Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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segunda-feira, 24 de novembro de 2025

De vez em quando… - (Um ) Disco LP de vinil com o “sketch” «O Homem do Emblema» (do FCP) de Raúl Solnado!

Se de outras vezes aqui já tiveram lugar de memorização alguns discos de temática portista, entre outros asssuntos, desta feita chega a vez de um outro, não tanto mas também de conteúdo sonoro relacionado com o FC Porto. Como no caso de um disco sobre rábulas de Raúl Solnado, contendo uma cena cómica como foi o “sketch” de uma edição do célebre programa Zip-Zip, da RTP, dos finais dos anos 60 até princípios dos 70, o célebre “Homem do Emblema” do FC Porto. Número cómico, alegre e a dar algumas no sítio, como se diz, protagonizado por Raúl Solnado num programa do ZIP feito excecionalmente na cidade do Porto (sendo que era semanalmente realizado em Lisboa, mas nessa semana veio ao Porto, indo à cena pública e gravação televisiva na sala do Sá da Bandeira). Nesse tempo em que a figura maior do futebol portista era o Rolando, estando-se então na presidência de Pinto de Magalhães.




Sobre o mesmo caso há um artigo neste blogue, já publicado em 2013 (ainda antes da abertura ao público do novo e atual Museu do FC Porto), que agora calha rever, como lembrança de referência ao mesmo tema, agora transposto com o exemplar LP de vinil da coleção pessoal.

Armando Pinto

= Nota - Relembrando: artigo anterior com referência ao tema (clicando) em

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Homens da bandeira, emblema e outros referenciais by Museu F C Porto…


Já temos de novo museu! - É o que mais sobressai em nossos pensamentos Portistas. E não um museu qualquer, de simples exposição, segundo parece (pois ainda não houve abertura ao público), qual espaço memorial, onde nos devemos rever todos nós adeptos e associados, novos e veteranos, qual mundo de historias e memórias, de glórias Portistas e Portismo sentido, num ambiente cronológico desportivo e social. Obra importante, depois dos sucessos desportivos, ao 31º ano de  exercício da gerência de Pinto da Costa.

Sendo esse um local de valor real e estimativo, apraz sobre o mesmo, desde já, manifestar uma apreciação que o possa tornar ainda mais estimado e sobretudo valorizado. Para que, enquanto é tempo, possa ficar mais completo e corretamente digno da mensagem histórica que lhe está subjacente. Isto porque, apesar do autor ainda não ter tido oportunidade de ali entrar, por ora, nos chegou entretanto ao conhecimento algumas situações que urge corrigir e completar, do que se sabe através de grupos restritos de amigos confrades da paixão clubista, entre outros casos. E como não se sabe outro modo de direta transmissão, aqui vai e fica uma tentativa de achega construtiva, apenas como tal.

= Figuração imaginária de estatuária representando o fundador António Nicolau de Almeida, a escrever a histórica carta que deu notícia da criação do clube, em repto ao congénere grupo lisboeta para um jogo amigável... =

Ora bem, o nosso museu é mesmo o nosso grande Memorial do F C Porto, mas um espaço memorável onde se prende as atenções, não apenas pelos objetos expostos e imagens fixadas à posteridade, mas também e especialmente pela mensagem que acompanha tudo, o que diz muito à compreensão do que ali se pode ver e sentir. Daí que, quem vir com olhos de ver, notará algumas “coisas” que ainda poderão ser melhoradas, no atual estado em fase de apreciação. Dizem-nos que estão representados no museu, em estátuas bem concebidas, alguns figurantes da história do clube, tais como, num corredor de acesso ao museu propriamente, uns André Villas-Boas, Mourinho, Bobby Robson, Vitor Hugo, Dover, Cubillas, Guttman, Pavão, Yustrich, Valdemar Mota, Barrigana, Pinga, Norman Hall e José Monteiro da Costa; e, depois já dentro, além do Onze eleito, onde estão Baía, João Pinto, Gomes e restantes escolhidos publicamente, temos mais e só, em estátuas representativas, o Pedroto, e o Madjer. Quer dizer, repara-se logo numa falha grave, atendendo ao valor da História, que é não estar o Hernâni... também - sabendo-se de como ele, Hernâni Ferreira da Silva - o Senhor Hernâni, como lhe chamava o Eusébio, em sentido de respeito - era considerado o General do F C Porto! E ainda,entre outros, também o antigo guarda-redes de futebol Américo, a atleta Aurora Cunha e o hoquista Cristiano. 


= Hernâni - vitoriado e levado em ombros, no emotivo final do jogo do campeonato de 1958/59, depois da celebérrima espera pela paragem do relógio do benfiquista Calabote...! =

É preciso que a memória conte para alguma coisa, que não se deixem diluir as realidades de sempre, que sejam valorizadas as recordações de outrora, em vez de prevalecer só os conhecimentos de memórias de agora.


= Cristiano – único representante de hóquei em patins do F C Porto na seleção nacional durante muitos anos. Numa classe que mereceu lugar na coleção “Ídolos” dos Desportos. Envergando uma camisola, á época,  como a que ofereceu ao autor destas linhas, por quem a mesma foi cedida também para o museu do F C Porto; tal como o stick que ele usou num campeonato do mundo em Espanha... =

E então há mais, à consideração de quem de direito. Assim, temos ideia, que a estar lá representado na estatuária memorial o Vitor Hugo, antigo jogador de hóquei patinado, devia estar também o Cristiano, que foi o principal hoquista do Clube, e aliás durante muitos anos único do F C Porto com lugar na seleção nacional senior. Tal qual do futebol merecia figurar nessa galeria, por exemplo, Virgílio - também por ter chegado a ser durante algum tempo o mais internacional de Portugal, cujo emblema na sua camisola deve ser revisto (do exemplar exposto); antes do qual enfileirou com grande fulgor nas hostes azul-brancas também o Siska, de quem se dizia maravilhas; e até um António Araújo e um José Rolando, mais o Américo já referido, nomes que serviram de bandeira do clube em épocas distantes e distintas. Bem como do ciclismo, por exemplo, um Fernando Moreira, que foi expoente dessa modalidade que mais adeptos conquistou nos anos 50, 60 e 70, especialmente quando o futebol estava em baixo... e um Mário Silva, ídolo maior da família portista nos idos de 60, pelo menos... além de alguns mais, como Sousa Cardoso, entre outros. Mesmo de outras modalidades, naturalmente, não podendo ser esquecido o Fabião, andebolista de renome, num exemplo mais. Bem sabemos que não podem estar todos, mas convém que pelo menos não estejam poucos… para a dimensão do nosso património humano.


Por falar nisto, vem também à mente outros personagens que muito representaram importância na imagem do clube, no acompanhamento da vida clubista. Assim, não sabemos se lá estará representado, mas se não estiver deveria estar, o famoso Homem da bandeira gigante do F C Porto. Um senhor que, residindo no sul do país, era um Portista conhecido, embora quase no anonimato: o sr. Pina, que salvo erro vivia na Cova da Piedade, ou por essas bandas. Um simpático portador duma grande bandeira do F C Porto, com a qual assistia aos jogos do clube sempre que podia. Ficou célebre a sua presença no peão do estádio do Jamor em plena final da Taça de Portugal ganha ao Benfica com um golo do Hernâni, em 1958, pelas imagens que correram o país e chegaram a nossos dias – como aqui damos nota, através duma foto do blogue Memória Azul (com a devida vénia ao amigo Helder Russo). 


Personagem esse, o célebre Homem da bandeira, Manuel Pina, a que contamos proximamente dedicar um artigo, neste nosso espaço de Memória Portista. Sendo figura pública que mereceu ser entrevistado no famoso programa televisivo Zip Zip do Raúl Solnado, em 1969, no palco do Vilaret (Vilaré) de Lisboa, onde contou peripécias engraçadas e profundas. A pontos que, volvidos meses, numa vinda desse programa à cidade do Porto, em homenagem popular ao clubismo local, o Solnado apresentou uma rábula extensiva, criando a figura dum homem do emblema… dando vivas ao Rolando, por ser a figura máxima do clube por esses tempos.

= Rolando =

Vem a propósito, precisamente, recordar o Rolando, José Rolando Gonçalves, que também merecia figurar no museu, como referimos, tal qual Araújo. Porque, curiosamente como proclamava a arenga teatral do Solnado, houve um longo período, pelos anos sessentas, em que poucos eram os representantes do F C Porto nos meios mais salientes do desporto nacional. E no desporto-rei, depois que Américo teve de abandonar o futebol, ficou praticamente só o Rolando a ir à seleção e a ter lugar nas capas das cadernetas de cromos e a emparceirar nos ídolos das revistas, em nome do F C Porto. Tal qual umas décadas antes, pelos anos quarentas especialmente, houve o António Araújo, do qual basta dizer que em seu tempo a seleção nacional era considerada Sport Lisboa e Araújo e o no clube se dizia Futebol Clube Araújo do Porto. Assim como Américo Lopes, em meados da década de sessenta, foi o grande embaixador da mística Portista pelos campos onde esvoaçavam bandeiras do F C Porto, em tempos de dificuldade e escassez  da glorificação azul e branca...

= Américo - o "Baliza de Prata" do F C Porto e do futebol português - na imagem com o monumental Trofeu Somelos-Helanca de melhor futebolista português de 1967/68 =


Obviamente que aquilo tudo, o que é o Museu F C Porto by BMG se revela grandioso. Mas se ainda for possível representar melhor toda uma Nação Portista seria mais excelente.


Daí algumas das fotos aqui colocadas, de nosso espólio umas, outras de partilhas informáticas, como quem entra para mostrar uma visão do que se poderá ver ainda… na comunicação emanada pelos séculos já vividos, na existência institucional do F C Porto.

Como ilustração a esta visão duma mais ampla viagem histórica, recordamos a rábula de Solnado – Homem do Emblema - a falar do símbolo que era o Rolando naqueles idos de finais dos anos sessentas, como exemplo de que até com boa disposição se faz história!

Armando Pinto

= Raúl Solnado figurando a sua charla do "Homem do Emblema".=


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= Na eventualidade de ausência temporária de permissão, pode buscar-se no local próprio o acesso directo, clicando (no link ) 
em


A. P.