Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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quarta-feira, 29 de maio de 2024

Efeméride do 1.º título de Gomes como melhor marcador do Campeonato Nacional da 1ª Divisão e consequente trofeu da Bola de Prata em 1976/77

 

Em 1977, a 29 de maio, terminava o então chamado Campeonato Nacional da 1.ª Divisão de 1976/77 com o avançado do F C Porto Fernando Gomes a conquistar o título de melhor marcador da prova.

Então, na tarde desse domingo, o ao tempo muito jovem Fernando Gomes vencia a sua primeira Bola de Prata. Dando início à aura que no decorrer dos anos o transformou no melhor goleador de futebol da história do FC Porto e um dos melhores do futebol nacional. Começava aí, na primeira das suas seis Bolas de Prata, a sua grande lista de honra curricular. E não foram mais porque entretanto ainda esteve dois anos ausente em Espanha, além de outras ocorrências, como quando por via do caso do então treinador-adjunto Octávio Machado teve o então capitão Gomes de sair do FC Porto, após um processo movido pela Direção desse tempo, liderada por Pinto da Costa, e do balneário do futebol que devia ser gerido pelo treinador principal Artur Jorge, levando-o a ter de terminar por fim a carreira no Sporting, em Lisboa.

Ora, naqueles princípios de carreira de Gomes na equipa principal do FC Porto, e naquela tarde do já saudoso futebol domingueiro, em finais de maio de 1977, o FC Porto recebeu e bateu o Vitória de Guimarães por 4-2, com dois golos de Ademir e outros dois do próprio Gomes. Depois de um Campeonato que chegou a dar esperanças de melhor classificação que o que vinha sendo habitual, mas depois acabou com o FC Porto em 3.º lugar. Sendo que o feito do Gomes serviu de lenitivo perante a ausência de títulos de campeão. Embora nessa temporada a conquista da Taça de Portugal, nessa mesma época, tenha dado outro entusiasmo e orgulho no coletivismo portista. Havendo esse final do Campeonato e o título de goleador do Gomes acontecido poucos dias depois da vitória na Taça, prova rainha do futebol português ganha sob a liderança de José Maria Pedroto. E o avançado natural de Campanhã terminava o campeonato com 26 remates certeiros, mais quatro do que Nené do Benfica e cinco que Manuel Fernandes do Sporting, consagrando-se como o grande artilheiro da prova da 1ª Divisão Nacional de 1976/1977 com apenas 20 anos.

Gomes, que depois viria a tornar-se uma lenda do clube, ao serviço do qual se sagrou Campeão Nacional, Europeu e Mundial, marcando golos a esmo por 355 vezes, bem como conquistando duas Botas de Ouro da Europa, seis Bolas de Prata de Portugal e o coração de todos os portistas, considerado homem-golo, dava assim ênfase às esperanças que sobre si foram depositadas, desde a sua estreia oficial na primeira equipa do FC Porto no Torneio Início da AFP, no final de agosto de 1974; e de seguida logo na 1.ª jornada do Campenato Nacional de 1974/75, ao começo de setembro imediato.

Desse feito de Gomes, rei dos golos do Campeonato Nacional, em 1977, ilustra-se a narrativa com registos alusivos ao tempo publicados na revista Seleções Desportivas, como ficou impresso em seu n.º 1 de Outubro de 1977.

Armando Pinto

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sexta-feira, 4 de setembro de 2020

"Taça Chuto” de 1º golo da época de 1976/77 para Fernando Gomes

A 4 de setembro de 1976 começava o Campeonato da 1ª Divisão Nacional da época de 1976/77 com o FC Porto a receber no estádio das Antas o Portimonense. Então, esse Porto-Portimonense abria a temporada e Gomes abriu o marcador, iniciando a contagem que se viria a registar com a vitória portista sobre o Portimonense por 3-0, através de golos apontados por Gomes, Cubillas e Duda.

No final do jogo Gomes recebeu um troféu, atribuído pela revista Chuto, por ter sido autor do primeiro golo da época.

Estava assim também dado o pontapé de saída dessa nova era do futebol português, com José Maria Pedroto no comando técnico e Jorge Nuno Pinto da Costa como chefe do Departamento de Futebol, mais o Dr. Américo Sá a Presidente. Numa evolução que depois teve maior prémio final, no culminar dessa época, com a conquista da Taça de Portugal – troféu que também Cubillas ajudou a conquistar, tendo jogado nas 1ª e 2.ª eliminatórias, antes de ter regressado ao Perú, e assim ficou com seu nome inscrito entre os vencedores dessa Taça, em cuja final o golo do jogo foi também de Fernando Gomes.

À época, estando ainda em início de carreira, já Gomes tinha recheada sua estante de troféus, como ele não escondia  de mostrar, também.

Armando Pinto

Nota: Foto cimeira do arquivo histórico do Museu do FC Porto. Enquanto a de baixo é da coleção do autor.

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Mais Recordações: Na Calha do "Clássico" F. C. Porto - Sporting…


Há muito que o autor deste blogue, apenas por paixão clubista e pela valorização pessoal do que tem valor, se dedica à preservação memorial, qual ciência particular de afeto, por tudo o que documente memórias, honras e glórias da Vida do F. C. Porto. Sem tréguas ao espírito de interesse e acompanhamento. Até que chegou um tempo proporcionador de alguma difusão, através deste cantinho informático, no sentido de ajudar a ampliar a mística Portista por tudo quanto seja sítio possível. 

Assim sendo, ocasiões há, também, propícias a um cuidado mais atento, sempre que vem a talhe de foice um aumento de interesse por determinado motivo. Tal qual os casos dos jogos entre clubes chamados grandes, por ocasião de embates do F .C. Porto com outros adversários mais diretos e rivais históricos. Neste pé, a propósito do embate de domingo no Dragão, chega uma dessas alturas, em que podemos consumir algumas razões documentais, em vista a avivar alguma da exuberância da nossa História, do encantamento da expansiva memória do F. C. Porto.


Pois aí está mais um F C Porto - Sporting. Jogo que surge após a saborosa vitória do F. C. Porto sobre o milionário parisiense PSG, a contar para a Liga dos Campeões Europeus, enquanto o Sporting foi copiosamente vergado, num concludente 3-0 (!) para a Liga Europa, por uma modesta equipa de nome Videoton (clube húngaro que participa este ano pela 1ª vez em provas europeias). Contudo isto não quer dizer muito mais que isso, na diferença das situações, até porque dias antes, não se pode esquecer, o F. C. Porto não fez um bom resultado no Rio Ave, em Vila do Conde; além de que não se pode entrar em euforias, nem fazer análises baratas. Devendo, contudo, haver atenção para evitar qualquer possibilidade de surpresa, apesar do mau momento da equipa de Alvalade (...cautelas e caldos de galinhas nunca fizeram mal a ninguém...), contando com a nomeação dum árbitro tão anti-Porto como é Jorge Sousa. Embora seja de confiar que se a equipa do F. C. Porto fizer um jogo de nível, com humildade, vontade, determinação e confiança, à medida do que já fez nos desafios melhor sucedidos, consiga suplantar tudo e a vitória seja mesmo o resultado mais compatível com o valor atual dos oponentes em causa. 

Visto isso, para conservar e recuperar o que tem sido apanágio dos bons momentos do F. C. Porto, porque faz bem ao coração sempre que o F. C. Porto ganha, vamos aqui procurar dilatar mais a fé através dalgumas prescrições de boa memória, na trajetória dos jogos entre Porto e Sporting. Na disputa histórica com esse clube tradicional das riscas verdes, que noutros tempos, especialmente durante o antigo regime político, era o segundo clube mais favorecido pelo sistema e cujo carácter tinha prosápias de fidalguia baronil.

Na medida do percurso entretanto evoluído, trazemos à memória dois exemplos que calham bem a preceito. Dois jogos, realizados no antigo Estádio das Antas e concluídos também pela chapa três. Entre diversos casos de ocorrências similares, antes e depois. Só que agora contamos estes, das ocorrências que também vivemos naquelas épocas de 1976/77 e 1977/78 - o período em apreço.     


Pois foi! Duas vitórias, pelo mesmo resultado de 3-0, em dois anos consecutivos (metendo-se pelo meio uma outra vitória para o Campeonato de 1976/77, também, essa por 4-1). Então, tal aconteceu num período de grande fulgor, em que o F. C. Porto se superiorizou concludentemente ao rival listado de zebra, sem dar hipóteses; e, qual domador de leões, chicoteou sem apelo nem agravo o antagonista verde: Para a Taça de Portugal de 1976/77, numa época, e na seguinte já para o Campeonato de 1977/78. Sempre a golear, em ambos os casos por três golos sem resposta. 

Pela curiosidade da coincidência e pertinência, deixamos aqui lembranças dessas duas grandes vitórias. Através de páginas ilustrativas dos referidos triunfos dos homens do F. C. Porto. 

Disso mesmo, começamos por dar largas à memoração do 3-0 de 1976/77:



...E, por fim, uma recordação viva sobre a continuidade de 1977/78, para o Campeonato que trouxe de volta o título nacional para o F. C. Porto, no começo da grande campanha iniciada com Pinto da Costa e Pedroto:


© Armando Pinto 
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