que podia decidir o campeonato em curso (e para já colocou o FC Porto isolado no comando da prova), convidou os dois antigos treinadores campeões europeus do FC Porto para assistirem, no camarote presidencial do Dragão Caixa, a esse jogo da época portuguesa. Numa apreciável atitude de homenagem e perene gratidão, qual reconhecimento público a dizer que jamais serão esquecidos, esses dois antigos hoquistas de fino recorte que, como treinadores, foram obreiros da orientação que levou aos dois títulos de Campeões Europeus até agora conquistados para o FC Porto.

Esses mesmos dois grandes nomes do Hóquei do FC Porto, quanto a mim, merecem com efeito ser perpetuados no ambiente memorial do clube. Cristiano naturalmente tem sido mais lembrado no universo do mundo portista em virtude de haver sido durante muitos anos o principal representante dessa modalidade no seio do clube azul e branco, tendo ao longo de muitos anos sido o único jogador do hóquei portista a ir à seleção principal portuguesa do desporto dos patins. E o Zé Fernandes faz parte das memórias igualmente do tempo em que o hóquei do clube dragão começou a ter visibilidade no panorama nacional e internacional. Sendo alguns dos que merecem maior destaque no museu do clube, inclusive com Cristiano a ter sido também um dos quatro primeiros campeões europeus do clube como atletas (mais Castro, António Júlio e Fernando Barbot, ao terem sido campeões de hóquei patinado pela seleção nacional de juniores em 1969, como jogadores do FC Porto; e dos quais três eram os primeiros formados no clube com essa honra), além de já em 1968 Cristiano ter sido o primeiro hoquista formado no FC Porto que chegou a internacional. Assim como merece não ficar esquecido o facto de Acúrcio Carrelo ter sido, em 1957, o primeiro internacional sénior do hóquei em patins do FC Porto. Ao qual, em 1971 sucedeu o segundo internacional sénior do clube, Cristiano. Entre fastos dignos de figurarem nos anais do clube e serem mostrados à posteridade entre estrelas museológicas.  

Aliás Fernandes noutros tempos teve até uma curiosidade relacionada com sua importante ligação ao FC Porto. Como ocorreu aquando duma Festa do Hóquei em Patins do FC Porto decorrida em 1971, quando ele estava ausente a cumprir serviço militar nas longínquas paragens de Timor. Em tempo que no país ainda se vivia a fase das províncias ultramarinas e a guerra colonial, enquanto no FC Porto havia um espírito de família que unia gente do ambiente interno e pessoas afetas embora apenas como apoiantes, por exemplo. 


Essa  festa realizou-se no antigo pavilhão de treinos das Antas (pois ainda não existia o de jogos), na tarde de 8 de Dezembro, que era feriado e dia santo, ao tempo, ainda considerado Dia da Mãe, também. Sendo no caso a festividade  portista tida como Dia do Hóquei em Patins.

Disso, como mero exemplo de recordação, junta-se parte duma crónica então publicada no jornal O Porto, através de cuja mensagem um articulista desse órgão jornalístico oficial do clube, Domingos Amarelhe, mostrava como o FC Porto era já então “NÃO SÓ CLUBE GRANDE, MAS UM GRANDE CLUBE”:


Pela parte que toca a este espaço de Memória Portista, Cristiano e Zé Fernandes, entre outros, merecem tudo e muito mais.

Armando Pinto
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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

“Visita especial” em documentário do Porto Canal: Os dois treinadores campeões europeus do hóquei do FC Porto com a equipa portista


Na véspera de importante jogo da atual fase da Liga dos Campeões de hóquei em patins, o Porto Canal levou ao atual Museu do FC Porto e depois ao pavilhão Dragão Caixa os dois treinadores que comandaram as equipas do FC Porto nas épocas das duas conquistas da Taça dos Campeões Europeus de hóquei patinado, Cristiano Pereira e José Fernandes.


Então, antes do jogo com os italianos do Lodi, este sábado, o canal televisivo levou ao ecrã as imagens de visita proporcionada aos referidos nomes grandes do hóquei azul e branco, para através dessa realização promover um encontro de incentivo aos atuais hoquistas, com vista à concretização da vitória tão ansiada e consequente repetição da conquista que tem faltado.


Dois treinadores campeões, recorde-se, depois de terem sido jogadores de grande prestígio: Cristiano Pereira, formado no FC Porto e internacional com marcas relevantes, o grande hoquista que esteve no arranque do desenvolvimento do hóquei no FC Porto a partir de finais da década dos anos sessentas e foi bandeira da secção hoquista pelo tempo adiante; mais Zé Fernandes, que com o colega formou dupla avançada de renome.

Foi com agradável surpresa, efetivamente, que vimos Cristiano e Fernandes a andarem pelo museu, conforme tivemos oportunidade de vislumbrar nas imagens do Jornal Universo Porto (da "meia hora", como por cá se diz das 12, 30 h), esta sexta-feira, no canal tv do FC Porto. Tendo os dois craques do hóquei podido rever no Museu FC Porto by BMG as taças europeias que ajudaram a conquistar, além dos outros trofeus e recordações patentes. Embora o atual museu até nem tenha muito material exposto sobre o desporto dos patins, ainda se pode ali ver um “stick” (setique), junto com umas caneleiras doutros tempos e antiga máscara protetora de guarda-redes, tal como uma camisola (das que Cristiano envergou), no pequeno espaço dedicado às modalidades, mais uma estátua, das que estão à entrada, do também antigo mas mais recente hoquista Vítor Hugo (bi-campeão europeu como jogador, então treinado pelos dois recordados valores do passado). 


Nota-se sobremaneira a falta de uma estátua também do Cristiano, que foi efetivamente o maior representante do hóquei portista (um dos primeiros campeões europeus do clube, como campeão em 1969 no Europeu de juniores e durante anos, nos anos setentas e parte dos oitentas, o único portista que ia às seleções de seniores), além de algo do género também de Acúrcio Carrelo, que foi o primeiro internacional do clube no desporto jogado sobre patins. Assim como deveria haver imagens fixas das conquistas internacionais do hóquei e do bilhar, as modalidades que além do futebol já ergueram trofeus de competições europeias.


Cristiano e Zé Fernandes, depois bem acompanhados por Rui Cerqueira, foram ao pavilhão atual do clube e no Dragão Caixa cumprimentaram todos os hoquistas e o treinador da atualidade do hóquei em patins do FC Porto. Com os quais conversaram e puderam manifestar a esperança que reina no seio da família portista, deixando pessoalmente mensagens de incentivo e formulando votos do sucesso ao alcance dos jovens valores que defendem atualmente as camisolas do hóquei do FC Porto.


Dessa louvável iniciativa, em reportagem mais uma vez bem conseguida pelo jornalista Rui Cerqueira, juntamos algumas imagens captadas diante da televisão aqui de casa do autor destas linhas.


Armando Pinto

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sábado, 25 de junho de 2016

José Fernandes: um Histórico do Hóquei Portista


O hóquei em patins era o desporto do cajato, conforme se dizia – por analogia com a haste curva da pega dos guarda-chuvas, algo popularmente assim conhecido em corruptela, alusiva a cajado. Tal como se ouvia, entre amigos e conhecidos (no tempo de infância aqui do autor destas linhas), quando davam os relatos radiofónicos dos jogos de hóquei da seleção portuguesa, altura em que a modalidade era falada essencialmente. E então eram deveras badalados um tal Fernando Adrião, que manobrava o jogo da equipa, considerado um senhor hoquista nesses lustros, e lá na frente havia a dupla Livramento e Leonel. 
Tempos em que o hóquei em patins não era muito forte no Norte do país, enquanto o Sul do continente mais a então província ultramarina de Moçambique eram baluartes. Até que começaram a aparecer alguns jovens que foram à seleção nacional de juniores e se sagraram num ano vice-campeões e no seguinte foram mesmo campeões europeus. Onde pontificava Cristiano, mais Castro, Fernando Barbot e Júlio, do FC Porto e, entre outros de diversas equipas, também José Fernandes, então jovem da Cuf, com idade júnior mas que já jogava na equipa sénior, como acontecia com os colegas portistas, também. E ingressando no FC Porto, Fernandes passou a formar dupla com Cristiano, na equipa sénior. E que dupla!

Ora, Zé Fernandes, como era mais conhecido, depressa se tornou um hoquista entranhado no sentido Portista. Mas já com um longo percurso, como valor em ascensão no mundo do hóquei patinado.. 

Natural de Vouzela, José Fernandes da Silva, conforme seu nome completo, residia então na zona do Barreiro e, tendo aprendido a patinar por volta dos 11 anos, começou a alinhar de setique na mão ao serviço da CUF. Ali percorreu os escalões jovens, de principiante a junior, e subiu a sénior com 17 anos, integrando a equipa principal durante dois anos. Tempo em que, no Grupo Desportivo da Cuf, alinhou ao lado dos internacionais consagrados Vítor Domingos, guarda-redes, e Leonel, avançado muito conhecido por andar em rinque deveras curvado sobre o stique (derreado, como se dizia), sendo o tal que fazia dupla conhecida na Seleção A. Pois então, Fernandes ficou também conhecido como elemento da Seleção Júnior, inicialmente em 1968, quando conheceu Cristiano e Castro, depois em 1969 ao ser campeão europeu. Entretanto, no ano da primeira presença na seleção recebeu convite do FC Porto, que declinou, mas como passado um ano voltou a ser contactado, para o efeito, já aceitou em 1969 e então houve mudança definitiva para o Norte do país.

Da sua vinda para a cidade Invicta e fixação no FC Porto, recorde-se através de dois recortes jornalísticos o que escreveu O Norte Desportivo aquando da respetiva aquisição e O Porto avançou depois, por meio dum cronista muito apreciado, Melo e Alvim.


Durante o tempo de permanência efetiva no FC Porto, de permeio com sua ausência temporária devido à mobilização do serviço militar obrigatório, em tempo de guerra colonial (que o fez rumar às distantes paragens de Timor), contribuiu para período em que o hóquei portista andou pelos lugares cimeiros, sem contudo ter alcançado o título nacional que por diversas vezes esteve bem perto – como ficou já descrito em artigos anteriores deste blogue, em descrições curriculares de outros hoquistas azuis e brancos dessas eras.

= Primeiro título de Fernandes no FC Porto = 

No Porto fez parte da equipa que pela primeira vez entrou nas provas europeias, em 1970, junto com Cristiano, Magalhães, Ricardo, Leite, Brito, Hernâni, Castro, Júlio, etc. Volvidos anos e de permeio teve passagem pela Académica de Espinho (onde encontrou Vitor Hugo Silva, da formação espinhense e que depois veio a ser famoso no FC Porto), tendo Fernandes regressado às Antas mais tarde e integrado ainda o plantel da equipa do FC Porto que venceu a primeira Taça das Taças da Europa, em 1982.

Com esse título largou os patins, por fim, mas, continuou ligado ao hóquei como treinador, depois.

= Equipas da Formação Portista sob orientação de José Fernandes =

Inicialmente orientou  as camadas jovens do FC Porto, como responsável técnico de Escolas, Iniciados, Infantis, passando pelos escalões mais acima, tendo sido campeão nacional em Juvenis e Juniores com as respetivas equipas. Para seguidamente passar para a frente da equipa principal do FC Porto, onde foi o treinador da segunda Taça dos Campeões Europeus ganha pelo FC Porto, em 1989/90.

Taça dos Campeões Europeus - 1990

Após isso fez trajeto por outras equipas, tendo treinado também o Óquei de Barcelos, Oliveirense, Gulpilhares, Nortecoope e o Cambra. 

No seu currículo conta com 2 Campeonatos Nacionais, 1 Taça de Portugal, 2 Supertaças, 1 Liga dos Campeões pelo FC Porto; e 2 Campeonatos Nacionais, 1 Taça de Portugal e 1 Taça CERS pelo OC Barcelos. 

Depois José Fernandes teve continuidade na ligação ao hóquei através do filho, Rui Fernandes, que também jogou no FC Porto e entretanto tem treinado diversas equipas, além de presentemente fazer parte da equipa de hóquei FC Porto Vintage.

Armando Pinto

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