Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Caso da Irradiação do árbitro Reinaldo Silva, o tal do penalti inventado que roubou um Campeonato ao FC Porto em favor do Benfica - em 1962/63... e depois readmitido oficialmente por pressão do jornal A Bola... em 1964!

Em 1963, a 24 de Fevereiro, dera-se um dos grandes embustes do futebol português, no decorrer do jogo FC Porto-Benfica para o Campeonato da 1.ª Divisão Nacional, em pleno Estádio das Antas, através de um penalti inventado pelo árbitro Reinaldo Silva, a favor do Benfica, de cuja marcação resultou um desfecho que acabou por tirar ao FC Porto mais um título, quão ocorreu então com o Campeonato Nacional da época de 1962/1963. Algo que seguiu na linha do Inocêncio Calabote e outros que tais. E tal como Calabote, em 1959, o certo é que depois do mal ter sido feito e com os resultados homologados, também em 1964 Reinaldo Silva acabou por ser oficialmente excluído da arbitragem. Tendo tido irradiação. Embora defendido em certos jornais, nomeadamente num então tri-semanário desportivo de Lisboa. 

Ora, a 8 de janeiro de 1964 o jornal O Porto dava conta de Reinaldo Silva ter sido irradiado. Com um artigo intitulado em modo irónico "Reinaldo Silva e a sua inocência"! 


Atente-se que essa maneira simplista e algo benévola se entende facilmente porque, nesse tempo do Estado Novo, a redação do jornal tinha de ter em conta o facto do jornal ser "Visado pela Comissão de Censura"...

Contudo, sabendo-se hoje como as coisas funcionavam e os tempos da PIDE devem ter sido ultrapassados, há que não deixar que tais casos continuem branqueados.

Porque factos destes não podem nem devem ser esquecidos, mas têm sempre de ser lembrados para permanecerem no quadro negro das lições a reter, recorda-se essa publicação. Seguidamente com realce para a parte final, deveras curiosa. 

Como enquadramento, recorde-se, como, entre tantos e diversos exemplos, nesse mesmo Campeonato de 1963 aconteceu o tal penalti inventado pelo árbitro Reinaldo Silva no jogo da 2ª Volta nas Antas, com o Benfica, conforme foi recordado também mais tarde no jornal O Norte Desportivo aquando do 25.º aniversário do Estádio das Antas, como um grande “roubo” de que o FC Porto foi mais uma vez vítima e com consequência decisiva na perda de mais um campeonato:


Mas entretanto... (voltando a 1964) depois e ainda, o pior ou mais esquisito, estava para acontecer e foi feito. Tendo por pressão do tal jornal ao tempo ainda tri-semanário, como era referido na peça jornalística, depois o árbitro acabou por ter sido readmitido. Ou seja, foi-lhe anulada a suspensão e consequente irradiação, tendo podido voltar a arbitrar... para então poder continuar a ajudar o Benfica e a roubar o FC Porto. Como tinha feito antes, com resultados assinaláveis.  Quão se pode ler por uma coluna entretanto publicada no jornal O Porto, ao tempo, em sua edição de 21 de outubro de 1964, referindo o ditote do próprio árbitro grato ao jornal A Bola...


Armando Pinto

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domingo, 8 de janeiro de 2023

Efeméride: Lembrança n' "O Porto" da Irradiação do árbitro Reinaldo Silva

Em 1963, a 24 de Fevereiro, dera-se um dos grandes embustes do futebol português, no decorrer do jogo FC Porto-Benfica para o Campeonato da 1.ª Divisão Nacional, em pleno estádio das Antas, através de um penalti inventado pelo árbitro Reinaldo Silva, de cuja marcação resultou um desfecho que acabou por tirar ao FC Porto mais um título, quão ocorreu então com o Campeonato Nacional da época de 1962/1963. Algo que seguiu na linha do Inocêncio Calabote e outros que tais. E tal como Calabote, em 1959, o certo é que depois do mal ter sido feito e com os resultados homologados, também em 1964 Reinaldo Silva acabou por ser oficialmente excluído da arbitragem. Tendo tido irradiação. Embora defendido em certos jornais, nomeadamente num então tri-semanário desportivo de Lisboa. 

Ora, a 8 de janeiro de 1964 o jornal O Porto dava conta de Reinaldo Silva ter sido irradiado. Com um artigo intitulado em modo irónico "Reinaldo Silva e a sua inocência"! 

Porque factos destes não podem nem devem ser esquecidos, mas têm sempre de ser lembrados para permanecerem no quadro negro das lições a reter, recorda-se essa publicação. Seguidamente com realce para a parte final, deveras curiosa. 

Como enquadramento, recorde-se, como, entre tantos e diversos exemplos, nesse mesmo Campeonato de 1963 aconteceu o tal penalti inventado pelo árbitro Reinaldo Silva no jogo da 2ª Volta nas Antas, com o Benfica, conforme foi recordado também mais tarde no jornal O Norte Desportivo aquando do 25.º aniversário do Estádio das Antas, como um grande “roubo” de que o FC Porto foi mais uma vez vítima e com consequência decisiva na perda de mais um campeonato:


Armando Pinto
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Um dos históricos exemplos de “roubos de arbitragens” contra o FC Porto


Foi em Fevereiro e corria o ano de 1963, num período em que o país também estava silenciado aos desígnios do poder político reinol, ao tempo, e do sistema desportivo-social que campeava desde a capital do império. Um caso, que aqui e agora recordamos, para que conste e jamais passe despercebido ou seja riscado da memória histórica, entre exemplos vários do que foi sucedendo ao longo dos tempos, como em anos recentes está a voltar a acontecer.

Podia-se deixar isto para lembrar aquando da data correspondente do calendário, mas estes acontecimentos não são bem de memorizar como efemérides, sendo tão só como infelizes ocorrências que devem estar sempre presentes, como lições e provas de jurisprudência memorial… Tais os "roubos de igreja" que Pedroto combateu quando regressou ao FC Porto, junto com Pinto da Costa.


O caso mais lembrado foi na verdade o célebre passado com Calabote, por ter acontecido na última e decisiva jornada do Campeonato Nacional de futebol da 1ª Divisão do respetivo ano, em 1959, mas diversos outros existiram, infelizmente. Como um que teve lugar em pleno relvado das Antas na fase decisiva do Campeonato em 1963. Facto que, por ter sido mesmo no antigo estádio do FC Porto, teve anos depois referência num jornal desportivo fora da esfera da capital do país (pudera…!), aquando da comemoração das bodas de prata do estádio das Antas.


Assim, para todos os efeitos, repescamos esse infausto acontecimento, deitando olhos e mãos de trabalho historiador ao que narrou o jornal O Norte Desportivo, em seu número de 28 de Maio de 1977, comemorativo então da passagem de 25 anos da inauguração do mítico estádio das Antas.

Atente-se assim no devido recorte da correspondente “caixa” colunável, que fala por si e por nós…!


Armando Pinto
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= Nota: Como sempre, comentários "do contra"  serão eliminados… pois contra factos não há argumentos. Como dizia São João Crisóstomo, não se busque provas contra o que é sabido…