Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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domingo, 13 de setembro de 2015

Tibi: Guarda-redes da memória dos relatos radiofónicos


O F C Porto sempre teve bons guarda-redes, como é da tradição. Uns formados no próprio clube e outros adquiridos, mas em grande parte ainda no início de carreira no escalão senior e numa boa maioria de grande qualidade, formando um escol de marca registada – desde Miguel Siska, até a Iker Casillas, passando por uns Soares dos Reis, Barrigana, Acúrcio, Américo (que o “monstro sagrado madridista” Di Stefano considerou o melhor guarda-redes que defrontou), Tibi, Fonseca, Zé Beto, Mlynarckzic, Vitor Baía, Helton… (para só referir alguns dos que defenderam também a baliza da seleção A portuguesa ou de seus países), na linha de prestígio dos guarda-redes do Porto.

Ora, entre essa elite de bons guarda-redes, um houve que ficou celebrizado pelos relatos de futebol, como eram seguidos pela rádio os jogos, em tempos que as pessoas acompanhavam maioritariamente as suas equipas à distância, através das descrições dos locutores radiofónicos. Como foi o caso de Tibi.


Tibi, Tibi... foi nome gritado nos relatos pelo Amaro, pelas ondas hertzianas difundidas através do Quadrante Norte, dos Emissores do Norte Reunidos – por ser o emissor ouvido normalmente pelos Portistas em tardes e noites de futebol, já que as emissoras das rádios de âmbito nacional costumavam relatar em direto mais os clubes de Lisboa, enquanto do Porto somente chegavam informações momentâneas. Isso contando com a atração da pronúncia brasileira do relatador de serviço Gomes Amaro, que ao descrever as ocasiões em que o F C Porto sofria um golo dizia “E agora Tibi, está lá dentro (a bola). Vai buscar, no fundo do gôol (baliza)…” Sendo assim Tibi o alvo de tais relatos ouvidos todas as semanas, enquanto os outros guarda-redes só  eram assim entoados uma ou duas vezes por ano, quando defrontavam o F C Porto.

Tibi, veio do Leixões para as Antas em tempo que Rui e Armando se alternavam com a camisola nº 1 do F C Porto (quando o titular tinha sempre o nº1 nas costas e a equipa de entrada era numerada de 1 a 11). Seguidamente alcançou o posto principal depois de Armando ter regressado ao Braga e entretanto Rui não se ter conseguido afirmar (após muitos anos como suplente de Américo e nos seguintes ter tido fases de entradas e saídas da equipa). Sendo desse tempo a ficha ao lado, de Tibi, constante do livro “Equipa Especial 2 - F C PORTO O “ANO DE OURO?”, com textos de Luís César.

Depois, o jovem Motosinhense preencheu épocas de grande desempenho, ao tempo da estada de Cubillas no Porto, mas teve entretanto outros rumos, aquando da vinda de Torres, primeiro, e Fonseca, depois, até que  regressou e voltou a agarrar o lugar principal entre os guarda-redes do clube, chegando então a ser detentor do recorde de mais tempo imbatível no campeonato e voltou a ser internacional A (quando antes já jogara pela seleção nacional de Esperanças e senior, também).


O seu currículo, do mesmo António José Oliveira Meireles (“Tibi”), está resumido em nota que aqui reproduzimos, respigado do volume 14 da Enciclopédia do Desporto, edição Quidnovi :


Pois Tibi, mesmo depois de pendurar as luvas e as chuteiras, ainda é conhecido. A pontos que há alguns anos atrás fez parte promocional de um catálogo duma firma industrial da zona interior do distrito do Porto, com cheiro a pão de ló, mas de laboração voltada a fábricas de calçado e metalurgia. Sendo a empresa dessa iniciativa chamada IMO, um fábrica de móveis metálicos e material hospitalar, com sede na Longra, no concelho de Felgueiras (mais escritórios e armazéns no Porto e em Lisboa).

Com efeito, em princípios do século XXI, a IMO editou um catálogo sobre uma sua cama hospitalar, de cuidados continuados, mais diverso material de enfermaria e afins, numa brochura ilustrada. Catálogo esse que chamou a atenção por ter como figura de chamariz publicitário o referido antigo futebolista, muito conhecido, mas entretanto retirado – o famoso guarda-redes Tibi. Sim, o “Tibi do Porto”, como era e ficou mais conhecido, além de sempre recordado pelos relatos radiofónicos do Amaro.

Tibi havia terminado a sua carreira desportiva há anos, já, contudo a sua aura permanece pelos tempos adiante e, como tal, esse catálogo saltou à vista, mesmo que a fisionomia de Tibi já fosse algo diferente do guarda-redes de cabelo farto que se vira em tempos a defender a baliza do F C Porto.


Assim sendo, essa foi uma publicação interessante e, afinal, histórica também. Que aqui e agora recordamos, pela referência do Tibi (ilustrando com imagens da capa e, como simples amostra, de uma das suas diversas páginas). Algo que deste modo registamos, atendendo à popularidade que tiveram e têm sempre os grandes nomes do F C Porto. Sendo honrosamente o Tibi um dos antigos futebolistas do F C Porto de quem temos fotografias devidamente autografadas.


Tibi: E agora...? Continua a ser o Tibi do Porto, que fez parte de coleções de cromos e gravuras jornalísticas guardadas, como as que neste artigo mostramos, da coleção do autor destas linhas.

Armando Pinto

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Homenagem caricaturista a Pedroto


Os grandes homens ficam sempre ligados a grandes momentos. Assim foi e é com Pedroto, apesar de naturalmente ter ficado relacionado também com momentos menos bons, entre nossas recordações Portistas – como tudo na vida – ele estará sempre associado a grandes momentos da história gloriosa do F C Porto.

Desse jeito, tal como noutras eras alguns antigos valores do F C Porto ficaram relacionados com vitórias inesquecíveis, como no triunfo perante o Clube Regatas Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, que esteve na base da oferta pela colónia portuguesa do trofeu Vitória, em 1931, e em 1948 na retumbante vitória sobre o Arsenal, originando a existência museológica do trofeu monumental, tal qual como é inesquecível a vitoriosa final de Viena, que nos deu a Taça dos Campeões Europeus de 1987 e tudo o mais que se seguiu (vindo ao pensamento de imediato 1988, 2003, 2004...), igualmente a vitória no campeonato nacional em 1977/78, pondo fim à malapata de 19 anos de espera, é coisa que nunca esquece. Algo especial a que ficou ligado José Maria Pedroto. E deu azo à valorosa superioridade portista que desde então passou a existir.

Nestes dias em que a memória do Mestre “Zé do Boné” tem sido avivada, dentro do mesmo espírito evocativo relembramos o seu feito de 1978, ao tirar finalmente a taça de campeões portugueses aos encarnados, trazendo de novo o título nacional para o Porto.


Assim sendo, desta feita e  no seguimento dos anteriores artigos aqui cronicados, colocamos alguns cromos ilustrativos desse tempo, entre caricaturas que sempre relacionam Pedroto com esse grande momento da reviravolta histórica então empreendida pelo F C Porto.


Armando Pinto


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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Um olhar ao porvir do F C Porto, mirando o passado e o presente...


Neste tempo de Primavera envergonhada, em que tanto faz sol como vem chuva, para lá da crise político-monetária que faz padecer o país em que vivemos e o povo ter de levar por tabela, enquanto as classes privilegiadas assobiam para o lado, também o desporto português sofre de profunda mesquinhez organizativo-arbitrária, imperando regras déspotas, de sistemas antigos a vir ao de cima.

É perante este panorama que o F C Porto tem de rever tudo, visando que sua organização não seja engolida pelos tentáculos malévolos e consequentemente o clube e respetiva SAD não se deixem ultrapassar, para que os dirigentes da estrutura azul e branca não sejam comidos por lorpas.

Quem não se lembra de na década de oitenta, do século XX, o F C Porto ter sido nº 1 mundial?!


De muito antes, como lembra aqueles tempos em que sabíamos os nomes dos jogadores todos pelos cromos dos rebuçados, em que vinham embrulhados. Recordo-me que, pelos inícios dos anos 60's, mais coisa menos coisa (pois ainda não andava na escola), o primeiro cromo que me saiu, logo que pude arranjar uns tostões, foi um tipo que me pareceu muito feio, de tez morena e cara de poucos amigos, que vim depois a saber (pois ainda não sabia ler) que era um fulano chamado Coluna, um gajo do Benfica. Ena, como fiquei de cara à banda, pois queria mas era um jogador do Porto… e logo tratei de o trocar, conseguindo de um amigo de brincadeiras uma troca por um de cara com ar mais agradável e com a camisola linda de que eu gostava, calhando ser o Serafim. Mas depois, quando consegui mais uns trocos para comprar uma mão cheia deles, apareceu-me finalmente o Américo, de quem já gostava, de tanto se falar bem dele… Depois o Pinto, mais o Azumir, que custava a sair. E outros, que mais tarde me apercebi serem de misturas de equipas, pois nesses cromos apareciam por vezes futebolistas que já nem jogavam na equipa, com outros posteriores. E foi assim que me veio ainda ter às mãos um, cujo nome eu ainda não conhecia, um tal Nóbrega. Jogador que na gravura aparecia quase sem pés, pois que aquilo era um género de arranjo gráfico (conforme se pode verificar na gravura, passando diante dos olhos imagens dessas eras). 

*
Ora, criança ainda, lembro-me que andavam uns pedreiros amigos a restaurar uma casa, aqui pelas minhas paragens, e eles todos os dias gostavam de puxar por mim para falar do Porto, de modo a passarem o tempo de costas mais direitas, nesses entretantos. Apesar de alertado para o facto, eu, criança mas não de olhos tapados, aparava-lhes o jogo porque também gostava de falar do Porto… Mas um dia, vendo o tal “macaco” (como chamávamos aos cromos de jogadores), com pés quase achatados, um desses amigos disse-me que aí entendia porque é que no jogo anterior, o Porto não tinha ganho, dias antes, porque o Nóbrega parecia que tinha os pés tortos… Ouvida tal coisa, desandei num instante e não mais os ajudei a passar o tempo. Dali em diante, por mais que me chamassem quando passava pela obra em que trabalhavam, fazia de conta e eles não tinham outro remédio senão continuar a trabalhar, para castigo.

*

Nunca gostei de me deixar levar, como se costuma dizer, nem gosto que tentem iludir e ludibriar algo com que me identifique e me toque, Como é o caso do F C Porto. Esperando que dentro do clube se empertiguem mais, ainda, de modo a não nos comerem a moleirinha.

= Uma formação da seleção portuguesa, com Américo...

Vê-se como tratam os nossos quando, entre outros exemplos, se deparam ocasiões de representações nacionais, em momentos importantes, como sucedeu com Américo e Pinto no Mundial de 1966, Baía no Euro 2004 e agora com Quaresma... não selecionado para o Mundial do Brasil, incompreensivelmente, ele que foi um dos expoentes da equipa do F C Porto e figura do campeonato...


Neste estado a que chegou o mundo desportivo indígena está-se em período de defeso, mas não de acalmia, verificando-se como lá pelo reino da capital do antigo império vão fazendo as coisas, não olhando a meios para atingir fins. Tal o que se constata no caso da Liga, a que os clubes do sistema ditatorialmente se agarram e não querem largar o poder, mesmo que tenham de usar, como aconteceu, artimanhas de bastidores. Deparando-se no horizonte nuvens medonhas, de escuridão sistemática.

Ora, depois de tudo o que foi acontecendo ao longo da época desportiva, tendo havido fatores extra a contribuir para o que se sabe, a temporada culminou com um final algo penoso, em que se misturaram culpas alheias com erros próprios, entenda-se – porque sabemos ver e reconhecer as situações e não vemos só uma cor como os touros…

Não só no futebol, mas até nas modalidades de pavilhão. Ainda no passado domingo, dia 8 de Junho, para cúmulo do estado de podridão que se verifica, também no jogo da final da Taça de hóquei em patins, entre o FC Porto e o Benfica, houve mais uma violação da verdade desportiva, gravíssima, ao ter sido permitido ao SLB utilizar um jogador expulso na véspera; enquanto depois e durante o jogo foi um chorrilho de habilidades arbitrárias, com aquilo que se viu de penaltis, livres diretos e expulsões sempre em prejuízo do mesmo ou seja do FC Porto. A pontos de Tó Neves ter apelidado aquilo mesmo como a Taça da vergonha.


Aliás, recorde-se (como aparece, unicamente, referido na comunidade informática Portista) «nos últimos três anos, a Federação Portuguesa de Patinagem tudo fez para retirar a hegemonia azul-e-branca, em busca de alterar os números com um título do SLB...que como se sabe, no jogo decisivo entre SLB e FCP terminou com bastante tempo ainda por jogar. Mesmo com o protesto do FCP, o campeonato foi "homologado". E este ano...em vésperas de decisão do campeonato...nomearam o mesmo árbitro para os jogos Candelária-FCP e o SLB-Valongo (jogado no dia seguinte!). Então agora, no passado fim de semana, na final four da Taça...reuniram de urgência para "despenalizar" um jogador do SLB que de outra forma nem poderia jogar. Lembram-se destes temas serem apresentados na comunicação social do regime? …Nós não.»

Pois nisso é que se vê o fito com que se cosem as pontas, pensando eles, os tais do sistema desportivo, que assim poderiam acabar com a prática do hóquei patinado no F C Porto, diante da possibilidade de acontecer uma possível tomada de posição como no basquetebol… Então não é que, com essa esperança, qual jogada de antecipação, em tentativa psicológica, procuraram cozinhar algo do género, através de violação informática, tendo sido pirateada a página do F C Porto na Internet com uma falsa notícia, a tentarem lançar confusão e sabe-se lá mais ou menos o quê…

Assim sendo, tem que se contar com tudo. Às tantas estavam a ver se, futuramente, atacando mais forte e feio o F C Porto também no futebol, não conseguiriam que o clube desistisse de se manter ao mais alto nível no desporto-rei…

Como nos recorda o tempo da dupla Pedroto-Pinto da Costa, quando foi travada luta acesa para alterar o sistema BSB…

É tempo de cerrar fileiras e, como um exército de ativos e elementos de retaguarda, voltarmos a ter comandantes audazes e valentes, especialmente, como tem sido até anos ainda de fresca memória, para que o nosso general forte faça mais forte a sua e nossa gente.

O tempo agora corre mais calmo, lentamente, sem tantas novidades inventadas na comunicação, por mor de haver muito com que encher páginas e programas com o Mundial de futebol.  Em cujo certame o F C Porto só tem na equipa portuguesa o extremo Varela, mas está bem representado em diversas seleções com mais oito valorosos arietes...

Enquanto por cá, dentro, a trilogia dos equipamentos novos do F C Porto prenda alguma atenção, diante da camisola principal um pouco parecida com a histórica, ao que diz a literatura oficial, numa aproximação do passado ao futuro, enquanto dos alternativos o azul de listas enviesadas do segundo se aceite e o terceiro escapa só por não ser vermelho.


Contudo, o mais importante é o que vai acontecer com esses equipamentos vestidos pelos nossos representantes, dentro do campo. Enquanto os nossos diretores terão de estar atentos, vigilantes e cuidadosos diante do que pode acontecer. Contando sobremaneira com a preparação e organização atempada e tudo o que seja inerente a uma boa campanha.

Então poderá e deverá ser mesmo a ligação do passado ao futuro, no engrandecimento clubista e fortalecimento da mística Portista.

Nestes comenos, assim, temos de pensar no porvir. Que futuro será possível neste presente?

Uma estrofe popular canta assim:

"Porque os meus olhos se afastem
Dos teus, não lhes queiras mal.
Que as andorinhas que partem
Voltam ao mesmo beiral"

É isso, queremos que volte o passado vitorioso ainda recente, ao futuro. Ao nomeado beiral, em que se aninham triunfos, em colheitas triunfantes.

Armando Pinto
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