Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Armando: Guarda-redes vencedor da Taça de Portugal pelo F C Porto e pelo Braga


A festa do futebol, como é normalmente o último jogo oficial da época e é chamada a final da Taça de Portugal, tem este ano o F C Porto e o Braga como intervenientes de um lado para o outro do campo de jogo, no Jamor. Sendo este um encontro que desperta sempre atenções redobradas, como será mais uma vez diante do colorido ambiental e associação sentimental. 

Numa final de Taça incide assim algo, no que rodeia antes, durante e depois tudo o que se relacione com as ocorrências no recinto do jogo final. Como, agora que se voltam a encontrar na Festa da Taça o simbolismo azul e branco do FC Porto e o vermelho e branco do Sporting de Braga. Vindo a talhe referir e recordar uma curiosidade especial relacionada, havendo alguém que representou os dois clubes, em períodos diferentes obviamente, e venceu a Taça de Portugal pelos dois – o guarda-redes Armando.

Armando Pereira da Silva, guarda-redes formado no F C Porto e que teve uma carreira assinalável com bons momentos no F C Porto e no Braga, sobretudo, foi efetivamente um guarda-redes com a faceta de ter estado em duas finais vitoriosas da Taça de Portugal, quer pelo F C Porto como pelo Braga.

Armando Silva, depois de ter passado pelas escolas do Futebol Clube do Porto, estreou-se na equipa principal portista na temporada de 1957/58, tendo logo nessa época estado presente, como guarda-redes suplente, na Final da Taça de Portugal em que o F.C. Porto venceu o S.L. Benfica por 1-0, com golo de Hernâni. Apesar de jovem, então, saído dos juniores pouco antes, Armando foi chamado de prevenção nesse jogo, para o que desse e viesse, fazendo parte da composição dos participantes finalistas na ficha do jogo, em sinal que merecia a confiança dos responsáveis para qualquer eventualidade. Tendo vibrado no banco, junto com o treinador Otto Bumbel (que substituíra Yustrich) e esteve entre os elementos do clube ali presentes no local de sofrimento, em que Bumbel venceu o outro Otto, o Otto Glória que estava do outro lado… e nas vésperas tivera comportamento habitual dos adversários na forma do regime… Conforme, referente a essa final, e como mera curiosidade, se pode relembrar por um respigo do livro “Glória e Vida de 3 Gigantes”, editado pel’A Bola.


Ora, Acúrcio, o guarda-redes efetivo do FC Porto ao tempo, havia-se lesionado em jogo disputado no Restelo, quando marcou um golo de baliza a baliza e jogou a parte restante do prélio com um braço partido. Foi então Pinho quem alinhou nessa final, no Jamor, e Armando subiu ao recinto de jogo como reforço, recebendo também no início a medalha, como naquele tempo acontecia com o Presidente da República ou seu representante a descer ao relvado para proceder aos atos protocolares de cumprimentos e entregas das medalhas correspondentes. E no fim andou também com a taça em mãos, depois do capitão Virgílio a ter ido receber à tribuna de honra, como é da praxe.


De seguida, Armando integrou o plantel portista que foi em digressão a Moçambique, tendo a comitiva portista incluído os elementos que participaram na campanha da Taça - a que se reporta imagem de conjunto, com todos a envergarem o fato oficial do clube.


Depois, mantendo-se no plantel principal, Armando representou os Dragões nas duas temporadas seguintes, tendo vencido por duas vezes a Taça Associação de Futebol do Porto, fazendo equipa com diversos nomes consagrados, como Pedroto, Osvaldo Silva e outros, mas no final do Campeonato Nacional de 1959/60 deixou as Antas para cumprir o serviço militar, enquanto de permeio seguia a carreira por outros clubes, incluindo passagem pelo ultramar, devido à guerra colonial. Após o regresso e breve passagem pelo Salgueiros, transferiu-se para o Braga em 1964/65, tendo-se mantido na cidade dos arcebispos por cinco temporadas, onde venceu a sua segunda Taça de Portugal em 1965/66, havendo aí sido titular na vitória sobre o Vitória de Setúbal, por 1-0.

Armando foi então um dos heróis do clube minhoto nessa única Taça que o Braga conseguiu até agora, através duma exibição segura e presença de respeito. Tendo ficado na retina dos aficionados bracarenses o golo do arsenalista Perrichon, que no final valeu a vitória, e a defesa de Armando a acabar o encontro, segurando o resultado – pois o jogo terminou com Armando a segurar a bola e a agarrar bem contra si aquele triunfo.


Dessa final, como ilustração, junta-se uma imagem da cerimónia protocolar, vendo-se Armando a ser cumprimentado pelo presidente Américo Tomás. E dos festejos, com Armando a levantar a taça desde a varanda dos Paços do Concelho, em Braga.


Passados esses tempos, mais tarde Armando ainda regressou ao F C Porto, para depois também ter retornado ao Braga, onde terminou a carreira, condecorado pela Federação de Futebol com a Medalha de Comportamento Exemplar.

É então Armando um caso singular, sendo o único futebolista vencedor da Taça de Portugal pelos dois atuais finalistas da mesma prova que culmina festivamente as temporadas do futebol nacional.

~~ * ~~

A Propósito, recorde-se (clicando sobre o link) 


Armando Pinto
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Danilo Pereira: Único Representante do F C Porto na Seleção da FPF para o Euro 2016...


Divulgada a seleção dita nacional para o próximo campeonato europeu de seleções, verifica-se que Danilo Pereira é o único representante do F C Porto na Seleção da FPF para o Euro/2016, através das escolhas de Fernando Santos e influências empresariais de uns tais Mendes e outros agentes, mais alguns mandões do futebol português, sobretudo um de orelhas ao género de série de ficção do espaço …

Danilo Luís Helio Pereira é um dos 23 convocados de Portugal para o Europeu de 2016, que decorre em França, entre junho e julho. O médio do FC Porto, de 24 anos, soma nove internacionalizações A.

Estranha-se não ter sido convocado também André André, que durante o apuramento foi um dos melhores da seleção, assim como Ruben Neves e Sérgio Oliveira mereciam ser incluídos, pelo menos. Além de ter havido ideia que André Silva seria selecionável devido à falta de avançados de raiz (embora neste caso possa haver sugestão de reforço para a seleção olímpica). Enfim…


Visto isso, nem vale a pena referir nomes de alguns que só foram selecionados por ser o que e de quem são. Mas também, com o que se verifica, talvez que o que seja mais de lamentar é afinal ir um do F C Porto… porque senão, então, não haveria um a ter o defeso interrompido, ficando com o período destinado a descanso de férias encurtado, vindo assim a prejudicar o início da preparação para a próxima época. (Melhor dizendo mais um, a contar com os que estarão ao serviço de seus países.)

Com isto, entre convicções e ilações, há um incentivo extra a fixar e afixar: A melhor forma dos futebolistas do F C Porto injustiçados, no caso, mostrarem que deviam ser selecionados, é domingo, na final da Taça de Portugal, esses e os outros, mostrarem em campo que têm valor, o seu valor, do que são capazes!  OK ?!


Armando Pinto

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terça-feira, 17 de maio de 2016

Agora interessa a Taça!



É isso. Agora o que interessa para nós é a Taça. Venha de lá a Taça.

Como durante a época não faltou quem dissesse que o que estava para trás não contava nada, devendo interessar o campeonato que decorria, agora que tudo o mais já é passado interessa a Taça para nós, interessando que o F C Porto vença. Estando a Taça de Portugal no horizonte, a disputar domingo no Jamor, na zona de Queijas, em Oeiras, nos arredores de Lisboa, contra o Braga.

Perante todo o cenário envolvente, não só do parque frondoso do Jamor, mas de tudo o que abarca o panorama do futebol português, toda a atenção será pouca e cuidados mil serão precisos na bagagem da equipa portista, de modo a poder-se terminar a época em beleza, como pode e deve ser. Desde que os os intervenientes sejam honestos, a começar na equipa de arbitragem que o malfadado responsável ainda atual ponha de apito na boca, no estádio que só é nacional uma vez ao ano. E contando que a equipa azul e branca consiga ser mesmo do FC Porto, à Porto. Contando também que apoio não vai faltar, de quem sente o F C Porto.

Perante este quadro da importância que merece a Taça de Portugal, recordamos através de algumas imagens a conquista duma das mais saborosas vitórias numa das finais em que o F C Porto já esteve presente. Como foi o caso da Taça vencida em 1968, sensivelmente a meio do período de ausência de títulos, em tempo da chamada travessia. Bastando o vislumbre de algumas imagens – incluindo a 1ª página do jornal A Bola, por quanto soube bem então ver aquilo em espaço habitual dos outros, como era e continua a ser, quão se entende a azia que ali provocam os triunfos do FC Porto – para saltar bem e pular o que isso representou, naquele tempo. Para que não se possa esquecer que a Taça é algo que interessa que o F C Porto vença, sempre que seja possível. E desta feita volta a ser possível.


Armando Pinto

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sábado, 14 de maio de 2016

Histórias de primeiras vezes e marcas especiais no F C Porto


Mais uma curiosidade histórica fica na memória do mundo portista, ao findar o campeonato português da 1ª Liga desta época de 2015/16, a meio de Maio de 2016.

Ainda não acabada a época futebolística para o FC Porto, pois resta disputar na próxima semana, no Jamor, a final da Taça de Portugal com o Braga, a equipa do F C Porto encerrou a participação no campeonato com um golo desejado há já algum tempo pelos apoiantes portistas. Tendo sido então, na disputa do último jogo da prova e no estádio do Dragão, frente ao Boavista, já também com tal dérbi portuense quase no fim, que finalmente a bola entrou na baliza através do jovem André Silva. O goleador que nesta mesma época foi o melhor da 2ª Liga, jogando pela equipa FC Porto B e entretanto entrou na equipa A do F C Porto. Sendo dele o golo que selou o resultado em 4-0 a favor do F C Porto perante o rival axadrezado. Então, ao minuto 88, após passe de Brahimi, André Silva contornou o guarda-redes boavisteiro Mika e, de pé esquerdo, atirou para o fundo da baliza. Estava feito o quarto golo do encontro disputado primeiramente na manhã de sábado, enquanto o dianteiro azul e branco concretizava o sonho de marcar pela primeira vez pela equipa principal. E houve mais alegria e satisfação nos corações portistas.


Foi este um jogo recheado de golos, no encerramento, com nota de destaque para a boa exibição de André Silva, culminada ao apontar o golo de estreia como marcador na equipa principal, a somar aos golos de Danilo, Layún e Brahimi que valeram mais três pontos aos Dragões na última jornada da Liga NOS. Qual goleada para asiáticos verem, na realização do jogo em horário pensado para transmissões destinadas ao fuso asiático. Acontecendo assim pela primeira vez um jogo em horas de manhã portuguesa a contar para o campeonato português da Primeira Liga.

Perante este cenário, o F C Porto fica como clube anfitrião do primeiro jogo madrugador do campeonato da Liga principal em solo nacional, com vitória por 4-0 frente ao vizinho Boavista. Tal como em 1928, a 28 de Julho, houve no campo da Constituição o primeiro jogo noturno, em prélio então empatado com o Salgueiros a dois golos para cada lado. Assim como o F C Porto foi o primeiro vencedor do primeiro Campeonato de Portugal, em 1921/22; e também do primeiro Campeonato da Liga em 1934/35, bem como, no decorrer dos anos, alcançando palmarés que o tornou F C Porto campeão nacional, europeu e mundial, como se sabe, obteve este ano outro título singular, como foi e é, através da equipa F C Porto B, com a conquista do título de Campeão Nacional de 2015/2016 da 2ª Liga. Sendo assim o único clube português que conseguiu vencer os dois principais campeonatos do futebol português.

Junta então o F C Porto mais curiosidades ao muito que já consta do historial portista e torna o F C Porto  um Clube Especial, detentor de feitos e com factos especiais. Tais como, recordando algo da primazia portista:

- O FC Porto é considerado, no século XXI, segundo o “Club World Ranking (21st Century)” do Oosterpark Rankings, o maior clube português, o 6º da Europa e o 7º do Mundo.
- O FC Porto foi considerado segundo a Classificação Mundial de Clubes da IFFHS desde 1991, o maior clube português, o 7º da Europa e o 12º do Mundo;
- O FC Porto foi considerado, segundo o “Worldwide Historical Clubs Ranking” do brasileiro Marcelo Leme de Arruda, o maior clube português, o 10º da Europa e o 12º do Mundo;
- O FC Porto foi e está a ser sucessivamente considerado pela CNN um dos melhores clubes  da atualidade, chegando a atingir o quarto lugar, sendo o único clube português a figurar nesta lista.
- O FC Porto é o clube mais titulado da Europa desde 1974/75 (primeira época pós-Revolução Democrática do “25 de Abril”, período que coincide com o grande crescimento do clube, iniciando a sua hegemonia em Portugal e o seu surgimento na elite internacional). Entre campeonatos, taças, supertaças e troféus internacionais, os portistas solidificaram uma hegemonia não muito comum, à escala nacional e internacional, entre os clubes dos países com mais história no futebol europeu. 
- O FC Porto, no que respeita exclusivamente às provas internacionais durante mesmo período desde 1974/75, foi o único clube português a ter conquistado títulos internacionais (7). 
- O FC Porto é o clube português com mais títulos internacionais, o 3º da Península Ibérica e o 8º da Europa;
- O FC Porto é o único clube Português que, na praia de Ipanema no Rio de Janeiro, tem 3 Bandeiras em exposição. Esta situação é bem elucidativa do prestígio e da universalidade do clube. Nesta praia de 6kms desta enorme cidade encontram-se as bandeiras dos clubes mais famosos do mundo.
- O FC Porto era o único clube português no extinto G-14, o grupo dos clubes mais poderosos da Europa, sendo também o único representante de Portugal entre os 16 fundadores da Associação Europeia de Clubes (ECA), criada após a extinção do G-14.
- O FC Porto tem, em Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, o presidente mais titulado de todos os clubes do Mundo. A grande distância encontram-se os míticos Santiago Bernabéu do Real Madrid e Josep Luíz Nuñez do FC Barcelona.
- O FC Porto é o clube português com mais botas de ouro conquistadas (3): Fernando Gomes 2 e Mário Jardel 1.
- O FC Porto é o clube português com mais participações em competições internacionais oficiais.
- O FC Porto é o clube com mais participações na Liga dos Campeões da Europa, falhando apenas nas épocas 1994/95, mais na de 2002/03, quando venceu a Taça UEFA, e na época de 2010/11, em que venceu a Liga Europa.
- O F C Porto é o único clube português que venceu a mais importante competição europeia de futebol nas duas versões, quer a Taça dos Campeões Europeus, em 1987, como a sucessora Liga dos Campeões (Champions League), em 2004.
- O FC Porto é o clube Português que mais tem contribuído para o Ranking da UEFA.
- O FC Porto foi pioneiro também na internacionalização: foi o primeiro clube português a receber um conjunto estrangeiro (o Real Fortuna de Vigo, em 1907) e o primeiro clube português a deslocar-se ao estrangeiro (a Vigo, em 1908)
- O FC Porto foi o primeiro clube a vencer o pioneiro Campeonato de Portugal em 1921/22 e também o Campeonato Nacional da Liga em 1934/35.


- O F C Porto teve na sua equipa o primeiro guarda-redes de futebol a vencer em seu tempo os mais importantes trofeus de reconhecimento da imprensa nacional, como foi a Baliza de Prata em 1963/64 e o Prémio da Regularidade em 1967/1968 conquistados por Américo.
- O FC Porto formou nos seus quadros futebolísticos uma das maiores referências da história do futebol português, Vítor Baía. Enquanto jogador, Baía foi aquele que mais títulos conquistou na história do futebol mundial, somando 33 títulos.
- O FC Porto tem atualmente, segundo dados oficiais, cerca de 110.000 sócios (vivos e com situação regularizada), sendo assim um dos 5 clubes do Mundo com mais sócios.
- O FC Porto, em 2004, segundo um estudo realizado pela FutureBrand, uma empresa americana especializada em consultoria de marcas, foi considerado a marca mais valiosa do futebol português. O estudo teve em conta fatores como: o valor das marcas, a lealdade dos adeptos, a capacidade de conseguir aumentar a venda de bilhetes para os jogos e o valor financeiro do clube. Neste estudo de marcas europeias, o FC Porto ocupou a primeira posição em Portugal e a 21ª na Europa.
- O FC Porto e o Liverpool foram os únicos clubes no mundo a ganhar em dois anos consecutivos as duas competições europeias mais importantes: a Taça UEFA e a Liga dos Campeões.
- O FC Porto, o Ajax, a Juventus e o FC Barcelona foram os únicos Clubes no Mundo que ganharam as três competições internacionais no mesmo ano (Liga dos Campeões, Supertaça Europeia e Taça Intercontinental), o Famoso Triplete Internacional.
- O FC Porto, no ano de 1987, foi super-campeão da Europa ao vencer o Ajax de Amesterdão na Supertaça Europeia por duas vezes pela marca de 1-0.
- O FC Porto é o único clube português finalista de todas as competições da UEFA e FIFA: Liga dos Campeões, Taça dos Vencedores das Taças, Supertaça Europeia, Taça UEFA e Taça Intercontinental.
- O FC Porto é o único clube português bi-campeão mundial de clubes (1987 e 2004).
- O FC Porto é o único clube português que venceu a Taça UEFA e a sucessora Liga Europa.
- O FC Porto é o único clube português que venceu a Supertaça Europeia.
- O FC Porto foi considerado pela UEFA a equipa do ano nos anos de 2003 e 2004, ao comando de José Mourinho, com estrelas como Deco, Ricardo Carvalho, Vítor Baía, Paulo Ferreira , Jorge Costa, etc.
- O FC Porto é o único clube português que teve nas suas fileiras um jogador que marcou em duas Finais Europeias consecutivas (Taça Uefa 2002/2003 e Liga dos Campeões Europeus 2003/2004). Esse jogador chamava-se Dimitry Alenitchev.
- O FC Porto teve em Artur Jorge e José Mourinho, os únicos dois treinadores Portugueses Campeões da Europa.
- Vítor Baía foi considerado pela UEFA o melhor guarda-redes do ano de 2004.
- O FC Porto é o único Clube Português representado na “Cápsula do Tempo” enterrada pela UEFA para comemorar o jubileu da entidade. Quando em 2054 em Nyon na Suíça a cápsula for desenterrada, lá estarão dois objetos dos Dragões: uma bola autografada pelo plantel que venceu a Liga dos Campeões em 2004 e um par de luvas autografado por Vítor Baía.
- Entretanto, com a conquista do Campeonato da 2ª Liga nacional de futebol profissional, o F C Porto passa também a ser o único clube português que conquistou os dois principais campeonatos portugueses, quer o da 1ª como da 2ª Liga, sendo o único que teve a sua equipa B também em 1º lugar do respetivo campeonato.
- E, por fim, no encerramento dos principais campeonatos de futebol em Portugal, o F C Porto é ainda o primeiro clube português a fazer no seu estádio um jogo de futebol para o campeonato maior em horário da manhã, com a realização no estádio do Dragão, a 14 de Maio de 2016, do dérbi portuense F C Porto-Boavista pelas 11, 45 h, conforme foi oficialmente decidido pela Liga Portuguesa (como primeira experiência para possível conquista de novos mercados, visando transmissões de jogos do futebol português, para países de horários muito diferentes dos normais, de jogos até agora em Portugal).


Post Scriptum:

Lemos depois uma interessante apreciação: «Com um golo da parte da manhã e três da parte de tarde o FC Porto venceu o Boavista por 4-0 na estreia de jogos com início matinal. Quatro golos que contribuem para aumentar a confiança da equipa que termina a época de hoje a oito no Jamor, na final da Taça de Portugal. No Dragão estiveram pouco mais de 26 mil pessoas, números que não deslustram num horário aproveitado por muitas famílias para trazer os mais novos ao estádio.»

Contudo, tem de haver bom senso, pensando em tudo. Para quem viver distante da cidade do Porto, neste caso, terá de madrugar e sair bem cedo de casa quando se quiser presenciar in loco jogos destes no estádio do Dragão. E com horários do género, os adeptos das equipas visitantes, pensando já também nos portistas que acompanhem a equipa do F C Porto em deslocações, terão até de ir para os locais dos jogos quase de véspera…

Quanto ao rescaldo da época, além do que é evidente ser necessário fazer para voltarem os bons tempos da era presidencial de Pinto da Costa e suas equipas diretivas de anos passados, há que haver outra força interior para as manobras exteriores de bastidores, vendo-se como o clube do regime passa impune em toda a linha que conseguiu montar e manter, a pontos de salvar a sua equipa B da descida mandando a culpa para os outros e corrompendo meio mundo para vencer o principal campeonato, enquanto consegue que outros sejam culpabilizados… Tem de haver então agressividade de investigação e denúncia, de todo o género dos roubos de igreja (com que o clube do regime consegue superiorizar-se, afinal), como antigamente se conseguiu fazer frente, ao passo que agora tem havido receio, após a inventona do tal apito que olvidou as escutas do orelhas e seus acólitos…. Falta outro Pedroto ao F C Porto, e mais homens à Porto devem fazer-se ouvir e sentir, em locais próprios e alturas apropriadas. E que os diretores do futebol portista, homens de maior visibilidade, sejam mais interventivos, como os antecessores chefes do  antigo departamento de futebol profissional, tipo Nuno Campos, Jorge Vieira, Alfredo Borges (que naqueles tempos do Estado Novo e mesmo na era de transição fizeram o que podiam... mas fizeram sentir bem sua existência), mais Jorge Nuno Pinto da Costa, dos tempos antigos; e Teles Roxo - como não se pode esquecer.

O F C Porto honremos, que o F C Porto nos contempla.

O F C Porto ama-se ou deixa-se!!!

Armando Pinto

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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Recordando o Prémio de Américo ter sido o melhor futebolista do campeonato português


Já foi há 48 anos, embora sempre permaneça na memória portista, o caso de ter ficado então consolidada a vitória do guarda-redes Américo no Prémio de Regularidade "Somelos-Helanca", conforme o nome da firma patrocinadora. Um galardão à época começado a ser atribuído, em pontuação ao longo dos jogos do campeonato, precisamente ao mais pontuado e como tal considerado o melhor. Facto mais assinalável por se tratar do jornal A Bola, tradicionalmente afeto aos clubes de Lisboa e nomeadamente protetor do que for do Benfica.

= Américo (muito depois de ter terminado a carreira do futebol), entre o seu antecessor, Acúrcio, mais atrás; e Vitor Baía, o mais famoso de seus sucessores. =

Então, neste dia de há 48 anos, corria o dia 12 de Maio de 1968, o guarda-redes Américo do F C Porto vencia a I edição do Prémio Somelos-Helanca, que distinguia o melhor jogador do Campeonato Nacional da I Divisão. Américo começara na formação portista em 1951 e estreou-se em 1952 (curiosamente no domingo em que o F C Porto jogou pela última vez no Campo da Constituição, passando depois para o então  novo estádio das Antas). Tendo mais tarde subido a senior e após ter esperado sua vez, de permeio com tempo de inatividade devido à tropa, assim como haver estado ainda emprestado ao Boavista entretanto, conseguiu entrar na equipa principal do FC Porto em 1958/59, fazendo um jogo no campeonato ganho em condições épicas no ano do caso-Calabote.
Depois passou a jogar mais em 1960/1961, alinhando em alguns jogos como efetivo da equipa das Antas, até que assegurou o lugar nº 1 em 1961/62, ficando dono das balizas do FC Porto até 1968/69. É uma das lendas do clube, com nome numa das placas circulares no passeio da fama em frente ao Dragão Caixa e está imortalizado por uma estátua no Museu do FC Porto.


A propósito, recordamos aqui equela referida façanha, de Américo ter suplantado a concorrência em pontuação de reconhecimento por um jornal adverso ao F C Porto.

Foto da equipa do FC Porto no ato de entrega da Taça Somelos-Helanca, ao final da época de 1967/68. Relativa à conquista do Prémio Somelos-Helanca ganho pelo guarda-redes Américo, como futebolista mais regular e valioso dessa época. Esta pose conjunta seguiu-se a Américo ter recebido em mãos esse trofeu (tendo sido fotografado individualmente junto a essa taça grande, em foto que estava junto à mesma na primeira Sala-museu Afonso Pinto de Magalhães, na antiga sede do clube, da Praça do Município). Estando nesta foto da cerimónia de entrega (em cima e da esquerda para a direita): Jaime Silva, José Rolando, Bernardo da Velha, Valdemar, Américo, Rui, Fernando, Sucena, Eduardo Gomes; (e em baixo, pela mesma ordem) Lisboa, Luis Pereira, Djalma, Malagueta, Custódio Pinto e Ricardo. 

Neste sentido coloca-se aqui, para o efeito, um recorte alusivo da época, respigado do jornal O Porto; assim como uma apreciação contemporânea, meses depois, sobre a sua forma, sabendo que viria a abandonar o futebol passados meses devido a grave lesão. Guardando, por fim, a atualidade dele constar no museu do F C Porto By BMG com uma estátua, embora de modo pouco visível (como estava pelo menos aquando da abertura ao público, estando em cima do autocarro incluído no espaço museológico, em local muito acima da visão normal).


Américo, o “Baliza de Prata”, como era também conhecido por ter sido o primeiro guarda-redes que venceu igualmente tal trofeu (esse da Agência Portuguesa de Revistas), é efetivamente um nome histórico e motivo de constante recordação.


Armando Pinto
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quarta-feira, 11 de maio de 2016

D. Cecília Pedroto – Um Rosto Portista !


O F C Porto, grande clube desportivo português que se estende pelo mundo, é também um mundo de afetos, clubísticos e pessoais, passando pela massa cerebral até ao coração e mesmo por tudo o que a nossa pele cobre, transpirando Porto por todos os poros. Fazendo com que se ganhe simpatias e amizades com pessoas que se conhecem por serem portistas e se tornam caras identificativas do portismo que nos corre nas veias. Tal como nossos olhos vêm o rosto risonho de D. Cecília Pedroto, esposa do Mestre Pedroto do Porto. Senhora que, em suma, é querida da família portista e como tal é um rosto relacionado com o sentimento portista.



Não tendo representado o F C Porto na prática, D. Cecília Pedroto é praticamente uma representante simbolicamente honrosa do que representa o F C Porto, como continuadora do que representou seu marido. Sendo assim bem conhecida dos portistas que normalmente acompanham a vida do clube e toda a sua envolvência, como esposa do saudoso senhor José Maria Pedroto, mas sobretudo como senhora afável e simpática. A pontos de naturalmente ser uma pessoa com que os portistas gostam de ficarem fotografados, querendo guardar recordações através de poses fotográficas conjuntas, de modo a guardar imagem da ocasião.


Há pessoas assim que são algo familiares, pelo que une a correspondente amizade, admiração e consideração. Tal como no caso, em que pelo que Pedroto foi diante do apreço portista, tudo o que o relacione nos desperta interesse valorizativo; mas também por tudo o que a esposa e sua família representam em quanto transporta o F C Porto, nos move respeito e estima.


Por quanto admiramos a D. Cecília e nos honra nos termos conhecido entretanto, lembramo-nos de homenagear Mestre Pedroto no seu legado familiar. Honrando também sua memória através da prole de sua descendência, uma linda família por sinal, como a maneira de dizer exprime bem.


Em vista disso, e tomando o todo pela parte, homenageamos na figura de D. Cecília todas as mulheres portistas, neste tempo do Mês de Maria, em que é louvada Nossa Senhora em Fátima e nos altares das igrejas de todo o país.  

= Outubro de 2011, Inauguração em Gaia da Avenida José Maria Pedroto =

Assim sendo, ilustramos estas linhas com algumas imagens sugestivas do que procuramos expressar. E juntamos páginas de dois livros, quer dum intitulado “Fragmentos da História de Um Clube Secular” (de Rui Anjos), quer doutro sob título “Craques do Porto” (edição Quidnovi, de 2001), que ajudam a realçar a ideia do tema.



Armando Pinto
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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Os Inícios do Hóquei no F C Porto e o 1º Internacional do Hóquei em Patins Portista - Acúrcio Carrelo.


Acúrcio foi um atleta do F C Porto que se distinguiu no posto de guarda-redes de futebol e como avançado em hóquei em patins. Curiosamente, atendendo às regras da escrita portuguesa, o seu nome era então escrito Acúrsio (assim mesmo, com “s”, como aparecia nos seus tempos de desportista, dando ideia que era a forma com que estava nos documentos oficiais). Tendo sido conhecido pelos anos cinquentas, do século XX, sobretudo como um guarda-redes importante no FC Porto, titular na equipa principal de futebol durante alguns anos, havendo então sido campeão nacional por duas vezes e feito parte do plantel azul e branco que conquistou para o F C Porto também duas Taças de Portugal (em cujas finais Acúrcio não jogou, impossibilitado por lesão). Entre essa atividade, Acúrcio foi ainda hoquista, tendo jogado pela equipa do F C Porto também de patins e stique, chegando mesmo a vestir igualmente a camisola da seleção portuguesa de hóquei enquanto hoquista azul e branco.


O hóquei em patins portista dava ainda pioneiras patinadelas e Acúrcio foi então o primeiro hoquista do F C Porto a ser escolhido para fazer parte duma seleção representativa do hóquei patinado nacional.

Assim sendo, a ligação de Acúrcio ao hóquei mistura com a história dos inícios do hóquei em patins no F C Porto.


Ora, o Hóquei em Patins havia entrado no FC Porto na década de quarenta, tendo sido em 1944 que o clube «tomou parte em provas oficiais, inscrevendo-se em todos os torneios regionais…» Constituíam a “equipa da fundação” os hoquistas António Castro Lacerda, Álvaro Almeida, António Joaquim Costa, António Brandão, Gualdino Leite, José Arches Carvalho, Delmiro Silva e Alberto Lima Ruella». Contudo, a sua existência sofreu, de permeio, uma interrupção nas atividades, tendo a secção sido depois reativada já a meio da década de cinquenta, por exigência dos sócios, «a pedido do público e até dos clubes adversários», devido ao fascínio que sua prática despertava no país a nível da seleção nacional e por reconhecimento de necessidade «da presença duma equipa portista nas competições, com vista a poder ser desenvolvida a modalidade…»


A equipa de hóquei em patins do Futebol Clube do Porto estreou-se em competições oficiais na 2ª Divisão Regional da Associação de Patinagem do Porto a 05/07/1956, no rinque das Cavadas (cedido pelo Estrela e Vigorosa), num jogo diante do CDUP, com vitória portista por 9-1. Sendo de acrescentar que os restantes jogos do FC Porto para o campeonato foram disputados no rinque do Lima (cedido pelo Académico), de modo a albergar o grande número de espectadores interessados. Como tal só na década de cinquenta foram obtidos os primeiros títulos, tendo nessa época o FC Porto vencido o Regional do Porto da 2ª Divisão correspondente à temporada desportiva de 1955 / 56 e então ascendeu a 1ª Divisão Regional em 1956/57.

= António Morais em seus primeiros tempos hoquistas =

Constituíam a equipa da época, entre outros, Campos (que veio do Paço de Rei), Luís Sousa Mota (do Paredes), Acúrcio Carrelo, Ruben Lopez, Morais e Abílio Moreira. 
Com a curiosidade de então estarem incluídos dois hoquistas-futebolistas, Acúrcio Carrelo e António Morais, os quais acumulavam a prática hoquista com o futebol (sendo então Acúrcio guarda-redes da equipa principal e Morais reservista também da formação futebolística do FC Porto), mais um aderente hoquista-basquetebolista, Ruben Lopez (este por sinal até jogador-treinador do basquetebol portista, nesse tempo). Tal como Morais, além do hóquei, também jogou no F C Porto pela equipa júnior de Andebol (que à época era escrito Handebol).

Entretanto, quando se davam esses iniciais momentos, e perante a estada de Acúrcio no futebol do F C Porto, vindo de Moçambique em 1955, e como ele praticara hóquei sobre patins enquanto vivera naquela então província ultramarina portuguesa, foi seduzido a também ajudar ao fortalecimento da existência do hóquei no Porto. Tendo sido assim que em Maio de 1957 se integrou na equipa de hóquei do F C Porto. Tanto ajudando a um maior impacto que a sua integração hoquista ficou registada na imprensa, motivando que se ficasse a saber à posteridade ter sido a 8 de maio de 1957, quando centenas de pessoas acorreram à apresentação de Acúrsio como avançado da equipa de hóquei em patins do FC Porto. E a verdade é que o excelente guarda-redes de futebol, que foi internacional pela seleção nacional de futebol, era igualmente bom no hóquei, pois também chegou a internacional na modalidade jogada a correr em patins de rodas.


Acúrcio Carrelo foi, então, o 1º internacional do clube nesta modalidade, tendo em 1957 feito parte da seleção portuguesa presente no Torneio de Montreux, marcando inclusive 6 golos; e depois no Europeu, nesse mesmo ano em Barcelona, onde fez 2 golos; sendo por fim selecionado para a Equipa da Europa que defrontou a Espanha, em cujo prélio contribuiu com 3 dos cinco golos dessa turma do chamado “Resto da Europa”.

A carreira do avançado Carrelo do hóquei não foi mais além, porém, por entretanto ter acabado essa dupla função com a chegada do profissionalismo ao futebol, enveredando Acúrcio apenas pela sua prestação como guarda-redes do futebol portista, entre outras situações, como aconteceu também com Morais (e ainda Pinho, igualmente “nosso” guardião de futebol, que ao tempo também acumulara na defesa da baliza do Andebol azul e branco).

Estava implantado o hóquei em patins no F C Porto. Até que evoluiu mais no clube com reforço da equipa já nos inícios da década de sessenta, ingressando na modalidade Joaquim Leite, oriundo do hóquei em campo do clube e durante algum tempo também atleta que acumulou as duas modalidades, mais Alexandre Magalhães, Brito, e outros, enquanto a meio da mesma década apareceram jovens valores como Hernâni e Cristiano. Começava finalmente a afirmar-se o hóquei portista no panorama nacional.
Cristiano era então já o maior representante do hóquei portista, a partir que seu valor começou a despertar o público azul e branco para o hóquei em patins.
Ao passo que depois houve primeiros internacionais juniores, integrantes da equipa principal mas com idades de juniores, Cristiano e Castro, que jogaram pela seleção portuguesa dessa categoria em 1968, e o hóquei portista atingia alto patamar com a conquista do “Metropolitano” da 1ª Divisão em 1969 – quando Jorge Nuno Pinto da Costa era dirigente na secção. Ano este em que quatro hoquistas do clube foram campeões europeus com a seleção de juniores: Cristiano, Castro, Fernando Barbot e António Júlio - dos quais três formados no próprio clube e todos eles os primeiros campeões europeus portistas.
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= Equipa dos Campeões Metropolitanos de 1969 =

A partir daí o hóquei foi crescendo dentro do clube, sempre na disputa dos primeiros lugares, até que, depois de sucessivos anos em que o título nacional fugira por “uma unha negra”, em 1981/82 houve conquista da europeia Taça dos Vencedores das Taças e em 1982/83 foi obtido o 1º lugar no Campeonato Nacional, acrescentando nesse ano mais outra Taça das Taças da Europa. Desde então o clube habituou-se a ser Campeão Nacional, com forte hegemonia (quantos os demais títulos nacionais…). Juntando mesmo títulos de Campeão Europeu (1985/86 e 89/90), Taça CERS (1993/94 e 95/96), Supertaça Europeia/Taça Continental (1985/86), mais Taças de Portugal, Supertaça Nacional, etc.

Feito um resumo do trajeto do hóquei, e como a parte mais saliente desses tempos de outrora se junta com a passagem de Acúrcio pelos rinques onde o F C Porto jogava hóquei, ilustramos este artigo narrativo com algumas imagens de Acúrcio e dos seus tempos de hoquista, embora juntando fotos dele como guarda-redes de futebol também. Mais algumas relacionadas com o historial do hóquei portista.

Ao género de parêntese, acrescente-se sobre Acúrcio: 

Desportista multifacetado, Acúrcio foi campeão nacional de futebol pelo F.C. Porto em 1955/56 como suplente utilizado, tendo ainda feito um jogo nesse campeonato; e já como guarda-redes titular em 1958/59. Tal como venceu duas Taças de Portugal, utilizado durante as respetivas eliminatórias. E também teve oito chamadas à Seleção Nacional A de futebol, além de ter sido internacional no Hóquei em Patins (como acima é descrito). Ficou ainda celebrizado como primeiro guarda-redes marcador dum golo de baliza a baliza, no célebre golo que marcou a José Pereira do Belenenses, no Restelo, estando em campo com um braço partido (sacrificando-se devido a não haver substituições na altura), em Março de 1958. Depois, em 1961 regressou a Moçambique para jogar pelo Ferroviário de Lourenço Marques, onde se sagrou Campeão Colonial nesse mesmo ano. E ali treinou também sua equipa de hóquei. De seguida viveu na África do Sul, onde treinou uma equipa de hóquei (Bez Valey). Regressado a Portugal, em 1979 treinou o Gil Vicente de Barcelos, em futebol e o seu Oeiras em hóquei. Faleceu no dia 9 de Janeiro de 2010.

Vem a talhe, como encerramento, rever uma página da revista Seleções Desportivas de Dezembro de 1978, onde Acúrcio foi recordado em duas peças jornalísticas, de cujo conteúdo (referente a uma história contada pelo antigo futebolista António Teixeira) se reproduz cópia da parte referente ao Acúrcio propriamente: 


Como retrospetiva, contada na primeira pessoa, repare-se numa passagem relembrada por Acúrcio à revista Bola Magazine, onde, fora alguma confusão de datas (sabendo-se que em 1958 já ele estava só dedicado ao futebol e inclusive fora internacional de hóquei em 1957), naturalmente por lapsos de memória derivado ao tempo passado, ele próprio deu mais algumas informações relacionadas:


Acúrcio Carrelo veio a falecer a 9 de janeiro de 2010. Na ocasião, em anterior blogue, "Lôngara" (que depois desapareceu da internet, por violação de alguém...), havia sido publicado pelo autor deste blogue, também, um artigo alusivo. Do qual guardamos em registo a imagem dum recorte jornalístico evocativo, que aqui voltamos a lembrar, por fim.


Armando Pinto
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