Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Uma Recordação Hoquista… da primeira vez que houve internacionais juniores do F C Porto!


Porque nem só de futebol vive o homem... voltemos atenção para uma modalidade vitoriosa. E, assim, repare-se num caso interessante, que apraz recordar, afinal de contas.

Portugal ainda há dias se sagrou campeão europeu no escalão Sub-17 em hóquei patinado, com representantes do F C Porto no grupo; e têm sido muitos os títulos conquistados pelas outras categorias, no hóquei em patins. Mas antigamente, por idos anos até à década de sessenta, sobretudo, não havia nem tanta competição, nem vitórias, como é das estatísticas históricas. A pontos que na categoria de Juniores, a única então considerada além dos seniores, só em 1969 houve um triunfo – como o ano passado foi assinalado, em comemoração da passagem dos 45 anos respetivos, embora quase a nível particular (facto a que fizemos referência, como se pode ver aqui)….

Antes disso, ainda no ano anterior, já aquilo estivera quase para acontecer, com o título a ter fugido por diferença de golos, visto a seleção portuguesa haver terminado a classificação em igualdade com a Espanha, após empate também no jogo final, entre os dois contendores clássicos. Tendo então, em 1968, nesse campeonato da Europa de Juniores de Hóquei em Patins, também disputado em Vigo, sido a primeira vez que o F C Porto teve hoquistas incluídos na equipa nacional da categoria, através do avançado Cristiano e do guarda-redes Castro (os dois da imagem cimeira, por recorte e ampliação da foto de ilustração ao texto).

Recordando o facto, desta vez publicamos uma foto do conjunto, de toda a comitiva oficial que esteve nesse Europeu, na Galiza, ao correr de 1968 – em pose diante do hotel de concentração da equipa lusa, com legenda manuscrita, conforme consta no verso de tal fotografia, de arquivo do autor), escrita pelo punho do selecionador da época (cujo autógrafo se pode ler), a descrever os componentes dessa seleção portuguesa que se classificou como vice-campeã.

Como curiosidade e facto histórico: Refira-se que a foto foi captada, então, a registar uma visita de pessoas ligadas ao hóquei nortenho, à época, e no caso do hóquei do F C Porto, também. Estando na fotografia alguém ao tempo dirigente do clube e depois, mais tarde, Presidente da Direção do F C Porto. Sim… Quem é quem...?! Ou quem só poderia ser, sendo daqueles que sempre sentiu o F C Porto a toda a hora e viveu o F C Porto por todo o lado… Pois… Jorge Nuno Pinto da Costa!  Com  o visual daquele tempo… Quem o consegue descortinar ali, entre aquelas pessoas ilustres?


Armando Pinto

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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Comemoração dos 45 anos do Europeu Júnior de Hóquei…


Conforme promessa feita no artigo informativo sobre a ocorrência e o prometido é devido - como se costuma dizer e até Carlos Tê escreveu a dar sentido àqueles versos cantados por Rui Veloso - cá estamos a dar nota da confraternização comemorativa realizada entre os hoquistas campeões europeus de 1969.

Com efeito, teve lugar no passado sábado um encontro significativo dos antigos juniores portugueses de hóquei em patins que há 45 anos se sagraram campeões europeus em Espanha, na primeira vez que uma seleção portuguesa jovem, na categoria júnior, conseguiu vencer o Europeu desse escalão fora de portas, no estrangeiro. Com a particularidade desse triunfo, no Campeonato Europeu de juniores (escalão atualmente denominado “Sub-20”) ter sido no reduto do historicamente principal adversário na modalidade, nesse distante Setembro de 1969.

Pois em 2014, ao perfazer o 45º aniversário do evento (que, recorde-se, se realizara de 10 a 14 de Setembro de 1969 - conferindo o artigo de apresentação, que aqui publicamos há dias ainda), voltaram a encontrar-se os intervenientes vitoriosos desse feito, agora, no passado fim-de-semana, calhando ter sido a 13 de Setembro.  

Quem se recorda dos rostos que já relembramos neste blogue (Memória Portista) e no nosso anterior espaço informático (Lôngara...), assim como quem os viu em rinque ou na televisão, pode não se reconhecer instantaneamente os hoquistas do tempo em apreço, mas são os mesmos, sempre rijos!

Ora, não conseguiram estar todos presentes os campeões de 69, estando felizmente vivos todos os hoquistas então consagrados, de cujo lote campeão, entretanto, apenas desapareceram fisicamente o selecionador e o massagista desse ano, senhor Guilhermino Rodrigues e o eterno sr. Lopinhos, respetivamente. Assim, unicamente não puderam comparecer Dinis, Monteiro e Leitão, dos jovens heróis de há 45 anos. Mas estiveram em maioria os que disseram presente, desta feita, agora mais entradotes na idade e maduros de feições – como se pode ver nos instantâneos fotográficos, dos quais para aqui transpomos algumas passagens de momentos de convívio e pormenores pessoais. Além de poses de conjunto, para a posteridade. E, posto isto, não vamos aqui alongar mais a descrição, por quanto a comunicação social e desportiva se cingiu ao reconhecimento visual das fisionomias, hoje em dia bem diversas das caras que conhecemos melhor há muitos anos, entre esses nomes de amigos que admiramos. Por isso, para rematar, “sticando”, aqui fica a identificação do conjunto (nas fotos de grupo, obviamente, e por aí identificando também os que estão nas restantes visualizações): Da esquerda para a direita - José Fernandes, Vítor Orêncio, Cristiano, Vale, Fernando Barbot, Júlio e Castro.


...Isto dispensa legendas e apraz lembrar que estão em grande forma… Se o Reinaldo e companhia se não puserem a pau, avançam ainda estes !!!

Armando Pinto

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

TRÊS PORTISTAS SÃO CAMPEÕES EUROPEUS SUB-20 EM HÓQUEI EM PATINS


«Portugal sagrou-se, este sábado dia 3 de Novembro, campeão da Europa de hóquei em patins Sub-20, após um triunfo sobre a Espanha, por 4-3, na final realizada em Saint-Omer, em França. Pedro Costa e João Ramalho, ainda juniores, e Hélder Nunes, que já integra a equipa sénior portista (jovem promissor a que corresponde a destacada foto cimeira), fizeram parte do plantel vitorioso.» - Lê-se no “site” oficial do FC Porto. Honra e Glória de que aqui fazemos eco merecido, neste espaço Portista. 

«Hélder Nunes foi mesmo um dos marcadores na final. Refira-se que Portugal conquistou o terceiro título europeu consecutivo em Sub20, facto de relevo numa modalidade que tem sido dominada, a nível sénior, pelos espanhóis.»


No clima Portista que tem sido pródigo em honrarias, dentro do mundo azul e branco e extensivas representações, têm assim sequência as anteriores prestações gloriosas de hoquistas Portistas que inscreveram seu nome na lista de campeões também pelas seleções jovens de hóquei patinado, como desde épocas recuadas aconteceu em juniores e categorias de formação, desde o mítico Cristiano, passando por Castro, Barbot, Júlio e todos os outros, muitos já, que engrossaram tal rol. 

Armando Pinto

N. B. : Veja-se também anterior artigo

(clicando) sobre

Internacionais Portistas de Hóquei...

A. P.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

João Paulo Barbot – Um Valor do Hóquei Portista d’ outrora…!


O Hóquei em Patins do F. C. Porto foi sempre uma modalidade das meninas de nossos olhos, entre o ecletismo azul e branco capaz de despertar mais entusiasmo ao adepto que, fisicamente longe do mundo das Antas, já acompanhava a par e passo tudo o que pulsasse Portismo. Como o autor destas linhas ia podendo vivenciar toda essa envolvência, qual ardência consumida sem queimar nem apagar… 

Ora, o hóquei em patins do FCP, apesar de ter esperado anos por um título nacional de seniores, teve  muito antes disso um título nacional nas camadas jovens, o que muito orgulhou todo o universo interligado à respetiva secção. Tal foi o caso do Campeonato Nacional de Juvenis conquistado em 1971. Com uma equipa onde evoluíam alguns jovens promissores e pontificava, como capitão e uma das principais figuras do conjunto, o habilidoso João Paulo Barbot - um autêntico hoquista puro sangue, no sentido de destaque, como valor que se adivinhava com grande futuro à sua frente. 

Assim sendo, bem como aqui já evocamos o historial, mais internacionais e campeões do hóquei Portista, chega a vez de algo mais.


João Paulo, jovem que se distinguia ainda por um caraterístico sinal na cara, era o mais novo de três irmãos hoquistas, o Fernando (que foi internacional júnior, ao lado de Cristiano, Castro, Júlio, Zé Fernandes, etc.) e o Luís Barbot (cuja fisionomia se parecia com o também hoquista Hernâni, pela barba no queixo de ambos, exibida quase a par por chegarem a ser colegas de equipa). Dinastia essa detentora de carreiras prometedoras nos rinques do hóquei, nessas eras. Acrescendo o pormenor de estarem ligados à modalidade também por vínculos familiares, sendo filhos do sr. Fernando Barbot, antigo dirigente da Associação de Patinagem do Porto e da secção de Hóquei em Patins do F. C. Porto. 

Colega e amigo de muitos rapazes das camadas jovens do hóquei patinado Portista de então, João Paulo Barbot comandava, por assim dizer, as hostes azuis e brancas sobre patins que se completavam com jovens valores como Carlos Reis, Rui, Maia, Álvaro, Aureliano, Brito, Fernando, Cardoso, Delmar, Correia de Brito filho, Elídio (assim escrito, mesmo) e outros (tendo ainda alinhado também com o Reis mais novo, David, que já patinava nessas épocas), ao tempo orientados por Manuel Correia de Brito, treinador que acumulava com função de jornalista d’ O Comércio do Porto e fora antigo hoquista internacional (pelo Académico do Porto). Sem esquecer que a secção do Hóquei em Patins do F. C. Porto estava nessa era superiormente dirigida pelo sr. Alfredo Sampaio Mota, dirigente que marcou tal importante fase de afirmação da modalidade no seio da coletividade detentora do nome da Invicta.


Chegamos a ter o João Paulo como amigo (inclusive esteve como convidado na boda do casamento do autor, tal como o seu irmão Fernando e o comum amigo Jorge Câmara). Depois, intrometeram-se determinadas ocorrências, num período de transição da formação da equipa do F. C. Porto, perante entrada de diversos elementos provindos de outras paragens. Tal qual já acontecera até noutro setor, ao nível da seleção da Associação de Patinagem do Porto, por exemplo. E o certo é que quando chegou o tempo de ascensão no hóquei, o João Paulo Barbot enveredou pelos estudos; e a partir daí perdemos-lhe o rasto e o contacto. Mas ficou sempre nas memórias pessoais como um grande valor, que poderia ter atingido plano elevado. Conforme ficou registado nas notas dos apontamentos do autor, então também nos verdes anos… mas muito azuis, em idade e fervor. 

Como lembrança desse nome de prestígio dentro do Hóquei em Patins do F. C. Porto, deixamos aqui uma simples recordação (por meio de recurso a recortes do antigo jornal O Porto), relembrando um episódio ocorrido na já referida chamada à selecção da Associação, como mero exemplo. De como sempre aconteceram peripécias estranhas com atletas do F. C. Porto em participações representativas. Do que sente também quem é boa gente… Pois sempre damos valor ao que tem valor.




Armando Pinto 
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Nota: Sobre tema relacionado, confira-se anterior artigo em

A. P.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Internacionais Portistas de Hóquei em Patins


Decorre por estes dias mais uma edição do Campeonato Europeu de seleções de hóquei em patins, prova este ano organizada em Portugal e com lugar na área nortenha, em disputa na zona do Vale do Sousa, mais precisamente em Paredes. Uma competição com cariz internacional, de cartaz nessa modalidade com fortes tradições portuguesas, como é por demais sabido.


Entre as expetativas, precisamente pelos pergaminhos granjeados por Portugal nesse desporto dos patins de rodas, enquanto se vislumbra possibilidades da reconquista do cetro europeu, há a particularidade do F. C. Porto estar representado em quantidade e qualidade na equipa representativa das cores nacionais, a evoluir nesta 50ª edição do respetivo Europeu. Sendo tal honra através da participação de Reinaldo Ventura, um valor já enraizado de aléu bem firme na mística Portista, mais Ricardo Barreiros, Helder Nunes, dois novos elementos do F. C. Porto, e Jorge Silva, regressado para esta época ao seio da equipa azul e branca (além de também estar na mesma seleção o Gonçalo Suíssas, até agora jogador do F. C. Porto).

= Reinaldo Ventura =

Dos atletas que este ano empunham o “stick” ao serviço de Portugal, Reinaldo Ventura é o mais internacional dos dez hoquistas escolhidos pelo selecionador Rui Neto. Revelando-se um carismático membro do conjunto dos valores referenciais em tal modalidade do aleu, pois que o hóquei se distingue pelo pau moldado (o “stick”, também referido por stique, retirando a primeira letra, em aférese de estique) com que é jogada a bola, qual arma de defesa e arremesso que no extremo curvo exige engenho e arte no domínio da pequena bola e potência do remate.

Chegado a este passo, patinando no tempo, verifica-se assim que Reinaldo Ventura enfileira no rol de grandes nomes, dos quais Tó Neves, Vitor Hugo I e Cristiano  ainda detêm, por ora, maior número de internacionalizações entre hoquistas que pertenceram ao F. C. Porto.

= Cristiano = 

Calha a preceito, então, referir esse aspeto das internacionalizações, pela seleção portuguesa, estando até ao começo do Europeu, em curso, o Reinaldo com 134 jogos pela equipa das quinas, enquanto Ricardo Barreiros conta com 93 internacionalizações, antes de passar a representar o F. C. Porto, ficando então, a partir da sua 94ª prestação por Portugal, a incluir a galeria dos hoquistas internacionais Portistas; tal como Helder Nunes se estreia, agora, na equipa portuguesa principal já como Dragão.


Ora é honrosa a lista dos internacionais de hóquei em patins que vestiam a camisola do F. C. Porto aquando da sua inclusão nas nacionais seleções federativas. Como, num breve relance, recordamos, pelos nomes: 

Acúrcio, João de Brito, Cristiano, José Castro, Carlos Chalupa, Domingos Guimarães, Domingos Carvalho, Vitor Bruno, Vítor Hugo (o mais antigo, Vitor Hugo Barbosa Carvalho Silva, visto o mais recente embora já sendo internacional, ainda não o ter sido, por ora, enquanto hoquista do F. C. Porto), António Vale, António Alves, Carlos Realista, Paulo Alves, Tó Neves, Pedro Alves, Franquelim Pais, Filipe Santos, Ricardo Geitoeira, Ricardo Figueira, Reinaldo Ventura, Caio (Ricardo Oliveira), Gonçalo Suíssas, Nelson Magalhães, André Azevedo, Ricardo Barreiros, Jorge Silva e Hélder Nunes, em seniores; e outros só em juniores, como o caso de Fernando Barbot, António Júlio, João Paulo Barbot, Rui Fernandes, Paulo Castanheira, Nelson Pereira, Óscar Pereira, Telmo Pinto, etc.

= Quinteto (de quatro hoquistas e o massagista) representantes do F C Porto que integraram a seleção campeã europeia de juniores em Vigo. = 

Desses sucessivos fastos, particularizamos os casos mais salientes: 

- Acúrcio, primeiro internacional de hóquei do F. C. Porto, foi internacional por 12 vezes e marcou 8 golos ao serviço de Portugal. 

- Cristiano Joaquim Marques Trindade Pereira, foi internacional junior por 17 vezes, em cujo escalão marcou 28 golos pela respetiva seleção; e pela seleção de seniores foi internacional mais 151 vezes, marcando 189 golos, o que totaliza 168 internacionalizações e 217 golos marcados por Portugal.

= Cristiano, com a camisola da seleção portuguesa no Europeu de seniores que ajudou a conquistar em 1971 (sendo autor de dois golos importantes na decisiva vitória diante da Espanha por 4-2) = 

- Vitor Hugo Barbosa Carvalho Silva teve 29 internacionalizações como júnior, tendo obtido 66 golos ao serviço da seleção dessa categoria; seguindo-se nos séniores 122 jogos pela seleção principal portuguesa, pela qual marcou 195 golos; somando um total de 151 internacionalizações e 261 golos com o emblema de Portugal ao peito.

= Vitor Hugo =

- António José Pedroso Silva Neves (Tó Neves), por seu turno, teve 7 internacionalizações em Juvenis, com 10 golos apontados; mais 8 presenças e 5 tentos convertidos na seleção de juniores, e depois 172 vezes pela seleção senior, na qual marcou por 232 vezes também, o que soma assim um total de 187 internacionalizações e autoria de 247 golos.


- Reinaldo Miguel Silva Ventura foi internacional em Juvenis por 7 vezes, marcando 31 golos, enquanto pela selecção junior somou mais 13 internacionalizações e 30 golos; ao passo que nos seniores já vai nas 134 internacionalizações, até ao início do Europeu de Paredes / 2012. Ainda com pecúlio a somar, e, consequentemente, muitos mais golos que, como se deseja, ajudarão Portugal a conseguir mais um título.


Armando Pinto 
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Nota: Relacionado com o tema, na conjugação com a atual composição do plantel e consequentemente anotando a entrada dos novos reforços, recorde-se o que ficou postado em anterior "Sticada...", aqui.

A. P.