Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

A propósito duma… Efeméride de 27 de Dezembro – Humaitá entre “Idolos do Desporto”


É conhecido o chamado “Boxing Day” que faz parte dos hábitos da velha Albion. Sendo o Boxing Day (ou dia da caixa) um feriado celebrado no dia seguinte ao dia de Natal, atualmente mais na Inglaterra, mas por tradição também em diversos países de cultura anglófona. Originado no Reino Unido, é ainda celebrado em vários países que anteriormente faziam parte do Império Britânico. Mas, como o próprio futebol teve suas origens por terras de Sua Majestade, a mesma tradição extensivamente chegou a outas paragens, episodicamente, incluindo Portugal em tempos passados.

Com efeito, tempos houve em que no futebol português era celebrada essa data, ao jeito das festividades e feiras do dia das oitavas de Natal, como ficou conhecida essa passagem de dia. Em cujo âmbito, no dia imediato, também ainda se alastravam algumas ocorrências festivas. Ocorrendo mesmo jogos oficiais no aproveitamento da quadra. Além de treinos de maior visibilidade pública (antecedendo os atuais treinos de porta aberta, porque em tempos passados os chamados treinos eram acessíveis aos olhos dos frequentadores assíduos dos "campos da bola"). 

= O avançado Humaitá num treino em pleno estádio das Antas, junto do guarda-redes Armando e do defesa Barbosa.

Assim, por exemplo, na extensão festiva (e deitando mão ao que neste dia é lembrado na newsletter “Dragões Diário”, quanto à efeméride do que aconteceu neste dia), «o Natal de 1959 não fez mal ao plantel do FC Porto, (bem) pelo contrário. Há 59 anos (a 27 de dezembro, portanto), os Dragões receberam o Beira-Mar nas Antas para a segunda mão da primeira eliminatória da Taça de Portugal e venceram por 9-1 (enquanto na primeira tinham ganho por 1-0 em Aveiro). O avançado brasileiro Humaitá, autor de quatro golos, foi a estrela de uma tarde em que também marcaram Teixeira, Montaño, Hernâni (dois) e Brito (na própria baliza).»

= Equipa do FC Porto em 1959/1960, com alguns dos futebolistas que alinharam no encontro em apreço.

Fica assim recordado este acontecimento, a propósito da “caixa do dia” desse ano de 1959, a dar para recordar, entre tantos outros, mais esse valor portista que foi Humaitá.

= Ficha de Humaitá, no Ficheiro colecionável "Ases do Desporto" 

Humaitá foi um avançado brasileiro de curta passagem pelo FC Porto (havendo integrado o plantel do FC Porto apenas nas épocas de 1958/1959 e 1959/1960), mas merecedor de apreciação assegurada. Como comprova o facto de ter merecido um número dos pequenos livros da coleção "Ídolos do Desporto”, publicação que ficou famosa por ter perpetuado desportistas conhecidos entre 1956 a 1972, sensivelmente.

= Capa do livrinho dedicado a Humaitá, nº 25 da da coleção Ídolos do Desporto - 2ª série, com data de publicação de 1 de Abril de 1960.

Ora, isso foi e é sintomático, sabendo-se que essas edições, através de pequena revista, em modo de livro de bolso, não eram pródigas em atenções aos jogadores de futebol do FC Porto e não só (tendo publicado muitos mais dos clubes de Lisboa que dos do resto do país, e do FC Porto nem um que até ganhou a Bola de Prata d’ A Bola teve direito a ser biografado por esse processo, como aconteceu com Azumir, melhor goleador do campeonato português em 1961). Enquanto de Benfica e Sporting até desportistas de atletismo, ciclismo, hóquei e basquetebol foram incluídos em livros desses, ao passo que do FC Porto, além de alguns futebolistas, só mais dois ciclistas, Sousa Santos e Sousa Cardoso, tiveram a dita de lhes serem dedicados os números respetivos. E mais nada. Dando para se provar e reprovar o que se passava então, no antigo regime, como constatação para quem tem olhos na cara, bem como para quem tem óculos à frente à frente dos olhos e não dos lados…


= Humaitá entre dois dos seus colegas no FC Porto, José Perico e Luís Roberto = 

Armando Pinto
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terça-feira, 2 de julho de 2013

Curiosidades Portistas de pré-época… d' agora e tempos antepassados.


Chegado Julho, o mês normalmente considerado mais quente em território nacional deste país à beira-mar plantado, recomeçam também naturalmente os trabalhos de recomeço da atividade futebolística, com a fase chamada da pré-época de preparação das equipas para a nova época que se avizinha. E o F C Porto começou precisamente logo a 1 de Julho a arrancada para a próxima temporada, agora com novo treinador e equipa remodelada. Enquanto a nível logístico e sobretudo na simbologia que move as montanhas da fé também surgem novas camisolas, com um padrão ainda diferente do tradicional, embora até nem o pior de sempre, ou não esteja, contudo, o clube desde o início do século XXI sujeito a uma firma que não sabe fazer melhor, nem respeitar o passado, talvez por defeito - como aqueles artistas abstratos que não são capazes de fazer um boneco clássico. Sem menosprezo, entenda-se, para os bons artistas de características abstratas.


Nesta altura do começo de época desportiva são então diversas as novas caras que vêm compor o plantel azul e branco. Ora, porque as fisionomias dos atuais e futuros craques são deveras familiares aos olhos dos adeptos, vamos puxar algo em analogia temporal para recordar fisionomias de antigos arietes, pois, tal como agora, sempre houve novidades em quase todas as apresentações de começo de épocas. Assim, recuando aos inícios entre 1959/1960, recordamos alguns nomes que voaram no tempo e hoje são quase desconhecidos dos adeptos, mesmo dos mais atentos a toda a envolvência clubista.

Relembrando caras outrora famosas, damos particular atenção, desta feita, a Humaitá – o avançado, todo mandado a rematar e bem equipado com uma camisola dos tempos do bom gosto e arte idealista, com que ilustramos o cabeçalho do artigo. Humaitá nome de índio brasileiro em lendas romanceadas, mas bem real no tempo que passou pela Invicta, como se vê ainda numa fase dum treino, em pleno relvado do antigo estádio das Antas, marcando presença junto ao guarda-redes Armando, com Barbosa também pronto para o que der e vier… Tal qual ainda se revela interessante a lembrança de outros que nesses tempos eram ases dos estádios, como Perico e Luís Roberto, “caras” que se vêm também na outra foto, por fim, junto ao mesmo Humaitá.


Como o tempo passa… mas há sempre algo comum, na rebobinagem cronológica. 

Armando Pinto 
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