Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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sexta-feira, 5 de março de 2021

Evocação de Pedro Homem de Melo, Homem do "Aleluia" Portista – na efeméride de seu desaparecimento físico…

A 5 de março de 1984 falecia no Porto o grande poeta Pedro Homem de Melo, o Homem do poema Aleluia que eleva o FC Porto a alturas de incenso.


Pedro Homem de Melo, natural da cidade do Porto, embora com nome já feito na literatura portuguesa desde a década dos anos 30, por via de reconhecimento com alguns prémios a obras suas, tornara-se conhecido popularmente do cidadão comum por um programa televisivo que teve na Radiotelevisão Portuguesa, ainda nos primeiros tempos de transmissão da RTP, então com um só canal por muito tempo e a preto e branco igualmente por muitos anos a fio. Tendo esse programa, transmitido aos finais de tarde dos domingos, sido deveras apreciado por ser dedicado ao folclore, algo do agrado popular nesse tempo de simplicidade romântica e curiosamente em horas que antigamente o povo folgava, como foi hábito as danças de roda populares em tardes domingueiras. Havendo Pedro Homem de Melo, com sua voz pausada de entoação declamadora, através desse programa, dado a conhecer grupos e modas de danças e cantares do típico folclore português.

Após isso, conhecido por sua voz e fisionomia, passou a ser também conhecido por seus poemas em livros e sobretudo por algumas páginas literárias que era uso e costume haver em certos dias nos jornais diários nacionais. Acrescido do facto de alguns de seus versos servirem então de letras a alguns fados cantados por Amália. Até que, como cereja no topo do bolo, em finais dos anos 60, fez um poema dedicado ao Futebol Clube do Porto, sob título de Aleluia, poema épico esse que logo ganhou honras de figurar em espaço nobre do interior do estádio das Antas, num quadro de azulejos emoldurados, bem como a respetiva letra foi declamada em disco gravado, incluindo conjunto de gravação em vinil junto com o Hino do clube, no tempo da gerência do dinâmico Presidente de Afonso Pinto de Magalhães, em 1969/1970.

Desse labor literário, de apenas um poema que ficou a valer por milhares de letras, foi depois historiado algo sobre ele num artigo da autoria do Dr. Paulo Pombo publicado no jornal O Porto, na página de divulgação cultural que houve nos inícios da década de 70, ao tempo do mesmo Dr. Paulo Pombo a diretor daquele que era o jornal oficial do clube.  

= Quadro de azulejos pintados com o poema Aleluia, à entrada do átrio de entrada da área social do estádio das Antas. Antecendendo quadros com os elementos do departamento de futebol de cada época, junto com outros quadros dos ícones do clube até esse tempo (estando ali, em zona privilegiada, fotos de Artur Pinga, considerado o melhor de todos os tempos, até então; Valdemar Mota, o 1º Olímpico; Soares dos Reis I, o 1º guarda-redes internacional; Vital, marcador do 1º golo portista no estádio das Antas; Virgílio Mendes, o mais internacional, até esses dias).

~~~ ***** ~~~

Ora então a 5 de Março de 1984 morreu, aos 79 anos, PEDRO HOMEM de MELO. De nome completo Pedro da Cunha Pimentel Homem de Melo, nascido a 6 de setembro de 1904, no Porto, faleceu também no Porto. Eternizado como poeta e ensaísta de obra literária reconhecida, de permeio dedicara-se ao mister de professor liceal, apesar de sua formação como advogado.

«Formado em Direito pela Universidade de Lisboa, foi diretor da escola Comercial Mouzinho da Silveira, no Porto. Com o livro “Segredo” (1939) obteve o “Prémio Antero de Quental” e menção especial da Academia das Ciências de Lisboa. P. H. M. é sem dúvida dos maiores representantes da nossa tradição lírica, na linha que, saindo de D. Dinis, passa por Bernardim, Rodrigues Lobo, Garrett, Antero, João de Deus e Carlos Queirós. Constrói o poema sobre requintes de sensibilidade ática e meio pagã, não apenas com a luz e mágicas sombras da paisagem da sua terra, mas com a pungência do seu próprio sentir e os ritmos e ansiedades do povo, com quem gosta de conviver. Daí também o seu interesse pelo folclore português, que estimulou quanto pôde, até através das câmaras de televisão, em programas dedicados aos cantares e danças populares. Especialmente do Minho, sua terra de adopção» - como consta na “Enciclopédia Verbo Luso-Brasileira de Cultura”.

É também descrito e com mais pormenor na página “Torre do Tombo e a história” como «um advogado que se consagrou como poeta e folclorista de nomeada, com um papel notável na sua divulgação em livros, bem como em programas radiofónicos e televisivos, na RTP, que se tornaram famosos e lhe mereceram uma assinalável popularidade e simpatia, permanecendo na memória coletiva até ao presente.

Pedro da Cunha Pimentel Homem de Melo nasceu e morreu no Porto. Formou-se em Direito, advogou, foi magistrado e professor liceal. Foi também autor premiado, vindo a tornar-se especialista do cantar e das danças populares, com reconhecimento enquanto dedicado folclorista.

Nasceu em 1904 e estreou-se em 1934 com o livro de versos 'Caravela ao Mar'. Pertence à geração de poetas presencistas e é autor de uma obra poética extensa, com cerca de 30 volumes de poesia.

Surpreende pela consistência de características métricas, temáticas e retóricas que mantém, quase da mesma forma, de livro para livro. Anda à volta do tema da revolta, do desafio da lei ou da repressão moral, mitificando assim a figura de Povo. Segundo Joaquim Manuel Magalhães, os poemas de Pedro Homem de Mello aglomeram-se em dois grandes grupos: aquele em que alguma realidade da paisagem humana e natural do norte minhoto ao centro litoral irrompe e se destaca e um outro em que a densidade conflituosa das paixões se regista numa manifestação lírica, quase confessional.

Paralelamente à obra poética, é notória a paixão pelo folclore português, temática que o interessou e sobre a qual escreveu vários ensaios e desenvolveu programas de rádio e de televisão.

Foi distinguido com o Prémio Antero de Quental (1940) e o Prémio Nacional de Poesia (1973). A sua obra poética encontra-se compilada em Poesias Escolhidas (1983). Como estudioso do folclore nacional, escreveu A Poesia na Dança e nos Cantares do Povo Português (1941) e Dança de Portugal (s/d).

[texto partilhado da série 'RTP ensina']

Na página oficial do ICS da universidade de Lisboa, pode ler-se:

"Pedro Homem de Melo (1904-1984) foi um poeta e folclorista português, pertencente à fidalguia de província, que trabalhou a maior parte da sua vida como professor do ensino técnico e comercial no Porto.

Entre 1934 e 1983 publicou 29 livros de poesia (incluindo duas antologias) e três obras sobre danças e cantares populares (principalmente do Noroeste de Portugal).

Alguns dos seus poemas foram adaptados para fados cantados por Amália Rodrigues.

Este facto, somado aos programas televisivos que conduziu entre finais dos anos 60 e inícios da década de 1970, fez com que o seu nome se tornasse bem conhecido em Portugal até à atualidade. Contudo, a sua vida e a sua obra foram ainda muito pouco estudados. O objetivo deste projeto consiste precisamente em realizar esse estudo, e considerou-se que a produção de uma monografia biográfica constitui a melhor forma de alcançar este objetivo.

O género biográfico dirige obrigatoriamente a pesquisa para a reconstrução de uma história de vida, mas simultaneamente requer um conhecimento aprofundado dos cenários sociais, culturais e institucionais que a envolveram e moldaram.

Com a produção de uma obra biográfica sobre Pedro Homem de Melo, esperamos dar voz e nova luz não só à sua vida e ao seu trabalho, mas igualmente a diversos traços da sociedade portuguesa no seu tempo".

Amália Rodrigues imortalizou alguns dos seus poemas, nomeadamente os títulos “Povo que lavas no rio”, “O rapaz da camisola verde”, “Havemos de ir a Viana” e “Fria Claridade”, hoje temas incontornáveis no Fado.

Chegou a criar e a patrocinar alguns ranchos folclóricos do Minho e colaborou com o Orfeão Universitário do Porto no âmbito de recolhas etnográficas para os seus grupos folclóricos.

Afife (Viana do Castelo) foi a sua terra de adoção. Ali viveu durante anos num local paradisíaco, no Convento de Cabanas, junto ao rio com o mesmo nome, onde escreveu parte da sua obra, "cantando" os costumes e as tradições de Afife e da Serra de Arga.

A Câmara Municipal de Lisboa homenageou o poeta dando o seu nome a uma rua em Chelas.

A 24 de Agosto de 1985, foi agraciado, a título póstumo, com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.»

A sua letra de “Havemos de ir a Viana”, na musicalidade do popular fado de Amália, serviu de tema popular aquando da ida do FC Porto à final da Taça dos Campeões Europeus de futebol, em 1987, cantando-se como “havemos de ir a Viena”, na ida a Viena de Áustria.

O quadro de azulejo com seu poema Aleluia, retirado aquando da demolição do estádio das Antas e passagem da atividade do clube para o estádio do Dragão, está atualmente patente no Museu do FC Porto.

Eis assim Pedro Homem de Melo, Portista e grande poeta do enorme poema Aleluia. Que se evoca deste modo na passagem da data de seu passamento da vida física para a eternidade.

Armando Pinto

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Evocação: Manuel Sousa e Manuel Soeiro do FC Porto – Campeões Nacionais de Ciclo-Cross em 1970

 

Corria o inverno de inícios de 1970, na transição dos meses de janeiro para fevereiro, quando no princípio da época de ciclismo desse ano decorreu a tradicional jornada para atribuição dos títulos nacionais da especialidade de Ciclo-Cross (anteriormente também referida por Ciclismo Pedestre e agora mais vulgarmente escrita como Ciclocrosse). Tendo para o efeito havido dupla realização de provas, uma para Profissionais e outra para Amadores. Cujas corridas de decisão para atribuição dos títulos se realizaram nos terrenos envolventes do Palácio de Cristal, metendo obstáculos de subidas e descidas de ladeiras, escadas, passeios estreitos e outras dificuldades.

= Manuel de Sousa

= Manuel Soeiro

Dá conhecimento do facto uma curta mas esclarecedora nota informativa saída nesse tempo no jornal O Porto, narrando com curiosos pormenores como Manuel de Sousa e Manuel Soeiro, em Profissionais e Amadores, respetivamente, ganharam direito às respetivas camisolas de Campeões Nacionais.

Nota: Como na edição do referido jornal não foram incluídas fotos das provas, ilustra-se esta evocação com imagens de arquivo (embora no caso de Manuel Soeiro seja mesmo foto do decurso da prova, mas incluída numa entrevista também publicada num outro número do jornal O Porto; enquanto de Manuel de Sousa se lembra gravura de um cromo de coleção).

Armando Pinto

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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Evocação do Campeonato Nacional de Juvenis de Hóquei em 1971 – o 1º Título de Campeão Nacional do Hóquei em Patins do FC Porto


A 2 de Outubro de 1971 disputou-se em Coimbra a Finalíssima do Campeonato Nacional de Juvenis de Hóquei em Patins, no encerramento da época dessa temporada para os jovens hoquistas de tal escalão. Com o FC Porto a fazer uma exibição de gala, em atuação não expressa no resultado perante uma arbitragem vergonhosamente tendenciosa, que roubou momentaneamente a alegria que essa vitória devia proporcionar aos que seriam justos vencedores. Contudo, como o FC Porto se sentiu prejudicado, embora não podendo ir contra a palavra dos intervenientes desonestos, mas como havia um desleixo administrativo, tendo o adversário alinhado com um jogador mal inscrito, o clube reclamou, protestando oficialmente. Ora pelos regulamentos essa irregularidade fazia com que a culpa redundasse em derrota da equipa infratora. Então, apesar de grande demora e relutância federativa, acabou por ser dada razão ao FC Porto, pois não havia volta a dar.... Assim o título foi homologado, sendo o FC Porto oficialmente reconhecido como Campeão Nacional de Juvenis de 1970/71 e os hoquistas da equipa de Juvenis do FC Porto puderam ser agraciados como campeões nacionais.


Tinha o FC Porto uma equipa jovem de se lhe tirar o chapéu, melhor dizendo o boné de adepto. Tendo dado gosto acompanhar toda essa campanha, “torcendo” para que esses então jovens valores fossem campeões e assim os entusiastas do hóquei patinado portista tivessem finalmente uma grande alegria, através desse escalão da modalidade.  

Ao tempo brilhava na mesma formação João Paulo Barbot, que era autêntico maestro do conjunto, sendo como tal o lider e capitão de equipa. Com um estatuto que fazia com que por vezes treinasse e sobretudo convivesse muito com os seniores, inclusive. Como testemunha uma foto em que posou ao lado de José Castro, em ocasião que o guarda-redes da equipa senior do FC Porto vestia a camisola da seleção nacional.


O Hóquei em Patins do FC Porto (surgido definitivamente a meio da década de cinquenta, mas que apenas em finais dos anos sessentas atingira posição de relevo no panorama do hóquei nacional), além dos títulos regionais entretanto ganhos e do Metropolitano de 1969 conquistado, não tinha conseguido ainda até esses tempos qualquer título nacional em seniores, nem noutros escalões, apenas havendo sido vice-campeão. Até que finalmente em 1971 veio para as Antas o título Nacional de Juvenis, o primeiro da história do Hóquei em Patins do FC Porto.

= Imagem oficial da equipa dos Campeões Nacionais de 1971 - foto original oferecida ao autor pelo amigo João Paulo Barbot, como ficou escrito  no verso da fotografia.

Ora, para isso tudo contribuiu que a equipa juvenil do FC Porto tinha feito uma época excelente e chegada a fase final do Campeonato Nacional, continuou a dar boa conta. Aí, ao fim de seis jogos do calendário da fase decisiva, com o FC Porto e a Juventude Salesiana de Lisboa em igualdade no cimo da classificação, foi preciso recorrer a uma finalíssima, esticada ainda com prolongamento. Tendo só então, no tempo extra e sem poder mais competir com a arbitragem, os juvenis portistas acabaram por ter de sair tristes, sentindo-se injustiçados. Porém vitoriados pelo público, perante sentimento geral que deviam ter sido vencedores em rinque. Título esse mais tarde devolvido, afinal, após reclamação. Tendo sido por fim retificado e ratificado, com a decisão final que resultou em correção e atribuição validada.

Daí o que que ficou registado nos apontamentos de arquivo pessoal dum portista ainda jovem (como era ao tempo o autor deste blogue), apaixonado entusiasta do hóquei portista, apoiante à distância física da distância geográfica até à área da Invicta:


Conquistado finalmente o direito de receberem as faixas, os Campeões do FC Porto foram fotografados dentro do pavilhão de treinos das Antas (mais tarde chamado de Pavilhão Afonso Pinto de Magalhães), com faixas ostentando as cores do clube; e depois já com as faixas listadas de verde e vermelho de campeões nacionais, mesmo no centro do relvado do estádio mítico do FC Porto, diante da histórica bancada central das Antas.

Eis essa pose histórica: 

= Foto dos Campeões. Em pose à posteridade, na qual, ladeando os jovens triunfantes, ficaram também os dirigentes da secção, de um lado (esquerdo da imagem) Sampaio Mota e, do outro, Fernando Barbot (pai); estando ao centro o treinador Manuel Correia de Brito (e o chefe de secção e o treinador tendo ao lado também filhos seus, os hoquistas João Paulo Barbot e Fernando Correia de Brito, respetivamente). 

Armando Pinto
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quarta-feira, 29 de maio de 2019

FC Porto Campeão Nacional de Juniores (Sub 19-Futebol) de 2018 / 2019. E evocação de antigas fornadas de campeões juniores !


O FC Porto sagrou-se esta quarta-feira Campeão Nacional de Juniores.

Depois de terem conquistado para o FC Porto o título de Campeão Europeu de Sub-19, os Juniores do FC Porto alcançaram a dobradinha maior, juntando o título de Campeão Nacional. O que não é para qualquer clube, só o FC Porto passa a orgulhar-se disso, entre os portugueses que chegam às competições europeias oficiais.


Algo assim deixa desolados alguns “Velhos do Restelo” de dentro e de fora, mais uma vez, como Camões descreveu n’Os Lusíadas os que estão sempre descrentes e os que fazem tudo para desacreditar o que é de seu afeto, ou do que por não gostarem querem desdenhar…  


Na última jornada da fase de apuramento de campeões, os dragões dependiam apenas de si para festejar em virtude da vantagem de um ponto para o Benfica. E, cumprindo o esperado nas hostes portistas e contra a vontade dos adversários diretos e indiretos, os Campeões Europeus de sub-19 venceram o Sporting de Braga, assegurando o Título Nacional. Tendo vencido por 2-0, com golos de Ángel Torres e Romário Baró, um em cada parte, garantindo a conquista do campeonato que fugia desde 2015/16.


No outro jogo em disputa, o Benfica, apesar de também ter vencido, viu o FC Porto manter-se firme em seu lugar, terminando os encarnados a fase final com 36 pontos, a um de distância do campeão FC Porto.


Com efeito, depois da conquista da UEFA Youth League, os dragões celebram também a nível interno. Obtendo com grande mérito o 23.º título nacional de juniores da história portista, coroando assim uma época perfeita para o escalão – com a grande conquista da UEFA Youth League, correspondente à Liga dos Campeões da categoria e agora o campeonato Nacional de Juniores, fornada atualmente chamada de Sub 19.


Os jovens dragões entraram para a última jornada da fase de apuramento de campeões com um ponto de vantagem sobre o Benfica, apesar do Benfica ter conseguido bons resultados diante do FC Porto, em jogos de resultados deveras injustos, nos quais de seus quatro golos três foram através de penaltis. Mas a formação do FC Porto resistiu a tudo no cômputo geral e triunfou nas contas finais.


Os Sub-19 do FC Porto sagraram-se campeões nacionais depois de baterem esta quarta-feira o Sporting de Braga (2-0), no Olival, na 14.ª e última jornada da fase final do Campeonato Nacional de Juniores A. Os Dragões fecharam com chave de ouro uma época de sonho, na qual juntaram a conquista do título nacional, que escapava desde 2015/2016, à conquista inédita da UEFA Youth League.


Assim a equipa júnior do FC Porto festejou o título no ambiente do Olival bem composto, vitoriando os Dragões, que terminaram esta fase final com 37 pontos, resultantes de 12 vitórias, um empate e uma derrota em 14 jogos (32 golos marcados e 11 golos sofridos).

Os Sub-19 portistas, comandados por Mário Silva, alinharam com Francisco Meixedo, Tomás Esteves, Pedro Justiniano, Levi Faustino, Tiago Lopes, Mor Ndiaye, Fábio Vieira (Rodrigo Valente, 90m+4), Romário Baró (Vítor Ferreira, 74m), Afonso Sousa (João Mário, 83m), Ángel Yesid e Fábio Silva.


Mário Silva comandou a equipa de Sub-19 do FC Porto à conquista do campeonato e da UEFA Youth League A frase mais forte do discurso de Mário Silva diz quase tudo. Depois de uma inédita conquista da UEFA Youth League, a equipa de Sub-19 do FC Porto juntou o título nacional ao título europeu. Após o triunfo sobre o Sporting de Braga na 14.ª e última jornada da fase final do Campeonato Nacional de Juniores A, o treinador dos Dragões dedicou o 23.º título nacional de Sub-19 à estrutura do FC Porto e aos adeptos:


«Já sabíamos que ia ser um jogo muito difícil. Tivemos muitos jogos desde o dia 26 de abril, mas eles portaram-se como verdadeiros campeões. Foi uma época de sonho para nós e nunca ninguém vai esquecer o que fizemos. Depois da derrota com o Benfica em casa, provavelmente só nós acreditávamos que ainda podíamos ser campeões. Este foi um título muito difícil de conquistar, pois as equipas que lutaram até ao fim perderam poucos pontos. A nossa massa associativa maravilhosa merecia este momento e acabamos a época com um sentimento de dever cumprido. Espero que estes meninos tenham muita sorte e consigam triunfar, porque merecem. Até pode haver outra equipa que consiga igualar o que fizemos, mas jamais conseguirão fazer melhor do que nós. Dedicamos esta vitória à estrutura do FC Porto e aos nossos adeptos.»


Em suma, esta é pois época para sempre recordar para os juniores do FC Porto. Um mês depois de se ter sagrado campeão europeu, o FC Porto, através de seus infantes dragões, sagrou-se também Campeão de Portugal na categoria superior das camadas jovens.  


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Este título é pois o 23º Campeonato Nacional de Juniores conquistado pelo FC Porto, a partir de 1953. Sendo extenso o rol, já, conforme as épocas que estão no quadro de honra em que o FC Porto foi e é Campeão Nacional de futebol em Juniores:

- 1952/53, 1963/64, 1965/66, 1968/69, 1970/71, 1972/73, 1978/79, 1979/80, 1980/81, 1981/82,1983/84, 1985/86, 1986/87, 1989/90, 1992/93, 1993/94, 1997/98, 2000/01, 2006/07, 2010/11, 2014/15, 2015/16 e 2018/2019.           


Como homenagem a todo esse passado, e visto em anterior artigo aqui termos relembrado o primeiro título, obtido em 1952/53 (conforme se pode recordar por link colocado abaixo, no fim da crónica), desta feita recordamos os segundo e terceiro títulos, obtidos em 1964 e 1966, através de imagens correspondentes.


Eis aí, em poses que ficaram à posteridade, grandes valores dos escalões de juniores de antanho. Como, na de cima (referente a 1964), Artur Jorge, Luís Pinto, Silva, França, etc. e na de baixo (1966) Pavão, Victor Cruz, Lázaro, Rendeiro, Sérgio Vilarinho, Ernesto, Belo, Alberto, Arlindo, o guarda-redes Sousa, etc.

= Equipa Vencedora da Final do Campeonato Nacional de Juniores de 1966:
Em cima da esquerda para a direita: Sérgio, Belo, Orlando, David, Alberto, Pavão, Almeida, Sousa, e massagista.
Em baixo da esquerda: Vítor, Rendeiro, Miranda, Arlindo, Ernesto e Lázaro.

***
= Para recordar: Crónica referente ao titulo nacional de 2016, com homenagem evocativa aos campeões de 1952/53, pode rever-se (clicando) em

  
Armando Pinto

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Pedroto: constante recordação, perene saudade e eterna memória!


… A 7 de Janeiro de 1985, faz 31 anos nesta data, José Maria Pedroto desapareceu da presença física, falecido aos 56 anos. O seu corpo ficou então numa sentida vigília coletiva, em câmara ardente nas Antas, onde o presidente Nuno Pinto da Costa velou o amigo até ao dia seguinte. O Mestre foi depois sepultado no mausoléu do F C Porto, após cerimónias fúnebres acompanhadas por milhares de pessoas. Passando a estar para sempre ao lado de outras Glórias do F C Porto.

O legado de José Maria Pedroto permanece e ultrapassa o nosso clube, tendo-lhe pertencido importante protagonismo no lançamento das bases do FC Porto contemporâneo, em cujo mundo azul e branco conquistou a eternidade.

Pedroto, antigo jogador e treinador de futebol, o Mestre Pedroto, nome célebre na história do desporto português e na história do F C Porto de maneira vincada, é naturalmente constante recordação em tudo o que faz vir acima a memória portista, além da saudade sentida pelo que conseguia imprimir na vivência portista; e é e será eternamente memorável em quantos admiraram o seu carisma, como aqui o autor destas linhas de homenagem evocativa.

Descanse em paz, Sr. Pedroto – que só vimos pessoalmente em dias de jogos ou treinos das equipas de futebol do F C Porto, mas nos ficou para sempre no íntimo entre as pessoas que temos na vista que circula pelo coração.


Armando Pinto
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quarta-feira, 4 de junho de 2014

SANFINS: Evocação dum sobrevivente da célebre vitória sobre o Arsenal de Londres


De vez em quando surge uma agradável surpresa de podermos lembrar nomes que ajudaram a escrever  parcelas importantes da História do F C Porto, entre atletas outrora famosos e hoje ainda recordados como valores  integrantes de galerias dos eternos ases portistas.  Tal o que se verificou um dia destes, quando se soube que esteve em visita ao Museu do F C Porto um antigo futebolista, daqueles de quem se sabe o nome, pelo conhecimento histórico, e se vislumbra a fisionomia coeva com sua camisola à Porto vestida – Sanfins, um dos heróis da vitória diante do Arsenal.


Então, na página informática oficial do F C Porto foi descrita essa interessante ocorrência, passada na terça-feira passada:

HERÓI DA TAÇA ARSENAL VISITOU MUSEU

​«Sanfins, o único elemento ainda vivo da equipa que venceu a Taça Arsenal, a 6 de Maio de 1948, visitou esta terça-feira o Museu FC Porto by BMG, que considerou “fantástico”. O presidente Jorge Nuno Pinto da Costa foi o anfitrião da antiga glória portista, liderando a visita ao espaço.»

- Aqui convirá acrescentar, para repor a verdade, que há outro sobrevivente ainda dessa jornada gloriosa,  felizmente, segundo foi posteriormente referido na blogosfera portista. Estando de momento ainda vivo o Joaquim Machado, também antigo futebolista do F C Porto e integrante do lote que atuou naquele jogo épico com o Arsenal.

Voltando a Sanfins e à descrição da página oficial do FCP:

​«Já depois de posar para a fotografia ao lado das estátuas de Barrigana e Pinga, de quem foi companheiro de equipa, Sanfins, atualmente com 92 anos, mergulhou na história do FC Porto e aproveitou a presença de Jorge Nuno Pinto da Costa para recordar episódios do passado, dos quais se destaca a conquista da Taça Arsenal.
Sanfins estreou-se com a camisola do FC Porto na época de 1946/47, com um triunfo sobre o Benfica (3-2). Na temporada seguinte (1947/48), apontou dois golos no primeiro jogo que realizou na Taça de Portugal, contribuindo assim para uma vitória “gorda” sobre o União de Coimbra (9-0).
No tal dia 6 de Maio de 1948, Sanfins rendeu Catolino durante a vitória sobre o Arsenal de Londres, por 3-2, no Estádio do Lima, com golos de Araújo e Correia Dias (dois). O conjunto londrino, naquela altura, era tão-somente campeão de Inglaterra e considerado a mais poderosa equipa do mundo.
A expressão universal da proeza portista resultou na criação de um troféu denominado Taça Arsenal, com 250 quilos, 130 dos quais de prata maciça. Exposta no Museu FC Porto by BMG, a Taça Arsenal é uma obra-prima de Marinho Brito e Albano França e foi concebida na Ourivesaria Aliança, no Porto.


Ora, Sanfins, o último resistente da vitória histórica sobre o Arsenal, a 6 de Maio de 1948, visitou o Museu Futebol Clube do Porto by BMG e identificou os companheiros de equipa Pinga e Barrigana retratados em esculturas.»

Na oportunidade de revermos, desta forma, este simpático personagem da História do F C Porto, recordamos, a propósito, uma entrevista dada por ele à revista "Stadium", na correspondente edição de 16 de Fevereiro de 1949 – onde, além da descrição de sua carreira e curiosidades relacionadas, é louvado o seu valor e correcção, como se pode constatar.


Armando Pinto

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