Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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terça-feira, 25 de outubro de 2022

Protelamento de resposta oficial à inscrição por parte da FPC - Federação Portuguesa de Ciclismo leva à renúncia da W52-FC Porto ao escalão de Profissionais (resistindo apenas em Sub-23 para 2023)

Foi esta segunda-feira, 24 de outubro, tornado público que a W52-F. C. Porto renunciou à intenção de se inscrever como equipa profissional para a próxima temporada de 2023. Apenas indo passar a competir no escalao de Sub-23 para a próxima temporada, embora com ideia de próximos projetos em anos seguintes.

W52-F. C. Porto renunciou à intenção de inscrever-se como equipa continental para a próxima temporada, numa carta endereçada ao presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) a que a comunicação social teve acesso.

"Adriano Teixeira de Sousa, na qualidade de Presidente da Direção da Associação Calvário Várzea Clube de Ciclismo (Quintanilha) na sequência das pendências de processos que correm trâmites nas entidades competentes, cujo tempo de decisão não é possível determinar e precavendo o melhor benefício do próprio ciclismo, vem por este meio solicitar a Vossa Excelência que não seja prosseguida a intenção de constituir a equipa profissional continental W52-F. C. Porto 2023", lê-se na carta enviada a Delmino Pereira.

Em 05 de outubro, um dia depois de sete ciclistas da W52-F. C. Porto terem sido suspensos pela Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), a FPC revelou ter adiado a decisão quanto à candidatura daquela estrutura ao estatuto de equipa continental em 2023, depois de ter solicitado "novos dados" à União Ciclista Internacional (UCI).

Assim sendo, à falta de resposta em tempo útil, visto com esse atraso impedirem de ser planeada a época, apesar de a equipa portista estar formada, mas sem haver certezas, naturalmente, de modo a poder ser assegurado o futuro das carreiras dos ciclistas, não restou outra solução. Dando possibilidades aos dois ciclistas portugueses de Elite que estavam apalavrados (Amaro Antunes e António Carvalho) de ainda terem assim conseguido arranjar equipa (passando a representar o Feirense). Enquanto os restantes, todos ciclistas promissores, farão parte da equipa de Sub-23 da W52-FC Porto, como solução imediata para suas carreiras.

Conseguiram assim os adversários diretos eliminar a concorrência superior, de modo a poderem ganhar também, a nível maior. E o ciclismo sofre rude golpe. Deixando praticamente de ter interesse, à vista das equipas que não foram investigadas poderem continuar… de tal forma.

Foi obviamente uma trama muito urdida por quem queria afastar os que não davam jeito, não olhando a meios para atingir fins, para o efeito. Então se os ciclistas da W52-FC Porto tiveram análises limpas, nunca acusaram doping?! Obviamente depois, vendo o que estava a acontecer, tiveram de dizer como os responsáveis queriam, para não terem penalizações mais alongadas e ainda poderem antever algo de seu futuro, como quem diz prevendo o mal menor. E tanto assim foi e é que os 3 ciclistas que não aceitaram dizer como os responsáveis queriam, ou seja não aceitaram declarar-se culpados, injustamente, o que seria a faltar à verdade, continuando portanto a dizer-se inocentes, estão com os seus processos indefenidamente parados, sem resposta nem solução, para já, estando a perder de vista a continuidade de suas carreiras desportivas e seu modo de vida honesto.

Só falta agora e de futuro haver quem louve os antigos ciclistas que no passado ganharam e perderam Voltas a Portugal por doping…! Mas também se aguardando melhores explicações, oficiais, do já passado recente, com elucidações fundamentadas, e não só estórias da carochinha. Bem como algumas outras tomadas de posição, a nível do próprio clube visado, o FC Porto, através da sua Direção, em modo oficial, pois não se pode andar atrás do ciclismo só nas vitórias que dão azo a fotografias bonitas.

Por mim, falando pessoalmente, deixo de seguir o ciclismo a nível de seniores, os chamados profissionais de Elite, nessa modalidade que volta a cair com os atuais dirigentes dos organismos oficiais. E qualquer bom Portista deixa de seguir essa competição das bicicletas de corrida clássica na categoria de profissionais, como qualquer firma que queira ter credibilidade deixa de confiar nos resultados e não arriscará publicidade contraproducente. Pois, como se diz na sabedoria popular, quem não se sente não é filho de boa gente. Sendo como se sabe, que as competições dos Sub-23 não costumam ter grandes atenções mediáticas, para não dizer que quase nem contam para notícias, ao menos.

Isto à vista de um adepto comum, na pureza da paixão clubista, pela modalidade que fez serem Portistas muitos que passaram a sentir Portismo pelos anos sessenta, como no caso pessoal, quando no futebol o FC Porto não tinha hipóteses de lutar contra os clubes do regime e no ciclismo o esforço físico sobre as bicicletas superava desportivamente os adversários copinhos de leite e pastéis de nata.

O ciclismo cá para mim, afinal, para já e enquanto não se der o regresso duma equipa do FC Porto ao escalão de cima, fica em banho-maria como recordação de tempos em que os melhores podiam vencer.

Armando Pinto

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domingo, 17 de julho de 2022

Vitória da W52-FC Porto: José Neves triunfa no Grande Prémio Douro Internacional/2022, este domingo – Depois de ter vencido a 2ª etapa e conquistado a camisola amarela na sexta-feira, lugar que manteve mesmo obrigado a correr sozinho e contra todos!

O ciclista da nossa equipa W52-FC Porto é o brilhante vencedor do Grande Prémio do Douro Internacional, prova corrida de 14 a 17 deste mês e terminada este domingo quente e belo – em que teve de correr sozinho contra todos os outros. Como ocorreu a partir da 3ª etapa, por manobras obscuras e mal-intencionadas das entidades oficiais… que estão envolvidas no caso. Sendo assim uma vitória do bem contra o mal... Contra quem não queria que a W52- FC Porto ganhasse alguma prova e com esse fito, sem olharem a meios para atingir fins, têm feito uma vergonhosa campanha e conseguiram mais uma vez obrigar oficialmente a retirar a equipa portista da prova. Só que desta vez um teve de ficar e esse mesmo venceu...

Sem se entender o que se passa, o ciclismo português está de roda furada. Visto nenhum ciclista da W52-FC Porto ter tido qualquer resultado positivo, mas porque deve ter havido algum pedido por trás, após investigação escandalosa e que deixa no ar haver haver campanha de conspiração, foram preventivamente afastados alguns ciclistas, da equipa, dos que os das cúpulas pensavam poderem vencer. Mas desta vez saiu-lhes o tiro pela culatra, aos aziados das cúpulas, mais os que não têm equipas de ciclismo nos seus clubes desportivos e aos que querem que suas equipas ganhem de qualquer modo. Tendo obviamente os responsáveis da equipa portista já acionado os meios da justiça... Mas como a justiça portuguesa é muito lenta, não se sabe o que reserva o futuro na próximidade das provas mais importantes. 

Para já, esta vitória é significativa. Que grande alegria, contra os aziados invejosos!

Parabéns José Neves! Parabéns sr. Adriano Quintanilha! Parabéns Luís Henriques e toda a equipa!!! 

Ganhamos - contra tudo e quase todos!

Ora, foi e é mesmo: José Neves é o grande vencedor do Grande Prémio do Douro Internacional. Ao cabo do quarto e último dia de prova – o segundo em que não pôde contar com a ajuda de qualquer companheiro de equipa – o atleta da W52-FC Porto resistiu sozinho a todos os ataques, manteve a vantagem de 15 segundos sobre o mais direto perseguidor e subiu ao pódio final vestido de amarelo.

Na derradeira etapa em terras durienses os ciclistas percorreram as cinco voltas ao circuito instalado em Lamego, numa tirada em linha com 148 quilómetros de extensão que César Fonte (Oliveirense) venceu isolado. José Neves, Campeão Nacional de Estrada e de Rampa em 2021, cruzou a meta inserido no pelotão e celebrou um dos mais saborosos e difíceis triunfos da carreira.

Ainda a recuperar do esforço hercúleo, o velocista falou numa “vitória bastante sofrida” que faz questão de dedicar aos “companheiros e a todo o staff”. Já Jorge Henriques, diretor desportivo da formação azul e branca, aproveitou o momento para apontar o dedo às autoridades que regulam a modalidade: “Ninguém nos notificou presencialmente e ninguém recebeu cartas registadas. Parece que foram enviados e-mails, mas os atletas em prova não têm acesso aos mesmos. Faremos tudo o que está ao nosso alcance. Da mesma forma que cumprimos com a lei, esperamos que os outros também o façam”. Enquanto Adriano Quintanilha disse perentoriamente: "Esta é a vitória mais importante de todas desde que estou no ciclismo". Dedicando por fim a vitória a toda a Gente do FC Porto.

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Esta é, enfim, uma vitória que vale por muitos Grandes Prémios e Clássicas, mesmo por Voltas a Portugal, tamanha a dimensão da vitória que leva a que desta vez os bons não tenham sido vencidos por maus. Pessoalmente soube-me melhor ganhar isto que ter ou receber outras coisas mais valiosas aos olhos mundanos. Gostei mesmo mais desta vitória que ter muito dinheiro no bolso, e nem tenho grande maquia, nem mais ou menos (para quem vive duma reforma antecipadada por doença, após 40 anos de trabalho e vivó velho), mas há coisas assim que satisfazem e dão ser a não andar no mundo só por ver os outros. Tal a envolvência que faz mexer os sentimentos, por se ver que há e anda por trás grande ardil, de quem tenta fazer desaparecer a equipa W52-FC Porto sem razão, mas por finca-pé de outros interesses. Então se, mesmo acordando os ciclistas a horas altas pela noite dentro e estremunhando-os, não conseguiram nada… Se os ciclistas da W52-FC Porto não acusaram em seu organismo qualquer substância ilícita, se tudo estava em ordem, porventura será lícito levantarem suspeitas só por quererem (os responsáveis) ir avante... E por meras suspeitas podem suspender os ciclistas? Enquanto outros casos verdadeiros são esquecidos? Como os adeptos ouvem, pois fala-se que ainda há 2 anos um ciclista de outra equipa acusou doping mas nem foi suspenso, nem se soube isso publicamente, sendo o caso abafado. Já esta época vários ciclistas duma outra equipa portuguesa acusaram analiticamente estarem dopados, e nem se ouve, escreve, ou se fala nisso… Isto anda na opinião pública, e se for menos verdadeiro, então porque não aparecem as análises publicamente a demonstrar os resultados, de qualquer modo, para apurar responsabilidades? Ou as investigações são só quando e para onde convém? Isto é o que pensa e sente qualquer adepto acompanhante da modalidade, entre pessoas bem formadas e que não vão em qualquer sprint apressado!

Ora, como a equipa W52-FC Porto tem tido supremacia evidente no ciclismo português, e isso causa engulhos a certas pessoas com interesses em determinados aspetos ligados com outras equipas, via entidades oficiais, havia que tentar destronar a equipa azul e branca. Mas desta vez Deus esteve presente e nem sempre os diabos conseguem fazer valer seus subterfúgios.

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Começada a prova, a equipa do FC Porto ficou na frente da classificação coletiva. Depois à segunda etapa, ganha por José Neves, o ciclista azul e branco ficou na posse da camisola amarela. Após ataque na subida final, uma primeira categoria com 6,7 quilómetros e média de 7 % de inclinação. Em mais um dia de calor intenso que acompanhou os ciclistas nos 123 quilómetros de etapa que começou e terminou em Armamar. A etapa que começou com uma fuga de 17 unidades, onde ia colocado o José Gonçalves da nossa equipa. Fuga que chegou aos 4 minutos de vantagem. Desta fuga houve um ataque a 38 quilómetros da linha da meta. Já nos últimos 5 quilómetros José Neves apanhou e passou toda a gente, chegando à meta isolado, com 54 segundos de vantagem sobre o primeiro perseguidor. Com essa vitória José Neves passou a liderar a prova com 35 segundos de vantagem para André Cardoso (ABTF Betão – Feirense). Aumentamos assim no conjunto também a vantagem na liderança por equipas. No dia seguinte cumpria-se um Contrarrelógio Individual com 29 quilómetros.

Pois então, como a equipa portista vitoriosa, detentora da camisola amarela e em 1º lugar por equipas, aparece a ADOP a fazer das suas e para seus intentos. suspendendo oito ciclistas do FC Porto. Só que, contra sua vontade, o camisola amarela não estava dentro desse número e continuou, ainda que sozinho.

A terceira etapa foi então em contrarrelógio individual de 29 quilómetros. Depois da vitória de José Neves na terceira etapa e de assumir a liderança da prova, teve assim de defender a Amarela. Tendo briosamente, superando a disposição natural, ficado com o sétimo melhor tempo, havendo gasto mais 40 segundos que o vencedor António Carvalho (Glassdrive/Q8). De modo que, assim, José Neves continuou a liderar a prova com 15 segundos de vantagem para António Carvalho, que subiu a segundo da classificação. Para no dia seguinte e última tarde de corrida haver ainda 148 quilómetros num percurso em circuito à volta de Lamego, com 5 passagens na meta, mais 4 Prémios de Montanha de 2ª categoria (subida para Lamego).

 Aí, com grande e bom apoio de todos os seguidores da equipa, a dar força anímica, Neves venceu e o mundo azul e branco deu uma valente bofetada de luva branca nos detratores. Conseguindo Neves resistir e vencer. Uma grande e heroica vitória, contra tudo e todos!

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Para a história, em números e nomes que contam mesmo:

Vitória de José Neves no GP Douro Internacional!

José Neves conquistou hoje o Grande Prémio Douro Internacional, depois de defender sozinho durante toda a etapa os 15 segundos que tinha de vantagem para o segundo classificado.

Um circuito de 148 quilómetros composto por 5 voltas, com partida 4 passagens e chegada em Lamego.

Bem duro pelo calor que se fez sentir e pelas 4 subidas categorizadas para Lamego, Prémios de Montanha de 2ª categoria.

Eram 15 segundos de vantagem para António Carvalho (Glassdrive/Q8) que começou a etapa logo ao ataque. Uma fuga que durou até aos 40 quilómetros para a linha de meta. A cerca de 20 quilómetros atacou César Fonte (Kelly/Simoldes/UDO), que não sendo uma ameaça para a Geral ganhou vantagem que permitiu vencer isolado a etapa. O pelotão chegou 1m 30 depois, com José Neves a chegar na 16ª posição colado a António Carvalho, da Glassdrive/Q8, que à chegada ilustrava na cara mostra de sua desilusão e frustração, por não ter conseguido com o trabalho da sua equipa derrotar o adversário que alinhou sozinho. Terminando assim o GP Douro Internacional com Neves a manter a vantagem que tinha à partida para a etapa e vencendo a Geral Individual da prova.

A vitória de José Neves foi dedicada a todos dos colegas e staff, bem como à Direção e Adeptos que tanta força passaram à equipa.

Classificação Geral Individual final

1º - José Neves - 11 h 02 m 35 s


Post Scriptum: 

Ser Portista... dá gosto ser. Como se dizia em meu tempo de criança: dá pica! É ver como os derrotados e que não sabem ganhar ficam lixados com as vitórias dos melhores. Força W52-FC Porto! Abaixo os corruptos que tentam acabar com a equipa, sejam os tais da companhia do diabo que os leve! A vida há-de-lhes correr mal e porcamente um dia, quanto mais cedo melhor, para eles e para quem gostam: o inferno lhes seja nesta terra!

( E como quando uma praga é rogada com razão, eles hão-de pagar para sabermos que foram culpados... e ainda há bem sobre o mal!)

Armando Pinto

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quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Entrevista de Adriano Quintanilha no Porto Canal, ao programa “Vencedores como sempre”

Vi e ouvi bem atentamente a entrevista de Adriano Quintanilha transmitida no Porto Canal esta quarta-feira, 13 de outubro de 2021, do ano de começo da saída das restrições da pandemia. Com admiração por esse amigo conterrâneo do concelho de Felgueiras e figura pública ligada ao FC Porto, clube que para mim sempre foi algo especial. Tal como me lembro de sua presença aquando da apresentação do meu até agora mais recente livro, precisamente no último dia (a 7 de março de 2020) antes do surgimento das medidas restritivas da pandemia Covid. Daí que, a mim, a entrevista além de confirmar ideias, mais proporciona um motivo de prolongamento à admiração por esse senhor. Que eu em tempos idos conhecia de longos anos apenas de vista, mas ficara a prezar quando pelos anos de transição 70 / 80 o vi a comandar a equipa do Várzea então participante numa corrida de atletismo na Longra, passando pelo acompanhamento ao futebol de Felgueiras quando ele foi presidente do histórico FC Felgueiras, bem como quando criou a equipa de ciclismo W52 Quintanilha-Felgueiras, até que depois o fiquei a conhecer melhor e pessoalmente desde a apresentação do meu livro sobre as ligações ciclísticas felgueirenses. Revelando a entrevista um Adriano Quintanilha em corpo de grande vulto, enquanto o programa ganhou contornos de forte audiência, tal o impacto de imediato assomado nas redes sociais e meios de comunicação.

Vi no computador o anúncio e depois pela televisão a entrevista, e tenho de aqui registar por ser algo que quero mesmo realçar, porque como tenho por lema gosto de valorizar o que tem valor.


No meu livro “Ciclistas de Felgueiras” falo (por escrito) dum tio meu na minha ligação antiga ao ciclismo. Livro esse em que Adriano Quintanilha também foi e está incluído, como homem do ciclismo, contando que além dos corredores se podem considerar ciclistas não são só os que correm em cima das bicicletas, mas também os que fizerem mover tudo o que rodeia esse mundo encantador. E a propósito do que o amigo senhor Quintanilha diz agora sobre sua conversão portista (algo que muito me toca cá dentro!), leva-me a recordar a terna memória de um outro meu tio, irmão do anteriormente aludido. Como adiante vou contar, enquanto por ora tenho de seguir pelo princípio, sobre a entrevista recolhida por Rui Cerqueira e dada por Adriano Teixeira de Sousa “Quintanilha”, presidente da W52-FC Porto, para o programa “Vencedores como sempre” do Porto Canal – “Programa de entrevista aos Campeões do FC Porto nas diversas modalidades”.

Pois então, em mais uma das grandes entrevistas conduzidas por Rui Cerqueira, feitas com grandes senhores do mundo dragoniano, desta vez coube ser com o homem forte do ciclismo azul e branco, o obreiro da equipa que tornou possível o projeto W52-FC Porto. Dando a conhecer a todo o universo portista o personagem envolto na figura de Quintanilha, através de conversa proporcionadora de alguns pormenores de sua vivência. Ressaltando desde logo a sua confissão de já se sentir dragão, ele que era sportinguista assumido anteriormente, mas que ao inteirar-se do que é o Futebol Clube do Porto interioriza já o sentimento de gostar de algo assim, como é o FC Porto, o clube Dragão. Onde ficou a saber o que é isso de sentir Portismo. E passou a gostar de ser da mesma equipa. Como referiu alto e bom som:

«Ser parceiro do FC Porto é uma grande responsabilidade. O FC Porto está habituado a vitórias, habituado a ganhar e eu sou uma das pessoas que não gosto de perder em nada, também gosto de ganhar, logo acho que se juntou a fome à vontade de comer… Então somos uma parceria que não gostamos de perder.»

Como elemento de cúpula da equipa W52-FC Porto e por inerência homem do clube, embrenhou-se também e bem na mística à Porto. Nuno Pinto da Costa já havia adiantado numa das conversas do recente programa “Ironias do Destino” que o senhor Quintanilha, como ele também se lhe referiu, embora fosse anteriormente sportinguista, antes de se unir na parceria com o FC Porto (após não ter sido bem tratado pelo Sporting nos contactos então havidos), já era agora mais portista que outra coisa. E Adriano Quintanilha confirma, diante das câmaras e microfones do Porto Canal, perante o entrevistador e naturalmente portista sorridente de satisfação, como chega aos olhos e ouvidos portistas pelo ecrã televisivo:

«Hoje eu considero-me um grande dragão. Hoje sofro quando vejo a Porto a jogar, porque eu quero que o Porto ganhe, eu quero que o Porto faça os melhores negócios do mundo, eu quero que o Porto passe por cima das outras equipas todas. E eu senti isso quando o Sporting veio para o ciclismo: quando o Sporting chega ao ciclismo eu não queria que o Sporting ganhasse uma única etapa, sequer uma meta volante, não deixava o Sporting ganhar nada, não queria que o Sporting ganhasse nada…. Aí é que senti que neste momento sou um dragão, sou mais um dragão»!

Não sendo muito usual as mudanças de simpatias de clubes, é caso que apraz muito registar este. E transporta-me nas asas do pensamento, num voo do tempo até há muito tempo, a tempos em que o tal meu tio, que referi, tentou que alguém mudasse de clube. Esse meu tio, irmão do apaixonado pelo ciclismo aludido no livro, era portista de gema e gostava de andar muito comigo, e eu com ele, por sentirmos muita afinidade em diversos aspetos. A ponto de quando ele não sabia ainda o resultado do Porto, nos jogos da bola que ele ouvia pelo seu rádio azul a pilhas, mas quando por qualquer motivo não tinha podido estar de ouvido alerta, mal me via ele sabia pela minha cara se tínhamos ganho ou não. Pois esse meu tio, o meu tio Zé Moreira da Longra, uma vez tentou que uma pessoa de nossa família, que se deixara influenciar por outros, passasse também para o Porto, se tornasse portista. E chegou a fazer um acordo de papel assinado, comprometendo-se a pagar-lhe uma merenda, para o efeito. Só que da outra banda depois da barriga cheia a promessa ficou por cumprir… para desgosto desse meu tio, que acabou por dizer que os adeptos dos outros clubes não tinham palavra, em nada que se parecesse com os portistas.

Ora, o caso de Adriano Quintanilha é mesmo de aplaudir. Aliás eu, pelas conversas que tenho podido ter com ele, sei que é homem de palavra. E mais, é pessoa que inspira confiança. Gerando admiração em quem o fica a conhecer, porque incute seriedade. Qualidades essas aliadas e complementadas pelo seu elevado quociente de inteligência, dotado de espírito de iniciativa e liderança, dum modo que o faz um empresário de sucesso e cidadão respeitado. Autêntico Doutor Honoris Causa da vida. Bem como Felgueirense que até tem num restaurante do concelho de Felgueiras (no Caffé-Caffé, da Refontoura) um espaço que lhe é dedicado, a sala “Comendador Adriano Quintanilha”.


Em suma, como era sabido mas com a entrevista em apreço foi vincado, com a chegada de Adriano Quintanilha ao ciclismo a modalidade depressa progrediu e o ciclismo com o regresso do FC Porto às estradas ganhou outro ser. Tanto que Quintanilha reforça que a melhor coisa que lhe aconteceu foi a parceria com o FC Porto, na constituição do conjunto W52-FC Porto. E na verdade, pese a anterior fama de homem dos Ferraris e de grande empresário, que em tempos antigos inclusive lhe granjeou mesmo até figura alvo de simpatias femininas, foi com o ciclismo e com a sua entrada no FC Porto que ganhou maior visibilidade, simpatias gerais e amizades sinceras. 

Assim, a entrevista transmitida no Porto Canal neste princípio de outono de 2021, é mais um momento alto do programa “Vencedores como sempre”. Que até revelou algumas curiosidades, como a esperança de possível boa sentença no caso Alarcón, inocente mas a precisar de ser mesmo inocentado oficialmente; e no prolongamento futuro do vínculo da W52 com o FC Porto. E sobretudo revelando o homem sincero e aberto que é Adriano Quintanilha, amigo de seu amigo. Também “grande amigo” – como ele me trata a cumprimentar sempre que nos encontramos e eu tenho gosto de o considerar.


Armando Pinto

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terça-feira, 17 de novembro de 2020

Museu do FC Porto mais enriquecido com novo Penta: - Pinto da Costa, Adriano Quintanilha e Henrique Ribeiro (da Swift, fornecedora da W52-FC Porto) presentes à entrega da Taça da Volta e duma bicicleta amarela.

Já está no Museu do FC Porto a taça da Volta a Portugal de 2020, mais outras alusivas peças.

O 'penta' conseguido pela W52 FC Porto na Volta a Portugal já está patente no Museu FC Porto By BMG e também uma fantástica bicicleta simbolicamente amarela que o representa. Bem como alguns adereços relacionados com tão grande vitória. Passando assim o Museu do FC Porto a ter mais uma exposição de algo inédito em Portugal: tal como o Penta do futebol, há o Penta do ciclismo, de honra e glória do FC Porto!

Da página oficial do clube fica a notícia, que aqui se partilha:

«Jorge Nuno Pinto da Costa esteve presente na entrega do troféu da Edição Especial da Volta a Portugal 2020 no Museu FC Porto

No passado mês de outubro a W52-FC Porto alcançou um feito inédito na história do ciclismo ao vencer a Volta a Portugal pela quinta vez consecutiva. Esta terça-feira, o troféu relativo à conquista da edição especial da Grandíssima foi entregue no Museu FC Porto numa cerimónia que contou com a presença de Jorge Nuno Pinto da Costa, Adriano Quintanilha (à direita na fotografia acima) e Henrique Ribeiro (à esquerda). O líder máximo da instituição portista começou por sublinhar o “muito gosto” que sentiu ao receber a taça representativa da vitória de Amaro Antunes, troféu que completou “o pentacampeonato do ciclismo” no palmarés azul e branco. “É um momento em que estou particularmente satisfeito”, acrescentou o presidente do FC Porto. Por sua vez, Adriano Quintanilha mostrou-se radiante por poder cumprir uma promessa feita a Pinto da Costa: “Dedico este penta ao presidente, com todo o orgulho por ter feito parte e por poder gravá-lo eternamente no Dragão”. Já Henrique Ribeiro viveu momentos de “uma honra incrível”. O representante da Swift, que fornece a W52-FC Porto, considera que o mérito das vitórias é todo do grupo de trabalho: “Quem faz a diferença são os atletas, a equipa e a paixão que têm por este clube, que chega a transcender o racional.”

Jorge Nuno Pinto da Costa: - “É com muito gosto que estou aqui no Museu, neste recanto do ciclismo, para receber das mãos do nosso parceiro Adriano Quintanilha, da W52, o troféu referente à quinta vitória desta parceria W52-FC Porto na Volta a Portugal. É, como se diz, o pentacampeonato do ciclismo, portanto estão ali os cinco troféus e só faltava este para completar o ramalhete. É uma grande satisfação. Da mesma forma, temos aqui a bicicleta com que o Amaro Antunes venceu a Volta a Portugal e que vem, também, enriquecer este recanto que, em breve, será aumentado, porque temos a informação que o fabricante das bicicletas faz questão que estejam aqui as cinco bicicletas dos cinco vencedores da Volta. Por isso é um momento em que estou particularmente satisfeito.”

Adriano Quintanilha (W52): - “É um grande orgulho fazer parte da história do FC Porto e gravar o nome da W52 aqui no Museu. Tinha-o prometido ao presidente e foi possível ser penta no ciclismo. É algo inédito até ao momento, nunca ninguém tinha conseguido. A promessa foi feita e conseguimos cumpri-la. Por isso dedico este penta ao presidente, com todo o orgulho por ter feito parte e por poder gravá-lo eternamente no Dragão.”

Henrique Ribeiro (Swift): - “É uma honra incrível estar presente aqui neste momento. Quero dizer que fabricamos aqui, no Norte de Portugal, máquinas para vencer. O nosso compromisso com o FC Porto vai muito além deste pentacampeonato. É um compromisso de fornecer o melhor do mundo para que a equipa possa fazer aquilo que sabe. Porque quem faz a diferença são os atletas, a equipa e a paixão que têm por este clube, que chega a transcender o racional.”»

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Mais um ato histórico, do qual estas imagens ficarão desde já reservadas para a possível história que faz parte dos planos idealizados aqui pelo autor deste blogue. Porque (além dos livros existentes de teor azul e branco serem quase exclusivamente sobre futebol) o ciclismo portista merecerá ter a sua história devidamente registada, num estudo o mais completo possível, quando for possível e se for da vontade de quem de direito.  

Armando Pinto

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