Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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sábado, 5 de novembro de 2016

Heróis de “Portos-Benficas”, passando por Lemos, Ademir e Kelvin, mais… Naftal!


Jogos entre o FC Porto e Benfica são sempre "clássicos" que prendem atenções e cujo desfecho ou peripécias resultantes fazem história, desde o caráter decisivo, conforme a fase da época de realização, até à importância do encurtar de distância pontual, como é o caso deste ano. Mas também pelo aspeto de fazer heróis, entre os quais vem de imediato à cabeça Kelvin e seu célebre golo do minuto 92, algo que ficará para sempre nas memórias e emoções que se sentiram e ainda fazem reviver sentimentos. E outros, como o de Ademir, em 1978...


Kelvin foi um dos mais recentes heróis, inesquecível, embora ainda na época passada o jovem André André tenha assumido também papel determinante com o golo da vitória, em jogada que temos bem diante dos olhos e presente nos restantes sentidos que vieram acima da pele. Como antes houve um Carlos Vieira nuns tais 3-0 em 1951/52, o Lemos nos 4-0 de Janeiro de 1971, o Ademir naquele golo quase ao findar o jogo que possibilitou a conquista do título ao fim de 19 anos, Hulk e Cª nos 5-0 de 2010/11, a 7 de Novembro de 2010 (faz esta segunda feira 6 anos…) e Kelvin. Lance de golo que tem direito a lugar especial no grandioso Museu FC Porto by BMG..


Isto para não recuar às eras do campo da Constituição, onde Valdemar Mota, António Santos, Nunes, Pinga e outros deram água pela barba aos opositores vermelhos em jogos no Porto. Pois que no caso atrás referido de Carlos Vieira, sendo em tempo que estava já em construção o estádio das Antas, o jogo se disputou no então alugado estádio do Lima. E reportando aos encontros ocorridos no Porto, onde, além desses e daqueles, bem como de mais uns quantos, quais Monteiro da Costa e Hernâni que foram artistas a marcar golos ao Benfica, houve também mais, como Fernando Gomes, Jardel e diversos outros,  entre variadas condicionantes, pela parte da tal natureza que está subjacente. 

= Carlos Vieira, Lemos, Ademir, Hulk e Kelvin...!

Assim lembramo-nos bem dum golo que ficou gravado na memória do autor destas recordações, quando em 1967/68 o FC Porto e Benfica seguiam lado a lado na frente do campeonato e um golo de Custódio Pinto colocou o FC Porto à frente dois pontos (como era a pontuação de vitória ainda, à época). Tal como de partidas disputadas em Lisboa não mais esquece uma das primeiras do autor, em tempos de inícios da afeição que se tornou paixão pelo clube portista, nos idos começos da década dos anos sessentas, como foram os tentos marcados por Azumir em Lisboa na vitória por 1-2 de 1962/63. Tanto como, anos mais tarde, um golo de Cubillas que deu uma vitória por 0-1 em Outubro de 1974…

= Equipa do FC Porto que venceu no antigo estádio da Luz, em 1974, com um golo de Cubillas

Posto isto, outra curiosidade que emerge na atualidade é sobre o FC Porto poder tirar a invencibilidade ao adversário deste jogo em apreço. Sendo que até agora «o F. C. Porto é a equipa que mais vezes acabou com a invencibilidade do Benfica na I Liga portuguesa de futebol, ao selar em 21 ocasiões, 17 das quais em casa, o primeiro desaire dos "encarnados" no campeonato» como refere uma reportagem vinda no JN. Em cujas páginas é acrescentado que «nas 82 edições da prova já concluídas, desde 1934/35, mais nenhuma equipa se aproxima dos números dos "dragões", com o Sporting a ser segundo, ao protagonizar 12 vezes o primeiro desaire do Benfica, e o Belenenses terceiro, com oito. A "tradição" começou, aliás, bem cedo, já que foram os "azuis e brancos" os primeiros a superar os "encarnados" na I Liga, o que aconteceu à terceira jornada da edição inaugural da prova, a 3 de fevereiro de 1935. No Campo do Lima, Lopes Carneiro e Artur de Sousa "Pinga" apontaram os tentos que selaram o primeiro desaire do Benfica no campeonato, de nada valendo aos lisboetas o tento de Valadas. Os portistas sagrar-se-iam campeões. Depois, o F. C. Porto repetiu o "feito" mais 20 vezes, a última em 2012/13, quando, já na 29.ª e penúltima ronda, ganhou no Dragão por 2-1, graças a um tento do brasileiro Kelvin nos descontos, que fez ajoelhar Jorge Jesus.»


«Pelo meio, foram muitas as vezes que os portistas acabaram com a invencibilidade que o Benfica ostentava: mais uma na década de 30 (1936/37), seguindo-se duas na de 40 (44/45 e 46/47), 50 (55/56 e 57/58), 60 (62/63 e 65/66) e 70 (74/75 e 78/79). E a partir da década de 80, o F. C. Porto tornou-se muito mais forte e isso também se reflete nestes números: entre 1980/81 e 89/90, os "dragões" foram seis vezes os responsáveis pelo primeiro desaire do Benfica na prova, sendo que em 1983/84 essa derrota inaugural só apareceu à 21.ª ronda (3-1 nas Antas). Depois, também porque o Benfica passou um período muito complicado, perdendo mais vezes, os "azuis e brancos" ficaram fora deste "mapa" durante mais de uma década, reaparecendo em 2000/2001, quando bateram as "águias" logo na primeira ronda. Até ao tento de Kelvin, os "dragões" ainda "estragaram" em mais três ocasiões o registo sem derrotas do Benfica: em 2003/2004 (2-0 ainda nas Antas, à quinta jornada), 2004/2005 (1-0 na Luz, selado por McCarthy, à sexta) e 2007/2008 (1-0 novamente na Luz, com um tento de Ricardo Quaresma, à 12.ª).»


No meio dessas e outras possíveis estatísticas e recordações, um caso há pouco lembrado geralmente, mas que fez um dos heróis da infância do autor destas linhas – Naftal.  

= Naftal em ação, na sua codícia pela baliza, como avançado. No caso da foto diante do Braga e perante a atenção do guarda-redes Armando. 

Estava-se a meio dos anos 60, quando o Benfica, para além de ter a conhecida superioridade nas cúpulas do dirigismo desportivo nacional e não só… fazia alguma figura ainda pelas provas europeias, não tanto como nos tempos das suas conquistas europeias, mas ainda a andar no meio das equipas graúdas do velho continente. Então, em 1965, numa tarde domingueira, vindo ao Porto os craques da camisola encarnada, o FC Porto agigantou-se e através de Naftal, zás, cravou com um golo de belo efeito uma derrota aos comandantes desse tempo. 


Então o mundo da bola deitou os olhos para esse tal Naftal, um avançado moçambicano que já estava no FC Porto desde 1963, mas não tivera grandes oportunidades, devido à existência de Azumir e Valdir, entre outros. E, passado um tempo, cerca de meio ano depois, já a contar na época de 1965/66, o FC Porto volta a impor nova derrota ao Benfica, de novo com Naftal a molhar a sopa, ao ter marcado o primeiro golo da vitória então por 2-0, pois também Nóbrega fez depois o gosto ao pé a dilatar o resultado. Tendo assim Naftal ficado na história por no mesmo ano, embora correspondendo a épocas desportivas diferentes, ter feito golos ao Benfica em duas vitórias do FC Porto, acontecidas no relvado do estádio das Antas. Uma em Março de 1965, em plena época de 1964/65, e a outra a 26 de Setembro de 1965, já na seguinte época futebolística de 1965/66. 


E assim Naftal ficou na memória, ainda que sem ter jogado muitas vezes de permeio, por então haver diversos concorrentes ao lugar, juntando-se ao setor avançado mais uns Manuel António, Amaury e Djalma no decorrer do tempo em que esteve no FC Porto, entre as épocas de 1963/64 até 1965/66. Mas ele, Domingos Lucas Naftal, o Naftal que vimos nas fotos dos jornais, ficou como um dos nossos heróis desses tempos. Embora não seja muito lembrado nas recordações que a comunicação social costuma fazer sobre estes embates entre dragões e águias. Mas que foi marcador admirado, foi, tanto que impôs duas derrotas ao Benfica daqueles tempos…


= Equipa do FC Porto que derrotou o Benfica por 2-0, em 1965/66, com golos de Naftal e Nóbrega. Em jogo que também ficou assinalado pela estreia de Pavão a titular pela equipa principal do FC Porto. Tendo a turma portista alinhado com o onze alinhado na pose clássica, como se vê na imagem (a partir da esquerda, em cima - Atraca, Pavão, Alípio, Festa, Almeida e Américo; em baixo - Jaime, Naftal, Manuel António, Custódio Pinto e Nóbrega).

Armando Pinto
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domingo, 20 de setembro de 2015

F C Porto, 1 - SLB...0: Um bonito soco no “clássico”…!


O F C Porto até a dar socos tem beleza… como comprova a bonita cara de Juliana Rocha, pugilista do F C Porto pentacampeã nacional de boxe feminino. E como deu nota a revista J, do jornal O Jogo, no dia em que o F C Porto deu um valente soco nas aspirações benfiquistas, em futebol jogado dentro do campo.

Ora, neste domingo de meio de Setembro, em plena época de vindimas, o F C Porto cortou veleidades ao Benfica, derrotando o rival encarnado no clássico de futebol que, à imagem dos últimos anos, pode ter sido decisivo no campeonato nacional. Em jogo que o F C Porto conquistou não só os 3 pontos em disputa, mas  também tirou três ao adversário direto, sobre o qual agora fica(mos) em vantagem pontual de quatro pontos na classificação.

Com isto, tomando a dianteira, em primeiro lugar no campeonato português, com nome atual de Liga Meo, o F C Porto afirmou-se, triunfando também contra aves agoirentas e outros adversários. Ficando para a história o golo de André André, o André filho, em bela combinação com Silvestre Varela. E a boa exibição duns Casillas (com um punhado de defesas impecáveis a manter a nossa baliza inviolável), Maxi (que jogo! Estando a ficar mesmo um dos nossos, à Porto!), Aboubakar (que desta vez não marcou mas andou lá perto, por um remate mais que certeiro ter embatido no poste), mais os restantes, perante um fio de jogo quanto bastou, superando o adversário no dobro de remates e em 65 por cento de posse de bola. Depois de no decurso do mesmo jogo o árbitro, artista do costume, ter pordoado pelo menos um penalti aos representantes de Lisboa, na linha de favorecimento ao clube do regime...


Assim sendo, é dado um bom soco nos adversários, derrotando o Benfica, que é atirado às cordas outra vez quase no expirar do jogo.

Essa obra de arte, afinal, foi e é digna de ficar ilustrada numa obra de arte pictórica, em bonita pintura do artista Albertino, antigo futebolista do F C Porto e nosso ídolo de sempre, também..

Num dia assim, fica na retina da memória esse encontro muito importante, à quinta jornada da prova, neste dia que a “nossa” Juliana "Píton" foi capa da revista J e "Retrato" de entrevista nas respetivas páginas interiores, conforme registamos, a propósito, com algumas imagens dessa reportagem (de 10 páginas) sobre a menina bonita de sua modalidade e rosto que faz os apoiantes Portistas saberem melhor da existência da secção de Boxe do F C Porto.


Armando Pinto

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sábado, 31 de janeiro de 2015

Evocação do 31 de Janeiro… de 1971 - à Porto!


Há  44 anos, precisamente, o 31 de Janeiro, que hoje ocorre neste sábado, então foi ao domingo. Ficando-nos na retina o que se passou nesse belo dia, num lindo domingo de sol de inverno. E, esse, foi realmente um 31… para a história. Não o 31 de Janeiro antigo, também levado a cabo na cidade do Porto, da revolta política pela liberdade social, uns anos antes da proclamação da República; mas no âmbito desportivo, muitos anos volvidos, quando Portugal era quase só Lisboa e o resto paisagem, à imagem do regime político e desportivo salazarista.  

= Plantel do F C Porto nessa época, dos 4-0 ao Benfica...

Ainda há poucos dias, em texto publicado, aqui rememoramos parcialmente esse acontecimento, por entre as “Memórias PortistasPersonalizadas”:

- …Entretanto, entre tantas recordações, nunca mais poderá ser esquecido que, apesar do poderio da organização do desporto estar em Lisboa, com tanto faciosismo decisivo, em tempo de ditadura do Terreiro do Paço, de vez em quando o F. C. Porto ia conseguindo contrariar as injustiças e, quantas vezes, impor-se mesmo, em futebol jogado... Como aconteceu com uns célebres 4-0 ao Benfica, nas Antas, com quatro golos de António Lemos, na tarde soalheira do domingo que era último dia de Janeiro de 1971.

Porque do facto já colocamos diversas referências memoriais, por quanto relembramos em ocasiões anteriores essa grande vitória, apenas focamos agora a recordação correspondente à efeméride do dia, neste dia em que trazemos à memória pública uma lembrança dessa inesquecível vitória por 4-0, com quatro golos de Lemos.

Armando Pinto


sábado, 13 de dezembro de 2014

F C Porto-Benfica nalgumas memórias inesquecíveis… à atualidade da mensagem natalícia.


Está quase aí mais um clássico Porto-Benfica de futebol. Aproximando-se esse jogo do F C Porto com o Benfica, de afinação classificativa à parte final da 1ª volta do atual campeonato da Liga, num prélio de antecipação ao Natal, também quase à vista no horizonte do tempo. Jogo que muito queremos ganhar, obviamente, e chamamos desde já a atenção dos nossos representantes, os futebolistas que vão estar em campo com as camisolas azuis e brancas, para o facto, que há que ter em vista, também, de modo a que o Natal tenha mais encanto, com nosso semblante alegre de azul e branco…

Acerca-se assim este jogo por estes dias que estavam frios e agora começam também a humedecer, chegado período de alguma chuva, em tempo meteorológico incerto, de inverno instável. Mas isso só fará com que não seja necessário regar muito a relva, pois o F C Porto costuma superar tudo. Quer faça chuva, sol, ou neve. Aliás, diz um ditado que ano de nevão, é ano de pão, como que a dizer que não trará fome. Algo que no caso do futebol nos traz boas memórias, visto ter sido a meio dum mês de Dezembro que, em 1987, sobre um manto de neve, o F C Porto conquistou a primeira das nossas duas Taças Intercontinentais, dos dois títulos mundiais ganhos pelo nosso clube. Mas também tempos houve em que com chuva se nos deparavam boas indicações…

Tais factos, por outro lado, transportam a outras recordações.    

               
A propósito, no sortilégio desses embates, há sempre memórias que vêm acima nas lembranças, quando chegam estas ocasiões. Como já há tempos fizemos uma resenha memorial de jogos com algumas vitórias e factos históricos desses encontros – numa daquelas peças que muito custaram a digerir aos adversários e levaram a que alguns protótipos dos adeptos encarnados vilipendiassem o espaço cibernauta, para tentarem esconder essas verdades… como aqui foi referido ainda no artigo anterior. O que nos leva a voltar com dois exemplos de duas vitórias que nos ficaram na memória e jamais esqueceremos.

Ora, porque as célebres goleadas dos 4-0 da estocada do Lemos, mais as de chapa 5, etc. e tal, têm sido deveras relembradas e bem, recuamos algum tempo mais para lembrarmos duas vitórias do tempo em que os mais protegidos do antigo regime político-social e desportivo faziam o que queriam e ainda lhes sobrava tempo, como se sabe. Porque assim foram mais saborosas as oportunidades em que foi possível ao F C Porto vencer aquela arrogância de quem tinha as costas guardadas pelos poderes de decisão… como aconteceu, por exemplo, a meio da década de sessenta. Na idade ainda infante do autor, que, em idade escolar, era como a criança do atual "Video de Natal do F C Porto"... Num tempo, aquele antigo, em que como Eusébio e comandita costumavam ter os favores dos árbitros, acontecia que quando o jogo se disputava em tarde chuvosa (pois os jogos eram aos domingos de tarde, por norma) havia certa convicção, não sei bem porquê, que a vitória nos podia sorrir… às camisolas azuis e brancas. Tanto o que ocorreu em duas vitórias que não mais esquecemos, uma por 1-0, com golo de Naftal, em 1964/65; e outra em 1965/66 por 2-0, com golos de Naftal e Nóbrega. Duas alegrias que guardamos bem no nosso íntimo e em nossas recordações, por entre documentação do Portismo sentido já nesses tempos  – como se pode ver por alguns fragmentos jornalísticos que guardamos. Cuja visualização dispensa mais explicações e comentários.


Armando Pinto
((( Clicar sobre os recortes digitalizados, para visualização ampliada )))

... Entretanto, venha daí mais uma noite mágica – à imagem do significado do Vídeo de Natal do FC Porto, que conta com a participação de Lopetegui e diversos jogadores. Há mensagens em diversas línguas e sotaques. Em
Noites Mágicas desde 1893...!


(Clicar na seta, para aceder às imagens de vídeo)


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Norman Hall: a propósito do Porto-Benfica, face à questão das arbitragens “limpinhas”… e jogadas de bastidores.


Aproxima-se o “clássico” F C Porto-Benfica”, do campeonato da Liga de futebol nacional, jogo que (longe vá o agoiro!) pode ter decisão arbitrária… se continuar a saga do favorecimento ao Benfica, como tem acontecido. Vendo-se e sentindo-se como o clube do regime tem sido levado ao colo. O que leva a dizer, para já, que estamos fartos de arbitragens desonestas e habilidades dos homens com poder de decisão federativa, liguista e do conselho de arbitragem. Chega de arbitragens escandalosas em Portugal, como até já há grupos de internautas a dizer basta. E não se pode tolerar mais as desonestidades dos dirigentes das cúpulas do futebol português. 

Por algum motivo é que os clubes que são favorecidos em Portugal, nas provas estrangeiras se vão abaixo das canetas, ficando fora das fases mais adiantadas da Liga dos Campeões e até da Liga Europa, por não terem árbitros nomeados em Portugal. Na senda do que vem de longe…

Nesse prisma, trazemos um caso paradigmático, desta feita, à ribalta deste espaço - que até é lido por adversários, a pontos que alguns energúmenos daqueles tanto tentaram que conseguiram tirar do espaço da internet o blogue antecessor, “Lôngara”, por não gostarem de lá estar muita verdade… verdadeira.

Mas desta vez o caso até se passou relativamente a um jogo com outro clube lisboeta, na altura colocado entre os grandes, trazendo-se apenas como exemplo de quanto o F C Porto sempre foi tratado de forma menor, pelo poder da capital do império da bola…

Passando ao assunto, há que frisar, porém, que o tema, desta vez, até nem foi escrito totalmente aqui pelo autor, mas calha a preceito, em semana de jogo importante…

Ora então atente-se nisto, respigado duma edição da revista “Dragões”, de há anos já:

« Para quem acha que foi o Pinto da Costa que inventou a "guerra" Porto-Lisboa aqui vai um pouco de cultura portista e desportista acerca de um jogador dos anos 20 do século passado.

Norman Hall - O «português» que afinal não o era.

O protagonista desta história jogou no FC Porto há (muitos) anos, o que equivale a dizer que foi inscrito na época de 1919-1920. Nasceu em Inglaterra, chamava-se Norman Hall e, juntamente com Abel D´Aquino, é o único atleta de antanho a figurar na galeria dos sócios honórarios do clube.
Numa altura em que os atletas eram inscritos por categorias (o FC Porto chegou a disputar os campeonatos de quartas categorias), Norman Hall, embora inscrito a meio da época (20/12/1919), passou desde logo a integrar a 1ª categoria, o plantel de elite, na altura constituído apenas por António Lino Moreira, José Magalhães Bastos, José Ferreira da Silva, Harrison, Joaquim Couteiro, Floriano Pereira, Hamilton, Joaquim Reis, Edward George Bull e Alexandre Cal, vindo a revelar-se um grande jogador e um excepcional desportista.
Foi seu o golo da vitória por 2-1 (de grande penalidade) frente ao Sporting, no campo de Monserrate, em Viana do Castelo, a 28 de Julho de 1925, na final do Campeonato de Portugal de 1924/25, campeonato dedicado a Velez Carneiro «half center do Foot-Ball Club do Porto» (como se escrevia na terminologia da época), morto a tiro de pistola, logo após um jogo com os espanhóis do Desportivo da Corunha, na travessa dos Congregados, para onde o atraíra um colega seu de trabalho, escriturário, casado, de seu nome Carmindo Ferreira Duarte.
Razões? Reza a história que se tratou de problemas de alcova, um crime passional, uma questão de adultério. Adiante. A história que queremos hoje contar é outra. Vem preto no branco no «Relatório e Contas do FC Porto» de 1926/27, refere-se ao jogo dos quartos de final do Campeonato de Portugal daquela época quando, a 3 de Abril de 1927, o FC Porto defrontou, em Lisboa, «Os Belenenses, e gira, à volta da utilização do nosso Norman Hall na qualidade de cidadão Português.
Este campeonato, organizado pela «Associação Portuguesa de Football Association» e disputado segundo um novo figurino, tinha no seu regulamento uma alínea que impedia qualquer equipa de alinhar com mais de dois estrangeiros.
Embora o FC Porto entendesse que Norman Hall – porque residia em Portugal desde os oito anos de idade, jogava pelo clube há 15 e pela equipa representativa do Porto-Cidade desde 1919 – era, «moralmente» um jogador português, não quis correr riscos e tendo no seu «eleven» habitual dois jogadores estrangeiros (Siska, um húgaro que o treinador Akos Tezler, seu compatriota, recrutara no Vasas de Budapeste, e Fridolf Resberg, um norueguês que, tendo abraçado a carreira diplomática no seu país e sido colocado no Consulado da Noruega no Porto, surgiu um dia na Constituição para treinar e…tornar-se num avançado de categoria) fez seguir para a Federação, via Associação de Futebol do Porto, uma exposição no sentido de saber se Norman Hall seria ou não considerado jogador português para cumprimento do regulamentado.
Apreciada e discutida a exposição em reunião do Comité Executivo do Campeonato de Portugal – à qual assistiu Manuel Mesquita, representante do FC Porto, entre outros delegados – a decisão final foi coincidente com o ponto de vista Azul e Branco, qualificando Norman Hall como jogador português.
Atingidos os quartos de final, após ter levado de vencida o já defunto «Estrela de Braga», coube ao FC Porto viajar até Lisboa para, como se disse, defrontar «Os Belenenses».
No onze ao lado de Siska, Pedro Temudo, Flávio Laranjeira, Álvaro Sequeira Júnior, António Coelho da Costa, Álvaro Pereira, Valdemar Mota, Acácio Mesquita, Resberg e António Oliveira, lá estava Norman Hall.
A vencer por 2-1 o FC Porto viria a sofrer o empate mesmo em cima do minuto 90, quando o árbitro de Beja, Flecha de sua graça, sancionou um golo em claro fora de jogo, levando o encontro para um prolongamento de meia hora, durante o qual o clube da Cruz de Cristo se colocaria na posição de vencedor (3-2), com novo golo em fora de jogo, como, de resto, unanimemente, a imprensa da época reconheceu.
Os erros foram tão flagrantes e grosseiros que o FC Porto se sentiu obrigado a protestar o jogo junto da Federação, acompanhando o protesto dos 500$00 regulamentares.
O árbitro reconheceu os erros, pelo que não parecia haver outra saída que não fosse mandar repetir o jogo. A Federação, sabendo isto, abafou o protesto, considerou sem qualquer justificação os 500$00 perdidos a favor dos seus cofres e, numa cambalhota impensável, tirou o coelho que tinha escondido na cartola. Alegou que o FC Porto tinha transgredido artº 36 Cap. IV do Regulamento ao alinhar com três estrangeiros (Siska, Resberg e Hall) e, como tal, deveria ver a derrota confirmada.
Reproduzindo o que na época foi escrito, e sempre citando o referido relatório da gerência do FC Porto, dir-se-á que a resolução do caso Hall foi uma traiçoeira armadilha preparada por habilidosos muito práticos no metier para assim terem absolutamente segura a vitória do grupo de Lisboa, visto que, em campo, e com um juiz imparcial não a conseguiriam.
Apesar da nossa Associação se ter imposto perante esta flagrante injustiça, não houve processo de fazer valer os nossos direitos, visto que a acta da reunião atrás referida tinha sido deturpada, não correspondendo à verdade da resolução tomada, motivo por que nem sequer foi assinada.
Resumindo: mais uma vez os dirigentes lisboetas da Federação Portuguesa de Football Association conseguiram os seus fins não olhando a meios».
É caso para dizer agora: decorridos (tantos) anos, o protesto genuíno ficou sem decisão e a massa sem ser devolvida!»

In «Revista Dragões», de Outubro de 2007

= Festa de Despedida de Norman Hall =

Observação: Embora conste do arquivo do autor algumas boas imagens deste futebolista em apreço, desta vez deitamos mão a fotos postadas na Internet por amigos destas andanças, derivado a momentânea impossibilidade de digitalização. Motivo porque as imagens foram copiadas, com a devida vénia: a de cima através  do blogue "Dragãodoporto"; a do meio de "Estrelas do F C Porto", do Paulo Moreira; e a de baixo de "Retalhos da História" do F C Porto, de Fernando Moreira, em Dragões de Azul Forte, no blogue "Bibó Porto, carago"!

Armando Pinto 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Tempos passados… de idealismo azul e branco.


Ai, como eu queria?!

…Como desejava tanto… o que mais queria. Pois era, ao ouvir o desfecho do "Marcelino Pão e Vinho", um filme antigo que minha avó me narrava em forma de conto, era eu ainda criança de tenra idade, como ficava a imaginar que me havia de calhar bem se pudesse escolher assim um desejo…


Dou então comigo, agora, a rever ténues imagens que ainda afloram à retina da memória. Porque há sempre ocasião em que se nos deparam memorietas das que ficaram mais impregnadas no disco rígido de nosso cérebro.

= Um F C Porto-Benfica, de inícios dos anos sessentas… =

Volte-se atrás, numa máquina do tempo, a tempos que há muito já lá vão… como que fazendo a ligação aos de agora. Não sendo novidade nenhuma aquele penalty inventado, há poucas jornadas atrás, ainda, no Estoril, sendo como foi, fora da área… Apenas que ultimamente o descaramento já não era tanto como antes. Mas ainda estão de fresca memória alguns outros desaforos, como aquela tristemente célebre arbitragem do Paixão que, num dos anos da década de noventa, nos roubou um campeonato em Campo Maior, metendo uma série de agressões que passaram impunes e vários agarrões dentro da área sobre o Jardel… tal como uns anos antes, em 1978/79 Marques Pires, da Associação de Setúbal, num Sporting-F C Porto, marcou a 15 minutos do final um penalty numa pretensa falta de Lima Pereira, em jogada desenrolada fora da grande área coisa duns três metros; só que o guarda-redes Torres defendeu o penalty chutado por Manuel Fernandes, e, assim, manteve o nulo no resultado que, no fim das contas, não impediu o F C Porto de vencer justamente esse campeonato, com um ponto de avanço…


…Num desenlace diferente do que ocorrera na finalíssima da Taça de Portugal da época anterior, ganha pelo Sporting através do árbitro Mário Luís, de Santarém, que no dia seguinte foi incluído na comitiva leonina que foi em digressão à China…


E assim sucessivamente (andando para trás, a rebobinar no sentido de marcha-atrás) num rosário de vicissitudes, até se recuar aos anos sessentas, como «em 1967/68, numa das vezes em que esteve, de novo, o F C Porto “ombro a ombro” com o Benfica para a conquista do campeonato. Então, eis que, também aí, em jogo decisivo para as contas finais, embora ainda no decurso de Janeiro de 1968, o embate na Luz se saldou com um novo “roubo de igreja”. Pormenorizando: O Benfica fez 2-0 com um golo de Eusébio (logo no início, num penalty duvidoso, por pretensa mão de Rolando) e outro de Torres; o FC Porto empatou depois, através de dois golos de Valdir; e, fez ainda um 3º golo, por Manuel António, limpíssimo, com o peito, em cima da linha de golo, mas que o árbitro Porfírio Silva invalidou de forma incompreensível. De seguida Torres fez o 3º golo do Benfica, que venceria dessa forma o jogo por 3-2, e, praticamente o… campeonato.»

= Um encontro entre o F C Porto e Benfica, com Américo a blocar o esférico por entre um aglomerado de jogadores, antecipando-se a Torres e Eusébio, na presença expetante de Atraca e Rolando =

De permeio passaram-se anos da música dos anos de sessenta, daquela que me entrava no ouvido quase ainda sem entender nada das letras, mas gostando da musicalidade que ouvia nos rádios e nos gira-discos de jovens do tempo dos meus irmãos mais velhos. Cantigas ouvidas entre 1964 e 1965, mais ou menos, que eram mesmo de encantar e ainda hoje dão certa impressão de vivermos o que não vivemos, na prática. Sem fados e guitarradas, que foi coisa que nunca apreciamos, talvez por ser deveras de garganta empinada. Metendo a tal música yé yé, como se dizia. E que era um regalo naquelas sonoridades, na voz duma  Sylvie Vartan, com La Plus Belle… de France Gall, com  Poupée de cire, poupée de son… Francoise Hardy em Tous les garçons et les filles, mais, de forma diferente, em  Voilá… a brasileira Martinha, a sussurrar que (ela) Daria a minha vida… Gianni Morandi epicamente entoando In ginocchio da te… Bobby Solo a pôr-nos romanticamente pensativos com Una Lacrima Sul Viso… Gigliola Cinquetti a fazer-nos ver amigas e colegas como se nos dissessem Non ho l'età… e a imaginar como seria se fossemos o Cristophe, com Aline, e ainda também Les Marionetes... e outras que tais… apesar de nem termos jeito para cantorias. Num mundo que se nos ia deparando nas canções e artistas em voga, cujos títulos e nomes só de os lembrar faz vir à cabeça algumas cantigas que ainda trauteamos mentalmente. Do que ficou, pois dos sonhos de entusiasmo desportivo não havia nada para ninguém… dos nossos. O que fazia revoltar o puro sentimento que havia em nós.

= Pinto remata à baliza encarnada, perante o receio do defesa Cruz…=

Na época, continuando a recuar pelo tempo, o cinema musical de Espanha enchia corações e as atenções, outrotanto. Eram familiares  cenas em que o pequeno rouxinol Joselito cantava a Campanera, como se via nas telas de cinema que passava aqui pela Longra, também. E, retornando às recordações de infância, apareciam as ternas imagens do pequenito Marcelino a rezar na ternura da sua jovialidade infantil… 

E foi assim que ouvindo minha avó contar a história do Marcelino Pão e Vinho me pus a divagar…Enquanto o entusiasta Portista continuava a ver e sentir tudo o que ia acontecendo, a favor do clube protegido do regime e do seu vizinho mais próximo, em desfavor do F C Porto…

Era… foi assim que, também com outro Silva, mas com os mesmos espinhos, uns anos antes, perpetrou um outro «autêntico “roubo” a prejudicar o F C Porto, num célebre jogo com o Benfica, dessa vez no Estádio das Antas: na temporada de 1962/63, concretamente a 24 de Fevereiro de 1963.O FC Porto da época, superiormente orientado pelo húngaro Jorge Orth, que faleceria poucas semanas depois (como aqui recordamos em anterior artigo), disputava o título a par com o Benfica, até que veio esse jogo com carácter decisivo. O Benfica fez 1-0 por Simões, o F C Porto empatou por Azumir, seguindo-se posteriormente um lance que deixou as bancadas em polvorosa e toda a gente atónita e revoltada: numa pacífica disputa de bola, a cerca de um a dois metros fora da grande área, o Torres, em disputa com o corretíssimo Miguel Arcanjo, cai… e o árbitro, Reinaldo Silva, da jurisdição de Leiria, para espanto de toda a gente apontou para a marca de grande penalidade, marcando penalty contra o FC Porto, que depois foi convertido por Eusébio. E, assim, o Benfica ganharia por 2-1, passando a liderar esse campeonato, que… “conquistaria”».

= Azumir =

Recordo-me de, nesse tempo, se ter falado que o árbitro leiriense foi conotado com uma oferta choruda do presidente benfiquista, segundo se falou um automóvel dado por Vieira de Brito, e de os diretores do F C Porto bem terem tentado reclamar, nada conseguindo porém, a não ser terem sido entretanto confrontados com ameaças do regime vigente. Quase a papel químico com uma vergonhosa arbitragem de Rosa Nunes na final da Taça de Portugal de 1964, a pontos de, nesse jogo do Jamor, ter começado cedo a apitar contra os homens do Norte, quando o F C Porto fazia pressão inicial sobre o Benfica… tendo depois expulsado Jaime, sem nada de mais (a não ser por ter reclamado na marcação dum, mais um, penalty inexistente)… e depois foi todo um somar de asneiras, num chorrilho de habilidades, que fez o resultado tomar proporções escandalosas, à vista desarmada… O que só se compreendeu dias depois, quando se viu esse árbitro numa cerimónia oficial do clube da Luz… e levou Otto Glória, nesse tempo treinador no Porto, a afirmar: «O árbitro anulou todo o esforço duma região…»!


Essas peripécias caíram mal na cabeça do jovem ouvinte dos contos descritos pela minha avozinha, já naqueles tempos. A minha avó que, paralisada como estava, passando os dias no leito de sofrimento resignado, me contava longas e ternas histórias, levando a que eu passasse horas a fio sentado à sua beira, ao lado de sua cama, a ouvi-la e a começar a interessar-me por tudo o que fosse histórias e memórias. Desde a Carochinha, à bruxa cavalona, e não sei quantas lendas e contos, ela me descrevia com todos os pormenores. Até à história do tal filme do Marcelino Pão e Vinho. Filme dos inícios dos anos cinquenta, conforme muito mais tarde me apercebi, que, assim sendo, ela não viu, pois ficou retida na cama, em paralisia do corpo, precisamente por essa altura… mas deve ter ouvido contar, por sua vez, talvez no rádio que tinha na mesinha de cabeceira, e depois sabia expor com encantamento descritivo. A pontos que parecia que eu ouvia ranger as tábuas da escada carunchenta, enquanto Marcelino subia para o sótão…


Marcelino fora posto bebé à porta dum convento e foi criado pelos frades daquele cenóbio algures dos confins duma região rural. Tendo sido muito bem cuidado pelos monges, tornando-se o centro da vida conventual, familiarizado com seus protetores, os quais carinhosamente tratava pelos nomes das funções com que o velaram. A um, por exemplo, chamava-o de frei papinha, ao que sempre lhe dava de comer, e por aí adiante. Apesar dessa convivência, ele sentia falta de ter uma mãe. Um dia encontrou um amigo especial no sótão proibido... que mais não era que uma imagem de Cristo crucificado, com quem ele, na sua inocência pueril, conversava; e vendo-o naquele estado lhe passou a levar de comer, com pão e vinho que, sorrateiramente, ia buscar à cozinha, sem os seus amigos frades desconfiarem. Até que se deu o prodígio de Cristo lhe ter perguntado o que queria que lhe desse, em recompensa de sua bondade, e, como ele confidenciou que o que mais gostava era poder ver sua mãe, foi enfim levado a vê-la… dando-se um milagre, depois presenciado pelos frades que o viram inerte, junto à cruz, de onde partira pela mão de Cristo…

= Não se trata de tempos das balizas às costas, mas duma sessão de trabalho empenhado do plantel, com o guarda-redes Armando a empunhar uma barreira de atletismo para servir de suporte à parte física do grupo, no tempo do treinador brasileiro Paulo Amaral, que o segue à saída das escadas de acesso ao relvado. =

Ora, naquele tempo, eu, o pequeno ouvinte desse maravilhoso encantamento que ia escutando de minha avozinha, tinha mãe (eu tinha a minha mãe), felizmente; e nem me passava pela cabeça, ainda, sequer o que era isso de ser órfão. Não teria também ainda grande noção de outras coisas da vida, tudo me parecia normal, a não ser… o Porto não poder vencer, como merecia e devia. E pensei (para comigo, como numa prece): - Se Cristo me perguntasse, a mim, o que mais queria… eu, sem pestanejar, queria que o meu Porto fosse campeão, que ganhasse tudo e derrotasse aqueles malvados lá de baixo que só ganhavam com “comilice” e "falcatruas"… de árbitros e mandões….!


Era o que me vinha então à cabeça. O que mais queria poder ter.

Demorou anos, muitos anos, mas (até que enfim!) veio tempo em que o F C Porto, o meu Porto, passou a vencer mais que todos os outros... embora continuem a haver jogadas de bastidores e artimanhas de bafientos agentes do regime - contudo mais combatidas e eles denunciados, com os meios atuais da globalidade existente.

...Ai, como eu queria?!  E como ainda quero… sempre, mais!!!


Armando Pinto
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